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17/05/2008
Pentecostais
Divisão
Pentecostal
(Padre Inácio José do Vale)
O jornal: “The New York
American” do dia 03 de dezembro de 1906 falou que algo de estranho
estava acontecendo. “Um novo movimento religioso, formado por negros
e brancos, estava começando. A tradição metodista sendo misturada
à religiosidade popular dos negros”. Que movimento era esse?
Era o controvertido Movimento Pentecostal.
1.100.000.000 de pentecostais deverão construir 45% dos cristãos em
2025, segundo estimativa do Hartford Institute for Religion Research
(1).
O pastor pentecostal assembleiano Rikk Watts, professor do Regent
College, em Vancouver, Canadá disse: “De cada 20 pessoas no mundo,
uma é pentecostal. E o mundo não é um lugar lindo. O que está
errado?”.
A revista luterana Boas Novas, edição de nº 26 dar a sua
resposta:
“No mundo inteiro, a Igreja Cristã está sofrendo uma perseguição
feroz e, em grande parte, imperceptível. O movimento que o diabo está
usando para perseguir a Igreja Cristã é conhecido como
Pentecostalismo. O ensinamento básico do Pentecostalismo é
heresia” (2).
O político e ecologista carioca Alfredo Sirkis diz “da sua terrível
experiência negativa com vários políticos pentecostais que conheceu
alinhado às piores práticas do parlamento e da administração pública”
(3). Que o diga o escândalo da CPI dos Sanguessugas.
Heresia Pentecostal
Ninguém tem duvida que esse é o
movimento que mais cresce no mundo inteiro. Ninguém também não tem
dúvida que esse movimento é o que mais têm crentes desviados da fé
e o que mais causa divisão e escândalos no protestantismo.
O Movimento Pentecostal e a
caracterizado pelas práticas: dos dons “espirituais”, visões,
revelações, profecias, arrebatamentos e êxtases emocionais. Sendo o
“batismo no Espírito Santo” o tema principal.
Na pregação pentecostal é explorado o exorcismo, cura divina,
milagres, bênçãos, dom de línguas e críticas pesadas contra as
Igrejas Cristãs Tradicionais.
O famigerado “dom de línguas” é o que mais causa transtorno no
pentecostalismo e fora dele. Ele é o principal motivo para divisão
nas denominações cristãs. Afirma o pastor batista Nilson do Amaral
Fanini: “o dom de língua tem trazido muitos problemas e tristezas
para a Igreja de Cristo. O Espírito Santo só faz as operações de
somar e multiplicar. Ele não sabe fazer a operação de dividir”
(4).
Ninguém deve fazer parte dessa heresia, para que não venha responder
a pergunta de São Paulo Apóstolo: “Estais loucos?” (1 Cor
14,23).
Desde o início do pentecostalismo nos Estados Unidos, foi agregado em
seu seio um número maior de pessoas pobres e iletradas. Em cima desse
povo é fácil pela pregação “carismática” levá-los ao
fanatismo e ao fundamentalismo bíblico.
A doutrinação pentecostal, junto com a graça, está carregada de
ensinamentos de usos e costumes e sacrifícios como meios de salvação
eterna. Essa foi e continua sendo a marca primordial de muitas
denominações pentecostais.
Hoje a doutrinação pentecostal está carregada de ideologia
comercial da fé. O sacrifício atual é o meio para barganhar com
Deus os interesses de bens materiais.
O Deus vingativo e punitivo de outrora que castigava por falta de
“santificação” da oração, do jejum, da desobediência dos usos
e costumes e outros sacrifícios; hoje ele não abençoa quem não
paga o dízimo e ofertas, quem não faz campanha, corrente e novena de
libertação. Claro, que não podemos esquecer as simpatias, os
amuletos que acompanham esse “show da Fé”.
O fundamento desse neopentecostalismo comercial é
a herética teologia da prosperidade. Essa teologia é o “Banco
Central” de muitos líderes do movimento pentecostal e
neopentecostal. Tais líderes são verdadeiros Faraós, Herodes,
Pilatos, Caifás e apóstolos da luxúria. São tão infames que nem
ligam mais para a tática de “aparência de piedade” (2 Tm ,5). São
religiosos descarados que usam da política e da religião como
empresas em prol de benefícios próprio e familiar.
Ninguém Vos Engane
Jesus respondeu: “Atenção para que
ninguém vos engane” (Mt 24,4). Nosso Senhor Jesus Cristo várias
vezes alertou rigorosamente os seus discípulos a respeito dos falsos
ensinamentos dos fraudulentos líderes religiosos da sua época (Mt 7,
15; 15, 1-9; 24, 11 e 24).
Nada mudou, hoje como nunca, os ensinamentos
dos falsos profetas tem ganhado o mundo na mesma velocidade da
internet.
Os meios de comunicação nos Estados Unidos têm
falado com uma freqüência cada vez maior sobre a presença de um
movimento herético chamado “Só Jesus”
em algumas Igrejas
que se dizem cristãs. Entre os que ensinam essa heresia está o
famoso pregador T. D. Jakes, de Houston, Texas, que já apareceu na
capa da revista TIME como um possível sucessor de Billy Graham. Jakes,
juntamente com esse movimento “Só Jesus”, ensina que o Pai
celestial e o Espírito Santo não existem como pessoas distintas da
Santíssima Trindade. Essa heresia perigosa está arrebanhando
milhares de seguidores na Jamaica e em outras partes do mundo.
Por que essa heresia tem encontrado
receptividade em muitas igrejas? Porque o dogma da Saníssima Trindade
não tem sido ensinado profundamente nas igrejas. Não só essa
doutrina como outras que são omitidas para a formação dos
verdadeiros seguidores de Cristo.
São Jerônimo (348-420) escreve uma linda
carta de elogios a Santo Agostinho (354-430) pela sua defesa da santíssima
fé cristã: “Os católicos veneram e reconhecem em vós o
restaurador da antiga fé —o que é sinal de ainda maior glória—
todos os hereges vos detestam e me perseguem convosco com igual ódio,
até matar em desejo aqueles a quem não podem matar com suas
espadas”.
Dizia Santo Ambrósio: “Sem perseguidores não
há mártires”.
Será que somos perseguidos por amar e
depender a nossa doutrina cristã?
O pastor e escritor alemão Norbert Lieth
escreve: “Até mesmo no setor evangelical há falsas profecias,
prometendo bênção, cura (e não santificação), sucesso e
prosperidade. Em alguns lugares, um certo “empreendedorismo cristão”
se espalhou na Igreja de Jesus, que não se distingue mais em nada do
mundo dos negócios: a única coisa que ainda importa é a multiplicação
financeira, não mais o compromisso com os padrões da Palavra de
Deus. Não importa mais que pessoas encontrem Jesus Cristo como seu
Salvador e assim tenham seus pecados perdoados, mas que a igreja cresça
e a quantidade de membros aumente. “Em uma aparição diante de
milhares de pessoas em Copenhague (Dinamarca), Benny Hinn, o
televangelista americano da ala carismática extrema, pediu doações
para comprar um novo jato particular para si. (...) O avião tornaria
mais fácil o seu trabalho de evangelismo mundial. “Vou
escrever o nome de toda pessoa que doar 1.000 dólares na parede
interna do avião”. (...) Prometeu que oraria por todas aquelas
pessoas cada vez que lesse seus nomes durante uma viagem. Depois de
recolher as ofertas, Hinn disse: ‘pelo fato de hoje ter sido
levantada uma oferta tão grande, a Escandinávia experimentará um
avivamento (...)” (5).
Esse é parte do quadro atual que vive o Movimento
Pentecostal. Que vergonha!
Sincretismo Pentecostal
O insigne estudioso da Religiosidade Popular
Francisco Cartaxo Rolim nos informa: “Na pesquisa que realizamos na
Baixada Fluminense, sobre a expansão pentecostal, verificou-se que os
adeptos do pentecostalismo tinham como religião anterior o
catolicismo popular. Isto nos leva a pensar que no aumento do
pentecostalismo, problema de saber se estes elementos religiosos
sofrem ou não uma transformação no pentecostalismo a religiosidade
católica de tipo popular está sendo canalizada para o seio dos
grupos pentecostais. E seus adeptos são portadores de elementos
religiosos do catolicismo popular, o que coloca o problema de saber se
estes elementos religiosos sofrem ou não uma transformação no
pentecostalismo, problema que deixamos de elucidar ou pelo menos
encaminhá-lo, dado o limite deste trabalho. Mas podemos adiantar que
explodem no seio de pentecostalismo as características básicas do
catolicismo popular — a emoção, o contato direto com o sagrado, o
sentido de proteção, a individualização religiosa”.
“Nos cultos público, animados com cânticos populares, a
espontaneidade que neles reina, nas praças públicas, hospitais e
prisões, a pregação da palavra, nas vigílias de oração, a busca
da experiência de falar línguas estranhas, sob o impulso da crença
no batismo do Espírito Santo, tudo isso exprime aspectos de
religiosidade individual e de contato direto com o sagrado ao mesmo
tempo em que revelam um clima de alta emotividade” (6).
Trocas Simbólicas Entre a Universal e a Umbanda
A Igreja Universal do Reino de Deus
(IURD) apropriou-se de símbolos da Umbanda, como o descarrego, o sal
grosso e a arruda, trouxe-os para dentro do seu culto, alegando que
eles foram criados por Deus, mas que através de uma manifestação
sombria esses elementos acabaram nas religiões
afro-brasileiras. A constatação é de Antonio Vieira, que apresentou
dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), em
fevereiro, sob o título “Filho-de-santo ou filho-de-encosto?
Conflitos e aproximações nas disputas simbólicas entre Igreja
Universal do Reino de Deus e Umbanda”. Ele sustentou, na dissertação,
que há trocas simbólicas entre as duas manifestações religiosas
(7).
“O neo-pós-pseudo-pentecostalismo não
prega conversão e santidade, mas neo-indulgências e sessões de
descarrego. Do novo nascimento ao sabonete de arruda tem sido caminho,
por onde possam os sócios “evangélicos” dos escândalos da República”,
afirma o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti (8).
PERTURBAÇÕES DAS SEITAS
Vivemos em um mundo cheio de religiões, denominações seitas e
heresias.
Há
religiões de adeptos que promovem terrorismo e guerras, denominações
que glorificam o pecado da divisão, seitas que perturbam a paz
social, familiar, eclesial e causam escândalos, principalmente pelo
cisma, e as heresias causam contendas no Corpo de Cristo.
Tudo isso cria uma confusão danada na cabeça das pessoas que não
tem conhecimento bíblico e teológico.
Poucas décadas após a morte dos santos apóstolos, as divisões já
se haviam acontecido na Igreja de Cristo. O historiador americano Will
Durant escreve: “O próprio Celso (inimigo do cristianismo, do
segundo século) havia sarcasticamente notado que os cristãos ‘se
dividiam em muitas facções, cada um desejando ter a sua própria
igreja”.
Por volta do ano 187, Santo Irineu de Lião (140? - 203), denunciava,
vinte variedades de seitas. Já no ano 384, Santo Epifânio ( †
403), grande lutador contra as heresias, menciona oitenta seitas”.
Esse jamais foi o projeto de Jesus Cristo, e sim do diabo. Cristo
trabalhou e orou para que todos sejam um (Jo 17, 21). O diabo trabalha
para matar, roubar e destruir (Jo 10, 10).
O jornalista americano James A. Haught escreveu: “Apesar da crença
universal de que a religião torna as pessoas ‘boas’, é obvio que
ela faz com que algumas pessoas cometam atrocidades”. Esse é o
papel da falsa religião, que tem como chefe superior o diabo.
LÍDERES PERNICIOSOS
São Pedro Apóstolo
já tinha profetizado a corja de líderes falsos. “Houve, contudo,
também falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós
falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas, negando o
Senhor que os resgatou e trazendo sobre si repentina destruição.
Muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas” (1 Pd 2, 1.2).
Na força do diabo tem de
levantado líderes religiosos com poder político, financeiro e de
comunicação eletrônica, promotores de doutrinas perniciosas, de escândalos
sexuais, de cismas, de corrupção, de fausto e de luxúria.
Vejamos na reportagem a prática
perniciosa desses líderes.
“A Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro decidiu
recolher uma amostra do suposto óleo sagrado que a na cura da
‘dengue’ e que está sendo distribuído durante os cultos de
domingo na sede de uma denominação neopentecostal
em Del Castilho. Além
do óleo, oferecido em copinhos, panfletos divulgados pelo
publicitário Antônio Pedro Tabet no site Kibeloco e reproduzidos no
GLOBO convidam os fiéis para o culto e diz que eles receberão “um
cálice com óleo santo, para que todos sejam livres desta epidemia”
(1). Que Horror!”
O povo vive tremendamente,
enganados e escravizados por esses líderes fraudulentos.
Cabe a cada cristão verdadeiro pregar
urgentemente o Santo Evangelho Libertador de Cristo, que tem poder de
libertar o ser humano desses perigosos apóstolos de Satanás.
“Procurai convencer os hesitantes; a outros procurai salvar,
arrancando-os do fogo; de outros ainda tende misericórdia, mas com
temor, aborrecendo a própria veste manchada pela carne” (Judas vv.
22 e 33).
Dizia Santo Tomás de Aquino:
“Levar os homens à verdade é o maior beneficio que se pode prestar
aos outros”.
No Antigo Testamento, Deus deu a
Lei ao seu povo para não cair nas garras da diabólica idolatria (Ex
20, 1-5). Porque por detrás dessa terrível prática, existiam líderes
que lucravam com o comércio de ídolos e fazia desviar o povo do
culto ao único e verdadeiro Deus.
No Novo Testamento, Cristo ensinou os
apóstolos à guardarem seus mandamentos e pregar a Boa Nova sem fins
lucrativos (Cf. Mt 10, 7-10).
Para a Igreja foi ensinado a ser fiel a doutrinas dos santos apóstolos
(At 2, 42; 2 Tm 1, 12-14).
O diabo tem lutado terrivelmente nesses últimos dias contra os fieis
cristãos para fazê-los quebrar a fidelidade da unidade da Santa
Madre Igreja. Mas temos a promessa de Jesus Cristo: “As portas do
inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).
FALTA AMOR EVANGÉLICO
O pregador da Casa Pontifícia, o erudito Padre Raniero Cantalamessa
afirma em sua pregação sobre seitas:
1. O amor evangélico é o grande ausente das
seitas.
2. São visionários fanáticos ou astutos aproveitadores que abusam
da boa vontade e da ingenuidade das pessoas. Eu me refiro aos
fundadores ou chefes de seitas religiosas que estão por ai.
3. As verdadeiras seitas são reconhecidas por algumas características.
Antes de tudo, quanto ao conteúdo do seu credo, não compartilham
pontos essenciais de fé cristã, como a divindade de Cristo e a
Trindade; ou misturam com doutrinas cristãs elementos alheios
incompatíveis com elas, como a reencarnação. Quanto aos métodos,
são literalmente <<ladrões de ovelhas>>, no sentido de
que tentam por todos os meios arrancar os fiéis da sua Igreja de
origem torná-los adeptos da sua seita.
4. Geralmente são agressivos e polêmicos. Mais do que propor conteúdos
próprios, passam o tempo acusando, polemizando contra a Igreja, Nossa
Senhora e em geral tudo o que é católico. Estamos, com isso, nas antípodas
do Evangelho de Jesus, que é amor doçura, respeito pela liberdade
dos outros. O amor evangélico é o grande ausente das seitas.
5. Jesus nos deu um critério seguro de reconhecimento: <<
Guardai-vos dos falsos profetas que vêm a vós disfarçados de
ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os
reconhecereis>> (Mt 7, 15). E os frutos mais comuns da passagem
das seitas são as famílias destruídas, fanatismo, expectativas
apocalípticas do fim do mundo, regularmente desmentidas pelos fatos.
6. Existe outros tipos de seitas religiosas, nascidas do mundo cristão,
em geral importadas do Oriente. Ao contrário das primeiras, não são
agressivas; elas se apresentam com <<fantasia de
cordeiro>>, pregando o amor por todos, pela natureza, pela busca
do eu profundo. São formações freqüentemente sincretistas, ou
seja, que agrupam elementos de diversas procedências religiosas, como
no caso da Nova Era. O imenso prejuízo espiritual para quem se deixa
convencer por esses novos messias é que perde Jesus Cristo e, com
Ele, essa <<vida em abundância>> que Ele veio trazer.
7. Algumas dessas seitas são perigosas também no campo da saúde
mental e da ordem pública. Os recorrentes casos de seqüestros e suicídios
coletivos nos advertem até onde pode levar o fanatismo do chefe de
uma seita.
Atentemos com muito respeito à exortação
do Revmº Padre Cantalamessa, o Pregador do Papa: “Quando se fala de
seitas, no entanto, devemos recitar também um <<meã
culpa>>. Com freqüência, as pessoas acabam em alguma seita
pela necessidade de sentir o calor e o apoio humano de uma comunidade
que não encontraram em sua paróquia.” (2).
CONCLUSÃO
Vivemos entre:
Ovelhas e lobos
Bons e ruins
Sadios e psicopatas
Santos e profanos
Salvos e perdidos
Crentes e incréus
Deus e o diabo
Igreja e seitas
O
maior bem do sacerdote
O maior
investimento que um sacerdote católico pode fazer em prol dos seus fiéis
é deixá-los bem formados e informados sobre os perigos das seitas.
Ser católico verdadeiro
O católico que não é fiel a TRADIÇÃO da Santa Igreja Católica
cai em TRAIÇÃO.
O católico que não se APROFUNDA na doutrina católica se AFUNDA em
heresias.
O católico que vive criticando a Igreja e crendo em FANTASIAS é um
forte candidato à APOSTASIA.
O católico que é relaxado nos SACRAMENTOS vive uma vida de
TORMENTOS.
Quem não é um fiel SECRETÁRIO da fé católica é um verdadeiro
SECTÁRIO.
Quem não ACEITA a unidade da verdade católica a SEITA a mentira dos
cismáticos.
Quem tarda dar os dízimos em sua comunidade, mais CEDO pagou o pedágio
a MACEDO.
“Nossa maior ameaça “é o medíocre
pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo
procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e
degenerando em mesquinhez” (DA n.12)”.
No mundo em que vivemos, tomado pelo
pluralismo religioso, pela cultura do engano sincretista e pelo
relativismo, não há espaço para o católico, medíocre, ingênuo,
superficial, boçal e irresponsável com as práticas do reino de
Deus.
Conclusão
O Movimento Pentecostal foi um
marco de sucesso no século XX e continua sendo na era pós-moderna.
Todavia, a sua prática divisionista tem arrastado uma avalanche de
heresias e escândalos.
De todo desmoronamento social, o
pentecostalismo é o que mais está incluso, devido a sua fragilidade
estrutural e operacional.
A sua amálgama hoje, serve de espelho
para o futuro de um movimento igual ao da Nova Era. Porém, mantendo o
seu eclesiologismo particular (igrejas empresas) e pluralismo
religioso (ecumenismo eclético).
O pentecostalismo se divide para sua
sobrevivência. Suas células divididas, vão sendo agregadas a outros
elementos de várias correntes religiosas heréticas. Daí o sucesso
na pós-modernidade com o seu pluralismo esotérico.
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Referências
(1) Ultimato, maio-junho, 2006, p.20.
(2) Boas Novas, Nº 26, 2007, p.30.
(3) Jornal do Brasil, 11/04/2008, p.A16.
(4) Folheto: A Necessidade de Ordem no Culto – Subsídios
Complementares do texto: 1 Cor. 14, pp.4 e 8, s/d.
(5) Revista Chamada da Meia-Noite, fevereiro de 2008, p. 13.
(6) Instituto Diocesano de Ensino Superior de Würzburg. Teologia para
o cristão de hoje, versão brasileira sob a coordenação de P.
Silvino Arnhold, São Paulo: Loyola, 1975, p.237.
(7) Mensageiro Luterano, junho de 2007, p.28.
(8) Ultimato, novembro-dezembro de 2006, p.43.
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OBS: O Padre Inácio, com razão está preocupado com o crescimento
das seitas, e certamente este é um dos lamentos do Céu. Entretanto,
o mal não está na seita em si, e sim na má catequese católica.
Enquanto a Igreja Católica praticar a cateques de ecologia e dar
aulas de Moral e Cívica e não de sacramentos, óbvio que o campo dos
mercadores de fé tenderá a se expandir.
Duas coisas ainda gostaria de explicar melhor, de grande importancia.
Vejam esta frase tirada do texto: O Movimento Pentecostal e a
caracterizado pelas práticas: dos dons “espirituais”, visões,
revelações, profecias, arrebatamentos e êxtases emocionais. Sendo o
“batismo no Espírito Santo” o tema principal.
Muitos autores têm alertado para o caso da RCC, devido exatamente ao
que ali está dito. A RCC, usa de artifícios pentecostais em seu
trabalho. Com isso não quero dizer que ela seja má, mas que em
grande parte o motivo pelo qual a RCC cai tanto e desaparece, é por
causa do maus uso destes pretensos dons. De fato, hipnoses
coletivas, delírios e falsas catarses, isso o maligno sabe
provocar. E como ri, depois, disso tudo...
Em muitos casos isso tem conduzido a um emocionalismo vazio, que pode
atuar num primeiro momento, mas que não dura, exatamente porque não
vem do Espírito Santo. Eis que os líderes deste setor, devem tomar o
maior cuidado para não serem trucidados pelo inimigo. Somente o Espírito
Santo de Deus pode levar a uma fé se artifícios e sólida como uma
rocha. Emoção passa, como o vento!
O segundo refere-se ao dom da Oração em Linguas. Na
Carta aos Coríntios São Paulo diz que ele existe, e portanto vem do
Espírito Santo. Mas ele é DOM, apenas quando de fato vem do Espírito
Santo e não de um espírito qualquer. Na vardade, qualquer pessoa que
tem a graça deste Dom, não o trocará por nenhum outro,
principalmente em se tratando de batalha espiritual contra as trevas.
Posso lhes garantir uma coisa: o verdadeiro dom de oração em línguas,
é uma arma das mais mais poderosas que existem no combate. Peçam
este Dom, e vossas batalhas contra a tentação e o demônio, serão
em muito aliviadas. Ele foge dela, tanto quanto de uma Ave Maria. É
outra fortaleza de Deus, com toda certeza...
Mas ATENÇÃO: Isso indica também, que a maioria das pessoas que
dizem orar em línguas, na verdade tendem mais para um transe
semi-hipnótico, do que para uma fortaleza de batalha espiritual. Quem
o tem, não carece de preparação - ora a qualquer instante e se acende
com a velocidade da luz - e pode variar de tom e de linguagem,
conforme lhe sopra o Espírito Santo. Fantástico!
Então, nem tudo vem do espírito do mundo! São Paulo tem razão!
Fonte: Recados do Aarão
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