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TESTEMUNHO
DO EX-PASTOR SIDINEH DA ASSEMBLÉIA DE DEUS
Enviado
por: Samuel E-mail:
samucaferre@itelefonica.com.br
Testemunho:
Não
estou aqui para falar mal de uma denominação que outrora pertenci.
Quero dizer a todos os meu irmãos protestantes, não apenas os da
Assembléia de Deus, mas da Batista, da Quadrangular, Adventista, da
Presbiteriana, Luterana, de todas, que os amo. Tenho motivos de sobra
para amá-los, pois tenho três tios pastores, três cunhados
pastores, dois primos pastores, um irmão pastor e minha mãe que é a
diretora no instituto Teológico lá na minha cidade. Eu tenho motivos
de sobra para amá-los de verdade.
Diante dessa situação, o que vou falar aqui é com muito amor e se
muitos dos meus irmãos protestantes caluniam a igreja Católica é
porque não tem conhecimento, continuam naquela leitura ao pé da
letra. Diante dessa situação eu começo a anunciar “este sim de
Maria” sofrendo as piores calúnias possíveis, onde fui muito
humilhado. Se outrora cometi muitos erros falando mal da Igreja Católica,
tirando muitos Católicos do Catolicismo para o protestantismo, posso
dizer como disse o Apóstolo Paulo: “Fiz na minha ignorância”
porque desde minha infância eu aprendi a fazer uma leitura
fundamentalista da Bíblia, ou seja: uma leitura ao pé da letra.
Neste ensinamento eu fui crescendo e absorvendo uma aversão ao
Catolicismo. Eu aprendi que a Igreja Católica era a grande Babilônia
descrita no livro do Apocalipse capítulo 18, que o Papa era a Besta
do Apocalipse detentor do nº 666. Eu tinha a missão de tirar os católicos
dali porque via que eles estavam em um caminho errado. Desde o início
de minha vida eu fui criado no protestantismo e minha formação foi
muito rígida, minha mãe era presidente do círculo de oração,
regente de Coral, professora da Escola Dominical, ela exigia muito de
todos nós.
Chegou um dia que tornei-me Pastor Evangelista, depois passei a ser
Pastor Titular e comecei a pregar em muitos lugares, sobretudo em rua,
praças, feiras, dentro de boates, em delegacias, penitenciárias etc.
Chegou o momento de ir no Estado do Amapá onde tive a oportunidade de
publicar um livro chamado “A batalha de Davi e o gigante filisteu”
Depois publiquei outro livro chamado “Do exílio ao poder”. A
partir de então tornei-me muito conhecido, foi justamente a partir
desse momento que comecei a entrar pelo Rádio, Televisão, ter uma
certa influência.
Eu tinha um grande desejo de fazer um trabalho de recuperação de
jovens delinqüentes na cidade de Causueine. Um dia ao chegar da Rádio
Difusora de Macapá, por volta das 11:30, tinha um irmão me esperando
e sabia do meu grande desejo de ir aquela cidade fazer o trabalho que
mencionei. Ele me disse: “Amanhã estarei indo em um garimpo perto
daquela cidade e se o senhor quiser ir, eu deixo lá. Quando eu
retornar a noite, eu pego o senhor e trago de volta”. Eu disse: “Não
vai dar por agora pois estou sem recursos e não tenho dinheiro para
fazer isso agora”. E ele disse assim: “Mas Pastor, não é o
senhor que diz que para se fazer a obra de Deus não precisa de
dinheiro?” Diante daquilo eu nunca gostei de ser desafiado por nada,
sobretudo para fazer alguma coisa para Deus e eu disse a ele: “Pode
passar que nós vamos juntos”.
Naquele dia eu estava com R$14,00, pois tinha pago R$86,00 ao
sonoplasta da Rádio Difusora. Como eu tinha que fazer um trabalho
muito grande, parecia uma brincadeira ir aquela cidade apenas com
R$14,00, que mesmo assim, ainda deixei com minha esposa. Chegamos as
9:30 da manhã e ele deixou-me em frente a cachoeira, próximo a
entrada da cidade, para me pegar a noite.
Ao chegar, eu tinha uma idéia de ir a casa do pastos, dizer o meu
projeto e com certeza eu teria cama, mesa e banho até o horário de
voltar. E então eu poderia conhecer a cidade.
Esse foi o meu plano, mas não sabia que o plano de Deus era outro na
minha vida. E isso eu vim ter certeza quando cheguei, depois de
informar-me onde era o templo da Assembléia de Deus e a casa
pastoral. Ao chegar lá e saber que o pastor tinha viajado com a
esposa e com a filha para uma outra cidade, fiquei apavorado e
decepcionado, pois não conhecia ninguém. Mesmo assim eu dei uma
volta pela cidade de Causueine, conversei com várias pessoas, dizendo
o que eu era e o que pretendia fazer naquela cidade. Por volta de 11:
30 da manhã eu já estava com muita fome, cansado, com sono e comecei
a sair da cidade. Cerca de uns 200 metros, fui descansar em baixo de
uma árvore, pois o carro só viria a noite e assim poderia descansar
um pouco.
Naquele momento comecei a fazer um questionamento e pensei: “Meu
Deus porque os seus filhos tem que sofrer tanto? A minha vida desde a
infância foi nos teus caminhos, foi te servindo, foi te glorificando
e vim aqui para fazer um trabalho justamente com crianças e jovens
delinqüentes e eu estou aqui nesta situação com fome, sono, sem
dinheiro, porquê? Porque seus filhos tem que sofrer tanto para fazer
tua obra?”.
Neste momento, eu levanto a cabeça, numa distância de uns três
metros estava uma mulher, morena, dos cabelos longos, com uma roupa
branca que até hoje não sei dizer se era uma blusa ou saia ou um
vestido. Ela disse assim: “Você está com fome?” Eu disse:
“Sim, estou” Ela afirmou: “Você vai viajar”. Aproximou-se,
colocou algo em minha mão direita, passou pelo meu lado esquerdo e não
falou mais nada. Quando abri a mão, era simplesmente uma nota novinha
de R$ 50 Reais. Ao ver aquilo eu caí de joelhos chorando. Não vi
como esta mulher apareceu e desapareceu.
Enquanto eu estava de joelhos chorando, vai saindo um carro da cidade
indo para Macapá. Era uma D20 de um senhor muito conhecido, o senhor
Jacó. Quando ele me viu, parou o carro bruscamente e disse: “Pastor
Sidney o que aconteceu?” Eu disse: “Nada” “Como não aconteceu
nada? Disse ele, o senhor está chorando!”. Se for para Macapá eu
lhe dou uma carona. Foi o 2º milagre que aconteceu. Contei o que
havia acontecido e ele começou a chorar, ele é católico, então me
disse: “Eu sei o que é isso, mas não adianta falar essas coisas
para o senhor porque eu sei que não vai acreditar nisso”.
Cheguei oito horas da noite, contei tudo para minha esposa e logo
depois fui para a Igreja. Contei tudo para o Pastor Moisés, Pastor
Natanael, Pastor Sebastião. Nessa altura, eu não conseguia falar sem
chorar. Eles concluíram: “Foi um Anjo, foi um Anjo”.
Passaram 02 anos e logo fui visitar meus familiares passando pela
cidade de Santa Isabel no Pará, onde morava meu sogro. No dia 15 de
Dezembro eu saí de manhã cedo para a oração no Templo Central e as
11:30 horas da manhã, eu parei debaixo de uma árvore, pois o sol
estava muito quente, para descansar um pouco e chegar então de volta
na casa de meu sogro.
Bem na entrada de Santa Isabel do Pará tem a imagem de Santa Isabel
de Portugal que é a Padroeira da cidade. Sentei-me e coloquei a cabeça
entre os dois joelhos. Quando levantei a cabeça e olhei para aquela
imagem que estava em minha frente, algo diferente estava acontecendo
ali. Pela frente da imagem tinha como que um manto amarelo, como se um
fogo estivesse acesso. Aquele amarelo fogo sobre a coroa da imagem
tinha uma bola vermelha, parecendo com o Sol. Entre a coroa e aquela
bola vermelha, tinha a letra “A”, um traço e a letra “M”.
Fiquei olhando aquilo num período de cinco minutos.
Exatamente nesta mesma hora, um cunhado meu estava passando por ali e
oferece uma carona em sua bicicleta. Antes de eu ir a bicicleta, eu
voltei o olhar para a imagem de Santa Isabel de Portugal, mas não
tinha mais nada de diferente. Estava do mesmo jeito como estava
anteriormente. Fiquei perturbado e confuso. Ao chegar na casa do meu
sogro, contei tudo para minha esposa. Ela disse: “Você saiu em
jejum de manhã cedo para orar, não foi?” Eu disse que sim! Ela então
falou que o meu mal era fome. Disse que eu estava com fome e que tinha
andado muito no sol quente e que isso fazia com que eu visse coisas.
Tomei banho, tomei café, almocei, dormi, a noite fomos a Igreja,
voltamos, jantamos e dormimos. Nessa noite eu tive um sonho e neste
sonho vi a mesma coisa que eu tinha visto meio dia naquela Imagem de
Santa Isabel, do mesmo jeitinho eu estava debaixo daquela árvore.
Eu sempre digo que se meu cunhado não tivesse chegado naquele
momento, não seria preciso o sonho, ele não tinha existido. Mas como
eu fui interrompido, o sonho teve que existir porque era um
complemento daquilo que tinha acontecido no dia anterior. A mesma
coisa, aquela bola vermelha. A letra “A” e a letra “M” e que
como flutuando ao lado da imagem, a mulher que a dois anos atrás
tinha me dado a nota de 50 Reais. E em sonho ela me deu uma mensagem
dizendo: “Eu te escolhi, não temas”. Tu converterás multidões
antes do grande acontecimento, encontrarás um que tudo te explicarás.
Muitas lutas enfrentarás mas terá a vitória e o que tu queres não
te preocupes, tudo será resolvido.
Acordei, olhei no relógio, eram 03 horas da madrugada. Chamei minha
esposa, a qual acordou espantada e eu disse a ela: “Aquilo que
aconteceu ontem, você disse que era fome, mas agora eu já almocei, já
dormi, já jantei e aconteceu tudo isso”.
A partir desse momento eu não dormi mais. Peguei a minha Bíblia, li
alguma coisa, dobrei os joelhos e fiquei orando até as seis da manhã,
pedindo discernimento, pedindo que Deus me iluminasse para saber o que
era aquilo. Foi exatamente que as 6 horas da manhã, quando levantei e
estava convicto de procurar um Padre, porque somente um Padre poderia
me explicar o que estava acontecendo. Dias posteriores encontrei com o
Padre Cláudio de Souza Barradas que me explicou muitas coisas.
No dia 17 de Dezembro de 1998, as 10 horas da manhã, dois Pastores
chegaram na residência de meu sogro para conduzirem-me até São Luís
do Maranhão. As 4 horas da tarde nós estávamos na cidade de Paruá
já no Estado do Maranhão. Combinamos de visitar o Pastor daquela
cidade. Logo que chegamos o Pastor quando viu-me disse: “Pastor
Sidney, Deus mandou o senhor aqui e agora, porque estamos iniciando um
trabalho hoje e o Pastor que viria fazer a pregação terminou de
ligar dizendo que não poderia vir e foi Deus que lhe mandou aqui”.
Eu disse: “ Não Pastor, não tem como eu ficar, nós estamos de
viagem e precisamos chegar rápido a São Luís, porque amanhã tem
pregação a fazer lá”. Ele disse: “ O senhor pode sair daqui
cedo até as 10 horas da manhã e cedo vai chegar a São Luís, não
é preciso, o senhor vai pregar aqui. Combinamos e ficamos na cidade
de Paruá. Nesta noite eu fiz a pregação e foi a última vez que
tirei Católicos do Catolicismo para o Protestantismo.
Na manhã seguinte, nós estávamos a mesa para tomar café, quando
alguém bateu a porta. O Pastor foi atender, era um rapaz com o
seguinte recado: “Pastor é para o senhor ir na casa do titio que
teve um problema sério lá”. O Pastor disse assim: “Eu não posso
ir porque tenho visitas”. Diante disso eu disse: “Pastor, se o
senhor permitir, eu irei com o rapaz”. Ele disse: “O senhor é que
sabe, contanto que o senhor esteja aqui antes de 10 horas para a
viagem”. Peguei a Bíblia e acompanhei aquele rapaz. Quando chegamos
ele bateu na porta e seu tio veio atender. O rapaz disse: “O Pastor
que veio foi este, o outro não pode vir”. Eu entrei na casa e
aquele senhor já foi logo trazendo a sua esposa. Ela estava com o
corpo cheio de hematomas, inclusive o olho dela estava quase saindo do
corpo. Ele disse assim: “Mandei chamar o Pastor para fazer uma oração
de separação. O que o senhor está vendo aí foi muita pancada que
eu dei nela, nós já havíamos discutido muito, mas nunca tinha
ocorrido isso, mas hoje diante do que aconteceu eu tenho a plena
convicção de que se continuarmos juntos eu irei matá-la. E para que
isso não aconteça eu quero que o senhor dê uma bênção de separação,
para ir abençoada para um lado e eu para outro.
Comecei a falar para eles sobre o perdão, sobre a misericórdia, a
tolerância, o amor, mas no meio das minhas palavras, aquele homem
interrompeu-me e disse: “Pastor, pare de falar, nós já decidimos
que vamos nos separar, só queremos a sua bênção e uma oração”.
Eu peguei a mão dele de um lado e a dela de outro e comecei a fazer
uma oração. Em meio aquela oração eu senti que alguma coisa tinha
caído sobre as minhas mãos. Ao abrir os olhos eles estavam chorando
e eu prossegui aquela oração. No final daquela oração eles se abraçaram
chorando e disseram que não iriam mais se separar, que eu tinha sido
um Anjo de Deus enviado aquela casa para uni-los novamente. Aquele
conflito tinha servido de alicerce para uma nova construção
matrimonial.
Aquele foi o momento muito forte, de grande emoção, as lágrimas caíram
dos nossos olhos, nós vimos porém uma manifestação da presença de
Deus. Porém, assim que terminou aquela oração, aquele homem começou
a olhar atônito para os quatro cantos da sala. Ele olhou no corredor
para os fundos de sua casa, ele foi até a janela, olhou para o lado
direito, para o lado esquerdo, olhou para frente e quando eu vi aquela
ociosidade, eu fiquei comigo dizendo: “Será que este homem está
vendo algum demônio, um espírito mal?”. Então o interroguei:
“Irmão o que está acontecendo?”. Ele disse: “Não Pastor, eu
quero saber da mulher que estava aqui e agora não está mais”. Eu
disse: “Meu irmão, a única mulher que tem aqui é só a tua que
está aí”. Ele disse: “Não Pastor, tinha uma mulher”. De
repente eu lembrei-me do sonho e perguntei: “Como é esta mulher?”
. Ele disse: “É uma mulher alta dos cabelos longos com uma roupa
branca”. Aí foi quando pela primeira vez aquilo saiu de dentro de
mim, dizendo: “Há meu irmão, eu já sei quem é esta mulher, esta
mulher é Maria, é Nossa Senhora, que anda comigo para todo lugar que
vou, mas ela é desse jeito. Ela aparece, resolve o problema, vai
embora e me deixa sozinho”. Ele disse: “Isso é verdade Pastor?”
Respondi então! ora você não viu a mulher?
Neste dia eu vi um milagre porque eles estavam para separar e de
repente uniram-se novamente e estão juntos até hoje, porque em
viagens que sempre fiz, eu os visitei. Pela característica que ele
deu foi a mesma mulher que tinha dado a mensagem no meu sonho e a
mesma que me deu a nota de 50 Reais.
Eu saí de imediato para a casa Pastoral. Ao chegar lá com os olhos
um pouco avermelhados, que eu tinha também chorado lá, comecei a
contar o que tinha acontecido e comecei a falar que aquilo não era
Anjo como tenho dito e sim Nossa Senhora, a Maria dos Católicos. O
Pastor disse assim: “A melhor coisa que fazemos é não levar mais o
Pastor Sidney a São Luís, porque quando chegar lá no Estádio, no
meio de tanta gente, a primeira coisa que ele vai fazer é dizer que a
Maria dos Católicos apareceu para ele e vai acabar com todo nosso
trabalho”. E eu iria contar mesmo! Porque o número 3 na Bíblia é
um número muito forte, é uma confirmação e Nossa Senhora tinha
aparecido 3 vezes até aquele momento.
Eles começaram a tratar-me com indiferença, conversavam somente
entre eles, me deixando de lado. Eu disse: “A partir de agora eu não
os acompanho mais. Vão a São Luís, peçam desculpas aquele povo que
me esperam para a pregação” Disse Mais: “Eu estou contando para
vocês, algo que aconteceu ali na casa do irmão, que ele viu e isso
era para ter acontecido com o senhor, Pastor, mas o senhor deu
prioridade para mim, o senhor deixou sua ovelha sofrendo, chorando, eu
fui atendê-lo e aconteceu o que aconteceu. Aqui terminou a minha
viagem com vocês”.
Relatei tudo ao Padre Cláudio de Santa Isabel que atendeu-me muito
bem dizendo: “Não quero precipitar em nada, amanhã eu irei a Belém
e se o senhor quiser, irei leva-lo aos nossos Bispos”. Chegando lá
contei tudo novamente aos Bispos a minha história e ao final eles
chegaram a uma conclusão e disseram o seguinte: “Pode ter sido uma
aparição de Nossa Senhora”. Dom Vicente colocou a mão no meu
ombro e disse assim: “Pelos frutos conheceremos a árvore”.
Ninguém convidou-me a passar para a Igreja Católica, eu continuei
sendo Pastor. Até esse momento eu tinha muitas dúvidas sobre o
Catolicismo, mas um dia tive a oportunidade de tirar essas dúvidas
com o Padre Cláudio. Fui fazendo muitas perguntas e ele foi
respondendo tudo. Começou a dizer quem era Maria para a Igreja Católica,
o que eram as imagens, o que era adoração, veneração etc. Quando
ele terminou de dar todas aquelas explicações, eu já não tinha
mais nenhuma pergunta. Eu disse a ele: “Puxa Padre, eu termino de
saber que nem mesmo a Bíblia eu sabia ler, porque eu entendia ao pé
da letra e via totalmente o contrário”. Na humildade daquele diálogo
eu fui compreender o quanto eu estava errado, o quanto eu condenava,
julgava e massacrava os Católicos.
Hoje eu vejo que as imagens são referencias para nós Cristãos. Elas
são indicadoras, são sinalizações, são setas ao longo de uma
estrada. A placa não é para onde o condutor vai, mas está indicando
o lugar para onde ele tem que ir. Hoje a Igreja venera estes Santos,
segue o testemunho de vida e fé. Testemunhos que foram selados com o
próprio sangue, com a própria vida.
Continuei sendo Pastor e ao chegar no Estado do Amapá e em todos os
lugares que eu ia pregar, eu comecei a ensinar o “Sim de Maria”,
pois não saía mais das minhas mensagens a figura de Maria, eu estava
convicto do que ela era. Comecei a ver os Católicos de outra forma e
lia muitos livros sobre Maria, o que era o Catolicismo e muitas outras
coisas. Foi a partir daí, quando eu estava pregando esta nova
mensagem, a Convenção do Ministério que eu pertencia, chamou-me
para que eu fizesse uma retratação e deixasse de pregar a doutrina
dos Católicos, pois senão seria afastado das funções pastorais.
Naquele momento quando deram-me a palavra, levantei e disse: Hoje
estou sendo interrogado, porque estou pregando sobre o “Sim de
Maria” porém quero fazer uma colocação. “Porque nós ensinamos
sobre todos os homens e mulheres que a Bíblia fala, pregamos sobre
Moisés, sobre Noé, Adão, Davi, Salomão, Pedro e dezenas e dezenas
de outros que foram grandes homens de Deus, mas foram grandes
pecadores. Muitos cometeram pecados de adultério, tiraram a vida de
outros, alguns traíram o próprio Cristo e mesmo assim com os seus
testemunhos de vida, nós levamos muitas pessoas a Jesus e muitas, a
se converterem. Procuramos seguir o exemplo deles, porém, eles
tiveram grandes falhas, grandes momentos negros”.
Eu quero dizer a vocês que estou disposto a deixar de ensinar sobre
Maria com uma condição apenas. Peguei a Bíblia e ergui diante de
todos eles. “Se algum dos Pastores aqui presentes me provar dentro
da Bíblia um só pecado que Maria cometeu, eu não deixo apenas de
falar sobre ela, mas deixo também de falar sobre qualquer outro
assunto”. Neste momento fez-se um silêncio, ninguém falava. Foi
quando o Pastor Édio interrompeu aquele silêncio e disse: “Pastor
Sidney, o senhor sabe que nós não temos como provar isso dentro da Bíblia,
mas o senhor sabe que isso é doutrina dos Católicos. Ou o senhor se
retrata ou o senhor será disciplinado hoje”. Foi quando eu disse:
“Se eu tenho que tomar uma decisão entre continuar ser Pastor e
falar o “Sim de Maria”, pois eu deixo de ser Pastor hoje e vou
continuar pregando o “Sim de Maria” que ela deu ao nosso Deus”.
A partir daí eu saí pelo corredor central, alguns ainda diziam que
eu estava possuído por alguma força estranha e com isso começaram
algumas perseguições. Os momentos negros vieram, começaram as calúnias,
passei as piores coisas, fui agredido, apanhei na rua. O Padre da
cidade me disse: “Pastor, vai embora daqui, se não alguém vai matá-lo”.
Neste momento, eu fui embora para o Estado do Pará, sem ter onde
morar, perdi tudo o que tinha, toda aquela projeção.
Cheguei na casa de minha mãe com minha esposa e dois filhos. Ela me
disse: “Aceito você na minha casa de qualquer jeito, menos sendo
Católico, porque não foi isso que lhe ensinei, a porta da rua é a
serventia da casa”. De lá mesmo eu saí sem até a benção de
minha mãe. Minha esposa disse assim: “ Vamos a Santa Isabel do Pará”.
Como eu tinha um cunhado que era Pastor e morava lá, eu pensei:
“Minha esposa vai pedir um lugar para ficarmos alguns dias”. Ao
chegar na cidade de Santa Isabel, duas horas depois desse
acontecimento com minha mãe, minha esposa pediu para que eu abençoasse
Jônatas e Natanael, nossos filhos, mandou que eles entrassem e na
frente da casa do meu cunhado, ela disse assim: “Quando nós
cometemos qualquer erro, todas as pessoas ficam contra nós, mas tem
uma pessoa que nunca fica contra o filho, que é a mãe. A mãe sempre
vai estar ao lado, mas você está tão amaldiçoado que nem a tua mãe
ficou a seu lado e eu também não vou ficar. Aqui terminou o nosso
casamento, vai embora. Viva sua vida que eu vou ver o que faço para
criar nossos filhos”. Eu saí de lá chorando. Foi o fundo do poço,
foi um momento muito triste, muito crucial na minha vida. Foi nesta
hora que comecei a sentir o que era o amargor da vida, o que era estar
sofrendo por ser Católico.
Enquanto eu viajava de Santa Isabel do Pará a Belém, no Santuário
de Fátima tinha uma senhora que estava rezando o terço, coisa
costumeira que ele fazia no Santuário. Enquanto ela estava rezando,
escutou uma voz que dizia: “Vai a rodoviária agora porque tem um
filho meu precisando de muita ajuda” E ela foi a rodoviária. Foi
neste exato momento que fui desembarcando do ônibus. Naquela hora
aquela mulher estava uns 5 metros na minha frente e olhava para mim e
logo aproximou-se e disse: “Meu filho, eu não sei o que está
acontecendo com você, mas eu quero te dizer que Maria, que é minha mãe
e sua também pediu que eu viesse aqui e era para lhe ajudar no que
fosse preciso.” Ela perguntou: “O que você mais está
precisando?” Eu disse para ela: “Eu não tenho onde morar, eu
terminei de ser expulso da minha casa por minha mãe, minha esposa
terminou de separar de mim e não tenho para onde ir”. Ela me abraçou
e disse: “Meu filho, vamos para minha casa, porque você vai ficar lá,
não se preocupe que tudo será resolvido”. Fui com aquela senhora e
fiquei na casa dela. Depois consegui um outro lugar para ficar. Foi um
outro momento muito negro da minha vida. Foi quando eu comecei a
passar muita fome, não tinha roupa, creme dental, sabonete, não
tinha nada.
Mas eu louvo a Deus porque neste momento, de tanta desilusão, eu
sentia que a graça de Deus envolvia minha vida. Eu sentia que o amor
de Maria dominava-me e era um amor muito forte, algo muito grande para
fazer com que eu não desistisse, até porque a minha própria família
começou neste momento, a trazer várias propostas mandando pastores
até minha pessoa para eu parar neste caminho, para voltar, pois tinha
Rádio, tinha Televisão, poderiam me dar uma Igreja e fazer um grande
trabalho, pois eu tinha muito talento. Eu não aceitei nada disso e
passei muito tempo rezando, questionando, mas em todos esses momentos
Deus me concedeu a graça de manter-me de pé.
Depois de um ano e meio que minha esposa me deixou, eu fui convidado
para pregar em uma paróquia. Nesse período, apesar de minha mãe
estar com raiva de mim e minha esposa ter me abandonado, eu sempre
pedia a Nossa Senhora: “Se realmente tu existe, se realmente foi tu
que entrastes em minha vida, faça com que minha esposa volte para
mim”.
Nesta noite quando o Padre deu-me o microfone, uma Ministra da
Eucaristia subiu ao Altar e disse assim: “Pastor, tem uma mulher lá
fora querendo falar com o senhor. Ela disse que é sua esposa e está
chorando muito”. Larguei o microfone e fui lá fora. Quando cheguei
vi que era ela e estava desesperada. Perguntei: “O que aconteceu?
Teve algum problema por lá?” Ela disse: “Não, eu vim aqui para
te pedir perdão e dizer que quero ser Católica junta com você”. A
partir desse momento, choramos muito e agente se abraçou entrando
dentro da Igreja que tinha umas 2 mil pessoas. E nesta noite que eu ia
dar o meu testemunho, Deus deu-me uma unção para pregar sobre a família
e aquele recinto foi tomado por uma unção do Espírito Santo muito
forte. Eram muitos maridos pedindo perdão para esposas, esposas para
maridos, filhos para pais e Deus tomou conta daquele lugar.
A partir desse momento, eu começo viver uma outra situação. Minha mãe
pediu que eu fosse falar com ela. Eu fui um pouco retraído sem saber
o que ela queria falar comigo. Quando eu fui chegando na casa de mamãe,
a garagem estava aberta. Quando eu fui chegando ela vinha saindo e
esse foi um dos momentos muito forte de minha vida, porque naquele
mesmo lugar, onde mamãe disse que a porta da rua era a serventia da
casa, quando ela me avistou entrando, ela abriu os braços chorando e
disse, meu filho, me perdoa, eu te amo, eu não quero que nenhuma
indiferença religiosa exista entre nós, eu te amo... eu te amo...eu
te amo. Se você quiser ser Católico, se você quiser pregar na
Igreja Católica, pode continuar pregando e eu quero que você saiba
que sua mamãe vai estar sempre orando por você para que Deus te use
sempre e sempre.
Isso foi muito forte. É assim que Deus faz, é assim que Deus
trabalha. Hoje ainda temos muitos problemas, muitas dificuldades. O
que aquela mulher disse-me no sonho, que eu enfrentaria muitos
problemas, isso tem se cumprido a risca. Sei que as dificuldades foram
grandes e sei que muitas talvez maiores virão, mas eu tenho a plena
convicção que a mesma graça que Deus e Maria concedeu-me até hoje
para vencer todas as dificuldades, essa mesma graça estará na minha
vida envolvendo-me para que eu super quantas possam surgir como disse
o Apóstolo Paulo: “Eu estou indo para outros lugares, eu não sei o
que lá me espera, a não ser tribulações e tribulações, mas sei
que Deus conceder-me-á a graça para vencer a todas elas”.
Eu
sei que essa graça de Deus que tem sustentado-me nos seus caminhos
enfrentando as dificuldades do dia a dia, as contradições, as rejeições,
o ódio de uns, a indiferença de outros, mas eu me sinto feliz porque
hoje eu tenho a plena convicção que eu faço parte da geração e da
multidão daqueles que Maria mesmo disse: “Todas as nações me
chamarão de Bem Aventurada”.
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Quem quiser pode entrar em contato com o Missionário Sidineh Woster
Veiga por e-mail (sidineveiga@bol.com.br) ou pelo telefone (11)
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Enviado em: 25/6/2004
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