17/11/2007
A IGREJA QUE JESUS EDIFICOU
O
presente artigo é, primeiramente, uma tradução de alguns artigos
do site scripturecatholic.com, mas que foi feito vários ajustes,
muitos parágrafos foram adicionados, alguns capítulos foram
totalmente reformados, tornando este artigo em português num
pequeno estudo bíblico. Através dele veremos o testemunho das
Sagradas Escrituras sobre alguns pontos da doutrina da Igreja Católica,
que sempre é atacada e pisoteada por aqueles que não a
compreendem, e também por aqueles que mesmo compreendendo, não a
aceitam por total teimosia. Este estudo é especialmente dedicado
aos primeiros.
1ª Parte: Pedro, a Pedra da Igreja
I. Pedro é a Rocha na qual a Igreja é Edificada
II. A Evidente Primazia de Pedro
III. Pedro tem as Chaves de Autoridade sobre o Reino na Terra, a
Igreja
2ª Parte: A Igreja é Apostólica
I. Os Líderes Ordenados Participam do Ministério e Autoridade de
Jesus
II. As Chaves de Pedro e Sucessão Papal
III. A Autoridade é Transferida pelo Sacramento da Ordem
IV. A Obediência à Autoridade Apostólica
3ª Parte: A Igreja é Santa e Católica
I. A Igreja é Mãe Educadora, Infalível e Sobrenatural
II. A Igreja é Visível e Una
III. A Igreja é Hierárquica
IV. Controvérsias dentro da Igreja
«Nas Sagradas Escrituras devemos buscar a verdade, e não a eloqüência.
Todo livro sagrado deve ser lido com o mesmo espírito que o ditou.
Nas Escrituras devemos antes buscar nosso proveito que a sutileza da
linguagem. Tão grata nos deve ser a leitura dos livros simples e
piedosos, como a dos sublimes e profundos. Não te mova a autoridade
do escritor, se é ou não de grandes conhecimentos literários; ao
contrário, lê com puro amor a verdade. Não procures saber quem o
disse; mas considera o que se diz.
Os homens passam, mas a verdade do Senhor permanece eternamente. De
vários modos nos fala Deus, sem acepção de pessoa. A nossa
curiosidade nos embaraça, muitas vezes, na leitura das Escrituras;
porque queremos compreender e discutir o que se devia passar
singelamente. Se queres tirar proveito, lê com humildade,
simplicidade e fé, sem cuidar jamais do renome de letrado. Pergunta
de boa vontade e ouve calado as palavras dos santos; nem te
desagradem as sentenças dos velhos, porque eles não falam sem razão.»
(A Imitação de Cristo, 1° livro, capítulo 5; de Tomás de Kempis)
1ª parte:
PEDRO, A PEDRA DA IGREJA
I. Pedro é a Rocha na qual a Igreja é Edificada
João 1,42 – Jesus da a Simão o nome “Kepha”, em Aramaico que
literalmente significa “rocha”. Isso foi uma coisa extraordinária
que Jesus fez, porque “rocha” nem era um nome no tempo de Jesus.
Jesus fez isso, não para dar um nome estranho a Simão, mas para
identificar sua nova função. Quando Deus troca o nome de uma
pessoa, Ele troca sua função.
Gênesis 17,5; 32,28; II Reis 23,34; Atos 4,36; 9,4; 13,9 – Por
exemplo, nestes versos, vemos que Deus troca o nome das seguintes
pessoas e, como resultado, eles se tornam agentes especiais de Deus,
na função que o novo nome significa: Abrão para Abraão; Jacó
para Israel; Eliacim para Joaquim; José para Barnabé; Saulo para
Paulo; etc...
II Samuel 22,2-3, 32, 47; 23,3; Salmo 18,2.31.46 [17,3.32.47]; 19,14
[18,15]; 28,1 [27,1]; 42,9 [41,10]; 62,2.6.7 [62,3.7-8]; 89,26
[88,27]; 94[93],22; 144,1-2 – Nestes versos, Deus também é
chamado de “rocha”. Conseqüentemente, destes versos, os não-católicos
argumentam que Deus – e não Pedro – é a rocha que Jesus está
se referindo em Mateus 16,18. Este argumento, não somente ignora o
sentido plano do aplicável texto, mas também assume que palavras
usadas na Escritura, podem ter somente um sentido. Isto, é claro, não
é verdade. Por exemplo:
I Coríntios 3,11 – Jesus é chamado o único fundamento, mas em
Efésios 2,20, os Apóstolos são chamados de fundamento da Igreja.
Similarmente, em I Pedro 2,25 e Hebreus 13,20, Jesus é designado
como o Pastor do rebanho, assim como Ele mesmo declarou-Se em João
10,11.14; mas em Atos 20,28 e I Pedro 5,2-3, os Apóstolos também são
designados como pastores do rebanho. Estes versos mostram que ali são
múltiplas metáforas para a Igreja, e que palavras usadas pelos
inspirados escritores das Escrituras, podem ter vários sentidos e
serem aplicáveis a várias situações, ou pessoas, como neste
exemplo. Os católicos concordam que Deus é chamado Rocha da
Igreja, mas isso não significa que Ele não pode conferir esta
distinção a Pedro e seus companheiros também, para facilitar a
unidade que Ele deseja para a Igreja.
Mateus 16,18 – Jesus disse em Aramaico, tu és “Kepha” e sobre
essa “Kepha” edificarei minha Igreja. Em Aramaico, “kepha”
significa pedra sólida, e “evna” significa pequeno fragmento.
Alguns não-católicos (protestantes) argumentam que, por causa da
palavra grega rocha ser “petra”, “Petros” realmente
significa “uma pequena pedra”, e consequentemente Jesus estaria
tentando diminuir Pedro, bem após ter abençoado-o, chamando-o de
pequena pedra. Isto é sem sentido no contesto da benção de Jesus
a Pedro; Jesus estava falando aramaico e usou “Kepha”, não “evna”.
Usando Petros para traduzir Kepha foi feito simplesmente para
refletir o substantivo masculino de Pedro.
Mais ainda, se o tradutor quisesse identificar Pedro, como
“pequena pedra”, ele usaria “lithos” como significando um
“pequeno fragmento” em grego. Também, Petros e petra eram sinônimos
no tempo que o Evangelho foi escrito, assim qualquer tentativa para
distinguir as duas palavras são inconseqüentes. Por isso, Jesus
chamou Pedro de pedra sólida, não pequeno fragmento, no qual Ele
edificaria a Igreja (você nem precisa de Mateus 16,18 para provar
que Pedro é a rocha, porque Jesus nomeou Simão como “Rocha” em
João 1,42.
Mateus 16,17 – Para mais demonstrar que Jesus estava falando em
Aramaico, Jesus diz Simão “Bar-Jona”. O uso de “Bar-Jona”
prova que Jesus estava falando em aramaico. Em aramaico, “Bar”
significa filho, e “Jona” significa João ou pomba (Espírito
Santo). Veja Mateus 27,46 e Marcos 15,34 que dão outro exemplo de
Jesus falando aramaico, como Ele pronunciou na forma rabínica o
primeiro verso do Salmo 22[21] declarando-Se o Cristo, o Messias.
Isto mostra que Jesus estava mesmo falando Aramaico, como os Judeus
falavam naquele tempo.
Mateus 16,18 – Também, em citar “sobre esta rocha”, as
Escrituras usam o grego “tautee tee”, o que significa sobre
“esta” rocha; sobre “esta mesma” rocha; ou, sobre “esta
mesmíssima” rocha. “Tautee tee” é um demonstrativo em grego,
apontando Pedro, o sujeito da sentença (e não a sua confissão de
fé como alguns anti-católicos argumentam) como a mesmíssima rocha
sobre a qual Jesus edificaria Sua Igreja. O demonstrativo (“tautee”)
geralmente refere-se ao seu antecedente mais próximo (que no caso,
é “Petros”). Também, não há lugar algum na Escritura onde
“fé” é designada como “rocha”.
Mateus 16,18-19 – Adicionando. Para argumentar que Jesus primeiro
abençoa Pedro por ter recebido revelação divina do Pai, depois o
diminui chamando-o de pequeno fragmento, e depois o enleva
novamente, dando a ele as Chaves do Reino dos Céus, é inteiramente
ilógico, e uma grossa manipulação do texto para negar a verdade
da liderança de Pedro na Igreja. Isso é uma tripla bênção de
Pedro – tu és abençoado, tu és a rocha sobre a qual Eu
edificarei minha Igreja, e tu receberás as Chaves do Reino dos Céus
(não: tu és abençoado por receber Revelação, mas tu és ainda
um insignificante pequeno fragmento, e Eu ainda estou dando-te as
Chaves do Reino dos Céus).
Mateus 16,18 – E ainda mais. Se Jesus estivesse se referindo a Si
mesmo ou à fé proclamada por Pedro (e não ao próprio Pedro) como
a Rocha na qual Ele próprio edificaria a Igreja, no mínimo Ele
deveria ter dito: “Tu és Pedro, e sobre esta rocha que
anunciastes, edificarei a minha Igreja”, ou “Tu és Pedro, e
sobre esta rocha, que Sou Eu mesmo, edificarei a minha Igreja” ou
então “Tu és Pedro, e sobre Mim mesmo, que Sou a Rocha, o qual
tu declarastes ser o Cristo, edificarei a minha Igreja”. Mas não,
Jesus se dirige a pessoa Pedro, declarando que Pedro mesmo é a
rocha na qual edificaria Sua Igreja. “Tu és Rocha, e (como que
declarando não somente a Pedro, mas também aos outros Apóstolos
que estavam ao redor:) sobre esta rocha edificarei minha Igreja.”
Jesus quis deixar bem claro aos outros Apóstolos que Pedro era a
rocha na qual Ele edificaria a Igreja.
Mateus 16,18-19 – Pra replicar ainda mais o argumento protestante
de que Jesus estava falando da confissão da fé de Pedro (não do
próprio Pedro) baseado na revelação recebida. Os versos são
claros, de que Jesus, após ter reconhecido que Pedro recebeu uma
divina revelação, volta todo o discurso à pessoa de Pedro: «Bem-aventurado
és “você”, Simão, por a carne nem o sangue terem revelado
isto à “você”, mas meu Pai que está nos céus. E eu declaro a
“você”: “Você” é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a
minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu
darei a “você” as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares
na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra
será desligado nos céus.» Todo o discurso de Jesus se relaciona
à pessoa de Pedro, não à sua confissão de fé.
Catecismo da Igreja Católica (CIC), § 881 – «Somente Simão, a
quem deu o nome de Pedro, o Senhor constituiu em pedra de sua
Igreja. Entregou-lhe as chaves da mesma, instituiu-o pastor de todo
o rebanho. Porém, o múnus de ligar e desligar, que foi dado a
Pedro, consta que também foi dado ao colégio dos apóstolos, unido
a seu chefe." Este oficio pastoral de Pedro e dos outros Apóstolos
faz parte dos fundamentos da Igreja e é continuado pelos Bispos sob
o primado do Papa.»
Mateus 16,13 – Também, da perspectiva geográfica, Jesus renomeia
Simão para rocha em Cesaréia de Filipe, próximo a uma massiva
formação de rocha na qual Herodes construiu um templo a César.
Jesus escolheu este estabelecimento para ainda mais enfatizar que
Pedro era realmente a rocha na qual a Igreja seria construída.
Mateus 7,24 – E após designar Simão como a rocha da Igreja,
Jesus, como o homem prudente, constrói Sua Casa sobre esta rocha
(Pedro), não na areia, para que então a casa não caia.
Lucas 6,48 – A casa (a Igreja) edificada sobre a rocha (Pedro) não
pode ser abalada pelas enchentes (o que representa as heresias,
cismas e escândalos, que a Igreja enfrentou durante os últimos
2.000 anos). Ocorreram as enchentes, mas a Igreja ainda permanece na
rocha sólida de fundação. Todo aquele que ouve as palavras de
Jesus e as pratica, edifica sua casa sobre a rocha (Pedro).
Mateus 16,21 – É importante também notar que foi depois que
Jesus estabeleceu Pedro como líder da Igreja que Ele começou a
falar de Sua morte e partida. Isto é porque Jesus agora já apontou
o Seu representante na Terra.
João 21,15-17 – Jesus perguntou Pedro se ele O ama “mais do que
estes”, referindo aos outros Apóstolos. Jesus singulariza Pedro
como o líder do colégio apostólico. Jesus seleciona Pedro para
ser o pastor chefe dos Apóstolos quando Ele diz à Pedro:
“apascenta os meus cordeiros”, “apascenta as minhas
ovelhas”, “apascenta as minhas ovelhas”. Pedro irá pastorear
a Igreja como representante de Jesus. Esta passagem reforça ainda
mais o argumento de que Pedro é a pedra na qual a Igreja é
edificada.
II. A Evidente Primazia de Pedro
Mateus 10,2-4; Marcos 3,16-19; Lucas 6,13-16; João 21,2; Atos 1,13
– A primazia de Pedro começa desde a lista dos doze Apóstolos.
Este é um dos muitos exemplos onde Pedro é colocado como o
primeiro. Do mesmo modo, em todos os eventos importantes, ele é o
porta-voz do colégio apostólico.
Mateus à Apocalipse – Pedro é mencionado 152 vezes, e mesmo
combinando os outros Apóstolos juntos, não chegam a somar a
quantidade de Pedro, ficando com apenas 130 citações. Pedro também
é sempre listado como o primeiro, exceto em I Coríntios 3,22 e Gálatas
2,9 (que são exceções óbvias à regra).
Mateus 8,14; Marcos 1,29; Lucas 4,38 – Foi na casa de Pedro que
Jesus se estabeleceu durante Sua vida pública. Isso mostra que o
Mestre quis ensinar mais a Pedro do que aos outros Apóstolos,
ficando mais tempo com ele do que com qualquer outro discípulo.
Lucas 5,3 – Jesus ensina ao povo é da barca de Pedro, o que é
uma metáfora para a Igreja Católica, de onde Ele continua a
ensinar, e continuará até a consumação dos séculos, guiando
Pedro e toda a Igreja.
Lucas 5,4-10 – Jesus indica Pedro como o líder da barca. Pedro é
o capitão do navio – a Igreja –, liderando a pescaria de
homens. Pedro é quem foi chamado pelo Divino Mestre para ser
“pescador de homens”.
Mateus 14,28-29 – Somente Pedro teve a coragem de ir ao encontro
de Jesus andando sobre as águas.
Mateus 16,16; Marcos 8,29; João 6,69 – Pedro é o primeiro dentre
os Apóstolos a confessar a divindade de Jesus, que Ele é o Cristo,
o Filho de Deus vivo.
Mateus 16,18 – Jesus diz edificar a Igreja apenas sobre Pedro, a
rocha, mesmo que os outros Apóstolos, também sejam a fundação da
Igreja.
Mateus 16,19 – Somente Pedro recebeu as chaves, o que representa
autoridade sobre toda a Igreja. E mais tarde, Jesus conferiu o mesmo
poder – “ligar e desligar” – aos outros Apóstolos,
dando-lhes também o direito de exercerem da mesma autoridade de
Pedro, “ligando e desligando” (Mateus 18,17-18; João 20,21-23).
Assim Jesus mostra que Pedro é o Seu mais eminente representante na
terra e que os Apóstolos têm de estar em comunhão com ele para
exercerem a autoridade "ligar e desligar".
Mateus 17,1; Lucas 9,28-36 – Pedro é mencionado primeiro, seguido
por Tiago e João, quando Jesus escolheu estes três para subirem a
montanha e lá Se transfigurar diante deles. Somente Pedro falou com
Jesus quando terminou a manifestação gloriosa de Jesus Cristo com
Moisés e Elias, após o Eterno Pai ter ordenado ouvir a Jesus,
ficando Tiago e João totalmente calados.
Marcos 5,37 – Aqui, Pedro é novamente mencionado primeiro, quando
Jesus escolheu somente ele, Tiago e João para entrarem com Jesus
onde a menina morta estava.
Marcos 14,33-38; Mateus 26,37-41 – Jesus escolheu somente Pedro,
Tiago e João dentre os 12 Apóstolos para subir ao monte Getsêmani
e acompanhá-Lo em Sua agonia aterradora. Pedro é novamente citado
primeiro. E quando Jesus foi ter com os três Apóstolos, que
estavam sonolentos, Ele se dirigiu somente a Pedro. Jesus está
cobrando de Pedro, sobre suas ações, por causa de sua
responsabilidade como o líder dos Apóstolos.
Mateus 18,21 – Estando os Apóstolos reunidos com Jesus, sempre é
Pedro quem questiona o Mestre sobre os assuntos mais importantes,
como neste caso, sobre a regra do perdão. Um dos vários exemplos
da liderança de Pedro entre os Apóstolos. Jesus ensina a Pedro
mais do que aos outros, e Pedro, por sua parte, deve confirmar o
resto nos ensinamentos verdadeiros do Mestre.
Mateus 19,27; Marcos 10,28; Lucas 18,28 – Aqui, Pedro se mostra
como o porta-voz e líder dos Apóstolos, questionando Jesus sobre a
recompensa que receberiam os que deixam tudo para segui-Lo. Podemos
ver as várias ocasiões onde Pedro é quem fala ao Mestre, sempre
sendo a voz de todos os outros Apóstolos:
Marcos 11,21 – Foi Pedro, quem lembrou Jesus da figueira que Ele
amaldiçoou dizendo que tinha ficado seca. Tirando de Jesus o grande
exemplo do misterioso poder da fé e oração (22-24).
Lucas 8,45 – Segundo o Evangelho de Lucas, Pedro é singularizado
dentre os Apóstolos quando Jesus perguntou quem tinha tocado-O no
meio da multidão.
Lucas 12,41 – É Pedro quem questiona Jesus se a parábola que
incentiva a vigilância era dirigida somente aos Apóstolos ou também
a todos os outros discípulos. Questionar o Mestre é parte da formação
de Pedro como o pastor chefe visível do rebanho na terra, enquanto
Jesus está no Céu, até a Sua volta gloriosa.
João 6,68 – Depois de muitos discípulos terem ido embora –
para não mais seguir Jesus – por não terem aceitado a verdade do
discurso “muito duro” de Jesus sobre a Eucaristia ser Seu Corpo
e Seu Sangue, Jesus se dirigiu aos Apóstolos perguntando-os se eles
também deixariam de segui-Lo, e é Pedro, o príncipe e porta-voz
de todos os Apóstolos e discípulos fieis – toda a Igreja –,
quem se põe a frente e responde com firme fé: “Senhor, a quem iríamos
nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”. Assim, Pedro está
exercendo a sua obrigação, de confirmar a Igreja na doutrina santa
de Jesus.
João 13,6-9 – Somente Pedro questionou a humilhação de Jesus
sobre lavar os pés dos Apóstolos e os seus também. Novamente,
sempre Pedro questionando o Mestre e aprendendo os mistérios do
reino.
Marcos 16,7 – Após a ressurreição de Jesus, Pedro é destacado
por um Anjo como o líder dos Apóstolos. O Anjo manda Maria
Madalena ir avisar aos discípulos de Jesus, principalmente Pedro.
João 20,2 – Maria Madalena correu para avisar a Pedro, antes dos
outros Apóstolos, e João estando com ele, também soube do
acontecido.
João 20,3-8; Lucas 24:12 – Assim dispararam a correr em direção
do sepulcro do Mestre. E como João era mais jovem, era também mais
veloz, chegou primeiro ao sepulcro. E como sabia perfeitamente que
Pedro era o líder da Igreja, respeitou a sua preferência em entrar
primeiro no sepulcro, esperando-o chegar e entrar após ele.
Lucas 8,51; 9,28; 22,8; Atos 1,13; 3,1.3.11; 4,13.19; 8,14 – Pedro
é sempre mencionado antes de João, o discípulo a quem Jesus
amava.
Lucas 24,33-34; I Coríntios 15,4-5 – Pedro é reconhecido como o
primeiro dentre os Apóstolos a ver o Senhor Jesus ressuscitado,
mesmo que essa aparição tenha sido demasiada misteriosa e não
tenha sido relatada na Bíblia. Jesus “Apareceu a Kepha, e em
seguida aos doze.”.
João 21,1-3 – Aqui, novamente Pedro é mencionado primeiro no
verso 2. E nessa hora, quando Jesus não estava junto deles, Pedro
disse aos outros Apóstolos que estavam reunidos com ele, que iria
pesca, e os outros quiseram ir com ele. Isso mostra mais uma vez a
liderança de Pedro na pesca e a comunhão que deve haver entre os
Apóstolos e o seu Príncipe (Pedro), estando todos a pescar e a
navegar na barca de Pedro – metáfora para Igreja Católica.
João 21,4-8 – Com a manifestação de Jesus aos Apóstolos que
estavam pescando, João – o discípulo que Jesus amava –
reconheceu primeiro que era Jesus quem falava da praia, e disse o
mais rápido possível a Pedro. Novamente, João mostra seu respeito
para com o líder da Igreja. E certamente, Pedro não viu que era o
Senhor primeiro, por estar ocupado com as redes cheias de peixes.
Quando Pedro ouviu de João que era o Senhor, lançou-se ao mar e
disparou ao encontro de Jesus. Somente ele foi ao encontro de Jesus
antecipadamente.
João 21,9-11 – E assim como em todos os quatro Evangelhos, no
final da pesca, é evidenciada novamente a primazia de Pedro e sua
liderança na pesca. Jesus pede aos discípulos, “Trazei aqui
alguns dos peixes que agora apanhastes!”, e Pedro lidera o final
da pesca, puxando ele mesmo a rede cheia de cento e cinqüenta e três
peixes grandes.
João 21,15-17 – Jesus conhecia o amor que Pedro tinha por Ele.
Por isso pergunta-o se O ama mais do que os outros Apóstolos, e
isso por três vezes, na frente destes mesmos Apóstolos. Em réplica
à reposta afirmativa de Pedro, Jesus indica-o como o Seu maior
representante na terra. Sabendo Jesus que tinha apenas um pouco mais
de tempo até voltar ao Eterno Pai, mais uma vez Ele manda Pedro
cuidar de toda a Sua Igreja, apascentar todo o seu rebanho,
cordeiros e ovelhas, apóstolos e discípulos, bispos, sacerdotes e
leigos: “Apascenta os meus cordeiros”, “Apascenta as minhas
ovelhas”, “Apascenta as minhas ovelhas”. Que sublime ordenança
do Senhor! Na presença dos próprios Apóstolos, Jesus ordena a
Pedro a ser o supremo pastor e cabeça visível da Igreja na terra,
enquanto Ele está nos céus, até a sua segunda vinda, para julgar
o mundo. Pedro é a cabeça visível da Igreja, ocupando o cargo de
Jesus como supremo pastor.
CIC, §552 – «No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro
lugar. Jesus confiou-lhe uma missão única. Graças a uma revelação
vinda do Pai, Pedro havia confessado: "Tu és o Cristo, o Filho
do Deus vivo" (Mt 16,16). Nosso Senhor lhe declara na ocasião:
"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as
Portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).
Cristo, "Pedra viva"; garante a sua Igreja construída
sobre Pedro a vitória sobre as potências de morte. Pedro, em razão
da fé por ele confessada, permanecerá como a rocha inabalável da
Igreja. Terá por missão defender esta fé de todo desfalecimento e
confirmar nela seus irmãos.»
João 13,36; 21,18-19 – Jesus indica a Pedro o modo que haveria de
morrer e glorificar a Deus por seu martírio. Pedro foi condenado à
morte de cruz, assim como Jesus, mas pediu aos carrascos para o
crucificarem de cabeça virada para baixo, por não se achar digno
de morrer como o Divino Mestre. Isto aconteceu em Roma no ano 67.
Assim foi o fim glorioso do primeiro Papa da Santa Igreja Católica,
Apostólica, Romana. E sucessivamente, as primeiras duas dezenas e
meia dos seus sucessores, foram também martirizadas.
Atos 1,13-14 – Pedro é mencionado primeiro dentre os Apóstolos
após a Ascensão de Jesus aos céus. Pedro lidera o grupo em unânime
perseverança na oração.
Atos 1,15-17.21-26 – Pedro, como o líder, levanta-se entre os Apóstolos
para propor a eleição de um novo Apóstolo para ocupar o lugar de
Judas Iscariótes. É claro que Jesus não escolheu o novo Apóstolo
enquanto estava com eles após a ressurreição para deixar que a
Sua Igreja o fizesse, com a autoridade que recebera Dele mesmo.
Ainda mais, se a Igreja precisou de um sucessor para Judas, não
precisaria de um para Pedro?
Atos 2,14 – Após a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos
no Pentecostes, Pedro – novamente como o mais eminente Vigário de
Cristo –, atua como o líder dos Apóstolos, pondo-se à frente
deles e pregando ao povo que se aglomerava e admirava a manifestação
do Espírito Santo. Pedro é o primeiro a pregar o Evangelho ao povo
após a Paixão, Ascensão e Pentecostes.
Atos 2,15-21 – Na pregação, Pedro interpreta o acontecimento
divino como sendo o cumprimento das Sagradas Profecias do Profeta
Joel, que foi predito no Antigo Testamento (Joel 3).
Atos 2,24-35 – Continuando o divino discurso, Pedro interpreta a
predição que Davi fez em dois Salmos, como sendo relacionadas à
Ressurreição de Jesus Cristo dos mortos.
Atos 2,36 – Ao fim, Pedro declara a toda a casa de Israel que
Jesus é Senhor e Cristo. Se Pedro ensinou e interpretou as Sagradas
Escrituras infalivelmente, por que não o fariam os seus sucessores?
Atos 2,37-38 – O povo que foi movido no coração pelo Espírito
Santo com a pregação infalível de Pedro, o reconheceu como o
chefe dos Apóstolos. O autor do livro “Atos dos Apóstolos” –
Lucas – também continua a indicar Pedro como o líder da Igreja.
Atos 2,38 – Pedro ensina que para remissão dos pecados é necessário
o batismo, e assim é recebido o dom do Espírito Santo. Se Pedro
ensinou infalivelmente sobre a necessidade do batismo para a salvação
e receber o dom do Espírito Santo (sendo isso relatado na Bíblia),
porque os protestantes não aceitam esta mesma doutrina santa
ensinada por dois mil anos pela Igreja Católica?
Atos 3,1-7 – Pedro é mencionado primeiro – antes de João –
por três vezes. Pedro é o primeiro dentre os Apóstolos a operar
um milagre de cura após Pentecostes.
Atos 3,12-16; 4,9-10 – Pedro se põe a frente de João para
proclamar a cura milagrosa em Nome de Jesus.
Atos 3,17-18 – Pedro discerniu que os homens de Israel entregaram
Jesus à morte por ignorância, cumprindo assim o que Deus tinha
anunciado pelos Profetas, de que o Cristo devia padecer.
Atos 3,21-26 – Pedro novamente interpreta infalivelmente as
Sagradas Escrituras.
Atos 4,7-8 – Pedro é o que se põe à frente novamente, cheio do
Espírito Santo, para responder aos “chefes do povo”. Agora,
Pedro é o “chefe do povo” da Nova e Eterna Aliança, juntamente
com os bispos em comunhão com ele, assistidos pelos presbíteros.
Atos 4,11-12 – Pedro interpreta as Escrituras que dizem sobre a
Pedra angular ter sido rejeitada pelos edificadores, declarando que
essa Pedra Angular é Cristo Jesus; e frente aos judeus, (Pedro é
primeiro que) ensinou que não há salvação em nenhum outro.
Atos 4,19-20 – Novamente, Pedro é mencionado antes de João, para
responder aos chefes do povo que estavam ordenando-os que não mais
se pregasse o Evangelho em Nome de Jesus.
Atos 5,3-11 – Pedro declara o primeiro anátema da Igreja, em
Ananias e sua mulher Safira, sendo confirmado por Deus, que os
entregou à morte instantânea. Pedro exerce sua autoridade “ligar
e desligar”.
Atos 5,15 – Deus também confirma que Sua vontade é que Pedro
deve ser o líder, curando os enfermos até mesmo por sua sombra.
Atos 5,29 – Com a segunda prisão dos Apóstolos, Pedro é
colocado à frente dos outros para ser o porta-vos de todos diante
do Grande Conselho.
Atos 8,14-17 – Pedro é mencionado antes de João ao irem conferir
o sacramento da Confirmação aos cristãos de Samaria.
Atos 9,36-40 – Pedro é o primeiro Apóstolo a ressuscitar uma
pessoa dos mortos.
Atos 10,4-6 – O Anjo do Senhor mandou Cornélio chamar a Pedro,
para conhecer o Evangelho, e a nenhum outro Apóstolo.
Atos 10,19-23 – Enquanto meditava sobre a visão que teve, Pedro
é avisado pelo Espírito Santo para ir com os homens que o
procuravam. Esses homens não são judeus, e por isso o Espírito
teve de mandar Pedro ir com eles sem hesitar, pois, os Apóstolos
ainda não sabiam que a mensagem da salvação era para os gentios
também, e a tradição antiga mandava não misturar-se com os
gentios.
Atos 10,34-48 – Pedro é quem recebeu a divina revelação sobre a
salvação também ser concedida aos gentios. E é Pedro mesmo o
primeiro a pregar o Evangelho da salvação aos gentios.
Atos 11,2-3 – Os judeus convertidos, que ainda não sabiam que a
salvação era também para os gentios, repreenderam Pedro por ter
entrado na casa de incircuncisos. Isso mostra que os fieis
reconheciam a autoridade máxima de Pedro e que ele devia dar o mais
excelente exemplo.
Atos 11,18 – Esses cristãos da circuncisão, que tinham
repreendido Pedro, depois de terem ouvido a sua explicação do
acontecido, acataram com alegria a revelação que Deus fez à
Igreja por meio de Pedro: que a mensagem da salvação era dada também
aos pagãos.
Atos 12,5 – Esse verso mostra com que amor e fervor toda a Igreja,
desde o início, reza sem cessar por Pedro, o Papa.
Atos 15,7-12 – Pedro resolve o primeiro assunto doutrinal no
primeiro Concílio da Igreja, em Jerusalém, sobre a circuncisão, e
ninguém o questionou, até mesmo os muitos judeus, que eram a favor
da circuncisão, não abriram a boca para discutirem mais.
Atos 15,12 – Só depois que Pedro (o Papa) acabou de falar, é que
Paulo e Barnabé (também bispos) começaram a falar sem temor. Este
verso mostra a autoridade de Pedro sobre todos os outros bispos,
porque ninguém mais ousou discutir o assunto novamente.
Atos 15,13-21 – Em seguida, Tiago fala para ainda mais reconhecer
o decreto definitivo de Pedro, e sugerir que pelo menos se
escrevesse uma carta aos gentios para se absterem das carnes
oferecidas aos ídolos, o que todos concordaram.
I Coríntios 9,5 – Paulo destaca o nome de Pedro do resto dos Apóstolos.
Aqui Paulo escreve o nome de Pedro em aramaico “Kepha”, o que
literalmente significa rocha.
Gálatas 1,18 – No terceiro ano de seu apostolado, Paulo subiu a
Jerusalém especialmente para conhecer Pedro (Kepha), o líder da
Igreja, e ficou com ele quinze dias.
Gálatas 2,7-8 – Paulo destaca Pedro como o chefe dos doze Apóstolos.
Gálatas 2,9 – “Tiago e “Kepha” e João, que são
considerados as colunas,” Paulo escreve o nome de Pedro (Kepha)
entre os nomes de Tiago e João, mostrando que ele (Pedro) é a
rocha central e principal coluna da Igreja.
I Pedro 5,13 – Alguns protestantes discutem contra o Papado
tentando provar que Pedro nunca esteve em Roma. Primeiro, este
argumento é irrelevante, porque a instituição do Papado por Jesus
não depende disso. Segundo, este verso demonstra que, de fato,
Pedro esteve em Roma. Pedro escreve “A igreja escolhida de
‘Babilônia’ saúda-vos,” o que prova que ele estava em Roma
quando escreveu esta Epístola. Babilônia era um codinome para
Roma. Roma era a “Grande Cidade”, a “Babilônia” daquele período.
Por Roma ser considerada o centro do mundo naquele tempo, o Senhor
quis que a cátedra de Sua Igreja fosse estabelecida lá, porque
assim como Ele venceu o mundo, quis que Sua Igreja também vencesse
(João 16,33). A Igreja Católica, com o sangue de milhares de seus
santos mártires, incluindo mais de 20 Papas, venceu o império
romano, a Grande Babilônia que deveria cair (Apocalipse 18,10.19).
Os protestantes têm que passar por cima do orgulho e reconhecer
essa verdade histórica e parar de inventas mentiras.
II Pedro 1,13-15 – Pedro diz ter a obrigação de exortar a Igreja
e mantê-la vigilante (verso 13). Enquanto que nos versos 14 e 15,
ele diz que em breve teria de deixar o seu “tabernáculo” (ele
está se referindo à sua função como o supremo pastor da Igreja),
e que providenciaria um seu sucessor para continuar a exortar e
pastorear a Igreja depois de sua morte.
II Pedro 3,16 – Pedro está fazendo um julgamento sobre
“interpretação própria” das cartas de Paulo e das demais
Escrituras, nas quais contém “passagens difíceis de entender”.
Pedro é o pastor chefe da Igreja e não admite interpretações
pessoais com deturpações das Sagradas Escrituras, contrárias aos
sentidos reais que as Sagradas Letras apresentam e que o Magistério
da Igreja interpreta.
Mateus 20,27; 23,11 – E Pedro, o Papa, é servo dos servos de
Deus.
III. Pedro tem as Chaves de Autoridade sobre o Reino na Terra, a
Igreja
II Samuel 7,16; Salmo 89,3-4 [88,4-5]; I Crônicas 17,12-14 – Deus
promete estabelecer o Reino de Jesus (Davi) para sempre na terra.
Mateus 1,1 – Mateus claramente estabelece esta ligação de Davi
à Jesus. Jesus é o novo Rei da nova Casa de Davi, e o Rei irá
designar um chefe administrador para governar sobre a casa até a
Sua volta.
Lucas 1,32 – A anjo Gabriel anuncia à Maria que ao seu Filho
(Jesus) seria dado o “trono de Seu pai Davi.”.
Mateus 16,19 – Jesus dá a Pedro as “Chaves do Reino dos Céus”.
Enquanto a maioria dos Protestantes argumentam que o Reino dos Céus
que Jesus estava falando é o eterno estado de glória (como se
Pedro estivesse lá no Céu deixando as pessoas entrarem), o Reino
dos Céus que Jesus está falando aqui se refere à Igreja na Terra.
Usando o termo “chaves”, Jesus estava referindo Isaías 22 (que
é o único lugar na Bíblia onde “chaves” é usado num contexto
de um reino).
Isaias 22,22 – No antigo reino de Davi, quando reinava seu
sucessor e filho, Salomão, este havia instituído um ofício de
“prefeito do palácio”. Este ministro principal possuía
autoridade sobre todos os chefes e anciãos.
Apocalipse 1,18; 3,7; 9,1; 20,1 – As “chaves” incontestáveis
de Jesus representam autoridade. Mas usando a palavra “chaves,”
Jesus dá a Pedro autoridade na Terra sobre o novo Reino de Davi, e
isso não foi seriamente questionado por ninguém até a reforma
Protestante 1.500 anos após o outorgamento de Pedro.
Mateus 16,19 – O que Pedro ligar ou desligar na Terra é ligado ou
desligado no Céu / quando o Principal Ministro abre ao Rei, ninguém
fecha. Essa autoridade “ligar e desligar” permite ao possuidor
das chaves estabelecer decretos, ou regras de conduta para os
membros do reino que ele serve. As “chaves” de Pedro se encaixam
nas “portas” do Hades, o qual também representa autoridade
pastoral sobre as almas.
Mateus 23,2-4 – A terminologia “ligar e desligar” usada por
Jesus foi entendida pelo povo Judeu. Por exemplo, Jesus disse que os
Fariseus “atam” fardos pesados. Pedro e os Apóstolos têm a
nova autoridade de atar e desatar sobre o Reino da Nova Aliança, a
Igreja.
CIC, §882 – «O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro,
"é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade,
quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis." "Com
efeito, o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de
Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno,
supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu
poder.»
Mateus 13,24-52 – Jesus, compara o Reino dos Céus às dez
virgens, cinco delas eram tolas. De longe mostra que o Reino é a
Igreja na Terra. Este Reino não se refere ao paraíso, porque não
há tolos lá no Céu.
Marcos 4,26-32 – Novamente, o “Reino de Deus” é como a
semente que cresce e se desenvolve. O Reino Celeste é eterno, então
o Reino ao qual Pedro guarda as chaves de autoridade, é a Igreja
militante.
Lucas 9,27 – Jesus diz que ali estavam quem não provariam a morte
antes que eles vissem o “Reino de Deus”. Esse Reino refere-se ao
Reino de Cristo na Terra, o qual Jesus estabeleceu por Sua morte e
ressurreição na Terra.
Lucas 13,19-20 – Novamente, Jesus diz o Reino de Deus é como uma
semente de mostarda que cresce até virar uma árvore. Isto
refere-se à Igreja terreno a qual se desenvolve através dos
tempos, de uma bolinha a uma árvore de hortaliça (não ao
celestial estado de glória o qual é imutável e infinito).
Mateus 12,28; Marcos 1,15; Lucas 11,20; 17,21 – Estes versos
fornecem mais exemplos do “Reino de Deus” como o reino na Terra,
o qual está no nosso meio.
I Crônicas 28,5 – Salomão senta no trono do Reino do Senhor.
Isso mostra que o “Reino de Deus” usualmente significa um reino
na terra.
Mateus 17,24-25 – O coletor de impostos reconhece Pedro como o
representante de seu Mestre (Jesus), abordando-o sobre Jesus ter de
pagar o imposto ou não. Pedro é o Vigário de Cristo e têm a Sua
autoridade.
Mateus 17,26[27] – Jesus mandou Pedro pescar um peixe que deveria
ter um estartere na sua boca para pagar o imposto por ambos. Com
isso, Jesus mostra que Pedro é o Seu representante na terra.
Lucas 12,42-44; Mateus 24,45-47 – Após Pedro questionar Jesus
sobre a parábola, ele recebe uma resposta quase que enigmática de
Jesus. O divino Mestre aponta para Pedro, que ele mesmo (Pedro) é o
servo a quem Ele (Jesus) constituiu com Sua autoridade sobre toda a
Sua Casa, a Igreja.
Lucas 22,31 – Jesus, após ter instituído os santíssimos
sacramentos da Eucaristia e da Ordem, dirigiu algumas palavras a
todos os Apóstolos e logo em seguida, dirigiu-Se a Pedro sozinho,
dizendo que satanás teria desejado a queda de Pedro, o
desfalecimento de sua fé. Vemos assim que satanás sabe da importância
de Pedro como o líder da Igreja, como representante de Cristo, e
que com sua queda, toda a Igreja também haveria de cair, pois não
haveria mais unidade.
Lucas 22,32 – Logo em seguida, é claro que também Jesus confirma
a importância da liderança de Pedro sobre a Igreja, como Seu mais
alto Vigário, dizendo que rogou por ele, para que a sua fé não
desfaleça e então venha a confirmar os seus irmãos – toda a
Igreja. É claro que a oração de Jesus é de eficácia imediata e
permanente. O Papa não pode desfalecer e ensinar algum erro em
questões de Fé e Moral.
Mateus 26,31-32 – Jesus, como o Pastor, após ser ferido na Santa
Paixão, deveria ressurgir e continuar a apascentar o rebanho. Mas
50 dias após a Sua ressurreição, Jesus deveria subir ao Céu, o
que O impediria de estar visivelmente como o Pastor e Cabeça visível
da Igreja aqui na Terra.
João 21,15-17 – E por isso, Jesus aponta Pedro como o Seu
substituto, para ser o supremo pastor de Seu rebanho. Pedro é
revestido por Jesus de Sua autoridade, para governar sobre toda a
Igreja e apascentar o rebanho.
Lucas 12,41-44 – Quando Pedro perguntou Jesus se a parábola do
senhor e os servos vigilantes era dirigida somente a eles (os Apóstolos)
ou para todo o povo, Jesus replicou a Pedro, apontando-o (a Pedro)
como sendo o administrador chefe que o Senhor constituiu sobre os
operários. É Pedro, o servo a quem o Senhor “confiou-lhe todos
os seus bens.”.
Marcos 13,34 – Aqui, novamente Jesus indica que delegou de Sua
autoridade aos seus servos, e que colocou um porteiro (o Papa) sobre
eles, a vigiar Sua volta. É Pedro quem está sobre a Casa de Deus
até a segunda vinda de Jesus. Veja também Mateus 24,45-47. Estas
parábolas indicam claramente que Jesus estabeleceu um líder sobre
toda a Sua Igreja. Esse líder recebe de Jesus o poder para reger
todas as nações com cetro de ferro, assim como Ele (Jesus) recebeu
tal poder do Pai (Apocalipse 2,26-28).
Atos 15,7-12 – É Pedro quem resolve o primeiro assunto doutrinal
da Igreja e todos ficam de acorde com o seu decreto. Vemos também a
necessidade de ter um líder acima de todos os outros, para
facilitar a unidade, pois, havia muitos anciãos (líderes da
Igreja: bispos e/ou presbíteros) que ainda eram discordantes uns
dos outros; uns a favor da circuncisão e outros não. O que
aconteceria se não tivesse um líder acima de todos? Caos e divisões,
e os próprios apóstolos estariam discordantes uns dos outros.
Atos 8,20-23 – Pedro lançou anátema em Simão (o ex-mágico) por
ter oferecido dinheiro para ter o poder e autoridade que os Apóstolos
tinham e exerciam. E ainda vemos que em resposta, este Simão (o
ex-mágico) pediu a Pedro para rogar ao Senhor por ele; ou seja,
para retirar o anátema. Pedro exerce sua autoridade “ligar e
desligar” com as chaves que recebeu de Cristo, e Simão reconhece
essa sua autoridade.
2ª parte:
A SUCESSÃO APOSTÓLICA
I. Os Líderes Ordenados Participam do Ministério e Autoridade de
Jesus
Isaías 61,5-6 – Muitos séculos antes de Cristo vir ao mundo, Isaías
foi inspirado a escrever Suas Palavras, profetizando sobre a
autoridade que os Apóstolos receberiam Dele, tornando-os
“sacerdotes do Senhor”, “ministros de Deus”. Deus prometeu a
Davi que “revestiria de salvação os sacerdotes” do seu Ungido
(Jesus) (Salmo 132[131],16). Isso significa que os sacerdotes têm
autoridade no ministério de Jesus Sumo Sacerdote.
Lucas 4,16-21 – Jesus confirma isso, dizendo que a profecia que
está em Isaías 61 se cumpriu em Sua Pessoa. Por tanto, as palavras
que Isaías escreve no capítulo 61, são do próprio Cristo,
dirigidas aos seus sacerdotes ministeriais.
Mateus 10,1; Marcos 3,14-15; 6,7.12-13; Lucas 9,1-2; 10,3.9 –
Livremente, Jesus concede de Sua autoridade aos Seus Apóstolos,
enviando-os para pregar o Reino de Deus, atuando com o Seu poder,
curando os enfermos e expulsando os demônios.
Lucas 10,19 – Jesus concede este poder, não somente aos bispos,
mas também aos presbíteros (também sacerdotes ordenados). Eles
possuem autoridade de Jesus sobre o sobrenatural, o “poder para
pisar serpentes, escorpiões e todo o poder do inimigo.”.
Mateus 16,19; 18,18 – Aos Apóstolos é dada a autoridade de
Cristo (é Jesus mesmo quem lhes confere essa autoridade e poder)
para tomarem decisões com atos visíveis na terra e que serão
ratificados no Céu. Deus eleva a humanidade em Cristo, exaltando os
Seus escolhidos a serem líderes da Igreja e beneficiando-os com a
autoridade e dom que eles precisam para trazer a conversão e salvação
ao Seu povo. Sem uma autoridade central e elevada na Igreja, haveria
caos e total confusão, sem unidade de fé e moral (como há no
Protestantismo).
Compêndio do CIC (C.CIC), §109 – «No Reino, que autoridade
Jesus confere a seus Apóstolos? – Jesus escolhe os Doze, futuras
testemunhas da sua Ressurreição, e os faz partícipes da sua missão
e da sua autoridade para ensinar, absolver os pecados, edificar e
reger a Igreja. Nesse colégio, Pedro recebe "as chaves do
Reino" (Mt 16,19) e ocupa o primeiro lugar, com a missão de
guardar a fé na sua integridade e de confirmar os seus irmãos.»
Lucas 12,32; 22,29 – Assim como o Pai deu o reino ao Filho, o
Filho deu o reino aos Seus Apóstolos. O Dom é transferido do Pai
para o Filho, e do Filho para os Apóstolos. Este é o agrado do
Pai.
Números 16,28 – A autoridade do Pai é transferida para Moisés.
Moisés não fala e nem faz nada por ele mesmo; é Deus quem faz e
fala através dele. Isso é uma real transferência de autoridade.
João 5,30 – Similarmente, Jesus – como Filho Homem – não faz
nada por Si mesmo, mas faz e ensina sob a autoridade do Pai, que O
enviou.
João 7,16-17; 12,49 – Jesus declara que Seus ensinamentos e as
obras que realiza, não provêem de Si mesmo, mas de Deus Pai. Isso
é uma verdadeira transferência de autoridade divina. Essa
autoridade, Jesus transfere aos Seus Apóstolos.
João 8,28-29; 14,10 – Jesus diz que não faz nada por Sua própria
autoridade, e que Deus está com Ele. Do mesmo modo, os Apóstolos não
fazem nada por sua própria autoridade. A autoridade dos bispos vem
de Deus, por Jesus Cristo, pela graça do Espírito Santo. Eles não
“ligam e desligam” e nem ensinam por si mesmos, mas é Jesus
quem ensina, “liga e desliga” por meio deles.
João 13,20 – Jesus diz, “Quem recebe aquele que Eu enviar,
recebe a Mim.”. Quem recebe os Apóstolos, recebe o próprio
Cristo. A palavra “apóstolo” significa “enviado”. Os bispos
e presbíteros são operários da grande messe do Senhor (Mateus
9,37-38; 20,1; Lucas 10,2).
C.CIC, §328 – «Qual é o efeito da Ordenação presbiteral? - A
unção do Espírito marca o presbítero comum com um caráter
espiritual indelével, configura-o a Cristo sacerdote e o torna
capaz de agir no Nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da Ordem
episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar
o culto divino, sobretudo a Eucaristia de que tira força o seu
ministério, e para ser o pastor dos fiéis.»
João 16,12-15 – O Pai transfere Sua autoridade para Seu Filho, e
o Filho transfere essa autoridade aos Apóstolos, pelo Espírito
Santo Paráclito, o qual guiará os Apóstolos em toda a Verdade.
Toda a autoridade vem de Deus Pai. O Filho recebe o que é do Pai e
o Espírito Santo recebe o que é do Filho. Toda essa autoridade é
dada aos bispos; eles não ensinam, ‘ligam e desligam’ por sua
própria autoridade.
Mateus 28,18-20; Marcos 16,15-18; João 17,18; 20,21 – O Pai
enviou o Filho e deu-lhe toda a autoridade no Céu e na Terra
(glorificando-O após a ressurreição). O Filho envia os Apóstolos
com Sua autoridade, do mesmo modo que foi enviado pelo Pai – Deus
Todo-Poderoso. Os Apóstolos possuem a autoridade divina para
ensinar as nações e fazer discípulos.
Atos 20,28 – Os Apóstolos são guardiões e pastores do rebanho
que é confiado a cada um deles. Jesus é o Pastor e Guarda de
nossas almas (I Pedro 2,25). Os Apóstolos, pela autoridade e poder
recebidos (que provém do Pai ao Filho, do Filho aos Apóstolos,
pelo Espírito Santo), participam do ministério e autoridade de
Cristo.
II Coríntios 3,5-6 – Paulo diz que é Deus quem os fez aptos
ministros da Nova Aliança. Isto se refere ao sacerdócio
ministerial que Cristo lhes conferiu: “chamar-vos-ão sacerdotes
do Senhor, de ministros de nosso Deus sereis qualificados.” (Isaías
61,6). Jesus é o autor da Nova e Eterna Aliança e, ao mesmo tempo,
Ele mesmo é a Aliança entre Deus e os homens; mas Ele coloca
administradores para levarem a graça da salvação desta Aliança
Eterna ao redor do mundo.
Jeremias 23,1-8; Ezequiel 34,1-10; I Pedro 5,1-4 – Os pastores
devem pastorear o rebanho de Cristo (o rebanho é confiado pelo Pai
ao Filho, e o Filho confia o rebanho aos Seus Apóstolos). Os
pastores serão cobrados no dia do juízo. Receberão a recompensa
por terem sido bons pastores, ou o castigo por terem sido maus
pastores. Eles são os operários da Messe do Senhor (Mateus
24,48-51; 7,23).
II. As Chaves de Pedro e Sucessão Papal
I Samuel 10,1; 16,12-14; 5,1-3; II Samuel 7,8 – Vemos aqui que o
profeta do Senhor, Samuel, ungiu Saul rei de Israel, “chefe” da
herança do Senhor. Saul não agradou o Senhor, desobedeceu ao
profeta Samuel e por isso o Senhor mandou Samuel ungir Davi para ser
o futuro rei de Israel, sucedendo a Saul. Todos os anciãos de
Israel sagraram Davi como o novo rei/chefe de Israel. Vemos uma
verdadeira sucessão.
II Samuel 7,12-15; Salmo 89,3-4 [88,4-5]; I Crônicas 17,12-14 –
Deus promete a Davi que lhe suscitaria um descendente para ser seu
sucessor e que Ele mesmo (Deus) firmaria o seu reino para sempre.
Esse descendente/sucessor de Davi construiria um templo para o
Senhor, e o Senhor promete que não lhe tiraria a Sua graça, como o
fez a Saul, mesmo se ele cometesse alguma falta.
I Reis 1,38-39.45-48 – Vemos que Salomão, filho de Davi, foi
consagrado sucessor de seu pai, conforme o Senhor tinha prometido.
“Salomão sentou-se no trono de Davi, seu pai, e seu reino foi
solidamente estabelecido.” Conforme a promessa do Senhor Deus a
Davi.
I Reis 6,1; 8,20; 6,11-13; 9,4-9 – Salomão construiu um templo
para o Senhor, conforme o Senhor tinha dito a Davi. O Senhor disse a
Salomão que cumpriria nele (Salomão) a promessa que tinha feito a
Davi, de que não faltaria jamais um descente para Davi e que seu
trono se firmaria para sempre, se ele (Salomão) colocasse em prática
as suas ordens, obedecendo, praticando e observando os Seus
mandamentos, leis e preceitos. / I Reis 11 – Mas Salomão se
desviou das ordens do Senhor, com isso o Senhor já estava livre de
cumprir as Suas promessas na pessoa de Salomão e assim por diante
com os seus sucessores, pois Salomão não seguiu os mandamentos e
preceitos do Senhor. Por tanto, daqui para frente já não há um
descendente de Davi, como seu sucessor, sentando em seu trono e
governando sobre todo o Israel, ficando o reino dividido (11,31).
I Reis 11,39; Amós 9,11; Lucas 1,32; Atos 15,14-18 – Mas Deus
disse que não humilharia para sempre a descendência de Davi; e
também disse pelo profeta Amós que reedificaria “o tabernáculo
de Davi”. Ora, os Apóstolos compreenderam claramente que isso se
cumpriu em Jesus, descendente de Davi. A partir de agora, todas as
promessas e predições que o Senhor fez a Davi, se cumpririam em
Jesus Cristo.
Isaias 22,15-23 – No antigo reino de Davi, Eliacim sucedeu Sobna
como o administrador chefe do palácio de Salomão (II Reis
18,18.37; 19,2) para governar na casa de Deus. No reino deve ser
empregado um mecanismo de sucessão soberana para que subsista o
cargo de “prefeito do palácio”. Assim como Deus “reedificou o
tabernáculo de Davi”, colocando Jesus em seu trono; Jesus também
“reedificou o tabernáculo” de “prefeito do palácio”,
apontando Pedro para esse cargo.
Isaias 22,15-19 – Sobna é descrito como tendo um “ofício”,
um “posto”. Para este ofício continuar sendo um ofício, tem
que ter sucessores. Para que um reino dure, é necessário um
sucessor representativo. Esse foi o caso do Reino da Antiga Aliança,
e esse é o caso no Reino da Nova Aliança que cumpri a Antiga Aliança.
Jesus Nosso Reino está no Céu, mas Ele apontou um chefe sobre o
governo de Sua casa com um plano para uma sucessão de
representantes.
Isaías 22,16 – Olhando essa profecia em segundo plano, assim como
o vimos acima as profecias que se referia a Davi, seu reino e sua
descendência, tudo se cumprindo em Jesus, devemos ver Jesus no
lugar de Sobna, e no lugar de Eliacim, devemos ver Pedro. Neste
verso vemos Deus se dirigindo a Sobna (Jesus), e Ele diz: “Vai ter
com esse ministro...” “que talha para si uma morada na rocha”.
Incrível, não? Assim como nas profecias e predições que Deus fez
a Davi, que se cumprem em Cristo; devemos ver também nessa
profecia, uma alegoria indicando Pedro, a “rocha” na qual Jesus
edifica a Igreja.
Isaías 22,15-19 – Nestes versos devemos ver a fúria da justiça
divina descendo sobre Jesus na Paixão. Jesus é “Aquele que não
conheceu o pecado, [mas] Deus O fez pecado por nós” (II Coríntios
5,21). Nos versos 19 e 20, Deus diz que depô-lo-ia (a Jesus) de Seu
cargo, arrancando-O de seu assento e colocar Eliacim (Pedro).
Isaías 22,21 – Pedro seria colocado no “posto de Jesus”, como
pastor chefe de todo o rebanho. Pedro e seus sucessores são
revestidos com a autoridade de Cristo. O Papa é o “Vigário de
Cristo”.
Ezequiel 34,23; 37,24 – Davi, ou seja, Jesus, deverá ser o único
pastor para o único rebanho. Mas Jesus subiu aos céus e, antes
disto, teve de apontar um homem que seria Seu sucessor
representativo, governando sobre o Seu reino na terra, sendo o
pastor visível do rebanho (João 10,16; João 21,15-17).
C.CIC, §182 – «Qual é a missão do papa? – O papa, bispo de
Roma e sucessor de São Pedro, é o perpétuo e visível princípio
e fundamento da unidade da Igreja. É o vigário de Cristo, chefe do
Colégio dos bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por
divina instituição, poder pleno, supremo, imediato e universal.»
Jeremias 33,17 – Jeremias profetizou que jamais faltará um
sucessor a Davi para ocupar o trono da Casa de Israel. Ou essa
profecia se cumpre na Igreja Católica com a sucessão papal –
Pedro e seus sucessores; ou essa profecia é falsa e não há um
sucessor representativo para Davi (Jesus) por toda a história.
Daniel 2,44 – Daniel profetizou que o reino do Messias (Jesus)
nunca será destruído. Ou isso é uma falsa profecia, ou esse reino
requer sucessão para que não seja dividido e nem tenha fim (Lucas
1,33) como aconteceu após o reinado de Salomão no Antigo
Testamento.
Isaias 22,21 – Eliacim (Pedro) seria um “pai” (“Papa”)
para o povo de Deus. A palavra Papa é usada pelos católicos para
descrever o chefe governante do reino de Cristo. A palavra italiana
“Papa” significa “Pai”. Por isso os católicos chamam o líder
da Igreja “Papa”. O Papa é o pai do povo de Deus, o chefe
governante do reino e o representante de Cristo na terra.
Isaias 22,22 – Vemos que as chaves do reino passam de Sobna
(Jesus) para Eliacim (Pedro). Assim, as chaves são usadas não
somente como um símbolo de autoridade sobre o reino, mas também
para facilitar a sucessão. As chaves do Reino de Cristo passaram de
Pedro para Lino (primeiro sucessor de Pedro), e assim por diante até
ao nosso atual Papa, com uma autêntica sucessão por quase 2.000
anos. O papa tem autoridade sobre o reino: “dele estão pendentes
todos os membros... os ramos principais e os ramos menores, toda espécie
de vasos, desde os copos até os jarros.” (22,24).
Atos 1,20 – Vemos no início da Igreja que sucessores são
imediatamente escolhidos para o ofício de apóstolos. Assim como a
Igreja ungiu um sucessor para Judas, também o fez quando precisou
de um sucessor para Pedro, após sua morte, e assim continua
fazendo, após a morte do Papa.
João 21,15-17; Lucas 22,31-32 – A criação do ofício de Pedro
– por Jesus – como pastor chefe com as chaves, passou para Lino,
Anacleto, Clemente I, todo o caminho até o nosso atual Santo Padre.
Jesus não constituiria Pedro como Seu representante para depois não
haver uma sucessão após a morte dele.
Mateus 23,2 – Isto mostra que os judeus compreenderam a importância
da sucessão para a cadeira e sua autoridade. Aqui, Jesus respeita o
assento (“cathedra”) de autoridade, que foi preservado pela
sucessão. Na Igreja, o assento de Pedro é chamado “cathedra”,
e quando o sucessor de Pedro fala oficialmente de um assunto de Fé
ou Moral, isso pode elevar ao nível de um magistério “ex
cathedra” (da cadeira), o que significa que o ensinamento é, pela
graça do Espírito Santo, infalível.
Efésios 3,21 – A Palavra Divina conta-nos que a Igreja de Jesus
Cristo existirá em todas as gerações. Somente a Igreja Católica
pode provar, pela sucessão, tal existência. Nossos irmãos e irmãs
protestantes ficam inconfortáveis com essa passagem, porque isso
necessita que eles olhem para uma Igreja que existiu por 2.000 anos.
Isso significa que todas as outras denominações cristãs (algumas
das quais estão por aí por até menos de um ano!) não podem ser a
Igreja que Cristo edificou sobre a rocha de Pedro.
III. A Autoridade é Transferida pelo Sacramento da Ordem
Isaías 61,9 – Os Apóstolos teriam sucessores que estariam ao
redor do mundo e seriam reconhecidos pelas nações como a raça
especial do Senhor.
Jeremias 33,17-26 – Deus diz que a promessa que fez a Davi jamais
será revogada. Ele prometeu que jamais faltará um sucessor a Davi,
para ocupar o seu trono, e descendentes aos sacerdotes, Seus
ministros. Jesus ocupou o trono de Davi, e instituiu o novo sacerdócio
ministerial, o qual não terá fim, porque Deus prometeu que
multiplicaria a raça dos sacerdotes como as estrelas do céu. O
Senhor diz que jamais faltarão sacerdotes para oferecer-Lhe os
sacrifícios. Deus está falando da sucessão apostólica e ordenação
sacerdotal que haveria no novo reino de Davi, a Igreja. Essas
promessas de Deus provam que nesse reino haveria o papado: a ordenação
de um sucessor representativo para Jesus como Seu Vigário; a sucessão
apostólica: ordenação de sucessores para os apóstolos; e a
ordenação de sacerdotes ministeriais.
Efésios 2,20 – A Igreja de Cristo é edificada sobre os Apóstolos.
Isso prova que toda a autoridade que Jesus concedeu aos Seus Apóstolos,
não pode morrer com a morte deles, mas precisa seguir em frente
(pela sucessão apostólica, é claro), porque “fundamento” não
significa que os doze Apóstolos são o fim da construção – da
Igreja – mas o começo. Jesus não disse e nem está registrado na
Bíblia que essa autoridade acabaria nos doze Apóstolos.
C.CIC, §176 – «O que é a sucessão apostólica? - A sucessão
apostólica é a transmissão, mediante o sacramento da Ordem, da
missão e do poder dos Apóstolos a seus Sucessores, os Bispos. Graças
a essa transmissão, a Igreja permanece em comunhão de fé e de
vida com a sua origem, enquanto ao longo dos séculos ordena, para a
difusão do Reino de Cristo sobre a terra, todo o seu apostolado.»
Atos 1,15-26 – A primeira coisa que Pedro faz após a ascensão de
Jesus ao Céu é liderar a primeira sucessão apostólica. Matias é
ordenado com a completa Autoridade Apostólica. Somente a Igreja Católica
pode demonstrar uma inquebrantável linhagem de sucessão até aos
Apóstolos em união com Pedro pelo Sacramento da Ordem e desse modo
reivindicar-se ao ensino com a própria autoridade de Cristo.
Salmo 109[108],8); Atos 1,20 – Um sucessor de Judas tem de ser
escolhido para ocupar o seu cargo. A autoridade de seu ofício (seu
“bispado”) é respeitada com dignidade. A necessidade de ter
sucessão apostólica para a Igreja sobreviver e continuar até o
fim do mundo (Mateus 28,20) é entendida por todos. Os protestantes
têm que compreender que Deus nunca disse: “Eu darei líderes a vós
com autoridade por 400 anos, mas depois que a Bíblia estiver
compilada, vós estareis todos por si mesmos.” Mesmo assim, os líderes
da Igreja, que viveram até o IV século, pregaram a doutrina santa
da Igreja Católica.
Atos 1,22 – Literalmente, “um, deve ser ordenado”. É necessária
ordenação apostólica para ensinar com a autoridade de Cristo.
Atos 6,6 – A ordenação de diáconos deve ser feita pelos Apóstolos,
pela imposição das mãos (ordenação).
Atos 13,3-4 – Aqui Paulo e Barnabé estão sendo ordenados bispos,
e assim são “enviados pelo Espírito Santo” com a completa
autoridade apostólica. (E pala relembrar, a palavra “apóstolo”
significa “enviado”.) A autoridade apostólica é transferida
pela imposição das mãos com o Sacramento da Ordenação. Essa
autoridade deve vir de um bispo (sucessor dos Apóstolos), sob a
autoridade do bispo de Roma, o sucessor de Pedro.
C.CIC, §326 – «Qual é o efeito da Ordenação episcopal? - A
Ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da Ordem,
faz do bispo o legítimo sucessor dos Apóstolos, insere-o no Colégio
episcopal, partilhando com o papa e os outros bispos a solicitude
por todas as Igrejas, e lhe confia os ofícios de ensinar,
santificar e reger.»
Atos 14,23 – Como os Apóstolos, os novos bispos ordenados, Paulo
e Barnabé, possuíam autoridade apostólica para ordenarem outros
bispos e presbíteros (também designados na Escritura por anciãos),
pois, como bispos, eles eram sucessores dos próprios Apóstolos. E
assim por diante, são ordenados novos sucessores dos Apóstolos
para apascentar o rebanho ao redor do mundo.
Atos 15,22-27 – Os pregadores da Palavra devem ser enviados pelos
bispos que estiverem em comunhão com o bispo de Roma – o Papa. Nós
devemos trilhar essa sucessão até os Apóstolos para termos
certeza de ser um sucessor autêntico com autoridade apostólica.
I Timóteo 4,14 – Paulo chama a atenção de Timóteo,
exortando-lhe a não negligenciar a ordenação recebida pela imposição
das mãos. Aqui, Timóteo já é um bispo – um sucessor dos Apóstolos.
I Timóteo 5,22 – Paulo exorta Timóteo para tomar cuidado em
escolher os candidatos a receberem o Sacramento da Ordem (pela
imposição das mãos). Este dom de autoridade é uma realidade e não
pode ser usado com indiferença.
I Timóteo 3,1-2 – Paulo usa a palavra “episcopoi”
(episcopado) referindo-se a uma função. Todos entenderam que o uso
da palavra episcopoi e função significa que esse ofício continua
com um sucessor. Paulo dá algumas instruções a Timóteo (bispo)
para escolher os homens retos para serem bispos. Isto é sucessão
apostólica. Timóteo é sucessor e por isso tinha autoridade para
escolher outros sucessores apostólicos.
II Timóteo 1,6 – Novamente, Paulo relembra Timóteo o dom de Deus
que recebeu pela imposição das mãos. Paulo mesmo foi um dos que
lhe impôs as mãos.
Tito 1,5 – Paulo também recomenda as mesmas instruções a Tito
– também bispo – para estabelecer anciãos nas comunidades de
cada cidade. Ele está se referindo ao Sacramento da Ordem. Em cada
comunidade deve haver um presbítero (I Timóteo 5,17; Lucas 10,1)
para presidir com autoridade.
I João 4,6 – “Quem conhece Deus, ouvi-nos” (os bispos). É
deste jeito que discernimos a verdade e o erro (não por apenas ler
a Bíblia e interpretar por nós mesmos). Isso prova que deve haver
sucessores aos Apóstolos, revestidos da mesma autoridade.
Êxodo 18,25-26 - Moisés colocou vários líderes sobre o povo de
Deus. Vemos uma transferência de autoridade. E Moisés era a cabeça
dos líderes.
Êxodo 28,1.41; 30,30; 40,13-15 – Deus manda Moisés ungir Aarão
e seus filhos e consagrá-los como sacerdotes, para servirem à função
sacerdotal ao serviço do Senhor. Deus diz que o sacerdócio duraria
para sempre. Isto somente cumpre-se com uma inquebrantável sucessão.
Levítico 6,15 – Deus demonstra Sua vontade em ter uma sucessão
aos sacerdotes.
Números 3,3.10 – Aarão e seus filhos foram formalmente ungidos e
ordenados sacerdotes para exercerem o ministério sacerdotal.
Números 16,40 – Mostra que a intenção de Deus é uma inquebrantável
sucessão em Seu reino na terra. Se o sacerdote não era um sucessor
ordenado por Aarão e seus descendentes, não tinha autoridade
nenhuma para exercer o ministério sacerdotal que Deus implantou.
Números 25,13 – Deus promete que o sacerdócio será eterno. Isso
só pode acontecer se houver transferência de autoridade pela unção
e consagração com a imposição das mãos – isto se chama sucessão.
Números 27,18-20 – Deus manda Moisés consagrar Josué como seu
sucessor, transferindo para ele a sua autoridade, para que o povo
passasse a obedecer-lho.
Deuteronômio 34,9 – Moisés obedeceu ao Senhor e ungiu Josué
como seu sucessor, pela imposição das mãos, enchendo-o do Espírito
de Sabedoria. E o povo lhe obedecia como um autêntico sucessor de
Moisés.
Deuteronômio 10,6 – Vemos aqui que um filho de Aarão sucedeu-lhe
no ministério de sumo sacerdote, exercendo a mesma função que Aarão
exercia quando estava vivo.
Hebreus 7,11-17 – Deus revela que o “sacerdócio foi
transferido” dos levitas, para Jesus e Seus ministros, “segundo
a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Aarão.”.
Hebreus 4,14; 7,21.24; 8,1.6; 9,11; 10,21 – Na Nova e Eterna Aliança,
Jesus é o novo Sumo Sacerdote sobre a Casa de Deus, a Igreja de
Deus vivo. E os ministros que exercem o sacerdócio ministerial são
os sacerdotes ordenados pelo próprio Sumo Sacerdote Jesus (Lucas
22,19; João 20,22-23): bispos e presbíteros (Atos 26,16; Romanos
15,16; Efésios 6,21; II Coríntios 3,6; Colossenses 1,7.23.25; 4,7;
I Tessalonicenses 3,2; I Timóteo 3,1-2; 4,6; 5,17; Tito 1,7; Tiago
5,14). E para perpetuar esse sacerdócio ministerial, com novas
ordenações e transferência de autoridade (numa eterna sucessão),
deu-lhes de Sua própria autoridade (as chaves de Pedro), para
“ligar e desligar” (Mateus 16,19; 18-18).
C.CIC, §174 – «Por que a Igreja é Apostólica? - A Igreja é
apostólica por sua origem, estando edificada sobre o "alicerce
dos Apóstolos" (Ef 2,20); por seu ensinamento, que é o mesmo
dos Apóstolos; por sua estrutura, porquanto ensinada, santificada e
dirigida, até a volta de Cristo, pelos Apóstolos, graças a seus
sucessores, os bispos em comunhão com o sucessor de Pedro.»
Isaías 54,11-12; Efésios 2,20; Apocalipse 21,14.19-20 – Tendo os
Apóstolos por fundamento, a Igreja continua eternamente pela
transferência de autoridade – sucessão. São eles (os Apóstolos,
juntamente com seus sucessores), as doze pedras preciosas que formam
os alicerces da Cidade de Deus, a Igreja. E é Pedro o primeiro
alicerce (a rocha na qual os outros alicerces estão edificados -
Lucas 6,48), o Vigário de Cristo, que está representado como a
“pedra jaspe” em Isaías e Apocalipse.
Salmo 118[117],22; Isaías 28,16; Atos 4,11; I Pedro 2,4-7 –
Cristo é a Pedra angular da Cidade de Deus, a Igreja: “Dela,
todos os chefes” (Zacarias 10,4).
Lucas 14,28-30 – (Jesus é Aquele que deveria edificar uma Casa,
um Templo para Deus – II Samuel 7,5.12-13; Zacarias 6,12-13)
Nesses versos, Jesus mesmo prova que haveria sucessores para os Apóstolos;
ou então Ele seria como aquele homem que principiou a edificar e não
pôde terminar por não haver com que acabá-la. Ao contrário deste
homem, Jesus lançou os alicerces (Apóstolos) sobre a rocha
(Pedro), principiou a construção da Igreja e continuou a edificá-la
com os sucessores dos Apóstolos. Jesus tem com que continuar a
construção: Sucessão Apostólica.
Lucas 6,49 – Jesus não é como aquele homem que construiu a sua
casa sobre a terra movediça (e não sobre a rocha Pedro), sem
alicerces (sem sucessão apostólica). Essa casa desaba quando as
torrentes investem contra ela e grande é sua ruína. Quando os
protestantes dizem que a Igreja Católica se corrompeu durante o século
III, ou IV, ou V, ou um pouco mais adiante (o incrível é que cada
denominação tem uma informação diferente da outra), na verdade
eles estão zombando de Jesus Cristo, dizendo que Ele edificou a
Igreja sobre a areia, sem alicerces e que Suas promessas não se
cumprem.
Mateus 21,40-43; Marcos 12,9-12; Lucas 20,15-17 – Os antigos
vinhateiros, os arquitetos e edificadores que rejeitaram a Pedra
Angular da construção (Salmo 118[117],22]; Atos 4,11), foram
despedidos e, o dono da vinha – Deus – deu a vinha para outros,
dando autoridade aos novos operários para administrar a Sua vinha.
Essa parábola é extremamente clara! Ela mostra a autoridade que
tinham os antigos líderes do povo e, ao mesmo tempo, prova que
Deus, por meio de Seu Filho Jesus, instituiu novos ministros para
administrarem a Sua vinha até a volta gloriosa de Jesus como Juiz.
Ou essa parábola de Jesus é verdadeiramente autêntica, provando a
autoridade e sucessão apostólica, e cumprindo-se na Igreja Católica,
ou Jesus não era muito bom em parábolas.
I Coríntios 3,9-10 – Paulo está dizendo que eles (os líderes
ordenados da Igreja: bispos e presbíteros), são operários com
Deus. Ele faz uma separação entre os operários de Deus (bispos e
presbíteros) e o campo de Deus (os leigos): os sacerdotes são os
edificadores juntamente com Deus, construindo a Igreja; enquanto que
os batizados são o edifício de Deus (também “materiais do edifício”,
como diz Pedro – I Pedro 2,5). Estes versos são incríveis! Não
somente provam que os sacerdotes ordenados têm uma função
especialíssima no ministério de Cristo, sendo os edificadores da
Igreja juntamente com Jesus e o Pai (Mateus 16,18; Hebreus 11,10);
como também provam a necessidade de haver a sucessão apostólica,
para continuar a construção do Templo do Senhor, a Igreja
(Zacarias 6,15): o Corpo de Cristo (Efésios 4,12).
IV. Obediência à Autoridade Apostólica
Atos 5,23 – O povo reconheceu a autoridade especial dos Apóstolos
e os fieis não se atreviam a se auto-denominarem com tal autoridade
e poder.
Atos 15,6.24; 16,4 – A autoridade de ensino é privilégio
outorgado aos Apóstolos e seus sucessores. Esta autoridade de
ensino deve ser trilhada até aos Apóstolos de Cristo, dos quais
provém a autêntica sucessão apostólica; ou a autoridade não é
sancionada por Cristo. Não sendo sucessor, não tem autoridade e
poder de se auto-proclamar Igreja de Cristo e com autoridade sobre o
povo.
C.CIC, §162 – «Onde subsiste a única Igreja de Cristo? - A única
Igreja de Cristo, como sociedade constituída e organizada no mundo
subsiste (subsistit in) na Igreja católica, governada pelo sucessor
de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele. Somente por meio dela
se pode obter a plenitude dos meios de salvação, pois o Senhor
confiou todos os bens da Nova Aliança ao único colégio apostólico,
cujo chefe é Pedro.»
Atos 19,13-16 – A autoridade apostólica não poder ser tomada por
si mesmo, sem ser ordenado por um bispo autêntico sucessor dos apóstolos,
os quais receberam autoridade de Cristo. Não podem exercer o
exorcismo oficialmente com a autoridade de Cristo, muito menos
administrar os Sacramentos da Ordem, Eucaristia, Penitência e
Extrema Unção. Esses “exorcismos” que os líderes protestantes
fazem durante os cultos, não passam de shows de hipnotismo e puro
teatro. Mas o que mais é intrigante é que alguns líderes
protestantes dizem ter autoridade para expulsar demônios – outros
não; outros dizem ter autoridade para ordenar “pastores” –
outros se denominam pastores por si mesmos. De quem receberam essa
“autoridade”? E nenhum deles se arrisca a dizer que tem
autoridade para administrar os sacramentos da Penitência e Extrema
Unção, perdoando pecados, muito menos celebrar o sacrifico de
Cristo (a Missa).
Romanos 15,16 – Paulo diz ser um ministro de Cristo Jesus para os
Gentios, no serviço sacerdotal do Evangelho de Deus, para que então
a oferenda dos Gentios a Deus, possa ser aceitável. Isto se refere
ao sacerdócio ministerial (sacerdotes ordenados) que é distinto do
sacerdócio universal (leigos batizados). Observe que os Gentios são
o “sacrifício” e Paulo faz a “oferenda”.
I Coríntios 5,3-5; 16,22; I Timóteo 1,20; Gálatas 1,8-9 – Estes
versos mostram a autoridade dos anciãos para excomungar /
anatematizar (“entregar a satanás”).
Mateus 18,17 – Esta autoridade é concedida por Cristo mesmo.
Jesus manda os Apóstolos excomungarem os que não ouvem a Igreja e
não se submetem a ela. Mas essa autoridade só existe para quem é
sucessor dos Apóstolos e estando em comunhão com o sucessor de
Pedro, o Papa.
Mateus 10,12-16; Marcos 6,11; Lucas 9,5; 10,5-6 – Os que não
recebem os enviados de Jesus, terão um juízo mais rigoroso do que
Sodoma e Gomorra. Mas, por que isso?
Mateus 10,40; Lucas 10,16 – Porque Jesus disse: “Quem vos ouve,
a Mim ouve; e quem vos rejeita, a Mim rejeita”. Quando ouvimos os
ensinamentos e ordens dos bispos, em comunhão com Pedro (o Papa),
chefe dos bispos, ouvimos o próprio Jesus – Seus ensinamentos. E
se não obedecermos à autoridade apostólica, estamos desobedecendo
a Jesus Cristo. Os presbíteros (sacerdotes ordenados, sob
autoridade dos bispos) também possuem a autoridade de Cristo para
governarem sobre suas comunidades; quando eles pregam o Evangelho,
exortam-nos ou nos prescrevem alguma ordem, em comunhão com os
ensinamentos do Magistério vivo da Igreja (Pedro, o Papa, e os
bispos em comunhão com ele), nós devemos-lhes obediência.
Tito 1,10-11 – Os insubmissos, charlatões e sedutores devem ser
punidos e impedidos de pregar doutrinas pervertidas – as heresias.
A Igreja sempre enfrentou os hereges, desde os Apóstolos, que
espalham heresias perversas e contrárias à sã doutrina de Cristo.
Nós devemos olhar para uma Igreja que tem um corpo doutrinal,
isento de heresias e que não mudou o seu ensino sobre fé e moral
durante 2.000 anos. Todos – protestantes ou não – devem
reconhecer que somente a Igreja Católica se encaixa neste
requisito.
II Coríntios 10,6 – Novamente, em referência aos ordenados com a
autoridade apostólica, Paulo diz que eles estão prontos para punir
todos os desobedientes. A Igreja tem a autoridade para excomungar os
membros que a desobedecem obstinadamente, sem se retratarem e nem
submeterem à sua autoridade apostólica – o Magistério.
C.CIC, §183 – «Qual é a tarefa do colégio dos bispos? – O
colégio dos bispos, em comunhão com o papa e jamais sem ele,
exerce também sobre a Igreja o supremo e pleno poder.»
II Coríntios 10,5 – E neste verso, Paulo diz: “Nós aniquilamos
todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento
de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a
Cristo.” Paulo está dizendo que a obediência à autoridade apostólica,
é obediência a Cristo.
II Coríntios 5,20 – O glorioso Apóstolo diz que eles – os
bispos – são “embaixadores” em Nome Cristo, e que é Deus
mesmo que exorta por meio deles. Isto significa que os apóstolos e
seus sucessores compartilham uma real participação na missão de
Cristo.
II Coríntios 10,8 – Paulo reconhece a autoridade que o Senhor
lhes deu (aos ordenados) sobre o rebanho, para a própria edificação
da Igreja.
I Tessalonicenses 5,12-13 – Paulo suplica aos membros da Igreja
para que respeitem àqueles que têm autoridade sobre eles e os
amarem com singular caridade, em vista do cargo que exercem.
II Tessalonicenses 3,14 – Paulo diz que se alguém não obedecer
ao que está ordenado nesta carta, é para deixarmos de ter
familiaridade com ele. Isto é porque Paulo possui autoridade apostólica.
I Timóteo 5,17 – Os presbíteros (sacerdotes) que governam com
autoridade sobre o povo de Deus, principalmente os que trabalham na
pregação e ensino, devem ser honrados pelos membros da Igreja.
Tito 2,15 – Os sacerdotes (bispos e presbíteros) devem exortar e
repreender com toda a autoridade. Eles não podem ser menosprezados.
Filêmon 1,8 – Paulo diz ter plena autoridade em Cristo para
prescrever uma ordem a Onésimo.
Hebreus 13,17 – Os membros da Igreja devem ser submissos e
obedecer aos líderes, pois, eles têm autoridade sobre suas almas,
sendo responsáveis por elas.
I Pedro 2,18 – Pedro pede aos servos para que sejam submissos aos
seus senhores com todo o respeito, não só aos bons, mas também
aos maus. Isso (mais ainda) também deve ser seguido quanto aos líderes
da Igreja, mesmo eles sendo maus.
I Pedro 5,2-3 – Pedro exorta aos bispos da Igreja a não abusarem
da autoridade que possuem sobre o rebanho que lhes é confiado. Os
bispos têm autoridade “sobre o rebanho de Deus”.
I Pedro 5,5-6 – Pedro pede aos jovens para que sejam submissos aos
anciãos (líderes da Igreja), pois a mão de Deus se manifesta por
meio deles. “Humilhai-vos, pois, debaixo da mão poderosa de
Deus”.
C.CIC, §187 – «Como os bispos exercem a função de reger? -
Cada bispo, como membro do colégio episcopal, tem colegialmente a
solicitude por todas as igrejas particulares e por toda a Igreja
junto com os outros bispos unidos ao papa. O bispo, a quem é
confiada uma Igreja particular, governa-a com a autoridade do
sagrado poder próprio, ordinário e imediato, exercido em nome de
Cristo, bom Pastor, em comunhão com toda a Igreja e sob a guia do
sucessor de Pedro.»
Atos 4,19-20 – Quando Pedro e João foram presos, ao serem ameaçados
pelos chefes do povo e anciãos para não mais pregarem em Nome de
Jesus, eles responderam: “Julgai-o vós mesmos se é justo diante
de Deus, obedecermos a vós mais do que a Deus. Não podemos deixar
de falar das coisas que temos visto e ouvido.” E com a segunda
prisão dos Apóstolos, Pedro e seus companheiros responderam:
“Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.” Esses versos
são usados freneticamente pelos protestantes, alegando que não
devemos obediência à autoridade Apostólica, os líderes da Igreja
de Cristo. Não tem coisa mais sem sentido do que esta, pois, como já
vimos até aqui, obedecer a Igreja é obedecer ao próprio Cristo. São
os protestantes é que obedecem a simples homens – e não a Deus
– que fundam denominações uma após outra, ajustando mestres
para si. Isso, porque não suportam mais a sã doutrina da salvação
ensinada pela Igreja de Cristo (II Timóteo 4,3).
Atos 5,34-39 – Ainda mais, “Levantou-se, porém, um membro do
Grande Conselho. Era Gamaliel, um fariseu, doutor da lei e
respeitado por todo o povo.” Aconselhou aos chefes e aos
magistrados do Grande Conselho o seguinte: “não vos metais com
estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de
homens, por si mesmo se destruirá; mas se provier de Deus, não
poderemos desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta
contra o próprio Deus.”. Este é um conselho prudentíssimo que
os protestantes deveriam seguir para não entrarem em luta contra o
próprio Deus, pois, sendo a Igreja Católica obra do Deus vivo, não
foi e nem será destruída jamais, não verá o próprio fim, porque
o reino do Senhor é eterno – como está muito bem predito: II
Samuel 7,16.29; Daniel 2,44; 7,14; Lucas 1,33; Mateus 16,8; etc...
Ao contrário do protestantismo que, por ser obra de homens, e ainda
lutarem contra Deus (sendo inimigos mortais da Igreja de Cristo),
todas as denominações protestantes são destruídas por si mesmo,
sendo dividas e subdivididas, e assim por diante, num processo sem
fim – como foi muito bem predito: Isaías 41,11-13; 49,17; 54,15;
Jeremias 30,16; etc...
Deuteronômio 17,10-13 – Deus ordena ao Seu povo obedecer aos seus
sacerdotes quando eles instruem nas questões relativas à lei. O
Senhor alerta que aqueles que não obedecerem a Seus sacerdotes,
devem morrer (ser excomungados).
Números 16,1-35 – Coré, Datã e Abiron incitaram uma rebelião
“protestante” contra Moisés em uma tentativa para confundir a
distinção entre o sacerdócio ministerial e o universal. Coré e
todos os seus seguidores pereceram por isto. (Essa tentativa de
cegar a distinção entre os sacerdotes e os leigos é ainda
persuadida por dissidentes no dia de hoje, sem previsão para acabar
é claro, pois eles mesmos não possuem autoridade ministerial de
Cristo. Aliás, esses três rebeldes do Antigo Testamente até
parecem uma pré-figuração do trio rebelde formado por Martinho
Lutero, Calvino e Swinglio – os primeiros líderes da reforma
protestante.)
3ª parte:
A IGREJA É SANTA E CATÓLICA
I. A Igreja é Mãe Educadora, Infalível e Sobrenatural
Isaias 35,8; 45,8; 54,13-17 – Essas profecias referem-se ao reino
do Messias, a Igreja infalível que o Cristo edificaria, como sendo
o “Caminho Santo” onde os seus filhos serão ensinados pelo
Senhor. A Igreja é Mãe educadora de seus filhos. À Igreja, foi
dado o dom de infabilidade quando ensina sobre Fé e Moral, onde
seus filhos são ensinados na justiça diretamente por Deus. Este
dom de infabilidade significa que a Igreja é preservada de ensinar
errado, pelo poder do Espírito Santo (isso não significa que os líderes
da Igreja não pecam!).
Salmo 2,8-9, 45,4-7 [44,5-8] – Deus Pai dá a Seu Filho todas as
nações por herança, para governá-las com cetro de ferro, em
justiça e verdade. É o que Ele faz por meio de Sua Igreja. E para
essa Igreja ensinar a justiça e a verdade – literalmente
“fundada sobre a justiça” (Isaías 54,13), ela deve ser dotada
com um dom especial de Deus para não ensinar o erro, pois, “Lá
se acham os tronos de justiça” (Salmo 122[121],5).
Isaías 2,2-3; Miquéias 4,1-3 – Mais profecias sobre o reino do
Messias. Aqui foi profetizado que os povos, “todas as gentes”,
reconheceriam que é deste reino que o Senhor ensinaria os Seus
caminhos. Além de ter o dom de infabilidade, este reino é o local
onde o próprio Senhor ensina a todas as nações: É dele que sai a
doutrina e a lei. Este reino não pode ser outro, senão a Igreja
edificada por Cristo, a Igreja Católica.
Isaías 9,6 – Isaías novamente descreve que o reino do Messias
seria para sempre firmado e mantido, por Ele mesmo, pelo direito e
pela justiça. De uma forma ou de outra, nós temos que procurar
esta Igreja que ensina infalivelmente, só a verdade e a justiça,
isenta de ensinar erro nas questões de Fé e Moral. E os resultados
sempre serão um: Somente a Igreja Católica pode ser a Igreja infalível
de Cristo.
Mateus 10,20; Lucas 12,12 – Jesus disse a Seus Apóstolos que não
são eles que falam, mas o Espírito do Pai falando neles. Se o Espírito
é quem fala e guia a Igreja, a Igreja não pode errar em matérias
de Fé e Moral.
Mateus 16,18 – Jesus promete que as portas do Hades não
prevalecerão contra a Igreja. Isso requer que a Igreja ensine
infalivelmente. Se a Igreja não tivesse o dom da infabilidade, as
portas do Hades (inferno) e o erro prevaleceriam. Também, desde que
a Igreja Católica era a única Igreja que existiu até a Reforma,
aqueles que seguem a reforma protestante chamam Cristo de mentiroso
por estarem dizendo que as portas do inferno prevaleceram contra Sua
Igreja.
Salmo 144,11-13 – O Reino de Deus é, certamente, glorioso e
eterno. O Reino de Cristo não sucumbiria e nem se corromperia após
os Apóstolos, ou este reino não seria eterno e muito menos,
glorioso. Mas certamente “o Senhor é fiel em suas Palavras e
santo em tudo o que faz”. Se a Igreja Católica não é a Igreja
infalível e gloriosa que Cristo comprou com Seu próprio Sangue,
qual outra Igreja seria ela? Uma Igreja “invisível”? Esta não
existe.
Hebreus 11,33 – Paulo diz que este reino é inabalável. Qualquer
um que queira seguir os verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo,
tem que procurar uma Igreja que começou desde os Apóstolos e que
subsista até o dia atual, ensinando a mesma sã doutrina durante
estes 2.000 anos.
Mateus 16,19 – Para Jesus dar a Pedro e os Apóstolos (meros seres
humanos) a autoridade para ligar no Céu o que eles ligarem na
terra, requer que lhes outorgue autoridade também para ensinar
infalivelmente. Isto é um dom do Espírito Santo e não tem nada a
ver com a santidade da pessoa que recebeu o dom.
Mateus 18,17-18 – A Igreja (não a Escritura) é a autoridade
final nas questões de Fé e Moral. Isso demanda infabilidade quando
no ensinamento sobre fé e moral. Ela tem que ser prevenida do
ensino errado em ordem para liderar seus membros para a completa
salvação.
C.CIC, §184 – «Como os bispos realizam a sua missão de ensinar?
- Os bispos, em comunhão com o papa, têm o dever de anunciar a
todos, fielmente e com autoridade, o Evangelho, como testemunhas autênticas
da fé apostólica, revestidos da autoridade de Cristo. Mediante o
sentido sobrenatural da fé, o Povo de Deus adere indefectivelmente
à fé sob a guia do Magistério vivo da Igreja.»
Romanos 14,17 – Paulo diz que o Reino de Deus (a Igreja) é justiça,
paz e gozo no Espírito Santo. É o Espírito Santo mesmo que ensina
a justiça por meio da Igreja.
Mateus 28,20 – Jesus prometeu que Ele estará permanentemente com
a Igreja. Ora, Jesus não pode estar com a Igreja e mesmo tempo
permitir que ela ensine a fé e moral erradamente.
Lucas 22,32 – Jesus orou por Pedro, para que sua fé não possa
falhar. A oração de Jesus por Pedro é de perfeita eficácia, e
isso permite que Pedro ensine a Fé e Moral sem erro (o que
significa infabilidade).
João 11,51-52 – Alguns protestantes argumentam que pecadores não
podem ter o poder para ensinar infalivelmente. Mas neste verso, Deus
permite a Caifás profetizar infalivelmente, mesmo ele sendo mau e
tendo conspirado a morte de Jesus. Deus permite aos pecadores
ensinar infalivelmente, assim como Ele permite pecadores se tornarem
santos. Como um amoroso Pai, Ele exalta Seus filhos, dando-lhes um
mecanismo para conhecer e seguir a verdade sem nenhum erro.
Lucas 10,16 – Esse mecanismo é o Magistério infalível da Igreja
(e não a Escritura sozinha): o sucessor de Pedro (bispo de Roma, o
Papa) e os bispos em comunhão com ele. “Quem vos ouve, a Mim
ouve; e quem vos rejeita, a Mim rejeita.” Jesus é muito claro, os
bispos da Igreja podem ensinar sim, sob a autoridade do sucessor de
Pedro (o bispo de Roma), com a autoridade infalível de Cristo, e
quem os rejeita, estão rejeitando a Jesus Cristo.
I e II Pedro – Por exemplo, Pedro negou Cristo, ele foi
repreendido pelo seu notável bispo (Paulo), e ele ainda escreveu
duas Epístolas infalíveis. Adiante, se Pedro pôde ensinar
infalivelmente por escrito, por que ele também não ensinaria
infalivelmente pregando, como o fez desde o dia de Pentecostes? E
por que então seus sucessores não poderiam ensinar infalivelmente
também?
Gênesis à Deuteronômio; Salmos; Romanos à Filêmon – Moisés
cometeu um assassinato. Davi providenciou a morte de um homem para
tomar a mulher dele. Paulo foi um tremendo perseguidor da Igreja e
condenava os cristãos à morte. Mas eles ainda ensinaram
infalivelmente. Deus usa-nos, seres humanos pecadores que somos,
porque quando respondemos à Sua graça e mudamos nossa vida, nós
damos a Deus maior glória e Sua presença é feita mais manifesta
em nosso mundo pecaminoso, nos tornando santos em Seu Filho e nos
guiando pelo Espírito Santo.
João 14,16 – Jesus promete que o Espírito Santo ficaria com a
Igreja para sempre. O Espírito impede a Igreja de ensinar algum
erro em questões de fé e moral. Isto é garantido porque a
garantia vem de Deus mesmo, o qual não pode mentir.
João 14,26 – Jesus promete que o Espírito Santo ensinaria aos
Seus Apóstolos, todas as coisas. Isto significa que a Igreja pode
nos ensinar sobre as posições morais, como fertilização in vitro,
manipulação de embriões humanos, clonagem, e outros assuntos que
não estão endereçados na Bíblia, mas que são de extrema importância
e necessários para a salvação. Deus não deixaria tão
importantes assuntos a serem decididos por nós pecadores sem Sua
divina assistência.
João 16,12 – Jesus tinha muitas coisas a dizer, mas os Apóstolos
não podiam suportá-las naquele momento. Isto demonstra que a infalível
doutrina de Cristo se desenvolve com o tempo, conforme o nosso
entendimento. Toda a Revelação pública foi completada com a morte
do último Apóstolo, mas a explicação de cada doutrina da Revelação
de Deus desenvolve-se com o tempo, de modo que nossas mentes e
nossos corações são capazes de compreendê-las. Deus ensina Seus
filhos somente o quanto eles suportam, para o próprio bem deles.
João 16,13 – Jesus promete que o Espírito “guiará” a Igreja
em toda a verdade. Nosso conhecimento da verdade desenvolve-se como
o Espírito guia a Igreja, conforme nós suportamos as verdades
espirituais. E isto acontece com o tempo. Para aceitarmos o que
Jesus nos diz, que o Espírito Santo nos guiaria em toda a verdade,
temos que olhar para uma Igreja que ensine infalivelmente, pois, tem
que ter a assistência deste mesmo Espírito Divino, o qual não
pode ensinar nada errado, mas somente as eternas verdades. Isto não
se cumpre no protestantismo, onde cada comunidade ensina doutrinas
diversas das outras sobre todas as questões. Há um caos sem fim
nas questões doutrinárias e morais.
C.CIC, §185 – «Quando se exerce a infalibilidade do Magistério?
- A infalibilidade se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude
da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio dos
bispos em comunhão com o papa, sobretudo reunido num Concílio Ecumênico,
proclamam com ato definitivo uma doutrina referente à fé ou à
moral, e também quando o papa e os bispos, em seu Magistério ordinário,
concordam em propor uma doutrina como definitiva. A esses
ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da fé.»
Atos 15,1-2; Gálatas 2,1-2 – Ora! Ora! Paulo expondo o seu
evangelho à autoridade máxima da Igreja, temendo que tivesse
corrido em vão, 14 anos??? Paulo não somente reconhece o Magistério
infalível da Igreja e a autoridade máxima de Pedro, como também
que o evangelho que ele (Paulo) tinha que pregar, deveria estar em
comunhão com o ensino infalível de Pedro. Por isso ele subiu à
Jerusalém, para decidirem com os Apóstolos sobre a circuncisão
ser necessária ou não. Como um bom servo e jamais rebelde, foi
conferir o seu evangelho com os bispos da Igreja e submeter-se ao
que seria decidido em um Concílio Infalível.
Atos 15,6-29 – Assim foram, Paulo e Barnabé, decidir sobre a
questão da circuncisão no primeiro Concílio da Igreja. E após
Pedro ter lançado o decreto na questão da circuncisão (7-12)
todos acataram as ordens de Pedro. E os Apóstolos reconhecem que os
seus ensinamentos, num Concílio Ecumênico, são guiados pelo Espírito
Santo (27-28).
Atos 16,4-5 – Paulo ensina que devemos seguir as decisões que são
tomadas num Concílio da Igreja. Assim é que somos “confirmadas
na fé” verdadeira e doutrina santa de Cristo.
II Coríntios 2,17 – O Magistério vivo da Igreja (o sucessor de
Pedro e os bispos em comunhão com Ele, assistidos pelos presbíteros)
ensina, por Cristo, a autêntica Palavra de Deus na Sua integridade,
sem erros e nem heresias, tal como procede de Deus e sob os Seus
olhares. Assim como os versos que vimos até aqui, este também
aniquila todas as injúrias e acusações contra a Igreja de Cristo.
Ou os protestantes reconhecem que há uma Igreja que prega a
doutrina íntegra de Cristo, sem falsificar a Palavra de Deus, ou
reconhecem que a própria Bíblia não é Palavra infalível de
Deus.
Efésios 4,13-16 – Paulo indica que alcançar a unidade da fé e o
conhecimento do Filho de Deus à natureza humana madura, é um
processo que se desenvolve. Nós devemos crescer com o tempo, em
cada caminho em Cristo. A doutrina (o que significa “ensino”) de
Cristo é desenvolvida e explicada mais detalhadamente pela Igreja
com o tempo, conforme nossas mentes são capazes de suportar e
entender o seu conteúdo riquíssimo.
Colossenses 1,9-10 – Estes versos provam que a perfeita sabedoria,
penetração espiritual e o conhecimento de Deus se desenvolvem com
o tempo. Nós não suportaríamos receber a doutrina de Cristo de
uma só vez. Os próprios Apóstolos ainda não suportavam a íntegra
doutrina de Jesus Cristo (João 16,12.25).
I Coríntios 3,1-2 – Os Coríntios mesmo não suportavam todas as
verdades espirituais da doutrina quando Paulo pregou a eles
oralmente, e nem ainda estavam preparados para suportarem quando
Paulo estava escrevendo esta carta.
II Coríntios 4,7 – Paulo diz claramente que o poder extraordinário
que atua pelos apóstolos provém de Deus, e não deles mesmos.
II Coríntios 5,20 – Paulo diz que eles – os bispos – são
“embaixadores” em Nome de Cristo, e que “é Deus mesmo que
exortar por intermédio deles”. Somos exortados e ensinados
diretamente por Deus (João 6,45), por intermédio do Magistério
vivo da Igreja.
Gálatas 2,11-14 – Os anti-Papas, às vezes usam este verso para
diminuir a evidência da autoridade de Pedro sobre a Igreja. Isto é
um desencaminhamento total. Neste verso, Paulo não se opõe ao
ensinamento de Pedro, mas à sua falha no vivê-lo. Infabilidade
(ensinar sem erro) não significa impecabilidade (viver sem pecar).
Pedro foi quem ensinou infalivelmente sobre a salvação dos gentios
em Atos 10,11. Com essa repreensão, Paulo está realmente dizendo
“Pedro, tu és nosso líder, tu ensinas infalivelmente, e tua
conduta ainda é inconsistente com estes fatos. Tu deves ser íntegro
em seu proceder, pois és o mais eminente exemplo que o fieis podem
ter!”. O verso realmente sublinha – não diminui – a importância
da liderança de Pedro na Igreja.
Efésios 3,9 – De fato, isto é um mistério escondido desde todos
os séculos – que Deus manifesta Sua sabedoria por uma Igreja
infalível a todos os povos.
Efésios 3,10 – A sabedoria de Deus é conhecida pela Igreja (não
pela Escritura). Este é um verso incrível, por ele dizer-nos que a
infinita sabedoria de Deus vem a nós por Sua Igreja. Para isso
acontecer, a Igreja deve ser protegida do erro, ensinando
infalivelmente a Fé e a Moral (ou ela não seria dotada com a
sabedoria de Deus). Os protestantes devem se vergar e reconhecer que
“Sola Scriptura” (somente a Escritura) não tem fundamento
nenhum, pois, a própria Escritura aponta a Igreja como a autoridade
pela qual devemos ser instruídos diretamente por Deus, sem falhas.
Efésios 3,4-5.7 – Paulo diz que é o Espírito Santo quem dá a
compreensão do mistério cristão aos Apóstolos e Profetas. É
pela graça do Espírito que somos ensinados infalivelmente e
diretamente pelo Senhor Deus, através do Magistério da Igreja.
I Coríntios 2,7-13 – De fato, os líderes da Igreja pregam a
sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, mas revelada a eles pelo
Espírito. Paulo explica que, o que os ministros ensinam, é
ensinado, não pela sabedoria humana, mas pela sabedoria do Espírito.
Os ministros são conduzidos pelo Espírito Santo a interpretar e
entender as verdades espirituais que Deus lhes quer ensinar, com o
tempo, pela Sagrada Tradição, Sagrado Magistério e Sagradas
Escrituras.
Efésios 3,20-21 – A glória de Deus é manifestada na Igreja pelo
poder do Espírito que trabalha em seus líderes. Como um Pai, Deus
exalta Seus filhos aos cargos de liderança na Sua Igreja.
Efésios 5,23-27; Colossenses 1,18 – Cristo é a Cabeça da
Igreja, Sua Esposa, pela qual Ele morreu para fazê-la santa, sem mácula
e sem defeitos. A Igreja é submissa a Cristo. Isto significa que a
Igreja não pode, mesmo se quisesse, ensinar o erro nas questões de
fé e moral, quando exerce o Magistério infalível. Só há uma
Igreja; Cristo tem uma só Esposa, e ela é infalível, incorrupta,
isenta de todas as heresias e erros dos falsificadores da Palavra de
Deus.
Efésios 5,25-27; I Coríntios 6,15 – A Igreja é a Esposa de
Cristo, e não pode ser contaminada pelas heresias e erros que cada
denominação protestante prega. Jesus só pode ter uma única
Esposa, não várias, como o protestantismo quer dizer, cada uma
mais contaminada de erros e heresias que a outra.
Encíclica Mystici Corporis, 65 – «Sem mancha alguma, brilha a
santa madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os
filhos; na fé que sempre conservou e conserva incontaminada; nas
leis santíssimas que a todos impõe, nos conselhos evangélicos que
dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível
fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. Nem
é sua culpa se alguns de seus membros sofrem de chagas ou doenças;
por eles ora a Deus todos os dias: "Perdoai-nos as nossas dívidas"
e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua
cura espiritual.»
I Timóteo 3,15 – Paulo diz que a Igreja (não a Escritura) é a
coluna e o sustentáculo da verdade. Mas para a Igreja ser a coluna
e fundamento da verdade, ela tem que ser protegida de ensinar algum
erro; ela tem que ser – literalmente – infalível. E não só
isso. A Igreja tem que ser instruída e guiada por Deus, que não
pode mentir jamais. Ela também tem que ser a Igreja Católica, a única
que proclama ter a autoridade de ensino de Cristo e o dom de
infabilidade, e da qual os ensinamentos sobre a fé e moral não têm
mudado por 2.000 anos. Deus nos ama tanto que Ele nos presenteou com
uma Igreja que ensina infalivelmente a verdade, ou melhor, Ele mesmo
nos ensina por meio dela, para que então tenhamos a plena compreensão
dos verdadeiros ensinamentos que Ele quer nos dar para nossa própria
salvação.
I Tessalonicenses 5,21 – Paulo manda-nos testar tudo. Mas nós
temos que ter alguma coisa contra o que testar. Isso requer um infalível
guia que esteja disponível para nós, e esse guia visível é a
Igreja Católica, de quem os ensinamentos sobre fé e moral jamais têm
sido mudados. Nenhuma comunidade protestante diz ter o dom de
infabilidade e autoridade de ensino e ser coluna e fundamento da
verdade. Isto nos obriga a olhar para a Igreja Católica como sendo
a única Igreja que Jesus Cristo instituiu.
Mateus 13,11; Marcos 4,11.34; Lucas 8,10 – Quando os Apóstolos
perguntaram a Jesus do porque ensinava em parábolas ao povo, eis
que Jesus abertamente declarou que o mistério do reino é revelado
a eles (ao Magistério da Igreja), mas aos de fora não. Por isso, não
é tão difícil compreender que foi da vontade do Senhor que a Sua
Sabedoria e o mistério do Seu Reino sejam conhecidos pela Sua
Igreja (não pela Escritura sozinha), tornando-a coluna o sustentáculo
da verdade, com o dom da infabilidade, para ensinar aos Seus filhos
o que é certo e o que é errado, para a sua salvação.
I João 4,6 – João escreve que “quem conhece a Deus
‘ouvi-nos’” (aos bispos e sucessores dos Apóstolos). Depois
Ele escreve “É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o
espírito do erro.”. João não diz “lendo a Bíblia é a
maneira para conhecer a verdade do erro.”. Se ouvindo a meros
seres humanos ajuda-nos a discernir a verdade do erro, Deus teria
que dotar esses Seus escolhidos a serem líderes da Igreja, com o
dom especial de infabilidade, de modo que fossem impedidos de
ensinar o erro.
Mateus à Apocalipse – Nós temos que notar que nem todas as
doutrinas cristãs estão explícitas nas Escrituras (por exemplo, o
dogma da Santíssima Trindade). Entretanto, a infabilidade e liderança
de Pedro são fortemente provadas pelas passagens mostradas até
aqui. Os cristãos não-católicos deveriam perguntar a si mesmos,
por que eles aceitam alguns dos ensinamentos da Igreja, por exemplo,
sobre as Três Pessoas da Trindade, as duas naturezas de Cristo em
uma divina Pessoa, e o cânon das Escrituras do Novo Testamento
(todos definidos pela Igreja Católica), mas não outros
ensinamentos, como a Eucaristia, os Sacramentos da salvação,
justificação, Purgatório (todas doutrinas explícitas), Maria e
os Santos?
II. A Igreja é Visível e Una
Mateus 5,14 – Jesus diz que uma cidade situada numa montanha não
pode ser escondida, e isto é em referencia à Igreja. A Igreja não
é uma presença invisível, cosmo-espiritual, atmosférica (como
dizem muitos protestantes); mas um único, visível e universal
Corpo de Cristo. A Igreja é uma extensão da Encarnação.
Mateus 12,25; Marcos 3,25; Lucas 11,17 – Jesus diz que um reino
dividido contra si mesmo não pode subsistir e será destruído.
Isso descreve o protestantismo e seus milhares de denominações que
continuam a se multiplicar a cada ano. Também temos que notar que a
Igreja Católica deve ser vista como a Igreja de Cristo, o reino que
se iniciou há dois mil anos atrás e que jamais será destruído
(Daniel 2,44; 7,14).
Mateus 16,18 – Jesus diz “Eu edificarei ‘minha Igreja’” (não,
minhas igrejas). Há uma só Igreja edificada sobre uma só rocha
com uma só autoridade de ensino; não muitas diferentes denominações
edificadas sobre várias opiniões e sugestões pastorais diversas
umas das outras.
Mateus 16,19; 18,18 – Jesus deu aos Apóstolos a autoridade de
ligar e desligar. Mas essa autoridade requer uma Igreja visível,
porque “ligar e desligar” são atos visíveis. A Igreja não
pode ser invisível e deve haver unidade de fé, ou ela não poderia
ligar e desligar.
João 10,16 – Jesus diz que só pode haver um único rebanho e um
único pastor. Isso não pode significar várias denominações e vários
pastores, todos ensinando doutrinas diferentes. Aqueles que estão
fora do aprisco devem ser trazidos para dentro da única Igreja que
é o único aprisco do Bom Pastor, e que é pastoreada por este único
Pastor, através do sucessor de Pedro, o Papa, único pastor visível
para o único rebanho visível.
João 17,11.20-21 – Jesus reza para que Seus seguidores possam
perfeitamente serem um, como Ele é Um com o Pai. A unidade de Jesus
com o Pai é perfeita. E essa unidade que Ele pede, não pode ser
menos que perfeita. Assim, a unidade pela qual Jesus pede não pode
significar a variedade de divisões do cristianismo que tem se
resultado desde a Reforma Protestante. A perfeita unidade de fé só
há na Igreja Católica. Os que se rebelam dentro da Igreja, já estão
se desligando da unidade, mas eles mesmos não podem quebrar a
unidade, que Jesus conquistou para Sua Igreja, por se afastarem dela
ou não estarem em comunhão com o que ela ensina.
João 17,9-26 – A oração de Jesus, é claro,