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As feridas que provocamos
Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito. Imagine uma pessoa cravar uma faca afiadíssima no peito de um amigo, num momento de repentina ira. À medida que a lâmina penetra o corpo, seu amigo, atônito, tenta desesperadamente encontrar um pouco ar. A seguir, gritando muito de dor, ele cai ao chão. Provavelmente perdendo muito sangue, sucumbido pelo sofrimento, ele entra em choque e perde os sentidos. Essa pessoa muito certamente não morrerá, porque virá a receber cuidados médicos adequados e em tempo propício. No entanto, ele irá carregar no peito, pelo resto da vida, uma enorme e repugnante cicatriz. É difícil imaginar uma cena como essa... A realidade, porém, é que muitos de nós cravamos amiúde lâminas cruéis, inclusive em pessoas que amamos. Nós usamos “facas invisíveis” que não derramam sangue. Nossa arma preferida é a crítica. Os ferimentos que provocamos são tão impiedosos como os produzidos por uma faca de verdade. É importante encorajarmos a todos sermos mais prudentes com a crítica, porque ela pode destruir a auto estima de alguém e trazer sobre essa pessoa, perdas irreparáveis. Alguns
de nós, já nos tornamos críticos costumazes. Antes mesmo que sare a
ferida que provocamos, de novo, e mais uma vez, e outra vez, voltamos
a “esfaquear” no mesmo lugar. Como
podemos ser tão cruéis ? A próxima vez que você sentir que está prestes a “esfaquear” alguém com suas palavras, faça uma pausa, nem que seja por um breve momento, e na sua imaginação torne a sua “faca” visível, isso fará você refletir mais concretamente na atitude que está para tomar. Uma vez compreendida as feridas que você pode estar causando, haverá a certeza de que ainda existirá chance de você interromper tão impiedoso ataque. (Meditação: A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” – prov. 18:21)
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