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Nome: Marlene Bellizzi

 

E-mail: irma-marlen@hotmail.com

 

Idade: 71 anos

 

Cidade: Senador Canedo-GO

 

Titulo: Por que amo Maria?

 

Testemunho:

 

1ª parte
Meu nome é Marlene Bellizzi.Sou a 3ºfilha entre 7 irmãos.Nascemos de família batista e fomos educados conforme essa doutrina,bem adversa à Igreja Católica.


Na época não se conhecia tantas seitas como hoje, porém em todas havia um desconhecimento proposital sobre a Igreja Católica. Ensinavam como hoje verdadeira negação da eucaristia, o Papa, Maria, os santos,etc. O crente não devia freqüentar a companhia dos católicos. Cada uma pregava que só havia salvação na sua igreja e principalmente condenavam todos os católicos.


Assim cresci, porém mesmo no sentido de criança, eu achava incerto varias coisas que diziam, mas não sabia me expressar.


Cresci muito fervorosa e assídua, assim aos doze anos permitiram que me batizassem. Eu acreditava firmemente que só os crentes se salvariam e por isso era necessário salvar os católicos. Tinha muito desejo de ser missionária em Goiás.


Com o batismo, cresceu o meu fervor e o meu desejo de mais conhecer a Deus amá-lo e sentir-me amada por ele, porém nessa igreja apresentavam a imagem de um Deus justiceiro, que não nos olha tanto por amor mas principalmente para ver se erramos ou acertamos e assim nos premiar ou castigar.


Como poderia amar a quem tanto temia. Faltava algo muito profundo nessa doutrina e vida. Nada sabia da prática de virtudes ou santidades, isso era como coisa estranha para um crente, eram coisas de católicos. Em 1948, veio um grande sofrimento para a minha família, meu irmão menor que eu e depois minha mãe adoeceram com a tuberculose pulmonar. Enfermidade muito freqüente naquele tempo e não era de fácil cura. Cada um foi para um sanatório diferente. No dia em que minha mãe foi internada cada filho fomos viver em casas de famílias da igreja. Ficar em casa com meu pai, meu irmão mais velho que eu  com treze anos e outro com sete o mais novo contava dois anos. Foi muito dolorosa a separação e nem sabíamos se haveria volta. Na casa onde fiquei eu clamava a Deus pedindo que se revelasse a mim. Sentia tanta vontade de conhecer um Deus mais amável.


No ano seguinte, eu também adoeci gravemente. Sentia- me com os dias contados. No dia 29/06/1949, fui internada no mesmo sanatório que meu irmão. No princípio devido a fraqueza nada percebia mas depois fui observando tudo: as Irmãs de caridade São Vicente de Paulo, numa dedicação tão grande dia e noite só por amor de Jesus! Que diferença da minha igreja...


O Padre capelão igualmente...As outras meninas como sofriam e morriam em paz, tudo aceitando e oferecendo. Assim tudo me falava bem alto no coração. Ali se conhecia e amava a Deus. Ali se sentiam amadas por Deus.
Havia uma enferma chamada Clélia, de mais idade, que não perdia uma oportunidade de me falar sobre a Igreja Católica, sua história, Mártires, Santos. Sobre Nossa Senhora, a Eucaristia, o Papa, etc. Tudo ia entrando em minha mente e coração, embora eu permanecesse firme na minha igreja.


Um dia Clélia me disse:"Marlene você não gosta de Nossa Senhora". Eu respondi que gostava, mas que eles a exaltavam muito, ao que ela me disse: Pensa naquele abraço que você vai receber e dar em Nossa Senhora quando chegar no céu. Fiquei pensando.


Assim tudo corria, quando no dia 13/11/1949, disseram que devia ir a uma palestra naquela noite de retiro. Fui aborrecida e com intenção de orar pela conversão do sacerdote para igreja batista.


A certo momento o Padre leu o salmo: 115,6, onde naquela tradução se lia: "Como é preciosa aos olhos de Deus a morte de seus santos". Depois falou de alguns santos mas só me lembro de santa Terezinha. A morte rondava por ali...Eu nunca ouvira falar de santidade em minha igreja. Se morresse, estaria em condição de ser agradável a Deus? Naquele Momento algo novo de sofrimento de questionamento profundo começou a nascer em minha alma. Voltamos para enfermaria, e eu já não era a mesma. Essa palavra voltava forte à minha mente. Surgiu então uma pergunta: Será que a igreja católica é a verdadeira? Luta terrível, decisão entre vida ou morte, Céu ou inferno, assim tudo se apresentava a minha alma. Justiça de Deus! E se eu errasse? Quem poderia me ajudar??? A quem pedir socorro se tinha medo de Deus? De repente veio uma lembrança: Dizem que Maria é a intercessora, advogada dos pecadores, quem sabe ela pode ir até Deus e falar com ele? Então pensei: "Se a Igreja Católica é a verdadeira, então o que dizem de Maria é verdade.


E como num SALTO DE CONFIANÇA, me lancei nos braços de Maria ...Disse-lhe:"MARIA, FALA COM DEUS, QUE NESTA NOITE EU NÃO SOU NEM CATÓLICA NEM BATISTA, SOU O QUE ELE QUER. Pede a ele que eu não morra nesta noite mas que possa viver para conhecer a verdade". E pela primeira vez livremente rezei a Ave-Maria (sabia de memória de tanto ouvir). A paz foi entrando em minha alma e ao dizer amém, foi como se Maria passasse as mãos sobre os meus olhos, para só despertar no dia seguinte, quando tudo era novo, brilhante e as pessoas eram lindas maravilhosas, eu não falei nada com ninguém para evitar interferências, com tudo não tardou a perceberem minha mudança. Agora, era só ser coerente com a promessa de viver para conhecer  a verdade. O Sim para a Igreja Católica eu ia dando sem perceber, eu ia me abrindo. Realmente Maria fala com Deus e eu já a amava.


No dia 01/03/1950, de repouso absoluto, devido a um pleurisia, recebi a visita de meus pais e meu irmão. Quando minha mãe me viu com a medalha de Nossa Senhora me perguntou: Minha Filha, você com a  medalha. Começando a chorar saiu com o meu pai e o meu irmão. Foi muito duro. As coisas apenas começavam. No final da visita voltaram e disse que não voltaria mais por lá, porém no dia 22/03, ela retornou, era o meu aniversário.


Não sei em qual das visitas falei sobre o batismo na igreja católica e ela fortemente me disse NÃO. Agora só me restava pedir a Maria que não me deixasse sair de lá sem o batismo, pois ia necessitar muito dele.


Corria o tempo e em meados de 1951, eu mais duas colegas fizemos uma novena à Nossa Senhora das graças pedindo a cura, é bom saber que estava com outra pleurisia do lado direito e o líquido se fazia sentir muito forte. Por providencia o médico em visita chamou-nos para um exame chamado radioscopia. Era o terceiro dia da novena, e quando chegou minha vez, o médico falou algo com a Irmã, como eu não entendi, pensei que estava pior, mas no dia seguinte, fiz um Raio X e constatou que eu e o mesmo aconteceu ao meu irmão estávamos completamente curados! O médico não acreditou e pediu que eu ficasse mais dois meses no hospital para confirmar a cura. Passados os dois meses novo Raio X, confirmou a cura. Porém continuei no isolamento onde fui curada. Pedi muito a Nossa Senhora um milagre, o do meu batismo, porque depois só poderia aos dezoito anos, eu sabia que muitos sofrimentos viriam e eu precisava dos sacramentos. Pedi mais:Que fosse no Sábado, festa de Nossa Senhora e fosse pela tarde. 


Maravilhoso! No dia 13 de Outubro de 1951, sem nenhum motivo aparente, comecei a passar mal, chamaram o Padre, e ele perguntou- me se queria ser batizada. Eu disse que SIM. Ninguém lembrou-se que eu já estava de alta confirmada. Ninguém abriu a boca, e eu fui batizada naquela tarde em artigo de morte. Horas depois eu estava sentada na cama jantando.


No dia 14 fiz a primeira comunhão, no leito.
Esse foi um milagre de Nossa Senhora, pois não era permitido o batismo de menor sem a autorização dos pais, a não ser em artigo de morte.Quando na segunda-feira lembraram-se que eu estava curada, já era tarde eu estava batizada.


No dia 09 de Novembro próximo, meu irmão e eu deixávamos o sanatório.
Louvado seja Deus que se revelou a mim e graças a Maria que pediu e realizou tudo maravilhosamente.
Muito mais ela tem feito em toda minha vida.
Obrigada Maria! Eu te amo!
Eis porque te amo!
 
Enviado em: 06/10/2007

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