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25/09/2007
Amor
que resgata
O
VERDADEIRO AMOR RESGATA.
(Primeiro artigo de uma alma que busca, e que está aprendendo a
escrever. Que sirva este de exemplo a todos aqueles que se angustiam
diante dos desvarios deste mundo. Façam esta grande experiência:
sentem diante de seus computadores e ao invés de terçar verbos e
conversas frívolas pelo MSN ou Orkut, ESCREVAM
algo sério, sobre o assunto que mais lhes angustia as almas. Sim,
podem mandar, na medida do espaço os colocaremos no ar. Sem
compromisso, mas será um excelente exercício. Usem sempre a Bíblia.
Sei que virão coisas lindas).
Ouçam suas palavras:
Madre Teresa de Calcutá, quando perguntada sobre os motivos que a
levavam a se dedicar aos desamparados, respondeu: "O senhor
daria banho em um leproso por dez milhões de dólares? Nem eu. Eu só
consigo fazer isso por amor."
Mas, na verdade, em que consiste o verdadeiro amor?
O amor é antes de tudo, uma ordem dada por Deus aos Seus filhos:
"Amai a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti
mesmo." Isso não é uma sugestão, um conselho, uma teoria.
É uma ORDEM.
Então, qual devem ser os principais alvos do nosso amor?
A primeira parte da frase diz: Amai a Deus sobre todas as coisas.
E isso quer dizer muito. Nunca iremos compreender perfeitamente a
profundidade desta frase, enquanto estivermos na terra. Mas para
podermos entender como amar a Deus aqui na terra como Ele deseja ser
amado, Jesus nos deixou uma dica valiosa: "Quem Me ama,
obedece os Meus mandamentos."
Curiosamente, os mandamentos do Senhor, se formos observar com atenção,
não trazem nenhum "bem palpável" a Deus. Foram feitos,
antes de tudo, para proteger-nos de nós mesmos. Se formos raciocinar
bem, para Deus, por exemplo, em que mudaria guardarmos ou não a
castidade?
Em que afetaria a Deus obedecermos ou não a essa ordem, ou a qualquer
uma das outras do Decálogo?
Em nada. Deus
é Deus. Não precisa de nós. Não precisa de nada do que é
"nosso". Nós é que precisamos desesperadamente Dele.
Mas Deus sabe que faríamos um grande mal a nós mesmos e aos outros,
se nos entregássemos cegamente aos nossos instintos e vontades. Então,
para mim, os Dez Mandamentos são a expressão mais perfeita da
passagem bíblica que diz: "Nisto consiste o amor: não em termos
nós amado a Deus, mas
em ter-nos Ele
amado, e enviado o Seu Filho para expiar os nossos pecados."
( I Jo 4, 10)
Podemos concluir, em última análise, que Deus, até na única
prova de amor que nos pede, busca antes de tudo nos beneficiar. A
profundidade do amor de Deus para conosco é algo que jamais
compreenderemos perfeitamente.
Agora, vejamos a segunda parte da frase: e ao próximo como a ti
mesmo.
Então, pressupondo-se que estamos tentando cumprir fielmente a
primeira parte, amando a Deus, o que buscamos com mais ardor em nossa
vida?
Quem ama, quer estar com a pessoa amada. Quer ver o ser amado feliz.
Quer fazer de tudo para contentar o amado. Isso é a definição que
geralmente damos para "amor".
Aplicando essa teoria em relação a Deus, o que buscamos em primeiro
lugar? Estar com Deus. E estar com Deus plenamente, só o
conseguiremos no céu. Ali O veremos "face a face". Em
seguida, queremos contentar a Deus. Queremos vê-Lo feliz. E o modo de
fazer isso, Jesus já nos ensinou: obedecendo aos Seus mandamentos.
Assim sendo, nos esforçaremos para cumprir corretamente os preceitos
da Lei de Deus, não por amor a nós mesmos, buscando algum tipo de
vantagem, mas por amor a Deus. Para vê-Lo feliz, porque O amamos.
Se eu amo verdadeiramente a Deus, se eu quero estar com Ele, se eu
quero agradá-Lo, a minha maior alegria está nesta caminhada diária
com Deus. E quem se esforça para viver isso de todo o seu coração
encontra nisso a sua maior felicidade, como o demonstra a vida dos
santos.
Então, podemos concluir que: se eu amo o próximo como a mim mesmo,
vou querer principalmente que ele sinta esta mesma felicidade que eu
sinto ao buscar a Deus, e que compartilhe deste amor, e no fim de sua
vida, esteja comigo e com Deus no céu, na felicidade eterna. E como
fazer isto?
A princípio, podemos objetar que esse amor a Deus é, primeiramente,
obra da graça. Pois está também, na bíblia, em Mateus 11, 27:
"Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o
Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e
aquele a quem o Filho quiser revelá-lo."
Então, certamente o desejo por Deus, é, primeiramente, obra divina.
Pois aí já começamos a provar o amor por nosso próximo: orando por
ele, para que Deus lhe infunda no coração mais desejo de amá-Lo.
Porém, apesar da oração para conversão do próximo ser algo
fundamental, sabemos que Deus generosamente dispensa esta graça a
todos. O desejo de Deus é intrínseco da natureza humana.
Então, nosso amor pelo próximo não consiste apenas em orar por ele
para que ele ame a Deus, pois como podemos amar a quem não se
conhece? Aí entra a segunda e não menos importante parte da nossa
aventura de amor pelo próximo: a evangelização.
Evangelizar não é apenas "falar" de Jesus, distribuir bíblias,
terços, mandar ir à missa. Isso é extremamente necessário, porém
ainda é pouco diante do que o verdadeiro amor nos leva a fazer.
Quando somos crianças, qual é o primeiro amor que conhecemos? É o
amor de nossos pais. Depois o círculo social vai crescendo: temos os
irmãos, os parentes, os coleguinhas, os vizinhos, os conhecidos. É
assim que aprendemos as primeiras lições de como amar e ser amados:
através do próximo.
Aprendemos o valor de um sorriso, de um afago, de um abraço, da
satisfação de uma necessidade corporal ou material, do aprendizado
intelectual e moral; isso tudo desde a nossa mais tenra infância. E
todas essas expressões, que podemos denominar "primárias",
de amor, se estendem e se aprimoram durante a vida toda do indivíduo.
Assim, desde o princípio de nossas vidas somos, uns para os outros,
expressões de amor recíproco, o qual amadurece progressivamente até
chegarmos a expressão mais perfeita de amor, que é o amor a Deus.
Pois, como está
em I Jo
4, 8, "Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é
amor."
Desde que nascemos, fomos amados antes de amar; primeiramente por
Deus, que nos criou, e em segundo, pelos nossos pais e demais
familiares. Aprendemos a amar, sendo amados; aprendemos a amar, como
aprendemos muitas coisas na vida: por imitação.
Infelizmente, muitos de nós não tivemos a fortuna de termos sido
amados por nossos pais, ou tivemos na infância e/ou durante a vida,
expressões imperfeitas de amor. Isso é o maior obstáculo na nossa
caminhada de amor a Deus: a nossa incapacidade de amar.
Pois é aí que entra a segunda parte da nossa evangelização, após
a oração intercessora: temos que ajudar o próximo a amar. E como
amor também se aprende por imitação, são os nossos exemplos, muito
mais do que nossas palavras, que ensinam o nosso próximo a amar.
E quem é o nosso próximo? Jesus também vem em nosso socorro, e nos
ensina, em Lucas 10, 25 - 35:
"Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova,
perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?
Disse-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como é que lês?
Respondeu ele: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de
toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt
6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).
Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás.
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?
Jesus então contou: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu
nas mãos de ladrões, que o despojaram; e depois de o terem
maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto.
Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou
adiante. Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e passou
também adiante. Mas um samaritano que viajava, chegando àquele
lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as
feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria
montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte,
tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: Trata dele
e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei. Qual destes três
parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?
Respondeu o doutor: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então
Jesus lhe disse: Vai, e faze tu o mesmo."
Então, podemos dizer que é nisso que consiste, em uma primeira análise,
o amor a Deus e ao próximo.
Evidentemente que este desapego de si em favor dos outros é uma árdua
jornada que leva a vida toda, e há muitos aspectos a considerar, pois
se amar é um aprendizado constante, onde ensinamos e aprendemos uns
com os outros, não podemos nos concentrar apenas nas expressões
materiais de amor ao próximo.
Além de repartir o pão, o carinho, o afeto, é sumamente necessário
nos aprimorarmos sempre, moralmente e intelectualmente, para nós e
principalmente para os outros; devemos compartilhar a Palavra de Deus,
os ensinamentos da Igreja, as instruções de ordem moral, enfim, o
"ensinar a pescar", todos juntos, para que as luzes
do amor de Deus se multipliquem entre nós, de cada um ao seu próximo
e assim irem se espalhando entre todos os seres, para que um dia,
todos nós possamos estar unidos eternamente em Deus.
Isso é amor. É amor que resgata as almas, mesmo as mergulhadas no
maior abismo.
Fonte:
Recados do Aarão
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