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Janeiro 2005
Certamente que uma das pessoas desta terra, sobre a qual mais tenho escrito, este é o nosso querido ancião de muitos dias (Dn 7, 13) Papa João Paulo II. Desde os dias iniciais de seu longo pontificado, ele sempre exerceu sobre mim um fascínio irresistível, tanto que – pessoalmente – não tenho nenhuma dúvida ou medo de afirmar que ele foi o Papa mais importante da história da Igreja Católica. E mesmo considerando São Pedro, o primeiro, com a “pedra” inicial da Igreja de Jesus, a nossa querida Igreja, ainda assim, jamais em toda a história da salvação a humanidade passou por uma tão grave crise moral e de fé como hoje. E justo para enfrentar esta monumental crise de fé, foi preciso ao Espírito Santo suscitar um homem à altura dela. Nenhum outro lhe chega sequer aos pés!
E quem o viu assumir a Igreja há tantos anos, forte, valente,
ereto, rijo como uma árvore secular, inquebrantável na fé e
plenamente consciente da fabulosa missão que Deus lhe confiava,
certamente não acreditaria se o visse hoje, agora arcado sob o peso
de mil tribulações, vergado pela idade, abatido pela dor, que ele
ainda fosse capaz de se manter na missão, embora todas as pressões
para que ele renuncie. Porque embora vergado, embora perseguido,
embora desobedecido acintosamente em todo mundo, mesmo assim ele finca
o pé na missão, porque sabe, com toda certeza, que nenhum outro
cardeal ou bispo hoje ainda vivo, tem cacife moral, espiritual e
intelectual para comandar a Igreja, tal como ele tem. Sim, tem,
embora pareça totalmente o contrário!
Quando afirmo, com tanta ênfase, com tanta certeza – ninguém
tem – é porque não me consta haver na terra, um só eclesiástico,
que tenha os joelhos calejados – não preciso ver isso – da forma
como ele tem, de tanto rezar, não só isso, de tanto pedir perdão.
Sim, de pedir perdão, embora muitos grandes odeiem que ele faça
isto. Tal fato, ao invés de o inferiorizar o enleva, e é justo isto
que o mune deste cacife moral, de uma tal magnitude, que todas as
“estrelas” que porventura tentarem brilhar ao seu redor, não
passarão, de foscas lamparinas. E bem fumarentas, me desculpem os que
discordam. Porque não me resta dúvida alguma que Deus o preparou
desde a concepção, cuidadosamente passo a passo, a fim desta missão
sobre-humana, de conduzir a nau da Igreja, na última e mais violenta
de todas as tempestades.
Não bastasse isso, o Grande Navio da Igreja Católica está
completamente avariado. Com rombos enormes no casco, já não mais
arvora a bandeira da fé em alto mastro, porque exércitos maus, já
infiltrados nela, tentam alucinadamente desarvorar a bandeira, que já
se encontra a meio pau, sinal de tristeza e luto. Dentro desta nau,
existe uma só confusão. Já ninguém mais obedece às ordens do
comandante da Igreja, porque julgam sua voz fraca no comando – mal
sabem eles a besteira que cometem pensando assim – e tentam de todas
as formas substitui-lo, para colocar em seu lugar um de seu mau
quilate. João Paulo II, já recebeu a Igreja nestas condições! E
porque é inteligente, percebeu que se afrontasse aos rebeldes, teria
o mesmo fim de seu antecessor. Preferiu então fazer apenas alguns
remendos, porque ele sabe, no timão do navio está Jesus Cristo! Então
porque provocar uma crise maior, se os rebeldes jamais tomarão o leme
das mãos de Jesus? Na verdade, em todo o mundo, se ouvem cada vez mais vozes gritando no sentido de que o Papa João Paulo II deve renunciar, para que assuma em seu lugar um papa mais jovem, mas atualizado, mais moderno, mais dinâmico, para conduzir a Igreja nesta passagem difícil, entretanto, digo a todos eles com todas as letras: vocês não sabem o que pedem, nem sabem o que dizem! Acaso não é diante de João Paulo II, mesmo assim neste estado de aparente fragilidade, que se curvam ainda as maiores autoridades da terra? Quem outro teria, tal como ele, moral e cacife espiritual suficiente para se fazer ouvir, até mesmo pelas mais poderosas autoridades da terra, sejam civis ou sejam religiosas? Mas isso ele não conquistou pela via arrogante de quem não escuta, mas sim pela via humilde de quem não transige quanto á verdade.
Quem outro neste mundo, mesmo na idade dele, mesmo na aparente fraqueza dele, estaria ainda tão consciente de sua missão? Tão cioso em defesa de sua Igreja? Quem outro nesta idade seria ainda tão amado pelo povo católico do mundo inteiro, eis que ele não se deixou prender dentro dos muros do Vaticano? Em verdade, quando ele percebeu que lá dentro estava difícil, que sua voz de Pastor seria sufocada pelos maus, e que suas palavras não chegariam aos ouvidos do rebanho, ele se abalou para fora dos muros de Roma e visitando mais de 150 países, caiu nos braços do povo. E lá, de improviso, do alto de sua sabedoria, pela força do Espírito Santo que o conduz e ampara, ele pode gritar muitas coisas que de outra forma jamais ficaríamos sabendo. E esta atitude, foi certamente uma das maiores fontes do ódio que certos luminares devotam contra ele. Eles não suportam, do alto de sua arrogância, que este ancião tenha lhes passado uma tal rasteira. Odeiam também o fato de que multidões o têm aplaudido, têm com ele rezado em coros fenomenais de vozes, têm cantado junto com ele, desde as mais simples canções populares até os cânticos mais celestiais. Odeiam sua popularidade e gostariam, eles próprios de estar nos braços do povo – por isso tanto criticaram suas viagens – para receber as loas e os louvores deste mundo. Mas João Paulo II não está no meio do povo para receber seus aplausos, e sim para lhes dar uma mensagem, que quer gritar, mas é sufocada na garganta: Preparem-se para a 2ª Vinda de Jesus! E é isso que ele realmente gostaria de fazer, às claras: preparar o mundo para o retorno do Senhor! Em todos estes anos eu tenho lido alguns artigos, dos mais diferentes escritores, que atacam ao Papa João Paulo II devido a ações que ele comete, entretanto, penso que a maioria deles não se dá conta do que realmente acontece. Nunca me ocupei a catalogar informações sobre ele, para comprovar a defesa que faço de seu magistério santo, mas posso levantar algumas situações que irão esclarecer ao leitor aquilo que afirmo. Vou dar um exemplo de como ele foi enganado e só por isso emitiu parecer errado: Mais no início de seu pontificado, ele afirmou que a teologia da libertação era tão importante, que se ela não existisse seria preciso inventar uma. Mas isso foi porque lhe mostraram apenas as costas do monstro, jamais a face horrenda, jamais as garras, jamais os dentes nefandos cheios de sangue, de luta de classes e ódio contra os ricos. E menos de um ano depois ele já – agora melhor informado da verdade – emitia um documento renegando alguns aspectos desta verdadeira teologia do mal. Mais adiante, em viagem a Honduras, o Papa assim se manifestou: Depois que o comunismo acabou, não se fala mais em teologia da libertação! Ou seja: isso é comunismo, e deve ser banido da verdadeira Igreja! E todo católico que se diz obediente a Igreja e ao Papa, deve abandonar e abominar esta forma herética de viver o Evangelho. Esta viagem, inclusive, teve o propósito único de condenar e sepultar definitivamente e banir da Igreja esta coisa maldita, tão perniciosa para a verdadeira Igreja, e que tantas almas já retirou de Deus. Que tantos, e tão horrendos purgatórios já deu – e dará ainda a muitos – aos que a difundiram, e a viveram. Tanto que, depois, o próprio Catecismo da Igreja definiu como herética esta forma de pensamento, que visa uma libertação física, quando Jesus veio apenas para nos libertar da morte pelo pecado. Este é apenas um exemplo! Mas na semana que passou, foi-me indicado um site da Igreja Tradicionalista, da Missa Tridentina, onde pude comprovar que muitos de nossos pensamentos se afinam mais com eles do que com esta Igreja Moderna. Embora isso, entretanto, muito me decepcionou o fato de inúmeras vezes eles atacarem ao Papa João Paulo II, por algumas das posições que ele tem tomado. Interessante observar que, embora eu concorde que existam erros na Igreja, especialmente após o Vaticano II, jamais me passou pela cabeça acusar Sua Santidade por estas coisas. Mas muitos, desconhecendo as tramas eu se desenrolam dentro do Vaticano, partem logo para acusar o Papa como se ele fosse responsável por tudo que acontece de errado com a Igreja. Uma das coisas que certamente choca ao católico menos avisado, é a de que algumas coisas que saem do Vaticano são completamente contrárias a aquilo que se esperava. Então é preciso entender que nem tudo que sai do Vaticano vem do Papa. Então, é preciso ter consciência de que nada do que está errado ele aprova. Também é preciso compreender que nem todos os cargos de auxiliares são preenchidos pelo Papa, com pessoas obedientes e de sua confiança, mas sim pela Cúria Romana, que por todas as notícias que se tem é realmente quem lá dá as cartas. Vejam: ele nem tem autonomia para indicar seu próprio secretário de estado, justo o segundo na escala de hierarquia! Como fará que o obedeça? Além disso, pelas insídias que tramam contra ele – algumas das quais estaremos apontando ao correr do texto – se poderá achar que o Papa é fraco, que não manda nada, quando na verdade “só pode fazer o que eles deixam”, como ele próprio confidenciou ao um bispo brasileiro, há tempos atrás! Veja a questão da pedofilia dos padres! Quanto sofrimento isso já causou ao Papa? Quanta dor? Mas imaginem no lugar desta Papa, um outro qualquer, se ele teria o cacife moral de dizer: tolerância zero com eles! Na verdade, a besta havia decidido punir a Igreja Católica como um todo, na terra inteira, pelos crimes cometidos por certos maus sacerdotes que vivem a escarrar em Jesus Cristo. Mas ele foi claro ao dizer que jamais a verdadeira Igreja acobertou este tipo de crime hediondo, e que a sua doutrina é bem clara: cadeia para os padres monstros! Nada de acobertar crimes! Óbvio que seria uma injustiça – aliás, mais uma contra a Igreja – fazê-la pagar pelos crimes de seus pares. Seria o mesmo que exigir que todas as empresas da terra pagassem pelos crimes de seus funcionares, mesmo quando fora das funções! Não só questões como estas o esmagam! Dou um exemplo: Ainda nesta semana, da parte a Conferência episcopal da Espanha tornou público o seu apoio ao uso de camisinha nas relações sexuais, como forma de combater a Aids, coisa que João Paulo II tem combatido tenazmente. Isso é desobediência explícita! No mesmo dia, também a Conferência Argentina cedeu apoio à Espanha. Como vocês acham que Sua Santidade se sente diante de tal rebeldia? Claro, já no dia seguinte a Conferência de Espanha voltou atrás e se desdisse, mas sempre fica no ar este estigma de rebeldia, de um vírus latente e que pode explodir a qualquer momento. E assim, muitas Conferências, de diferentes países têm tomado medidas que desagradam profundamente ao Papa, porque são o germe de uma iminente quebra da unidade da Igreja. Imagine o leitor, esta é justamente uma das bandeiras dos maus: Dar maior autonomia às Conferências Episcopais, em questões de fé! No mesmo dia em que isso fosse editado, a Igreja Católica se fracionaria em tantas igrejas quantos países existem. Então o Papa passaria a ser apenas um espantalho, um títere, ao qual ninguém mais ouviria nem seguiria. Seria o fim da Igreja Una! E isso tudo magoa ao Papa! Também a pressão pelo casamento dos sacerdotes e a quebra do celibato, a pressão pela ordenação sacerdotal de mulheres, a já mencionada pressão pelo uso de contraceptivos, o verdadeiro desastre em que se tornou a maioria dos seminários, o imenso número de sacerdotes que abandona o magistério, a pressão por mudanças na liturgia, o tão amaldiçoado quanto falso ecumenismo, a rebeldia de inúmeros teólogos, a pressão da abominável causa gay em todo o mundo, estas apenas algumas pragas, de um imenso leque delas. Todas estas coisas que enumero aqui, não saem da minha cabeça nem são denuncias vazias. Tudo isso está fartamente descrito no livro do Movimento Sacerdotal Mariano, nas mensagens de Nossa Senhora ao Padre Gobbi. Todos deveriam ter e ler este livro. Ali está não somente o lamento do Papa, mas do Céu inteiro, dando conta da imensa apostasia que toma conta da Igreja. Se este movimento, que conta com o apoio de mais de 100 bispos e de mais de 100 mil sacerdotes no mundo inteiro, se isso está errado, então está claro que a Igreja morreu, não tem mais cura! Que se pode fazer então? Sigamos! Uma das questões que mais tem provocado polêmica entre as atitudes de João Paulo II é aquela voltada a união das igrejas e aos pedidos de perdão que ele tem feito. Na verdade, a maioria dos altos prelados da nossa Igreja abomina que ele faça isso, achando que se trata de fraqueza dele, quando na verdade esta é uma das mais extraordinárias demonstrações que um homem pode dar. Pedir perdão é somente para os fortes e os valentes. Nega-lo é para os orgulhosos e arrogantes; estes nunca chegarão a entender! Porque é justamente pelo fato de ele ser o único grande mandatário, dentre todas as religiões da terra, a ser capaz de se ajoelhar e humildemente pedir perdão aos outros, que ele hoje tem esta força monumental que o mantém ativo, embora todas as pressões. Como disse, nenhuma outra religião da terra teve ainda coragem de se ajoelhar junto com João Paulo II, falo em ajoelharem-se abraçados, para pedir perdão um ao outro. Sempre e só ele de joelhos, teve que olhar para cima, encarando olhares arrogantes e zombeteiros, porque ninguém outro teve coragem de baixar-se, de reconhecer suas próprias faltas humildemente e pedir perdão, também! Porque no dia em que qualquer outra denominação cristã da terra fizer isso – se ajoelhar junto com a Igreja Católica e pedir perdão publicamente de suas faltas – terá sido dado o primeiro grande passo para o retorno, na busca do rebanho único e do Pastor Único! Sem isso, jamais acontecerá pela via do esforço humano, somente sentindo o peso do braço do Pai Eterno! Então muitos se aproveitam para criticar o Papa devido a esta atitude, achando que quando ele pede perdão aos filhos de Abraão, de Buda, ou de Alá, ou a outros que não aceitam Jesus Cristo, ele está vendendo a Igreja ou ainda aprovando as atitudes e a fé deles. Nada disso! João Paulo II jamais vendeu a Igreja para um falso ecumenismo como muitos tentam fazer crer. Ele tem noção exata do alcance de sua atitude, que visa apenas manter uma política de boa vizinhança com todos os outros credos, e um diálogo franco com as denominações protestantes. Ele, como chefe maior da Igreja deve agir assim. Ele sabe perfeitamente que o único ecumenismo possível é aquele que visa trazer de volta para a verdade, todos aqueles que dela se separaram. Nada mais que isto! E este diálogo, somente tem cacife para bancar, aquele que se humilha, nunca por aquele que chega à mesa de negociação com posição rija e não negociável. Mas vejam: João Paulo II não negocia a verdade! Tenhamos plena consciência de que ele não poderia ter outra atitude. Imaginem que, como chefe da Igreja Católica, ele saísse a destratar outras religiões e credos, também as seitas que de nós se desligaram! Isso causaria verdadeiro estado de guerra contra a nossa Igreja, que jamais estaria assim cumprindo a palavra de Jesus que manda “dar a outra face”. Que nos manda amar uns aos outros tal como Ele nos amou! Então jamais se poderia esperar que um dia se fizesse esta reconciliação, tão esperada por Deus, mesmo que ela se desse em torno da mentira ou contra Deus. Ou seja: se nenhuma das partes estender a mão ao diálogo, jamais se chegará a um termo comum! Aliás, jamais se poderá sequer sentar à mesa para começar o diálogo. E, incrivelmente, o único diálogo ecumênico possível ainda hoje, é através da oração. Só o Espírito Santo fará a união, mas isso a custa de um sopro poderoso, porque só assim os outros acordarão. Então criticam ao Papa, porque ele rezou com chefes de outras religiões, porque concelebrou ou celebrou na presença de outras denominações, que tirou fotos juntos deles, quando isso jamais quis dizer que ele concorda com aqueles procedimentos, ou que acata aquela forma de adorar a Deus. Que não se misturem as coisas! Jamais João Paulo II irá abdicar da verdade! E isso ele demonstrou muitas vezes durante seu mandato e já antes. Ele tem sido intransigente em defesa integral da nossa Igreja e de nossa fé católica. Uma das provas neste sentido foi quando recentemente ele emitiu aquele documento conjunto, com o Cardeal Ratzinguer dizendo que somente a Igreja Católica salva! E ele tem razão, os que hoje não entendem isso, mal toquem os pés na eternidade se arrependerão amargamente de se haverem fechado de todo para esta verdade. Assim, ele, como chefe supremo de um rebanho de mais de um bilhão de fiéis, jamais se poderá furtar ao diálogo. Jamais ele poderá fechar as portas da Igreja, em nome de uma arrogante pregação, mesmo que da verdade. É preciso ser maleável! Somente os humildes vencem! Só os que se dobram passam pelos obstáculos! Se os caniços mantivessem posição rija em relação aos vendavais, seriam todos quebrados, mas porque se vergam, passada a tormenta, eles voltam a se manter eretos, além de saírem fortalecidos! Eis porque o pneu de um automóvel não pode ser de aço. Primeiro porque seria intrafegável, estragaria as estradas, além do que não duraria muito. Mas porque a borracha é macia e cede, o pneu roda milhares de quilômetros e maciamente. É este o papel que ele faz: de amortecedor! É por isso que centenas de grandes chefes religiosos o visitam. E quando o Papa é obrigado a assistir a uma cerimônia religiosa de qualquer destes credos, ou a “rezar” com eles conjuntamente, ele o faz por questão de delicadeza e até de protocolo. Mas ele jamais deixa de lhes dizer a verdade, mesmo que não gostem e isso seus perseguidores não observam. Mas é este um exemplo de diálogo, que não significa em absoluto aprovação. Mas o irados e muitas vezes ofensivos detratores dele, logo acham que se o Papa abraça o Dalai Lama, significa que ele o está aceitando, ou se tornando budista. E ficam por aí divulgando fotos dele com chefes de outras Igrejas e até denominações completamente estranhas ao cristianismo, como se isso fosse algum tipo de mal. Na verdade – falando em tirar fotos com o Papa – muito maior mal causam certos falsos profetas, que conseguem audiência com Ele, e como de praxe tiram fotos para marcar a visita e depois saem por aí a colocar estas fotos em seus livros heréticos, dando a entender ao leitor menos avisado, que o Papa aprovou aquelas mensagens. Este tipo de expediente enganoso, muitos usam. Coisa que, não fosse um grande mal é diabólico, porque induz as pessoas que amam ao Papa, a quase idolatrar um profeta, quando ele sequer vem de Deus. Quando ele fala apenas de si mesmo! De igual modo também o fazem certos políticos corruptos, ladrões, que vão ao Vaticano tirar fotos com Sua Santidade, para como mostrar aos homens sua também elevada moral. Da mesma forma agem, aqueles que criam certos movimentos dentro da Igreja, nem sempre algo de bom, mas que, com uma foto tirada junto ao Papa, conseguem levar avante uma obra que na realidade visa destruir a Igreja. Já citei aqui o exemplo do tal Neo-Catecumenato, algo tão obscuro quanto pernicioso. Em uma de nossas caminhadas de oração, o Arcanjo São Miguel nos disse que este movimento visa a dessacralização da Igreja, porque, a modo de voltar as raízes do cristianismo, na verdade renega tudo aquilo que a Tradição acumulou em séculos para a Igreja. Ademais, quem leu o livro do Padre Enrico Zoffoli, denunciado a face negra deste movimento, certamente não deixará de antenar-se contra este obscuro “caminho”, cheio de iniciações e de conluios fechados, que agora tenta sair das trevas. Tudo leva a crer que este é mais um cancro, que se está enquistando dentro da Igreja. Quem sabe até o Papa já saiba, mas muitas vezes o médico percebe que, se operar o doente para extrair o quisto, o paciente morrerá antes. Hoje mesmo nos chega a notícia de que o Papa João Paulo II saudou 600 membros do caminho neo-catecumenal em visita a Roma. A notícia de Zenit, diz que eles já contam com mais de 900 dioceses do mundo, com cerca de 17.000 comunidades em 6.000 paróquias. Que tem em todo o mundo ao menos 1.500 seminaristas e já se ordenaram mais de 1.000 sacerdotes. Mas isso não quer dizer nada! Muitos outros movimentos já se infiltraram sorrateiramente dentro da Igreja, e nela produziram estragos monumentais. Este é mais um caso de corpo estranho que se enraíza aqui, como prova destes tempos de apostasia, e prova de que existem dentro do próprio Vaticano, altas autoridades que dão apoio a tais movimentos, justo porque esta é mais uma forma de desvirtuar a missão da Igreja. O padre Zofolli deve saber muito bem do que fala, e dou crédito ao que ele diz. Outra situação que gostaria de comentar, aconteceu nesta semana com a visita ao Vaticano de 160 rabinos que foram agradecer ao Papa, pelo empenho que ele tem dado na luta contra o anti-semitismo. Não entremos no mérito da questão judaica, porque muitos judeus, ao invés de sentirem-se honrados com o fato de Deus os ter escolhido, a este povo singular e especial, para dar ao mundo Salvador, preferem viver de lamúrias e lamentos, em constantes xingações contra quem quer que ouse criticar qualquer de suas atitudes, com ou sem razão, quando na verdade se existe um povo de extremos – os que fazem um grande bem a humanidade, e os que lhe causam um pavoroso mal – este é o povo dito “santo”, o povo judeu. A nós importa apenas lembrar este momento histórico. De fato, esta equipe de rabinos, capitaneados pelos maiores luminares dentre eles, de diversos países do mundo foram ontem “humildemente agradecer” a João Paulo II, por tudo aquilo que ele tem feito pela causa judaica. Ora, como está decidido no protocolo que eles farão uma oração pelo Papa, certamente adiante os mesmos que o criticam haverão de lhe atirar farpas dizendo que o Papa está vendendo a Igreja para os judeus. Na verdade ele nem pode se esquivar destas ações do protocolo, e é certamente de um coração grande demais para se ater a picuinhas e mesquinharias. Pessoalmente acho que ele tem sido excepcional no trato com todos os que o procuram, e é dono de uma diplomacia invejável. Ele atende a todos com carinho, mas jamais foge da tenaz defesa de sua – e nossa – Igreja. Ele não se desvia um milímetro daquilo que deve fazer por ela. E é por isso que o combatem aqueles que o desobedecem: porque ele não quer saber de mudanças! Deus não muda, então como podem os homens mudar Sua Lei? Mas, pior do que estes de outras religiões que o visitam, diria mil vezes pior, são os que vivem debaixo do mesmo teto, e provocam nele as mais terríveis dores no coração. São os rebeldes que vicejam ao seu lado como plantas lorantáceas – erva-de-passarinho – ou até saprófitas – que vivem sobre coisas podres – são aqueles que o perseguem, que xingam dele, que fazem pouco caso de seu magistério, e principalmente aqueles que odiosamente o desobedecem, que acintosamente descumprem suas ordens, e os que promovem o erro, a heresia bem diante dele. Então o Papa não tem condições de os demitir, primeiro porque não tem mais autonomia sobre todos os cargos, como deveria ser, e segundo porque nesta altura dos acontecimentos, o escândalo causado pela demissão, quem sabe a merecida excomunhão de alguns cardeais hereges, seria ainda pior para a Igreja. Já lembramos aqui que anos atrás, ao ser questionado sobre o motivo pelo qual ele não tomava uma atitude contra estes maus, ele disse: agora é tarde! E realmente, um processo destes demanda muito tempo, e sempre só faz aprofundar ainda mais as chagas da Igreja, que já estão expostas por esta flagelação constante e furiosa. Ademais, como já colocamos no Livro Mateus, saiu na Revista Veja uma notícia que dizia assim: o Papa João Paulo II está tão fraco, que nem pode mais assinar documentos, então usam para isso um scanner. Isso foi há cinco anos atrás! Imaginem quantas assinaturas eles já não scanearam? Que outras coisas mais fazem pelas costas dele? Conforme as 15 Orações que rezamos no Salvai Almas, a 15ª é rezada na intenção de João Paulo II. Esta oração diz assim: como um ramalhete de mirra, elevado na Cruz, Vossa carne se aniquilou e feneceu a medula de vossos ossos... Então, ao dar esta intenção, Nossa Senhora explicou que João Paulo II está realmente assim: como um ramalhete de mirra elevado na Cruz. Está se aniquilando e fenecendo até a medula dos ossos por causa destas pessoas que o traem, que traem ao próprio hábito que vestem, e com isso cospem na Igreja Católica e em Nosso Senhor Jesus Cristo. Talvez, neste velho reino que se esvai, nunca ficaremos sabendo que face real têm os lobos, os corvos que promovem a heresia, bem diante da face de João Paulo II. Talvez, também, nunca saberemos qual o sentido – se bom ou ruim – de movimentos como o: Opus Dei – li denuncias sérias contra ele noutro dia – e o Caminho Neo-Catecumenal. Se forem bons, não dará tempo de muitos frutos; se forem maus... Fogo com eles, pois são árvores más! Sim, há outros, muitos deles, que na verdade nunca foram verdadeira Igreja, mas mesmo que o Papa fosse um gênio, uma sumidade, ainda assim seria impossível detectar o verdadeiro sentido de cada um deles, porque diante de si colocam a bela face, mas por trás se esconde satã o ardiloso príncipe da mentira. E se João Paulo II não consegue tomar medidas para coibir isso, nenhum outro a teria, eis porque lutam por um papa que concorde e aprove tudo o que acima mencionai, e ainda coisas piores. Compreendamos uma coisa: João Paulo II é o João de Deus e ponto final! É ele quem foi escolhido a dedo por Deus, e consagrado desde o berço à Nossa Senhora, para esta missão maior: entregar as chaves da Igreja Católica a Jesus que retorna em Glória! É preciso saber que o Espírito Santo o conduz! É preciso entender que toda a força que os homens lhe negam lhe é imbuída por Deus. É preciso entender que não há outra pessoa em melhores condições de conduzir a nossa Velha Arca na tempestade, embora tudo pareça pregar o contrário. O que ele precisa são de orações, não de ataques! E digo orações de todos os cristãos, porque ai do mundo no dia em que nosso bom velhinho for obrigado a deixar o Vaticano às pressas! De fato, os homens que pedem a sua saída, que o crucificam diariamente podem ser incluídos entre os mesmos que crucificavam Jesus: eles não sabem o que fazem! Quanto a nós, que procuramos defender com unhas e dentes aquilo que resta da verdade, da verdadeira Igreja de João Paulo II, mais do que justo é que não arredemos o pé da verdade. Se ao Santo Padre compete se flexível em muitas coisas – embora isso não implique em ceder quanto à verdade – é nossa obrigação ser firmes em defesa da fé. Não podemos contemporizar com nenhum erro ou heresia, com nenhuma outra religião ou seita. Elas nada têm a nos ensinar em termos de verdade e fé, porque tudo aquilo que é necessário para nossa salvação, sempre foi parte integrante da Doutrina Católica. Se algum outro prega a mesma coisa, é porque de nós a copiou. Se ele prega coisa diferente, então não precisamos disso para salvar nossa alma. Claro, sem brigas ou discussões vãs, porque a maioria dos que nos atacam, somente quer contendas, não conversão, nem diálogo. Querem bater, e matar! E isso não consta do Santo Evangelho de Jesus! Olhe ao seu lado, meu amigo, minha amiga leitora: quantas pessoas à sua volta, realmente se preocupam com a conversão? Quantos em sua vila, em sua cidade? Em seu estado e em seu país? Cabem nos seus dedos os que você conhece pessoalmente? Numa mão só! Estes todos, casa a casa, família a família, vila a vila, cidade a cidade, são candidatos ao Novo Reino, pois estão caminhando junto com João Paulo II. Aqui, eu estendo minha mão à palmatória: batam nela mais tarde se alguém de fora entrar nas delícias da Nova Terra. Falo de alguém que não se converta profundamente em tempo, e em tempo também se agarre na barca da nossa Igreja. Falo claro: antes da tempestade! Aos que não acompanharem João Paulo II, que preferirem as picadas, os atalhos, as veredas tortuosas do mundo, restará implorar pela misericórdia no último minuto. Sim, Deus é bom e o Purgatório os acolherá, o Céu depois... Na Nova Terra não! O prêmio é destinado aos fiéis, aos que rezam, aos que obedecem. E Deus seja louvado por isso! Só quem for fiel ao Papa João Paulo II até no fim será salvo! Não ouçam os que o criticam: eles vêm das sombras! Arnaldo Fonte: Recados do Aarão |
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