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19/10/2007
Aborto
na Universal
Como
todos devem saber, a tal de "igreja universal do reino de
deus" através de seu "maior evangelizador do século",
amigo pessoal de Lúcifer fonte de suas riquezas, acabou de assumir
publicamente sua posição favorável ao aborto. O argumento que este
infeliz usa, é de uma loucura tal, que ultrapassa os limites da
senilidade, para entrar no campo da afronta ao Deus Altíssimo, eis
que isso grita: morte a Deus, eis que Te odeio!
Seu argumento é pífio, se pode dizer diabólico! E este povo ainda
acredita nele? Tudo isso é jogada de marqueting, pela qual ele
imagina faturar em cima da Igreja Católica, que é contra o aborto, e
nunca será a favor. Seu objetivo claro é atrair para si as "católicas"
que querem ter o direito de matar seus filhos, imaginando que na IURD
terão suas consciências acalmadas, e estarão livres do Justo e
Eterno Juiz!
Mas eu pergunto: será que se soubesse antes da última pesquisa Data
Folha, onde apenas 3% dos brasileiros consideram moralmente aceitável
a prática do aborto, ele ainda iria adiante neste projeto louco?
Creio que não!
Penso que se ele visava faturar dízimos em cima de mães e pais
assassinos deu pra cabeça dele. E espero que assim seja! E rezemos
para que assim seja e que muitos dos que hoje frequentam esta seita
voltem à verdade, antes que suas pobres almas sejam levadas a aceitar
o crime de lesa Deus que é o aborto.
Por outro lado, qualquer fiel ligado a IURD, que aceite a explicação
pífia que o senhor da universal deu - nego-me a imprimir este nome na
tela com medo de que ele expluda o meu computador - mostra que
realmente merece o mestre que segue, e este mestre não é Jesus. E
quem sabe até fez bem em sair de outras denominações, assim atesta
que a Palavra não mente quando diz? guia cego, conduzindo cegos! Rumo
ao reino das trevas, este o destino eterno dos assasinos de crianças!
Até porque continua o cinismo deste mestre de enganos, que tem sua
base doutrinária no "se dar bem na vida" - eis o falso
evangelho da prosperidade - mesmo que seja caminhando em cima de uma
calçada de fetos abortados. Entre eles o feto do Menino Jesus, que
por ter sido um "falido" na vida, um pobre miserável,
estaria entre os que merecem morrer antes de terem nascido. Com isso,
mais ainda, ele aponta para o tipo de "fiel" ele deseja
entre os seus sequazes, para os que têm posses aos quais possa melhor
extorquir! Em nome de deus!
Eis o texto:
Abortando a fé
(por Silvio Medeiros)
Recebi por email um trecho de uma entrevista feita pela revista Veja
ao fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, onde
este opina favoravelmente pela legalização do aborto. É uma
resposta de antemão inusitada para alguém que assume para si o título
de bispo e pautado por princípios evangélicos. Agora, ainda mais
inusitado é o instrumento lançado para a fundamentação de tal
posicionamento: a bíblia. Já se ouviu argumentos filosóficos,
materialistas, sociológicos, feministas etc., para a defesa do
aborto, mas exegéticos, teológicos, isso sim é novidade.
A impressão sincera que temos é que o desejo de se opor a Igreja Católica
sobre assuntos controversos no afã de ganhar simpatizantes é tão
grande, tão grande, que a própria razão fica para segundo plano,
subordinada a uma estratégia competitiva de marketing. Primeiro se
decide pela diferenciação do "concorrente", depois nos
benefícios de comunicação, e então lá por último pensa-se no
porquê das coisas. E desta vez ficou claro que a mais simples reflexão
foi posta de lado, ignorado, subjugado sem qualquer escrúpulo.
Eis a defesa do bispo: "O que a Bíblia ensina é que se alguém
gerar cem filhos e viver muito anos, até avançada idade, e se a sua
alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo
que um aborto é mais feliz do que ele (Eclesiastes 6.3). Não
acredito que algo, ainda informe, seja uma vida." Na verdade o
que diz o trecho citado é o que se segue: "Um homem, embora crie
cem filhos, viva numerosos anos e numerosos dias nesses anos, se não
pôde fartar-se de felicidade e não tiver tido sepultura, eu digo que
um aborto lhe é preferível. "
Aqui Edir Macedo demonstra rasteiramente a "sola scriptura",
princípio de Lutero que defende o uso das escrituras como único
ponto genuíno de fé, incluindo a livre interpretação. E eis o
grande problema, a palavra aborto citada no livro de Eclesiastes provém
do hebreu nephel que tem sua raiz na palavra num-peh-lamed,
"aquilo que cai", e na verdade significa uma pessoa que não
chega a nascer.
Acontece que em algumas línguas, como a portuguesa, a mesma palavra,
aborto, é usada para traduzir tanto um abortamento espontâneo como
um provocado. É ambígua. Mas em outras línguas, como as anglo-saxônicas
por exemplo, que possuem palavras e expressões distintas para
expressar diferentes tipos de aborto, acaba-se traduzindo a palavra
nephel justamente para seus correspondentes de aborto espontâneo ou
de complicação de parto. É o que nos mostra abaixo o trecho de
Eclesiastes retirado da bíblia em língua inglesa e em castelhano:
"I say, that an untimely birth is better than he" (Inglês
– King James Version). "En ese caso digo que un recién nacido
fallecido es más feliz que él" (Castelhano – Bíblia
Latino-americana)
Ou seja, a bíblia não só não defende o aborto provocado (ver Êx
21:22, Jr 1:5, Sl 22: 10-11, Sl 71: 6, Sl 138, Sl 139, Ecle 8:8, Jó
10: 8-12), como o bispo dá a entender, como na verdade quer é
incentivar o leitor a uma vida de felicidade, de bem-aventurança, de
amizade de Deus. Esta é a mensagem real do trecho e o seu verdadeiro
contexto, deixado de lado pelo empresário: uma vida sem Deus é vazia
de sentido a ponto de ser tão inútil quanto a própria inexistência.
Ainda um outro ponto a ser considerado é que mesmo na ausência da
devida contextualização e análise, a mera letra do argumento não
se sustenta a menor reflexão: Cristo nem gerou nenhum filho, nem
viveu muitos anos, nem teve uma vida cheia de felicidade, pelo contrário,
padeceu um sofrimento constante do início de sua vida (nascendo num
estábulo e fugindo ainda recém-nascido para o Egito) até o fim
(flagelado e nu numa cruz), e muito menos teve uma sepultura própria
sendo esta inclusive emprestada (Mt 27-60).
E então? Seria preferível que Maria tivesse abortado Jesus Cristo?
É que a defesa pró-escolha feita pelo líder religioso/empresário
abre um critério tão vasto e subjetivo para a aplicação do
abortamento, que mesmo o Deus que a sua "igreja" professa não
escaparia. Acrescente o fato de a mãe de Jesus não ter planejado a
sua gravidez, de não ter marido, de ser pobre e de pelas leis da época
correr perigo real de apedrejamento. Para a Igreja que se diz do Reino
de Deus, um aborto neste caso seria perfeitamente justificável.
A esta altura resta lamentar que um homem reconhecido em seu meio como
o "maior evangelizador do século" seja também capaz de
difundir com a mesma ânsia a leviandade, a malícia e a insensatez a
uma legião de singelos fiéis honestos, e que certamente darão muito
mais ouvidos ao fundador de sua igreja do que a voz do bom-senso. A
pergunta que fica é: e se aqueles que ainda não nasceram pagassem o
dízimo, haveria uma reconsideração?
Silvio Medeiros, publicitário
Fonte:
Recados do Aarão
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