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A porta
Conta uma lenda, que certo dia, um espião foi preso e condenado. A sentença dada era prisão perpétua em local gélido e remoto, e o general um homem de hábitos pouco comuns, sempre oferecia ao condenado duas opções: o cumprimento da pena imputada ou entrar por uma porta pintada de preta que havia no quartel. Quando chegou a hora do condenado subir no veículo que o levaria ao local do cumprimento da pena, o general chamou o réu à sua presença para uma breve entrevista. Diante do condenado, fez-lhe a seguinte pergunta: - E então, o que você prefere: a porta ou a prisão perpétua ? O prisioneiro ficou pensativo, pois afinal, a escolha não era fácil, e depois de um longo silêncio, respondeu: - Eu prefiro a prisão perpétua ! Quando o condenado já havia sido retirado para ser levado ao local que cumpriria a pena, o general virou-se para seu ajudante de ordens e disse: - Assim é com a maioria dos homens. Preferem o conhecido ao desconhecido. - E o que existe afinal, atrás da porta preta ? perguntou o ajudante . - A liberdade, respondeu-lhe o general. Mas poucos foram os homens corajosos que a escolheram. ****************************** Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o novo. Geralmente, as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhe oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe, que aventurar-se a investigar diferentes possibilidades. Pense nisto ! Nem sempre, o caminho trilhado por muitos é o que conduz à liberdade. Nem sempre, nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro. Às vezes, é preciso abrir trilhas ainda desconhecidas da maioria, mesmo que, para isso, fiquemos sós. Com freqüência, torna-se necessário nadar contra a correnteza, optar pela porta estreita e, assim, vislumbrar um novo mundo. Livre dos constrangimentos que tolhem a liberdade e impossibilitam a felicidade
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