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Nome: Débora Aparecida Homem


E-mail:
deborahomem@ig.com.br

Idade:
37 anos


Cidade:
Jaboticabal-SP


Titulo:
Minha Família e minha Vocação


Testemunho:

Muitas vezes, durante toda a minha vida ouvi: "Jesus te chama. Ele diz: Vem e segue-me". Então, pensava: "Eu ser freira? Não, eu não. Eu não tenho vocação. Eu não sei falar de Jesus, de religião, como os padres, religiosas, ou mesmo como aqueles que trabalham na Igreja; os leigos.E mais, eu quero me casar, ter filhos, formar uma família. Apesar de todas as dificuldades que vemos, em viver um matrimônio feliz, tenho certeza que encontrarei a 'pessoa certa' e viveremos muito bem !" Era o meu sonho.

Esta confiança vinha das provas que Deus já tinha me dado de seu Amor por mim: a família que me criou, a oportunidade de um bom estudo; no trabalho - cada vez um melhor; na saúde, etc. Tive sim, momentos de tristeza, solidão e de muitas dificuldades, mas estes eram logo superados (com a ajuda e a proteção Dele, é claro). Me considerava uma pessoa otimista, e o meu lema era (e hoje, mais do que nunca): Ter esperança, sempre em Deus, que é o nosso Pai, nosso Criador. Naquele que está tão esquecido pelo nosso povo.

Descobri que a riqueza material não trazia a felicidade.Me contentava com o que tinha porque 'olhava para trás' e via o quanto outras pessoas sofriam porque não tinham onde morar, passavam fome, frio...

Mas, o que adianta compaixão, sem ação? (Senti que já era tempo de fazer algo, na prática). Mas, como? E o que fazer?

Tomei uma decisão: assumir o meu papel de cristã na Igreja e deixar de ser este apenas o nome de quem é batizada. Lá encontrei o que estava faltando na minha vida: amigos , que me revelaram a importância da religião. E assim comecei a participar de retiros, grupos de oração, reuniões; enfim: preencher o meu tempo com atividades que realmente valem a pena, pois a cada dia fui conhecendo melhor Jesus Cristo e o quanto Ele nos ama ( a grandiosidade desse amor, esta, eu nunca consegui imaginar que pudesse existir !)

Se antes, já era incapaz de corresponder ao seu Amor, quanto  mais agora que estou conhecendo e sentindo na própria pele, as maravilhas que só Ele pode fazer no nosso coração e no nosso espírito. Como é bom sentir a presença de Jesus Cristo do nosso lado, em todos os momentos, nos consolando, perdoando e ensinando o melhor caminho para alcançar a verdadeira felicidade.

Por isto, a todo instante pergunto: - Senhor, o que queres que eu faça? E me entrego nas mãos Dele, porque sei que os seus planos para mim são os melhores.

Evangelizar, é o que Ele pede a todos (e este agora é o meu objetivo), mas será que Ele quer que eu seja uma religiosa? Isto eu ainda não sei, mas Ele tem a sua hora para nos revelar a sua Vontade. Então, oro, pedindo a Deus que me ajude a descobrir a minha vocação, e que me dê forças e coragem para enfrentar os desafios e as dificuldades.

A minha família, diante dessa mudança de vida, se surpreende com as atitudes que tenho tomado; pois no mundo de hoje, tão conturbado, são poucas as pessoas que buscam a Palavra de Deus, procurando viver numa comunidade de cristãos autênticos. Ela se preocupa muito com a possibilidade de eu me tornar uma religiosa, diante das dificuldades que esta vida apresenta; principalmente a convicção que devemos ter da decisão a ser tomada; por isso não incentivam tal vocação, aconselhando que eu permaneça como estou: apenas dedicando parte do meu tempo para a Igreja; como também, acreditam firmemente que a minha vocação é para o matrimônio (eu já previa esta reação e a entendo porque não sabem o que sinto no meu coração).

Da minha parte, tudo o que faço é refletir, orar, agradecer a Deus por esta vida maravilhosa que tem me dado, pelas constantes transformações que tem feito; e buscar cada vez mais a Sabedoria que vem de Deus.

P.S.: Até hoje não casei, nem me tornei religiosa...e estou feliz e com a consciência tranqüila e em paz por dedicar a melhor parte da minha vida para o testemunho de Jesus Cristo e Nossa Senhora (no momento, evangelizo pela internet através do meu site e livro de meditações que escrevi), mas...esperança é a última que morre.

Enviado em: 24/8/2004

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