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Nome: Joana D'arc Gomes Cavalcanti
Eu era uma pessoa de pouquíssima fé. Achava que eu tinha que resolver meus problemas sem entregar a Deus, pois o mesmo não iria se preocupar comigo.Só iria encontrá-lo no juízo final. Cresci numa família católica, na obrigação de ir à missa aos domingos e dias Santos. Pedir a Bênção a meus pais, era uma obrigação e se não pedisse, ouvia tal sermão, que na minha adolescência fui me tornando rebelde e acabei deixando de lado este costume, (do que muito me arrependo hoje).
Fui Batizada, fiz minha 1ªComunhão e Crisma. Morava no interior e quando passei no vestibular, meus pais se mudaram para a capital. Terminei meu curso e naquela necessidade de independência e por falta de emprego, fui morar em outro estado. Devido a minha falta de experiência com a vida, sofri muito, acabei casando no civil. foi uma vida muito difícil, tive 3 filhos. Posso dizer que ao me separar, consegui sair do inferno. Durante este período em que fiquei casada, tentei me confessar uma vez, mas o Padre disse que não poderia me absolver, que eu teria de me casar na Igreja ou separar. como na época eu era psicologicamente dependente desta pessoa, pois financeiramente, eu praticamente sustentava a casa, não consegui me separar. Chorei muito, mas compreendi que o Padre tinha razão. Depois de casada, eu raramente ia à missa.
Nos domingos saia com ele e as crianças, normalmente com algum amigo dele e a família e começavam a beber, o que me deixava terrivelmente aborrecida. Era um dia perdido, de preocupação no trânsito, e só ia por causa das crianças, pois eu sentia que não gostava dessa vida. Sinto que Deus me preservou de muitos outros pecados graves que eu poderia ter cometido, apesar de cometer muitos outros que me doem na alma até hoje, mesmo sabendo que Ele já me perdoou. Mas a misericórdia de Deus é infinita e a Nossa mãezinha não nos desampara. Apesar de minha pouca fé, sempre tive um amor muito grande por Nossa Senhora, mais especialmente por Nossa Senhora de Fátima, que quando criança ouvindo a história dos Três Pastorinhos, sonhava muito também poder vê-la. Por isso é meu maior desejo, morrer em seus braços e ser levada até Jesus, por ela.
Certo dia, chamei minha vizinha que também participava do cenáculo, mas ela disse que não iria. Pedi a minha amiga, coordenadora do cenáculo, para ir falar com ela. Ao terminar a oração, ela me acompanhou, e quando passávamos em frente a um dos prédios, ela me pergunta se eu estava sentindo um cheiro. Perguntei se era cheiro de xixi. Ela me disse que não, que era um perfume de rosas. Imediatamente eu também senti e fiquei procurando de onde vinha. Ela me disse: É Nossa Senhora! Eu não acreditei e continuei procurando a origem do perfume, mas sem encontra-la. Nesta noite, minha irmã me telefonou entusiasmada, que estava participando dos cenáculos também, continuei minhas orações, inclusive a Novena do Espírito Santo e dormi tranqüila. No dia seguinte, fui trabalhar no Centro de saúde, e enquanto esperava a atendente chegar, notei uma senhora com um livreto na mão onde tinha duas gravuras do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, e onde estava escrito: "Revelações Urgentes".
Fiquei curiosa e, da maneira que eu já estava, havida pelo conhecimento das coisas de Deus,(inclusive já havia perguntado para minhas amigas porque eu não me convertia e elas me disseram que eu estava no caminho, pois acontece quando Deus quer.). Tomei coragem e pedi aquela Senhora para dar uma olhada naquele livreto, ela imediatamente tirou um documento que estava dentro e disse que eu podia ficar com ele. Falei que só queria dar uma olhada, pedi o nome dela, anotei no livreto e falei que ela poderia vir buscá-lo depois, mas esta senhora nunca mais apareceu! Ao ter o livreto em minhas mãos, entrei no consultório, fechei a porta, sentei e comecei a ler. Quando a atendente chegou e abriu a porta, eu já não era a mesma pessoa que havia sentado.
Começando a ler aquela coletânea de mensagens de vários videntes, inclusive do Padre Gobbi, que eu já havia lido e não tinha me tocado, comecei a sentir que uma luz havia acendido na minha alma, que eu havia passado a ver as coisas pelo lado de Deus, que muitas coisas que eu não compreendia, estavam claras para mim naquele momento, que uma felicidade extraordinária invadiu meu coração, que imediatamente concluí que eu procurava a felicidade nas pessoas, no dinheiro, nas coisas que o mundo oferece, mas a felicidade estava dentro de mim mesma. Convivi com este fogo dentro de mim por algum tempo, não cansava de falar para as pessoas o que estava acontecendo comigo, que qualquer pessoa poderia experimentar também. Mas as pessoas não compreendiam, porque a gente só compreende o que é ter Jesus no coração, quando temos esta experiência.
Vivi muitas coisas maravilhosas neste tempo de consolação, que não daria para relatar aqui. Mas asseguro que foi Maria quem me levou a Jesus. Pois a partir daquela experiência, minha vida se transformou, era visível para as pessoas que me conheciam que eu já não era a mesma. Após aquele dia, vivi muita outras experiências, inclusive com a Eucaristia, com Nossa Senhora, sentindo sua presença outras vezes, por aquele mesmo perfume. Das Missas semanais, passei à missa diária, confissões mensais e depois semanais. Depois muitas coisas aconteceram em minha vida, inclusive retornei a minha terra. Apesar de não sentir mais a presença extraordinária de Nossa Senhora, sei que ela está sempre perto de mim e se estou dando meu testemunho aqui, é para que outras pessoas também possam experimentar a doçura do amor de Maria, que só nos quer levar para Jesus.
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