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11/05/2008
Preconceito
PRECONCEITO
ÀS AVESSAS
por Ives Gandra da Silva Martins
UM GRUPO de homossexuais, segundo o que me foi relatado por uma
senhora brasiliense, na semana santa, decidiu agredir as convicções
dos católicos, fazendo "celebrar" uma "missa", em
que no "cálice" encontravam-se apenas
"preservativos".
Os jornais não noticiaram o fato e a referida senhora chegou a ir a
polícia denunciar a profanação, sem conseguir, todavia, que
tomassem qualquer medida para estancar a vil agressão àqueles que
seguem a barca de Pedro, a quem Cristo deu a missão de conduzir sua
Igreja.
À evidência, o grupo mencionado não ousaria profanar as convicções
religiosas do povo hebreu, sem que, imediatamente, seus líderes
tomassem a defesa dos valores próprios do Judaísmo, como ocorreu na
célebre ação que chegou ao STF contra um livro a respeito do
Holocausto. Tampouco teriam coragem de enfrentar os seguidores do
Islame, que adotam soluções mais radicais, sempre que seus valores são
maculados.
Como os católicos, todavia, em face da própria lição do Mestre,
vivem pacificamente seus valores, construindo e não destruindo,
passam a ser mais vulneráveis a tais ataques preconceituosos,
principalmente por parte daqueles que, curiosamente, defendem a aprovação
de projeto de lei, no Congresso Nacional, pelo qual qualquer anedota
que faça referência a sua maneira de ser seja considerada crime punível
com perda de liberdade.
O episódio em questão leva-me a outras considerações sobre a
"cultura" dos privilégios com que se passou, no país, a
beneficiar determinadas pessoas, gerando, como conseqüência, uma
discriminação às avessas, apesar de a Constituição Federal
proibir qualquer tipo de discriminação de qualquer natureza (artigo
3º inciso IV).
Se um branco, por exemplo, sair à rua com uma camiseta dizendo
"Sou branco", poderá ser enquadrado como delinqüente, sob
a acusação de conduta racista. Se um afro-descendente – uso a
expressão para não ser criticado – declarar em sua camiseta
"Sou afro-descendente", não só nada lhe acontecerá, como
tal qualidade lhe assegurará privilégios, como, por exemplo, o
acesso às cotas universitárias.
Se um cidadão sair declarando, na comunidade, que é
"heterossexual" e orgulhar-se de utilizar esse impulso
natural de forma a assegurar a continuidade do gênero humano – só
a união do homem e da mulher pode gerar descendência – poderá ser
rotulado de preconceituoso, muito embora as "paradas do
orgulho-gay" não sejam consideradas ofensivas à esmagadora
maioria das pessoas que não têm as preferências de seus
participantes e organizadores.
Esta cultura de valorização de certas pessoas e situações, à
custa de desvalorização de outras, – um branco, para ingressar na
universidade, vale menos que um afro-descendente -, em vez de auxiliar
o engrandecimento de um país em que todos são iguais e que, na
solidariedade, deve lastrear seu progresso, cria profundas e
crescentes injustiças. Torna, o Brasil, uma nação constituída de
"guetos" inconciliáveis de brancos, negros, índios e
outros, aprofundando uma divisão que não deveria existir.
A melhor forma, pois, de evitar discriminações é, acacianamente, não
discriminar, criando-se ao contrário, condições de integração e
solidariedade entre os brasileiros, impedindo que passem por qualquer
espécie de preconceito, seja de que natureza for.
Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 16 de abril de 2008
http://jusvi.com/colunas/32888 (Enviado
por Julio Severo)
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OBS: Os amigos leitores têm visto que em muitos artigos aqui também
nós temos denunciado esta inversão de valores, que nos mostra
o abismo terrível em que tais pessoas atiraram o bom senso. É
impressionante que eles se julgam no direito de ofender, impunemente a
qualquer pessoa que combata seu pecado mas negam o mesmo direito
aos que se lhes opõem. No que discriminam!
Sempre achei absurdo a proteção de minorias tratadas como semideuses,
quando em nome da não discriminação se confunde o pecado com o
pecador. Todo negro, todo índio, todo homossexual ativo, que tenha
nascido e viva em nosso país, o Brasil é antes de tudo um
brasileiro, e como tal deve ser tratado, nada mais, nada menos, JAMAIS
abaixo e nunca ACIMA de quem quer que seja.
Se a lei é igual para todos, então não há como premiar uma classe,
sem discriminar a outra. Ou seja: quando damos cotas especiais nas
universidades para brasileiros de raça negra, na realidade
estamos discriminando todos os outros brasileiros. Fazemos de alguns
cidadão especiais, até mesmo acima da lei. Isso quando o fato de
serem eles brasileiros e "iguais perante a Lei" lhes dá
direito a acesso às escolas públicas, em igualdade de condições.
Quero dizer: por justa lei, os negros e índios devem ter acesso à
escola pública, básica, em absoluta igualdade de condições dos de
outras raças, branca, amarela e de outros povos que aqui vivem. Eles
não devem nem podem ser discriminados, abrindo-se condições
especiais para os brancos em seu detrimento.
Depois disso, a cota especial é duplamente
discriminante, primeiro porque o fato de você dizer "cotas para
negros", você os está chamando com toda clareza, exatamente
daquilo que eles não querem ser chamados. Segundo, discrimina a todos
os outros brasileiros, que teriam direito, por lei, ao mesmo
tratamento.
Quanto ao movimento ostensivo e furioso dos homossexuais ativos, algo
voltado para a implantação de um verdadeira tirania a nível
mundial, temos visto que realmente eles evitam ofender aos muçulmanos
e aos judeus, mas despejam todo seu ódio contra a Igreja Católica e
contra o Papa. Não os ofendem porque aqueles reagem com violência. Ofendem
gratuitamente, aos católicos, sem que pareça estar havendo um
movimento contrário que coloque as coisas nos devidos lugares.
Que diferença discriminativa existe, entre um homossexual que chama
um homem normal de heterossexual, ou vice versa? Acaso a lei
universal não diz bem claro que meu direito acaba onde começa
o do outro? Se ambos acham ofensivo o comportamento um do outro, então
temos um empate técnico.
O mal está em querer colocar a lei apenas no lado de um, extamente
daquele que está fora do padrão normal. Que aconteceria com uma
humanidade formada apenas de casais homossexuais, de ambos os
sexos? Seria uma sociedade fadada à morte, que se
auto-extinguiria em poucos anos. O grande mal está então,
em querer coagir toda uma gritante maioria a aceitar todo tipo de
ofensa gratuita, de uma escandalosa minoria, sem poder reagir.
Sem sequer poder se indignar!
Por isso, alertamos a todos os defensores da vida, os mesmos que
conseguiram tão linda vitória contra o aborto, que se entrincherem
na linha de frente de mais esta batalha, porque se for aprovada a lei
da Homofobia, como está sendo posta, será uma verdadeira loucura.
Ninguém, jamais, poderá ser contra pessoas, que são filhos de Deus,
mas em nome deste mesmo Deus e de sua Lei Maior, JAMAIS poderemos
contemporizar com o pecado delas, sejam maioria ou
minoria.
ATENÇÃO, pois, defensores da vida: está é a próxima batalha! No
congresso!
Fonte: Recados do Aarão
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