|
13/10/2007
Missa
dominical
O
CRISTÃO E O DOMINGO
(Autor: Padre Inácio José
Vale)
(Vale a pena ler e meditar. Este texto é ótimo, e atinge em cheio a
muitos "católicos")
O grande pecado nos tempos que correm é a violação
da santidade do domingo. Há cristãos que chegaram ao estado
absurdo, de ficar em paz com sua consciência, não participando da
santa Missa de domingo. Digo para vocês: quem chegou a este estágio,
que se cuide: o atestado de sua morte espiritual já foi emitido por
Jesus, o Médico Celeste. Ai de quem recebe este atestado!
Pelo mundo inteiro a Nossa Senhora tem dito que: “cometem-se
mais pecados nos domingos do que nos outros dias da semana”. E
isso é verdade! E grande parte deles acontece devido à falta da
Missa de preceito, e da comunhão em estado de graça. Há também os
inumeráveis sacrilégios cometidos pelos que comungam em pecado
grave.
Sem Missa e sem obras de caridade no Dia do Senhor, acaso alguém
que se diga católico pode ficar com a sua consciência tranqüila? Se
Deus fosse ouvir os falsos queixumes de enfermidades, para o não
comparecimento às igrejas aos domingos, não caberiam nos hospitais
os simuladores.
Chamamos a isso: doença
dominical!
Eis aqui listados SEIS tipos de pessoas propensas a contrair esta terrível
doença! Falamos dos que alegam mais ou menos assim:
1º - Eu rezo do meu jeito e
Deus me entende!
O mentiroso: De fato este não
reza é nunca!
2º - O padre é muito mais
pecador que eu!
O cínico: Bota a culpa nos
padres, dos pecados que ele mesmo tem!
3º - Não precisa ir a igreja
pra rezar, Deus está em todo lugar!
O sarcástico: Quem não reza na
igreja, não reza também em família;
4º - Se for à igreja eu faço
mais pecados que aqui;
O “santo”: Se for para
blasfemar contra a Igreja e o padre, melhor não ir mesmo!
5º - Não vou lá Igreja pra
ver aquela gente falsa comungando;
O falso: se ele fosse, também
ele falso em dobro, iria comungar também!
6º - Não vou lá porque
ficam olhando só as roupas da gente!
O descarado: justamente aquilo
que ele (ela) faz, quando vai à Igreja!
Viram os indicativos? Mentiroso, cínico, sarcástico, falso santo,
verdadeiro falso, e descarado! Com este “currículo” invejável,
você acha mesmo que esta pessoa tem ainda parte com Deus? Vejam:
Inegavelmente, a “doença dominical” é uma enfermidade própria
dos maus católicos, e exatamente este diagnóstico – tal
“doença” só ataca nos domingos e dias santos – é a chave para
se descobrir a saúde
espiritual de cada um deles. Ou de gente cínica que se
diz católico!
Eis os QUATRO “indicativos” mais comuns da doença dominical:
1.º - Não interfere com o
apetite.
A pessoa está doente para
não ir a Missa, mas nunca perde a vontade de comer. Aliás, domingo
é para milhares o dia do famoso churrasco em família! E dia de beber
“socialmente”!... Até cair de porre!
2.º - Nunca dura mais que 24
horas, em cada período.
Os sintomas da doença
passam logo depois que bateu o sino de entrada e ele diz: agora
é tarde! Não gosto mesmo de chegar à Igreja depois que o padre
começou a reza!
3.º - Nenhum médico precisa
ser chamado.
Não, porque a consulta
custa caro, e “não estou ai para dar dinheiro a médicos, porque a
“dor” vai logo passar”. Basta passar um pouco de anestésico na
consciência! E nisso o capeta é mestre! E como ele ajuda!
4º - Ataca proporcionalmente
80% dos homens e 20% das mulheres!
Basta fazer a estatística em
cada capela deste país, e isso ficará claro. Pior é que, neste
caso, esta doença acaba por contaminar a 100% dos filhos destes!
MAS ATENÇÃO: Eis os DOIS
perigos maiores desta gravíssima doença:
1.º - É doença muito
contagiosa.
Doença maligna que passa
de pai para filho, e não falha. Basta que o pai não vá à
Missa, para que o filho se também sinta plenamente desobrigado de ir.
Tal pai, tal filho! Sim, ela passa também para os parentes e amigos
com muita facilidade!
2.º - É sempre fatal, no término
da vida, para cada alma...
É como veneno mercurial e
cumulativo: quando chega a dose exata no organismo, a alma morre, e
para sempre... Do avô, do pai, do filho! Sim, e certamente são os
pais RELAPSOS as maiores vítimas fatais.
REGRA GERAL: esta doença
ataca subitamente este percentual, no domingo, sempre pela manhã, a
despeito do paciente não sentir nenhum mal-estar no sábado à noite,
quando estava na festa com os amigos, nos bailes, ou em lugares
piores.
No domingo ele se levanta saudável e toma um suculento café, pela
manhã. O ataque da doença ocorre geralmente às 8:00 horas e às
vezes permanece até ao meio-dia... Isso pode variar de cidade, em
cidade, depende do horário da Missa! Mas o interessante é que quase
sempre depois que terminou o eco do último sino da capela, já alivia
a dor... E como doía!
À tarde, o enfermo experimenta uma grande melhora, a ponto de ler os
jornais dominicais, sair depois para uma volta pela cidade... Ao
chegar a sua casa, serve-se de um lauto jantar e ele diz: que belo dia
Deus me deu hoje! (merecido???)
ATENÇÃO: em algumas
cidades a Missa de domingo é à noite! Nestes casos é comum a doença
recrudescer nesta hora! Então, subitamente a doença reaparece e o
paciente se torna um inútil: fica sonolento, sente cansaço, ou
dor de cabeça, e isso vai até as 22:00 horas, quando de súbito
obtém uma cura radical! Milagrosa!... Depois que a
Missa acabou! Ufa! Quase não consegui sufocar minha consciência!
Na segunda-feira, o paciente está completamente recuperado e segue
fagueiro e pontualmente para as suas atividades normais. Naturalmente
“cheio de desgraças”! Tem uma semana repleta de problemas: doenças
na família, a sogra incomoda, a cunhada fala demais, ou
acontecem brigas entre o casal e ou entre pais e filhos, ou os
filhos se tornam rebeldes e até drogados!... Um caos!
E então falta dinheiro, e falta comida, e falta emprego e falta
moradia!... Estas são as “graças” que o pobre “paciente”
recebe, por haver trocado o remédio
salvador da Santa Missa dominical e obrigatória, pelo churrasco
deletério com amigos. Afinal, é este o “preço” que satanás
cobra pela tão comum, “festa dominical”.
Acham mesmo que o Deus que instituiu o Domingo como Sagrado, e como o
Seu Dia especial, não deveria deixar morrer, imediatamente, este tipo
de doente? Que o Senhor os julgue, mas ponha cara de pau nisso!
Entretanto, tudo tem solução e nossa Igreja não poder morrer por
causa destes quase defuntos espirituais, e então proponho uma
campanha: vamos instituir o: Domingo
Sem Desculpas.
Para aqueles que têm sempre uma
boa desculpa para matarem
as Missas de domingo, temos uma ótima notícia: A sua Igreja Católica
a partir de hoje estará preparada, e acontecerá no próximo
fim de semana! E não tem desculpas!
Não percam! Vejam só as ofertas da Igreja para este
dia:
01 – Camas bem macias, com travesseiro de plumas, para aqueles
que dizem que o domingo é o único dia em que podem dormir até mais
tarde.
02 - Capacetes de aço para aqueles que dizem: “Se eu entrar numa
igreja o teto cai na minha cabeça”.
03 – Cobertores fofinhos, para aqueles que acham a igreja muito
fria.
04 – Ar condicionado silencioso, para aqueles que acham a igreja
muito quente.
05 – Poltronas macias, para os que acham que o banco da igreja é
muito duro;
06 - Aparelhos de surdez para os que acham que o padre fala muito
baixo.
07 - Protetores de ouvido para os que acham que o padre grita muito.
08 – Regulador de horas: para quem diz que o padre fala tempo
demais;
09 - Parentes passeadores de ocasião – outros doentes dominicais
– à disposição para aqueles que gostam de receber visitas aos
domingos. O encontro é na Igreja!
10 - Pratos congelados para as donas de casa que não podem passar um
só domingo sem esmerarem o “jantar em família”! Que muitas vezes
sai queimado!...rss!
11 - Um jardim super ecológico na porta da igreja para os que trocam
Jesus, Deus Vivo, a Eucaristia, pelo deus natureza e ecologia: teremos
gramados, árvores e pássaros. Naturais, é claro! E tudo de graça,
não precisa pagar entrada!
12 - Se isso tudo não adiantar, a igreja estará toda enfeitada com a
decoração de natal, para receber aqueles que nunca vieram a igreja, a
não ser em batizados e casamentos!
13 – Sim, não nos esqueçamos do Livro
de Chamadas, para anotar o nome dos faltosos. Acaso estará ainda
vindo a metade dos católicos?
Enfim, teremos também cartelas e lápis para anotar o placar
dos hipócritas presentes. Sim, porque nem o diabo consegue
afastar a todos. Entre os hipócritas, incluo aqueles que vão a Missa
xingando, obrigados – de mau humor – e achando que Deus precisa
deles para alguma coisa. Ou achando que fazem demais para Deus, e se
acham credores de alguma coisa!
Entre estes, incluo: Os esposos que vão a Missa apenas porque se não
forem “a mulher fica xingando
o tempo todo”. Os filhos que vão amuados, porque se não forem
“os pais não param de pegar
no pé”. Também aqueles que vão apenas porque “todo
mundo vai” e fazem da Missa um acontecimento social e não um
encontro com Jesus.
Falemos agora sério, e muito sério! E então pergunto ás mulheres e
homens:
Quantos, entre os que ainda vão a Missa aos domingos, quantos vão
mesmo, movidos por um verdadeiro, contagiante e profundo amor a Jesus
Eucarístico?
Quantos são aqueles que vão, humilde e amorosamente, contritos e
humilhados, para agradecerem pelos imensos benefícios e graças
recebidas durante a semana que passou, e pedirem a bênção de Deus
para a próxima semana que se inicia?
Quantos são os que vão à Missa, mas com a alma limpa? Com o coração
contrito e humilhado, falo dos que recebem Jesus de forma digna: em
estado de graça, com a confissão em dia?
Quantos vão lá, e estando conscientes de estarem em pecado grave, e
que não tendo se confessado antes, têm a consciência de que não
devem comungar, e não vão, porque sabem que seria sacrilégio e
sua condenação?
Quantos vão lá, e que, mesmo sabendo que estão em pecado grave,
ainda assim têm a coragem temerária de receber Jesus indignamente,
porque têm vergonha de ficar
no banco e as pessoas acharem que são pecadores?
Quantos são aqueles que se aproveitam do incrível mistério da Santa
Missa, independente do padre que a celebra, do grupo de canto, dos
ministros e ministras, sabendo que, de fato, Jesus é seu verdadeiro
– e eterno – celebrante?
Quantos vão lá, de coração ardente, apenas para ver e estar com
Jesus, nosso Deus e Senhor, conscientes de que na Eucaristia Jesus não
apenas está presente, porque de fato Jesus é a Eucaristia? Sim,
sabendo que Jesus é a Missa viva!
Quantos são, entre todos os que ainda assistem e vivem a Missa,
aqueles que, se pudessem, passariam o domingo inteiro em companhia de
Jesus, presente no Sacrário, e conversando com ele?
Quantos são aqueles, que têm consciência de que a Missa é o próprio
Céu na terra e que conseguem sentir ali a presença de Deus, dos
anjos, de Nossa Senhora, dos santos e das almas do Purgatório, na
verdadeira liturgia celeste?
Assim, sei que estes poucos que ainda não foram atacados pela doença
dominical sabem que: O Domingo
é o Dia do Senhor
Jesus Cristo ressuscitou no domingo Mt 28.1.
A celebração da Missa na Igreja Primitiva era no domingo At 20.7; I
Cor 16.1,2.
São João Apóstolo foi arrebatado em espírito para escrever o livro
de Apocalipse no dia do Senhor que é o domingo Ap 1.10.
O grande apologista da fé cristã do terceiro século Tertuliano
dizia esta grande verdade: “Sem domingo não existem cristãos”.
Ou seja, quem não vai mais a Missa aos domingos, já não tem direito
de ostentar o nome de católico!
“A cada domingo e cada dia de festa, sintam-se convidados pelo
Senhor para encontrá-lo juntos, em torno da mesa da Palavra e do
Corpo de Cristo” disse o Papa João Paulo II.
O santo domingo é por excelência o dia da santíssima Eucaristia. É
o dia para se passar com Deus, com Jesus.
Diz o ditado popular: Domingo
sem missa semana sem graça.
Imaginem agora isso: se Deus fosse distribuir as graças durante a
semana, mas em função dos que vencem a doença
dominical, será que não se teria de mudar este ditado para: domingo
sem missa, semana de desgraça!???
Padre Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Siderlândia Volta Redonda-RJ
E-mail:
pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Fonte:
Recados do Aarão
|