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TESTEMUNHO
DE UM MÉDICO
No
capítulo oitavo de sua carta à igreja de Roma, Paulo diz que se o
Espírito daquele que ressurgiu Jesus dos mortos estiver em nós então
Deus daria nova vida ao nosso corpo mortal através do Espírito que
está dentro de nós. Meu
nome é James Wise. Sou cirurgião ortopédico em Birmingham, Alabama.
Gostaria de, brevemente compartilhar com vocês como é que Deus pôs
nova vida em meu corpo mortal. A estória inicia-se muito tempo atrás,
quando era estudante de medicina. Naquela época descobri, como todos
nós descobrimos, que sempre precisamos de mais tempo, de mais
energia, de mais força do que realmente dispomos para fazer tudo o
que tem que ser feito. Descobri que não tinha a força interior que
precisava. Então lutei para adquiri-la por outros meios, recorrendo a
drogas. Comecei a usar um medicamento comum que nós conhecemos por
anfetaminas ou “estimulantes”, e isto pareceu, na época, me
fornecer um pouco da força e energia que precisava. Esta primeira
fase passou e descobri que, de repente, não conseguia mais passar sem
as drogas. Esta situação perdurou todos os anos de faculdade. Meu vício
continuava a crescer com o passar do tempo. Entrei para o exército e
o vício continuava a crescer. Nesta
época minha esposa já havia descoberto o meu vício e insistiu que
eu procurasse assistência médica. E assim fiz. Passei pelos
tratamentos normais de psiquiatria com resultados bastante previsíveis
– ou seja, nenhuma mudança. Depois fui fazer um estágio de residência
em um hospital militar e também aí meu vício continuava a crescer.
Esta situação criou muita tensão entre minha esposa e eu e dentro
de minha família. Mais uma vez ela insistiu que procurasse assistência
de psiquiatras – e eu o fiz. A terapia psiquiátrica passou de
consultas para internamento: um dia me vi trancado na ala do hospital
para pacientes com distúrbios. Isto tudo me perturbava profundamente.
O que mais me atormentava é que os meus pacientes me viam no refeitório
do hospital junto com os outros pacientes de psiquiatria. Aí estava o
homem que há poucos dias os havia operado, e agora estava na fila
junto com os outros pacientes de psiquiatria, e, obviamente, sob
severa vigilância. Minha carreira militar foi interrompida. Consegui
voltar à vida civil, terminar minha residência em ortopedia e passar
para a clínica particular, mas o vício em
drogas ainda persistia. Mais uma vez senti que precisava da força
e do poder que não tinha, e eu não sabia como encontra-los. Deus
me colocou contra a parede, fazendo algo por mim que eu não poderia
ter feito sozinho. Ele me colocou contra a parede, donde eu não podia
sair. A única solução era largar o vício – agora já muito
forte. Eu tomava uma média de duzentas e trezentas miligramas de
DESOXYN por dia: seis comprimidos ao levantar, três ou quatro várias
vezes ao dia, e freqüentemente dois ou três ao deitar. Eu não
poderia largar do vício sozinho. Um
dia dei de encontro com dois funcionários do departamento Estadual de
controle de narcóticos. Eles me disseram: “O Senhor sabe qual é a
quantidade de narcóticos que o senhor toma por dia?” Menti. Disse:
“Não”. E eles me disseram bem claramente que eu estava comprando
de quinhentos a seiscentos comprimidos por mês. E perguntaram o que
eu fazia com tudo aquilo. Menti de novo. Disse: “Eu as dou aos meus
pacientes”. Eles me pegaram dizendo: “Mas é ilegal fazer isto!”
E é mesmo. Tive que explicar à autoridade competente o que é que eu
fazia com a droga; tive que ser honesto com eles e dizer que tomava
tudo. Entretanto
eu já havia percebido que estava em apuros (na realidade, isto se deu
no dia em que os funcionários do departamento de controle de narcóticos
me encontraram). Percebi que finalmente estava num beco sem saída.
Telefonei a um amigo – um amigo espiritual e pedi que viesse
procurar-me. Sentamo-nos em meu consultório e oramos. Após a oração,
perguntei-lhe: “Greg, se Deus não puder me ajudar a resolver este
problema, então tudo o que ouvi falar sobre ele é falso; estarei
tomando o barco errado.” E
Deus me ajudou. Dali em diante ele fez uma coisa que eu sozinho não
podia fazer. Ele não somente me tirou os comprimidos como também
miraculosamente a vontade de toma-los. Não larguei o vício sem
nenhum esforço, como acontece com muitas pessoas; foi bastante duro,
mas não foi tão duro como das outras vezes que eu havia tentado
larga-lo sozinho. Voltei às minhas atividades totais dez dias depois
de deixar os comprimidos. O
que isto significou para a minha vida? Significou que, de repente,
descobri que Deus é meu médico – que ele é realmente a pessoa que
me cura, porque eu havia procurado a cura em outros lugares seguindo
os caminhos normais e não tivera êxito. Mas descobri que Deus
realmente me cura como ele diz na Escritura. Descobri desde então que
tenho a força que preciso, e a tenho através da presença do Espírito
Santo em mim como foi dito por Paulo em Romanos 8,11. Ele me dá toda
a energia que eu preciso. Descobri também que ele pode curar através
de mim – que ele pode curar sem mim, como lemos na Sagrada
Escritura. Muitos
médicos têm o mesmo problema porque os medicamentos e as drogas estão
à mão. Você pode ter este problema. Se for o caso, suponhamos que
você não tenha a solução. A solução está em Deus e no seu poder
em liberta-lo daquilo que você sozinho não pode faze-lo. Ele vai
liberta-lo, eu lhe garanto; Ele vai dar a força que você precisa;
Ele vai adequá-lo a toda e qualquer situação em que você se
encontrar e você não vai depender de apoio químico. Esta é a cura
mais dramática que já presenciei. E eu sei que vai acontecer –
porque aconteceu comigo. Fonte: Do filme “Os médicos que oram” (The Praying Doctors) produzido pelo Padre DeGrandis
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