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11/04/2008
Abaixo
um texto muito bem escrito de um bom sacerdote, que condena com toda
clareza tudo aquilo que temos condenado: a teologia da libertação, o
falso diálogo entre as religiões, o modernismo, o culto ao homem e o
amor à mentira. E com a soma disso tudo não se pratica ecumenismo,
mas satanismo!
Em nossos
dias é comum ouvir falar de diálogo inter-religioso, como se fosse
um imperativo do Evangelho a Igreja abrir-se ao mundo para entrar em
contato com todas as religiões e correntes ideológicas, sempre com
o propósito de servir a humanidade e tornar a vida aqui na terra
menos dura.
Dizem os
adeptos do diálogo inter-religioso que entre os sérios problemas
da atualidade que a Igreja poderia ajudar a resolver irmanada com as
várias "religiões e filosofias da humanidade" estão o
problema da paz, da "discriminação", da "intolerância"
e da "exclusão das minorias".
Como se vê,
é uma visão completamente humanista, antropocêntrica, utópica,
que sonha com um paraíso na terra, que não vê a religião como
uma virtude moral que tem por objeto o culto devido a Deus. É uma
visão que, por princípio, desvirtua a religião, desligando-a do
problema da salvação da alma.
Santo Tomás
de Aquino na Suma Teológica, na primeira questão do tratado da
virtude da religião, pergunta se a religião ordena o homem
exclusivamente a Deus e é categórico, taxativo, na resposta
afirmativa. E respondendo à objeção baseada na epístola de São
Tiago (a religião pura e imaculada aos olhos de Deus Pai é visitar
os órfãos e as viúvas em suas tribulações e conservar-se
incorrupto neste século), diz que a religião tem duas espécies
de atos: uns são atos próprios e imediatos pelos quais o homem se
ordena só a Deus, tais como sacrifícios, adoração etc; outros
atos da religião são praticados mediante outras virtudes sobre os
quais a virtude da religião impera ordenando-os ao serviço divino.
(Cf. Suma Teológica, IIª IIªe. q.81, a. 1)
Para São
Tomás, portanto, a verdadeira virtude da religião é incompatível
com uma visão humanista em que o homem esteja no centro de tudo.
Para ele, é inadmissível uma frase muito em voga "o homem é
a estrada da Igreja", como se a Igreja devesse ouvir sempre as
aspirações e caprichos do homem que quer ser a sua própria lei ou
transformar a religião numa espécie de terapia em que o culto
divino se converteria em sessão de cura dos males da mente e do
corpo, em que o pecado seria reduzido a mera doença que aflige
apenas o homem mas não ofende a Deus.
Enfim, uma
religião que consola o homem mas se esquece de Deus. Para Santo Tomás,
mediante a virtude da religião, todas as atividades humanas, por
mais seculares que sejam, de alguma forma se ordenam à glória de
Deus e à salvação das almas. É inconcebível uma ação filantrópica
que faça abstração do fim último. É inconcebível que a Igreja
trabalhe para o bem do mundo, como a ONU, relegando a segundo plano
sua missão própria.
Aliás, na exposição da virtude da religião, São Tomás simplesmente desenvolve com argumentos filosóficos e teológicos aquilo que o simples bom senso diz e já tinha sido explanado pelos clássicos e pelos padres da Igreja. Por exemplo, Santo Agostinho diz: o homem bom usa das coisas da terra para gozar de Deus, o iníquo serve-se de Deus para gozar dos bens da terra.
Por isso, o
propalado diálogo inter-religioso só pode ser legítimo e
justificado se se subordinar à missão específica da Igreja, i.
e., a salvação da alma. A Igreja tem de ser corajosa aos olhos de
todo o mundo ao afirmar-se solenemente como único e exclusivo meio
de salvação disposto por Deus para todos o homens. Tem de ser
corajosa e formular um juízo negativo sobre todas as religiões
falsas, que, como tais, são antes um obstáculo para a salvação
do que um meio para chegar à verdade, não obstante a boa fé e a
ignorância invencível de muitos dos seus sequazes.
A verdade é
intolerante. O bem é exclusivista. Bonum ex integra causa, malum
ex quocumque defectu, diz Santo Tomás. Não basta dizer que,
apesar de deficientes, as grandes religiões da humanidade contêm
elementos de verdade, defendem valores da ordem moral natural ou que
há pontos de união entre a Igreja e as religiões falsas. O mal não
pede a exclusão do bem, pede um lugar ao seu lado, dizia o pe.
Dulac. Hoje, o mundo relativista e maçônico da ONU pede à Igreja
que aceite a seu lado todas as religiões para construir um novo
mundo, um mundo em que o homem ocupe o lugar de Deus ou invente um
deus a serviço do Homem.
Por essa razão,
com clarividência, o grande papa Gregório XVI, na encíclica Mirari
vos (1832), diz: "Nosso Senhor Jesus Cristo enviou seus apóstolos
para pregar e ensinar a todas as nações, ou seja, derrubar todas
as religiões existentes, a fim de então estabelecer em toda a
terra a única religião cristã e assim substituir todas as crenças
dos diferentes povos pela unidade do dogma católico expresso na
pregação Dele próprio.
E prevendo, na sua presciência, os movimentos e divisões que sua doutrina iria incitar, Ele não se deteve e não permitiu concessões, mas declarou que tinha vindo ao mundo para trazer não a paz, mas a espada, a fim de separar o bem do mal e a verdade da mentira."
A conclusão
só pode ser uma: um suposto diálogo inter-religioso honesto, sério,
franco, útil não pode esconder a verdade fundamental: a Igreja
trabalha para a conversão de todos os homens à única religião
verdadeira, que é ela mesma, pois que fundada pelo Verbo Encarnado.
Outro diálogo inter-religioso só pode ser um sofisma ou artifício
da maçonaria para implantar a religião do Homem-deus.
Extraído do
site Montfort.Org.
Fonte: Recados do Aarão |
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