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16/05/2008 Os perigos do marxismo ateu Ninguém se pode omitir diante do avanço da cultura marxista O "Livro Negro do Comunismo - Crimes, terror e repressão" (Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 1999, 917 págs.) faz um balanço do amargo fruto que este diabólico regime gerou para a humanidade. Oitenta anos depois da Revolução Bolchevique na Rússia (1917) e sete depois de a União Soviética ter acabado (1997), a trajetória trágica do comunismo pode ser contabilizada, pelo número de vítimas. É a história da trágica aplicação na vida real de uma ideologia carregada de falsas promessas de igualdade e justiça que custou entre 80 e 100 milhões de vidas, com a esmagadora maioria de vítimas nos dois gigantes do marxismo-leninismo, a União Soviética e a China, além do Viet-Nan, Cuba, Cambodja, etc. Na China, 65 milhões foram mortos pelo regime comunista, a maioria dizimada pela fome desencadeada a partir do "Grande Salto para a Frente", o desastroso projeto de auto-suficiência implantado por Mao Tsé-Tung em meados dos anos 50. Foi a pior fome da História, acompanhada de ondas de canibalismo e de campanhas de terror contra camponeses. Na URSS, de 1917 a 1953, ano da morte de Stalin, os expurgos, a fome, as deportações em massa e o trabalho forçado no Gulag mataram 20 milhões de pessoas. Só a grande fome de 1921-1922, desatada em grande parte pelo confisco de alimentos dos camponeses, matou mais de 5 milhões de vidas. Na Coréia do Norte, comunista ainda hoje, a execução de "inimigos do povo" contabiliza pelo menos 100.000 mortos. Em termos proporcionais, contudo, o maior genocida comunista é o Khmer Vermelho do Camboja: em três anos e meio (1975-1979), com sua política inclemente de transferência forçada dos moradores das cidades para o campo, matou de fome e exaustão quase 25% da população." Os crimes do stalinismo, e a política de terror empregada por outros regimes comunistas, ficaram bem conhecidos desde o XX Congresso do Partido Comunista Soviético, em 1956, denunciados por Nikita Krushev. Mas, é lamentável que depois de tantos sofrimentos a que foram submetidos os paises do Leste Europeu: Tchecoslováquia, Bulgária, Romênia, Hungria, Polônia, Alemanha Oriental, etc.. ainda se cogite de ter o marxismo ateu, materialista, sanguinário, totalitário… como uma ideologia para governar as nações, como acontece hoje em Cuba, Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Equador… Isto é feito enganando-se o povo com a utopia do "paraíso marxista e comunista. Todos os Papas da Igreja condenaram o comunismo desde que esta perversa ideologia surgiu na face da terra. Já em 1846 Pio IX a condenou solenemente no Silabo e na Encíclica "Qui pluribus'. Mais tarde, Leão XIII, na sua Encíclica "Quo Apostolici muneris" (28 de dezembro de 1878) repetiu essa condenação. Pio XI condenou severamente as perseguições dos comunistas contra os cristãos e contra a Igreja tanto na Rússia (1917) quanto na revolução mexicana de 1926 e na da Espanha em 1936. Na célebre Encíclica de Pio XI, "Divini Redemptoris", de 19 de março de 1937, contra o comunismo ateu, o Papa condenou-o com todas as letras. Vejamos alguns pontos dessa condenação: "Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade.
Nem aos indivíduos se concede direito
algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção;
porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse
introduz necessariamente o domínio de um sobre os outros. E é
precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de
propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica,
tem que ser radicalmente destruído." (n. 10)
"Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico: por conseguinte, assim como repudia os contratos matrimoniais formados por vínculos de natureza jurídico-moral, que não dependam da vontade dos indivíduos ou da coletividade, assim rejeita a sua indissolúvel perpetuidade. Em particular, para o comunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar.
De fato, proclamando o princípio da
emancipação completa da mulher, de tal modo a retira da vida doméstica
e do cuidado dos filhos que a atira para a agitação da vida pública
e da produção coletiva, na mesma medida que o homem.
Mais ainda: os cuidados do lar e dos filhos devolve-os à coletividade. Rouba-se enfim aos pais o direito que lhes compete de educar os filhos, o qual se considera como direito exclusivo da comunidade, e por conseguinte só em nome e por delegação dela se pode exercer." (n. 11) Em seguida o Papa mostra os estragos do comunismo no México e na Rússia onde fez muitos mártires na primeira metade do século XX: "Porque, onde quer que os comunistas conseguiram radicar-se e dominar, - e aqui pensamos com particular afeto paterno nos povos da Rússia e do México, - aí, como eles próprios abertamente o proclamaram, por todos os meios se esforçaram por destruir radicalmente os fundamentos da religião e da civilização cristãs, e extinguir completamente a sua memória no coração dos homens, especialmente da juventude. Bispos e sacerdotes foram desterrados, condenados a trabalhos forçados, fusilados, ou trucidados de modo desumano; simples leigos, tornados suspeitos por terem defendido a religião, foram vexados, tratados como inimigos, e arrastados aos tribunais e às prisões."(n. 19). Os mesmos horrores foram praticados na Espanha, como diz o Papa:"Até em países, onde - como sucede na Nossa amadíssima Espanha - não conseguiu ainda a peste e o flagelo comunista produzir todas as calamidades dos seus erros, desencadeou contudo, infelizmente, uma violência furibunda e irrompeu em funestíssimos atentados. Não é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado: mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã, posto que fossem monumentos insignes de arte e de ciência, tudo foi destruído até os fundamentos!
E não se limitou o furor comunista a
trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e
religiosas, alvejando dum modo particular aqueles e aquelas que se
ocupavam dos operários e dos pobres; mas fez um número muito maior
de vítimas em leigos de todas as classes, que ainda agora vão
sendo imolados em carnificinas coletivas, unicamente por professarem
a fé cristã, ou ao menos por serem contrários ao ateísmo
comunista.
E esta horripilante mortandade é perpetrada com tal ódio e tais requintes de crueldade e selvageria, que não se julgariam possíveis em nosso século. Ninguém de são critério, quer seja simples particular, quer homem de Estado, cônscio da sua responsabilidade, ninguém absolutamente, repetimos, pode deixar de estremecer de sumo horror, se refletir que tudo quanto hoje está sucedendo na Espanha, pode amanhã repetir-se também em outras nações civilizadas." (n.20) E o Papa conclui de maneira muito forte:"É este o espetáculo que atualmente com suma dor contemplamos: pela primeira vez na história estamos assistindo a uma insurreição, cuidadosamente preparada e calculadamente dirigida contra "tudo o que se chama Deus" (cfr. 2 Tes 1,4). Efetivamente, o comunismo por sua natureza opõe-se a qualquer religião, e a razão por que a considera como o "ópio do povo", é porque os seus dogmas e preceitos, pregando a vida eterna depois desta vida mortal, apartam os homens da realização daquele futuro paraíso, que são obrigados a conseguir na terra." (n.22) Este ensinamento do Papa Pio XI que viveu de perto os horrores do comunismo na Espanha, México e Rússia, pode nos mostrar toda a sua malignidade. Por isso, os cristãos, e de modo especial os católicos não podem se omitir diante do avanço da cultura marxista que cresce sobretudo nos meios formadores de opinião: universidades e mídia. Felipe Aquino felipeaquino@cancaonova.com Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br <http://www.cleofas.com.br> Fonte: http://www.cancaonova.com ****************************** ENTREVISTA COM PADRE PAULO RICARDO http://www.cancaonova.com Padre Paulo Ricardo Um alerta contra a instrumentalização da Igreja face aos interesses dos comunistas Padre Paulo Ricardo de Azevedo, consultor da Congregação do Clero, em assuntos de catequese junto à Santa Sé, professor de Filosofia e Teologia, e reitor do Seminário Cristo Rei de Cuiabá (MT) denuncia as influências materialistas do marxismo cultural no mundo Ocidental com o objetivo de "descristianizar" a sociedade. Alerta para o perigo de uma leitura sociológica da Bíblia em função dos interesses do comunismo. cancaonova.com: O que é o marxismo cultural? Padre Paulo Ricardo: Marxismo cultural é um movimento ideológico que pretende implantar a revolução marxista. Não através dos meios armados ou de uma movimentação de violência, mas por meio da transformação da cultura ocidental. Na verdade, o Ocidente é uma cultura que está toda baseada, desde o tempo dos antigos filósofos gregos, principalmente depois do Cristianismo, na espiritualidade. cancaonova.com: Como esta ideologia comunista mais afeta nossa vida de Igreja e influencia nosso pensamento? Padre Paulo Ricardo: Ela afeta justamente pelo fato de que a teologia da libertação, aqui no Brasil e na América Latina, tem como ideal a implantação de uma sociedade parecida com aquela que os socialistas e comunistas esperavam, ou seja, uma sociedade igualitária, em que as pessoas sejam todas iguais. Por meio dessa teologia, esse tipo de leitura da Bíblia e da realidade bastante socializante e materialista foram entrando aos poucos em nossa maneira de ver o mundo e da visão da Igreja. cancaonova.com: Como combatê-la e se dar conta de que se trata de uma 'ideologia marxista', mesmo que disfarçada? Padre Paulo Ricardo: A primeira coisa é compreendermos que, através da ideologia marxista, se tende a ler tudo a partir da sociologia. Então, quando, por exemplo, encontramos uma pessoa que começa ler a Bíblia e em todas as suas passagens tira alguma aplicação social, esse é um indício, um sinal bastante claro de que, talvez, ela esteja seguindo esse tipo de pensamento marxista. Sabemos que a Sagrada Escritura tem uma lição social, mas nós não podemos extrair dela apenas uma mensagem social. cancaonova.com: Quais os principais meios utilizados pelos militantes do marxismo cultural para difundir suas idéias? Padre Paulo Ricardo: O primeiro ponto é que eles agem em dois campos muito distintos. O primeiro campo mais importante para eles são as universidades, onde, basicamente, quase todos os professores, de alguma forma, foram influenciados por esse tipo de pensamento materialista e socializante. Já o segundo são os meios de comunicação. Através das novelas e noticiários, eles vão influenciando e montando a mentalidade do povo de uma forma contraria à do Cristianismo e à visão espiritual da realidade. cancaonova.com: Como padre, na sua história de vida, o senhor percebe que foi alguma vez instrumentalizado pelos pensadores do marxismo cultural? Padre Paulo Ricardo: Sem dúvida nenhuma. Quando eu era um jovem estudante de Filosofia, eu seguia aquilo que os professores ensinavam em sala de aula, dentro da universidade. E, sem perceber, ia escorregando para esse tipo de leitura sociológica, uma leitura socializante da Bíblia. Mas graças a Deus e pela providência divina, eu fui encontrando livros que, aos poucos, foram me abrindo os olhos e é por isso que, hoje, quero prestar esse serviço para as pessoas, ajudando-as também a encontrar o caminho de saída desse tipo de pensamento que esvazia o Evangelho.
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OBS: Infelizmente... e Felizmente....
Infelizmente em nosso país e mesmo em
toda a América Latina, entre o clero ainda impera por uma grande
maioria a teologia da libertação, câncer mortífero e mesmo
hediondo, responsável quase ÚNICO pela debandada de católicos
rumo às seitas, e rumo a coisa nenhuma. Tenho me batido contra esta
erva daninha desde que me conheço por gente, e nunca vou ser
conivente com ela.
Bem no início do texto, o professor
Aquino diz bem claro que ninguém pode ser conivente com o
comunismo e o marxismo, então ele está dizendo que não podemos
ser coniventes com esta teologia das trevas, que somente males
trouxe à Igreje, NENHUME, absolutamente NENHUM benefício. E lá se
vão 40 anos perdidos neste horror, e penso que este mal somente
acabará quando Deus intervir, extirpando este câncer da Igreja.
Na leitura de hoje, especificamente, está
um dos textos das Escrituras, que a meu ver é a chave à qual satanás
se baseou para subverter o sentido da Palavra divina, distorcendo
sua interpretação: Trata-se da frase da Carta de São Tiago: a
fé sem obras é morta!
Naturalmente que São Tiago lembra da
questão da fome, da partilha de comida, mas o sentido não é
apenas este mísero efeito, e sim o dom maior que vem do crer em
Deus, e levar a todos o alimento do espírito. Abraão, ao quase
matar seu filho para queimá-lo em oferenda a Deus, não praticou
caridade física alguma, porém é este o exemplo que São
Tiago cita como VERDADEIRA obra da fé. Ele acreditou firme e
inabalavelmente que Deus lhe pedia a vida de seu filho e foi
adiante.
Da mesma forma, a verdadeira e grande
obra que Deus pede como prova da nossa fé, sem dúvida alguma é
levar esta mesma fé aos outros, porque toda a salvação está em
Jesus Cristo. A única obra da fé possível é aquela que salva as
almas e leva-as para Deus.
O mal terrível desta teologia maldita,
é que ela caminha cega e louca para o comunismo pois tem
exatamente os mesmos objetivos: o bem estar físico das pessoas deve
ser a meta suprema do homem! Óbvio que os comunistas usam isso como
bandeira e no fundo mentem, pois eles sabem que o povo tem sede de
bens, quando no fundo querem apenas o poder. Eles quere ter o estado
nas mãos como se fosse uma posse do povo, quando querem apenas
usufruir em grupo das benesses deste poder, e das regalias desta
posse.
Trata-se de pregar contra a tirania do
capital, para viver a tirania de estado, onde uns poucos mentirosos,
bandidos, ordinários dominam toda uma nação, não para a
felicidade de todos, mas para o sultanato tirânico de outros. Ou o
leitor acha que os governantes do Brasil não vivem hoje este idílio?
Dispendem algumas migalhas para os pobres, e estes, mesmo vivendo
como os cachorrinhos debaixo da mesa do dono, lambem-lhe os pés.
No fundo nem mesmo os luminares da nossa
Igreja que pregam este malefício, têm por objetivo o bem estar físico
do povo: eles querem a posse dos bens dos ricos, para deles
usufruir, uma vez que praticamente nenhum deles VIVE, na pele,
aquilo que prega. Nenhum deles, como um Abraão em miniatura, é
capaz de largar seu bom carro, vinhos, festas, para mergulhar na
realidade do povo. Tudo é uma farsa escandalosa, não vivida na
alma, e portanto não é obra da fé. É obra do mundo, e
portanto de satanás.
Óbvio, ululante, incontestável, que
podemos e devemos auxiliar ao irmão que está em necessidade,
entretanto, esta não deve ser nossa meta única. Isso não é
jamais evangelizar, porque se assim fosse os traficantes da favela
que ditribuem cestas básicas às famílias de suas
"mulas", seriam os maiores evangelizadores e deveriam
ganhar as honras dos altares. E também as sociedades secretas, que
fazem donativos com letras garrafais e propaganda.
Tais padres e bispos, então, podem até
não se acharem comunistas, mas no fundo trabalham para eles, não
percebendo que correm um imenso risco de levar seu rebanho direto
para a boca do lobo. Aliás, não consigo, por mais que tente,
compreender como é que eles não percebem isso. Será que não
atentam para os milhões de assassinatos cometidos pelos regimes
comunistas? Será que não percebem a tenebrosas situação de
Cuba, um país em estado de morte? Mas é nisso que dá aquilo que
eles buscam.
Felizmente, temos ainda alguns padres e
bons autores que percebem este erro e se levantam corajosamente
contra ele. E junto com estes padres, nenhum de nós pode ficar
calado, esperando, que este nosso governo comunista que setores da
Igreja ajudaram a eleger, implantem aqui o aborto e a tirania gay. São
lobos, caos padres, são lobos rapaces vestidos em pele de cordeiro.
Hoje mesmo li a notícia - não sei se
verdadeira - de que o filho de nosso honesto presidente acabou de
comprar uma imensa e produtiva fazenda, pelo valor de 47 milhões de
reais, tendo um salário de R$ 1.520,00. Bem ele precisa viver
apenas 2.576 anos para pagá-la, honestamente, sem juros, é claro!
No fundo é isso o que buscam TODOS os que dão migalhas ao povo.
Dentre os que se dizem Igreja, e os que se dizem católicos,
mas não trabalham para Deus.
Suas obras são mortas, sua fé ibidem!
Fonte: Recados do Aarão |
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