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30/08/2007
Mulheres
escravas
(gentileza,
Maria)
OBS: Por um grande amor que tenho pelas mulheres, mães, esposas
dedicadas, estas tão valentes sofredoras, volto sempre a lembrar como
começou a sua escravidão. Quando elas pensaram ser livres saindo dos
lares. O comunismo, pretendendo libertá-las, foi de fato se demônio
encarnado, e a raiz primeira da “revolução do caos”.
Este artigo abaixo, escrito por uma militante comunista em 1920, na
realidade dava início a uma revolução maldita, em certo sentido
pior que o comunismo. Como já mostramos em outros textos, os
comunistas foram os primeiros a descobrir que poderiam destruir o
mundo, usando a mulher. Melhor dizendo, tirando a mulher de
dentro da família – nem falo da casa – a pretexto de então lhe
dar a devida liberdade. Bem sabia o demônio que, daquela forma,
estava conduzindo a mulher a este nível de escravidão que ela
vive hoje, tornando-se verdadeira escrava de quatro jornadas. Trabalho
fora de casa > trabalho dentro de casa > filhos > maridos...
De fato, os maridos nunca se adaptaram as lides domésticas. Deus não
os fez com estes sentimentos e raramente ajudam a contento. Fica então
tudo para a mulher. O trabalho fora de casa é o primeiro escravizante,
porque se trata de cumprir horários fixos. O trabalho de casa é o
segundo escravizante, porque a maioria dos seus maridos é um zero a
esquerda e nem todas têm empregadas. A seguir vem os filhos, mal
cuidados
em creches... Por
fim os maridos... livres para as outras. Entenderam a lógica de
satanás? Inverteu tudo...
Porque a lógica seria exatamente o inverso: maridos > filhos >
lides domésticas > trabalho extra se der tempo e em curtos períodos.
Maridos felizes – eles primeiro porque no casamento são feito um só
diante de Deus – são maridos que suprem o lar com alegria, com sua
presença alegram os filhos, o trabalho do lar então já não é
escravizante e o resto, bem isso é se der tempo... Ai os maridos
ganhavam bem porque o mercado de trabalho não estaria aviltado pelo excesso
de mulheres no emprego. Resultado: tudo o que elas ganham fora do
lar é para o supérfluo... Bem os comunistas venceram! Este golpe foi
mais terrível que a revolução russa!
Lenin sintetizou o pensamento desta autora em uma frase: Dêem-me
a mulher, masculinizada e distante de seu lar e eu destruirei o mundo!
Eis então aí a mulher, senhor Lênin, como o senhor prognosticou:
vestindo calças masculinas, e disputando cargos com os homens.
Enquanto isso o demônio conquista seus filhos!
O comunismo e a família
Alexandra Kollontai Escrito em 1920. Primeira Edição: Komunistka,
No. 2, 1920. Fonte: Editorial Marxista, Barcelona, 1937
A mulher já não depende do
homem.
Pode manter-se a idéia de família num Estado comunista? Persistirá,
como é da mesma forma atual? São estas questões que atormentam,
neste momento, a mulher trabalhadora e os seus companheiros, os
homens.
Não devemos achar estranho que nestes últimos tempos, este problema
perturbe a mente das mulheres trabalhadoras. A vida muda continuamente
diante de nossos olhos; antigos hábitos e costumes desaparecem pouco
a pouco. Toda a existência da familia proletária se modifica e se
organiza de uma forma tão nova, tão fora do comum, tão estranha,
como nunca pudemos imaginar.
E uma das coisas que mais causa perplexidade na mulher, neste momento,
é a maneira como foi facilitado o divórcio.
De fato, em virtude do decreto do Comissário do Povo de 18 de
dezembro de 1917, o divórcio deixou de ser um privilégio acessível
somente aos ricos; de agora em diante, a mulher trabalhadora não terá
que esperar meses ou até anos para que seja julgado o seu pedido de
separação matrimonial, que dê a ela o direito de separar-se de um
marido alcoólatra ou violento, acostumado a espancá-la. De agora em
diante, se poderá obter o divórcio amigavelmente dentro do período
de uma ou duas semanas, no máximo.
Porém, é precisamente esta facilidade para obter o divórcio, fonte
de tantas esperanças para as mulheres que são desgraçadas e
infelizes no seu matrimônio, o que assusta outras mulheres,
particularmente aquelas que consideram o marido como o
"provedor" da família, como o único sustento da vida, a
essas mulheres que não compreendem que devem acostumar-se a buscar e
a encontrar esse sustento noutro lugar, não na pessoa do homem, mas
sim na pessoa da sociedade, do Estado.
Da família gentílica aos
nossos dias.
Não há nenhuma razão para nos enganarmos: a família normal dos
tempos passados, na qual o homem era tudo e a mulher era nada - posto
que não tinha vontade própria, nem tempo do qual dispor livremente -
, este tipo de família sofre modificações dia a dia, e atualmente
é quase coisa do passado, o que não deve nos assustar.
Seja por erro ou ignorância, estamos dispostos a crer que tudo o que
nos rodeia deve permanecer imutável, enquanto tudo o mais muda. Sempre
foi assim e sempre será. Esta afirmação é um erro profundo.
Para nos dar conta de sua falsidade, não precisamos mais do que
observar como viviam os povos do passado e, imediatamente, vemos como
tudo está sujeito à mudança e como não há costumes, nem organizações
políticas, nem moral, que permaneçam fixas e invioláveis.Assim,
portanto, a família tem mudado freqüentemente de forma nas diversas
épocas da vida da humanidade.
Houve épocas em que a família foi completamente diferente de
como estamos acostumados a admiti-la. Houve um tempo em que a única
forma de família que se considerava normal era a chamada família genêsica,
aquela em que a cabeça da família era a mãe-anciã, em torno da
qual se agrupavam, na vida e no trabalho comum, os filhos, netos e
bisnetos.
A família patriarcal foi noutros tempos considerada também como a única
forma possível de família, presidida por um pai-amo, cuja vontade
era lei para todos os demais membros da família. Ainda em nossos
tempos, se podem encontrar nas aldeias russas famílias camponesas
deste tipo. Na realidade, podemos afirmar que nesses locais a moral e
as leis que regem a vida familiar são completamente diferentes das
que regulamentam a vida da família do operário da cidade. No campo há
ainda grande número de costumes que já não é possível encontrar
na família da cidade proletária.
O tipo de família, os seus costumes, etc., variam segundo as raças.
Há povos, como por exemplo os turcos, árabes e persas, entre os
quais a lei autoriza ao marido ter várias mulheres. Existiram e ainda
existem tribos que toleram o costume contrário, quer dizer, que a
mulher tenha vários maridos. A moral a serviço do homem atual o
autoriza exigir das jovens a virgindade até seu casamento legítimo.
Porém, há tribos em que ocorre o contrário: a mulher tem orgulho de
ter tido muitos amantes e enfeita braços e pernas com braceletes que
indicam o número deles...
Diversos costumes, que a nós surpreendem, hábitos que podemos,
inclusive, qualificar de imorais, outros povos o praticam, como a moral
divina, enquanto que, por sua parte, qualificam de
"pecaminosos" muitos de nossos costumes e leis. Portanto, não
há nenhuma razão para que nos aterrorizemos diante do fato de que a
família sofra uma mudança, ou que gradualmente se descartem vestígios
do passado vividos até agora, nem porque se implantam novas relações
entre o homem e a mulher. Não temos mais que nos perguntar: "o
que morreu no nosso velho sistema familiar e que relações há entre
o homem trabalhador e a mulher trabalhadora, entre o camponês e a
camponesa?"
Quais dos seus respectivos direitos e deveres se encaixam melhor nas
condições de vida da nova Rússia? Tudo o que seja compatível com o
novo estado de coisas se manterá; o restante, toda essa bagagem
antiquada que herdamos da maldita época de servidão e dominação,
que era a característica dos latifundiários e capitalistas, tudo
isso terá que ser varrido juntamente com a mesma classe exploradora,
com esses inimigos do proletariado e dos pobres.
O capitalismo destruiu a velha
vida familiar.
A família, na sua forma atual, não é mais que uma das tantas heranças
do passado. Solidamente unida, compacta em si mesma nos seus começos,
e indissolúvel - tal era o caráter do matrimônio santificado pela
Igreja -, a família era igualmente necessária para cada um de seus
membros. Porque, quem trataria de criar, vestir e educar os filhos se
não fosse a família? Quem os guiaria na vida? Triste sorte a dos órfãos
naqueles tempos; era o pior destino que alguém poderia ter.
No tipo de família a que estamos acostumados, o marido é quem ganha
o sustento, que mantém a mulher e os filhos. A mulher, por sua parte,
se ocupa dos afazeres domésticos e de criar os filhos. Porém, desde
há um século, esta forma corrente de família experimentou uma
destruição progressiva em todos os países do mundo, em que o
capitalismo domina, naqueles países em que o número de fábricas
cresce rapidamente, juntamente com outras empresas capitalistas que
empregam trabalhadores.
Os costumes e a moral familiar formam-se simultaneamente como conseqüência
das condições gerais da vida que rodeia a família. O que mais
contribuiu para que se modificassem os costumes familiares de uma
maneira radical foi, indiscutivelmente, a enorme expansão que
adquiriu por toda parte o trabalho assalariado da mulher.
Anteriormente, o homem era a única possibilidade de sustento da família.
Porém, desde os últimos cinqüenta ou sessenta anos, temos visto na
Rússia (com anterioridade noutros países) que o regime capitalista
obriga as mulheres a buscar trabalho remunerado fora da família, fora
de casa.
Trinta milhões de mulheres
suportam uma carga dupla.
Como o salário do homem, a base do sustento da família, era
insuficiente para cobrir as necessidades da mesma, a mulher viu-se
obrigada a procurar trabalho remunerado; a mãe teve que ir também à
porta da fábrica. Ano a ano, dia a dia, foi crescendo o número de
mulheres pertencentes à classe trabalhadora que abandonavam as suas
casas para engrossar as fileiras das fábricas, trabalhando como operárias,
lojistas, empregadas de escritório,
lavadeiras ou empregadas em geral.
Segundo cálculos de antes da Grande Guerra, nos países da Europa e
América, chegava a sessenta milhões o número de mulheres que
ganhavam a vida com o seu trabalho. Durante a guerra esse número
aumentou consideravelmente.
A imensa maioria dessas mulheres estavam casadas; fácil é
imaginarmos a vida familiar que podiam desfrutar. Que vida familiar
pode existir onde a esposa e mãe está fora de casa durante oito
horas diárias, dez, melhor dizendo (contando a viagem de ida e
volta)? A casa fica, necessariamente, descuidada; os filhos crescem
sem nenhum cuidado maternal, abandonados e deixados por si próprios
em meio aos perigos da rua, na qual passam a maior parte do tempo.
A mulher casada, a mãe que é operária, sua sangue para cumprir com
três tarefas que pesam ao mesmo tempo sobre ela: dispor das horas
necessárias para o trabalho, o mesmo que faz o seu marido, em alguma
indústria ou estabelecimento comercial; dedicar-se depois, da melhor
forma possível, aos afazeres domésticos e, por último, cuidar dos
seus filhos.
O capitalismo colocou sobre os ombros da mulher trabalhadora um fardo
que a esmaga; converteu-na em operária, sem aliviá-la dos seus
cuidados de dona de casa e mãe. Portanto, a mulher esgota-se, em
conseqüência dessa tripla e insuportável carga, que com freqüência
se expressa em gritos de dor e lágrimas. Os cuidados e as preocupações
sempre foram o destino da mulher; porém, a sua vida nunca foi mais
desgraçada, mais desesperada do que sob o sistema capitalista, logo
quando a indústria atravessa um período de máxima expansão.
Os trabalhadores aprendem a
existir sem vida familiar.
Quanto mais aumenta o trabalho assalariado da mulher, mais aumenta a
decomposição da família. Que vida familiar pode haver onde o homem
e a mulher trabalham na fábrica, em seções diferentes, se a mulher
não dispõe nem sequer do tempo necessário para preparar uma comida
razoavelmente boa para os seus filhos?! Que vida familiar pode ser a
de uma família em que o pai e a mãe passam fora de casa a maior
parte das vinte e quatro horas do dia, voltados a um duro trabalho que
os impede de dedicar uns poucos minutos aos seus filhos?!
Em épocas anteriores, era completamente diferente. A mãe, a dona de
casa, permanecia em casa, ocupava-se das tarefas domésticas e dos
seus filhos, aos quais não deixava de observar, sempre vigilante.
Hoje em dia, desde as primeiras horas da manhã, até soar a sineta da
fábrica, a mulher trabalhadora corre apressada para chegar ao seu
trabalho; à noite, de novo, ao soar a sineta, volta correndo à casa
para preparar a sopa e cuidar dos afazeres domésticos indispensáveis.
Na manhã seguinte, depois de breves horas de sono, começa novamente
para a mulher a sua pesada carga. Não pode surpreender-nos, portanto,
o fato de que devido a essas condições de vida, se desfaçam os laços
familiares e a família se dissolva cada dia mais. Pouco a pouco vai
desaparecendo tudo aquilo que convertia a família em um todo sólido,
tudo aquilo que constituía as suas bases de apoio, a família é cada
vez menos necessária aos seus próprios membros e ao estado. As
velhas formas familiares se convertem em um obstáculo.
Em que consistia a força da família nos tempos passados? Em primeiro
lugar, no fato de que era o marido, o pai, quem mantinha a família;
em segundo lugar, o lar era algo igualmente necessário a todos os
membros da família; e em terceiro e último lugar, porque os filhos
eram educados pelos pais. O que fica atualmente disso tudo? O marido,
como vimos, deixou de ser o sustento único da família. A mulher, que
vai trabalhar, se tornou, nesse sentido, igual ao seu marido. Porém,
ainda resta a função da família de criar e manter seus filhos
enquanto são pequenos. Vejamos agora, na realidade, o que sobra dessa
obrigação.
O trabalho caseiro não é
mais uma necessidade. (vejam que diabólica)
Houve um tempo em que a mulher da classe pobre, tanto na cidade como
no campo, passava a sua vida no seio da família. A mulher não sabia
nada do que acontecia para lá da porta de sua casa, e é quase certo
que tampouco desejava saber. Em compensação, tinha dentro da sua
casa as mais variadas ocupações, todas úteis e necessárias, não só
para a vida da família em si, mas também para a de todo o Estado.
A mulher fazia, é certo, tudo o que hoje faz qualquer mulher operária
ou camponesa. Cozinhava, lavava, limpava a casa e passava a ferro a
roupa da família. Porém não fazia apenas isso. Tinha uma série de
obrigações que já não têm as mulheres do nosso tempo: preparava a
lã e o linho, tecia as telas e diversos adornos, e dedicava-se, na
medida das possibilidades familiares, às tarefas de conservação de
carnes e demais alimentos; destilava as bebidas da família e
inclusive modelava velas para a casa.
Quão diversas eram as tarefas da mulher nos tempos passados! Assim
passaram a vida as nossas mães e avós. Ainda nos nossos dias, nas
aldeias mais remotas, em pleno campo, sem contato com as linhas de
comboio ou longe dos grandes rios, podem-se encontrar pequenos núcleos
onde se conserva, ainda, sem modificação alguma, este modo de vida
dos bons tempos do passado, em que a dona de casa realizava uma série
de trabalhos dos quais a mulher trabalhadora das grandes cidades ou
das regiões de grande população industrial sequer tem noção,
desde há muito tempo.
O trabalho industrial da
mulher no lar.
Nos tempos de nossas avós eram absolutamente necessários e úteis os
trabalhos domésticos da mulher, do que dependia o bem-estar da família.
Quanto mais se dedicava a dona de casa a essas tarefas, melhor era a
vida no lar, e mais ordem e abundância se refletiam na casa. Até o
próprio Estado beneficiava-se bastante das atividades da mulher
enquanto dona de casa. Porque, na realidade, a mulher de outros tempos
não se limitava a preparar purês para ela ou sua família; suas mãos
produziam muitos outros produtos de riqueza como telas, linho,
manteiga, etc.; coisas que podiam ser levadas ao mercado e serem
consideradas como mercadorias, como coisas de valor.
É certo que nos tempos de nossas avós e bisavós o trabalho não era
avaliado
em dinheiro. Porém
não havia nenhum homem, fosse camponês ou operário, que não
buscasse como companheira uma mulher com "mãos de ouro",
frase essa, ainda, proverbial entre o povo. Porque só os recursos do
homem, sem o trabalho doméstico da mulher, não bastavam para manter
o lar.
No que diz respeito aos bens do Estado, aos interesses da nação,
estes coincidiam com os do marido; porque quanto mais trabalhadora era
a mulher no seio da família, mais produtos de todos os tipos se
produzia: telas, couros, lã, cujo excedente podia ser vendido nos
mercados das redondezas; conseqüentemente, a dona de casa contribuía
para aumentar no seu conjunto a prosperidade econômica do país.
A mulher casada e a fábrica.
O capitalismo modificou totalmente esse antigo modo de vida. Tudo o
que antes se produzia no seio da família, fabrica-se agora em grandes
quantidades nas fábricas. A máquina substituiu os ágeis dedos da
dona-de-casa. Que mulher trabalharia hoje modelando velas ou
manipulando tecidos? Todos esses produtos podem ser adquiridos na
venda mais próxima. Antes, todas as garotas tinham que aprender a
tecer as suas roupas. É possível encontrar em nossos tempos uma
jovem operária que faça suas roupas? Em primeiro lugar, carece do
tempo necessário para tal. O tempo é dinheiro e não há ninguém
que queira perdê-lo de uma maneira improdutiva, quer dizer, sem obter
nenhum proveito. Atualmente, toda mulher operária prefere comprar
suas roupas a perder tempo fazendo-as.
Poucas mulheres trabalhadoras, e só em casos isolados, podemos
encontrar hoje em dia que preparem as conservas para a família, pois
na venda de comestíveis ao lado de sua casa pode comprá-las
perfeitamente preparadas. Ainda no caso de que o produto vendido no
estabelecimento comercial seja de uma qualidade inferior, ou que não
seja tão bom como o que possa fazer uma dona-de-casa no seu lar, a
mulher trabalhadora não tem tempo nem energias para dedicar-se a
todas as operações que um tipo de trabalho desse requer.
A realidade, portanto, é que a família contemporânea se torna cada
vez mais independente de todos esses trabalhos domésticos, sem cuja
preocupação não se poderia conceber a vida familiar das
nossas avós. O que se produzia anteriormente no seio da família,
produz-se atualmente com o trabalho comum de homens e mulheres
trabalhadores nas fábricas.
(O fato verdadeiro é que colocando milhares de mulheres nas fábricas,
os comunistas conseguiram, com salários de escravos, produzir
produtos bratos sem cobrar impostos. Vejam ainda o exemplo da China de
hoje. Senão eles jamais conseguiriam competir com o Ocidente
produtivo)
Os afazeres individuais estão
fadados a desaparecer.
A família atualmente consome sem produzir. As tarefas essenciais da
dona de casa reduziram-se a quatro: limpeza (do chão, dos móveis,
etc.); cozinha (preparação da comida), lavar a roupa e as
vestimentas da família. Esses trabalhos são esgotantes. Consomem
todas as energias e todo o tempo da mulher trabalhadora que, além do
mais, tem que trabalhar na fábrica.
É certo que os afazeres individuais de nossas avós compreendiam
muitas mais operações, porém, estavam dotados de uma qualidade de
que carece os trabalhos domésticos da mulher operária dos nossos
dias; estes perderam a sua qualidade de trabalhos úteis ao Estado do
ponto de vista da economia nacional, porque são trabalhos que não
criam novos valores. Com eles não se contribui para a prosperidade do
país.
É em vão que a mulher trabalhadora passa o dia de manhã até a
noite limpando sua casa, lavando e tingindo a roupa, consumindo suas
energias para conservar as roupas em ordem, matando-se para preparar
com seus modestos recursos a melhor comida possível, porque quando
termina o dia não ficará, apesar de seus esforços, nenhum resultado
material de todo seu trabalho diário; com suas mãos infatigáveis não
terá criado nada que possa ser considerado como uma mercadoria no
mercado comercial. Mil anos que vivesse, tudo seguiria igual para a
mulher trabalhadora. Todas as manhãs deveria tirar a poeira dos móveis;
o marido viria com vontade de jantar à noite e seus filhos voltariam
sempre para casa com os sapatos cheios de barro... O trabalho da
dona-de-casa tem a cada dia menos utilidade, é cada vez mais
improdutivo.
A aurora do trabalho caseiro
coletivo.
Os trabalhos domésticos na forma individual começaram a desaparecer,
e dia a dia vêm sendo substituídos pelo trabalho caseiro coletivo; e
chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, ao ponto em que a mulher
trabalhadora não terá mais que preocupar-se com seu próprio lar.
Na Sociedade Comunista de amanhã, esses trabalhos serão realizados
por uma categoria especial de mulheres trabalhadoras dedicadas
unicamente a essas ocupações. As mulheres dos ricos, já faz muito
tempo, vivem livres dessas desagradáveis e fatigantes tarefas. Por
que a mulher trabalhadora tem que continuar com essa pesada carga?
Na Rússia Soviética, a vida da mulher trabalhadora deve estar
rodeada das mesmas comodidades, da mesma limpeza, da mesma higiene, da
mesma beleza que até agora constituía o ambiente das mulheres
pertencentes às classes endinheiradas. Em uma sociedade comunista a
mulher trabalhadora não terá que passar suas escassas horas de
descanso na cozinha, porque nela existirão restaurantes públicos e
cozinhas centrais nos quais poderá comer todo mundo.
Está crescendo o número de estabelecimentos desse tipo em todos os
países, inclusive os capitalistas. Na realidade, se pode dizer que
desde há meio século, aumentam a cada dia, em todas as cidades da
Europa; crescem como cogumelos depois da chuva de outono. Porém,
enquanto no sistema capitalista somente pessoas com bolsas bem cheias
podem permitir-se ao hábito de comer em restaurantes, em uma cidade
comunista estarão ao alcance de todo mundo.
O mesmo se pode dizer da lavagem de roupa e demais trabalhos caseiros.
A mulher trabalhadora não terá que se sufocar em um oceano de
sujeira nem estragar a vista remendando e costurando a roupa à noite.
Não terá mais que levá-la, cada semana, às lavanderias centrais
para ir buscá-la depois de lavada. Desse modo, a mulher trabalhadora
terá uma preocupação a menos.
A organização de locais especiais para passar e remendar a roupa
oferecerão à mulher trabalhadora a oportunidade de dedicar-se às
noites a leituras instrutivas, a distrações saudáveis, ao invés de
passá-las como até agora em tarefas esgotantes. Portanto, vemos que
as quatro últimas tarefas domésticas que ainda pesam sobre a mulher
de nossos tempos desaparecerão com o triunfo do comunismo. Não terá
do que reclamar a mulher operária, porque a sociedade comunista haverá
acabado com o jugo doméstico da mulher, para fazer sua vida mais
alegre, mais rica, mais livre e mais completa.
A criação dos filhos no sistema capitalista
Que sobrará da família quando desaparecerem todos as tarefas do
trabalho caseiro individual? Ainda teremos que lidar com o problema
dos filhos. Porém, no que se refere a essa questão, o Estado dos
Trabalhadores acudirá em auxílio à família, substituindo-a,
gradualmente. A Sociedade tomará conta de todas aquelas obrigações
que antes recaíam sobre os pais.
Sob o sistema capitalista, a instrução dos filhos deixou de ser uma
obrigação dos pais. O filho aprende na escola. E quando o filho
entra na idade escolar, os pais respiram aliviados. Quando chega esse
momento, o desenvolvimento intelectual da criança deixa de ser um
assunto de sua incumbência. Mas, mesmo assim, ainda não terminavam
todas as obrigações da família a respeito da criança. Ainda
subsistia a obrigação de alimentar o filho, calçar-lhe, vestir-lhe,
convertê-lo em operário direito e honesto para que, com o tempo,
pudesse sobreviver por conta própria e ajudar seus pais quando estes
se tornassem velhos.
Porém o mais comum era, não obstante, que a família operária não
pudesse quase nunca cumprir inteiramente estas obrigações relacionadas
a seus filhos. O reduzido salário de que depende a família operária
não lhe permite nem sequer dar a seus filhos o suficiente para comer,
enquanto que o excessivo trabalho que pesa sobre os pais lhes impede
de dedicar à educação da jovem geração toda a atenção que exige
essa tarefa. Se dava por certo que a família se ocupava da criação
dos filhos. Porém, o fazia na realidade? Mais justo seria dizer que
é na rua onde se criam os filhos do proletariado. Os filhos da classe
trabalhadora desconhecem as satisfações da vida familiar, prazeres
dos quais participamos nós com nossos pais.
Porém, além do mais, temos que levar em conta que a redução dos
salários, a insegurança no trabalho e até a fome convertem, freqüentemente,
o garoto de 10 anos em um operário independente. Desde este momento,
tão logo o filho (seja menino ou menina) começa a ganhar um salário,
se considera dono de sua pessoa até o ponto que as palavras e os
conselhos de seus pais deixam de causar-lhe a menor impressão, quer
dizer, se debilita a autoridade dos pais e termina a obediência.
A medida que vão desaparecendo um a um os trabalhos domésticos da
família, todas as obrigações de sustento e criação dos filhos são
desempenhadas pela sociedade ao invés dos pais. Sob o sistema
capitalista, os filhos eram, com demasiada freqüência, na família
proletária, uma carga pesada e insustentável.
Os filhos e o Estado Comunista
Nesse aspecto, a Sociedade Comunista também sairá em auxílio dos
pais. Na Rússia Soviética se empreendeu, graças aos Comissariados
de Educação Pública e Bem-Estar Social, grandes avanços. Se pode
dizer que neste aspecto já se fez muitas coisas para facilitar a
tarefa da família de criar e manter seus filhos.
Já existem casas para as crianças em fase de amamentação, creches,
jardins de infância, colônias e lares para crianças, enfermarias e
postos de saúde para os doentes e todos aqueles que precisam de
cuidado especial, restaurantes, refeitórios gratuitos para os
estudantes nas escolas, livros de estudo gratuitos, roupas e calçados
para as crianças dos estabelecimentos de ensino. Tudo isso não
demonstra suficientemente que a criança sai do marco estreito da família,
passando o peso de sua criação e educação dos pais à
coletividade?
Os cuidados dos pais a respeito dos filhos podem classificar-se em três
grupos: 1º, cuidados que os filhos precisam imprescindivelmente nos
primeiros tempos de sua vida; 2º, os cuidados que exige a criação
do filho, e 3º, os cuidados que exige a educação do filho. No que
diz respeito à instrução dos filhos, em escolas primárias,
institutos e universidades, já se converteu em uma obrigação do
estado, inclusive na sociedade capitalista.
Por outro lado, as ocupações da classe trabalhadora, as condições
de vida, obrigam, inclusive na sociedade capitalista, a criação de
locais de jogos, creches, asilos, etc. Quanto mais consciência tenha
a classe trabalhadora de seus direitos, quanto melhor estiverem
organizados em qualquer estado específico, tanto mais interesse terá
a sociedade no problema de aliviar a família do cuidado dos filhos.
Porém a sociedade burguesa tem medo de ir demasiado longe no que diz
respeito a considerar os interesses da classe trabalhadora, e muito
mais se contribui para a desintegração da família.
Os capitalistas se dão conta, perfeitamente, de que o velho tipo de
família, em que a esposa é uma escrava e o homem o responsável pelo
sustento e bem-estar da família, de que uma família desse tipo é a
melhor arma para afogar os esforços do proletariado por sua libertação,
para debilitar o espírito revolucionário do homem e da mulher proletários.
A preocupação pela qual pode passar a sua família priva o operário
de toda sua firmeza, lhe obriga a transigir com o capital.- Que farão
os proletários quando seus filhos tiverem fome?
Contrariamente ao que acontece na sociedade capitalista, que não foi
capaz de transformar a educação da juventude em uma verdadeira função
social, em uma obra do Estado, a Sociedade Comunista considerará como
base real de suas leis e costumes, como a primeira pedra do novo edifício,
a educação social da geração nascente. Não será a família do
passado, mesquinha e estreita, com brigas entre os pais, com seus
interesses exclusivistas para os filhos, a que moldará o homem da
sociedade de amanhã.
O homem novo, de nossa nova sociedade, será modelado pelas organizações
socialistas, jardins infantis, residências, creches para as crianças,
etc, e muitas outras instituições desse tipo, nas quais a criança
passará a maior parte do dia, e educadores inteligentes o converterão
em um comunista consciente da magnitude dessa inviolável divisa:
solidariedade, camaradagem, ajuda mútua e devoção à vida coletiva.
A sobrevivência da mãe assegurada
Veremos agora, uma vez que não se precisará mais atender à criação
e educação dos filhos, o que resta das obrigações da família com
respeito a seus filhos, particularmente depois que tenha sido aliviada
da maior parte dos cuidados materiais que trazem consigo o nascimento
de um filho, ou seja, ainda restam os cuidados que exige um filho recém-nascido
quando ainda necessita de atenção de sua mãe, enquanto aprende a
andar, agarrando-se às roupas de sua mãe. Nisso também o Estado
Comunista sai em auxílio da mãe trabalhadora. Já não existirá a mãe
oprimida com um bebê nos braços. O Estado dos Trabalhadores se
encarregará da obrigação de assegurar a subsistência a todas as mães,
estejam ou não legitimamente casadas, desde que amamente seu filho;
instalará por todas parte casas de maternidade, organizará em todas
as cidades e em todos os povos, creches e instituições semelhantes,
para que a mulher possa ser útil trabalhando para o Estado enquanto,
ao mesmo tempo, cumpre suas funções de mãe.
O matrimônio deixará de ser uma cadeia
As mães operárias não têm porque se alarmar. A sociedade comunista
não pretende separar os filhos dos pais, nem arrancar o recém-nascido
do peito de sua mãe. Não existe a menor intenção de recorrer à
violência para destruir a família como tal. Nada disso. Essas não são
as aspirações da sociedade comunista.
O que presenciamos hoje? Que estão se rompendo os laços da
desgastada família. Esta, gradualmente, vai se libertando de todos os
trabalhos domésticos que anteriormente eram outros tantos pilares que
sustentavam a família como um todo social. Os cuidados da limpeza,
etc., da casa? Também parece que demonstraram sua inutilidade. Os
filhos? Os pais proletários já não podem atender a seus cuidados; não
podem assegurar nem sua sobrevivência nem sua educação.
Esta é a situação real, cujas conseqüências sofrem igualmente os
pais e os filhos.
Portanto, a Sociedade Comunista se aproximará do homem e da mulher
proletários para dizer-lhes: Sois jovens e se amem. Todos têm o
direito à felicidade. Por isso devem viver vossa vida. Não tenham
medo do matrimônio, já não é mais uma cadeia para o homem e a
mulher da classe trabalhadora. E, sobretudo, não tenham medo, sendo
jovens e saudáveis, de dar a vosso país novos operários, novos
cidadãos. A sociedade dos trabalhadores necessita de novas forças de
trabalho; saúda a chegada de cada recém-nascido ao mundo. Tão pouco
temam pelo futuro de vosso filho; ele não conhecerá a fome nem o
frio.
Não será desgraçado, nem ficará abandonado a sua sorte como
acontecia na sociedade capitalista. Logo que ele chegue ao mundo, o
Estado dos trabalhadores, a Sociedade Comunista, assegurará ao filho
e à mãe alimentação e cuidados solícitos. A pátria comunista
alimentará, criará e educará o filho. Porém essa pátria não
tentará, de modo algum, arrancar o filho dos pais que queiram
participar na educação de seus pequenos. A Sociedade Comunista tomará
para si todas as obrigações da educação do filho, porém nunca
despojará das alegrias paternais, das satisfações maternais, a
aqueles que sejam capazes de apreciar e compreender essas alegrias. Se
pode, portanto, chamar isso de destruição da família por violência
ou separação a força da mãe e do filho?
A família como união de afetos e camaradagem
Há algo que não se pode negar, o fato de que já chegou a hora do
fim do velho tipo de família. A culpa disso não é do comunismo: é
o resultado da mudança experimentada pelas condições de vida. A família
deixou de ser uma necessidade para o Estado como ocorria no passado.
Todo o contrário disso resulta em algo pior que inútil, posto que
sem necessidade, impede que as mulheres trabalhadoras possam realizar
um trabalho muito mais produtivo e muito mais importante. Tampouco
é necessária a família aos seus membros, posto que a tarefa de
criar os filhos, que antes lhe pertencia por completo, passa cada vez
mais às mãos da coletividade.
Sobre as ruínas da velha vida familiar, veremos ressurgir uma nova
forma de família que terá relações completamente diferentes entre
o homem e a mulher, baseadas em uma união de afetos e camaradagem, em
uma união de pessoas iguais na sociedade comunista, as duas livres,
as duas independentes, as duas operárias. Não mais "servidão"
doméstica para a mulher! Não mais desigualdade no seio da família!
A mulher, na Sociedade Comunista, não dependerá de seu marido, seus
robustos braços serão o que proporcionará a ela seu sustento.
Acabará a incerteza com a sorte dos filhos. O Estado Comunista
assumirá todas essas responsabilidades. O matrimônio ficará
purificado de todos seus elementos materiais, de todos os cálculos de
dinheiro que constituem a repugnante mancha da vida familiar de nosso
tempo. O matrimônio se transformará, de agora em diante, na união
sublime de duas almas que se amam, que se professem fé mútua. Uma
união desse tipo promete a todo operário, a toda operária, a mais
completa felicidade, o máximo de satisfação que pode caber a
criaturas conscientes de si mesmas e da vida que a rodeia.
Esta união livre, forte no sentimento de camaradagem em que está
inspirada, em vez de escravidão conjugal do passado, é o que a
sociedade comunista de amanhã oferecerá a homens e mulheres.
Uma vez que tenham sido transformadas as condições de trabalho, uma
vez que se tenha aumentado a segurança material da mulher
trabalhadora, uma que tenha desaparecido o matrimônio tal como
consagrava a Igreja - isso é, o chamado matrimônio indissolúvel,
que no fundo não era mais que uma mera fraude -, uma vez que esse
matrimônio seja substituído pela união livre e honesta de homens e
mulheres que se amam e são camaradas, haverá começado a desaparecer
outra calamidade horrorosa que mancha a humanidade e cujo peso recai
por inteiro sobre a fome da mulher trabalhadora: a prostituição.
Se acabará para sempre a prostituição
Essa vergonha se deve ao sistema econômico hoje em vigor, à existência
da propriedade privada. Uma vez desaparecida a propriedade privada,
desaparecerá automaticamente o comércio da mulher.
Portanto, a mulher trabalhadora deve deixar de se preocupar com o fato
de que a família tal como está constituída hoje está fadada ao
desaparecimento. Seria muito melhor saudar com alegria a aurora de uma
nova sociedade que liberará a mulher da servidão doméstica, que
aliviará o peso da maternidade para a mulher, uma sociedade em que,
finalmente, veremos desaparecer a mais terrível das maldições que
pesam sobre a mulher: a prostituição.
A mulher, a quem convidamos a que lute pela grande causa da liberação
dos trabalhadores, precisa saber que no novo Estado não haverá
motivo algum para separações mesquinhas, como ocorre agora.
"Esses são meus filhos. Eles são os únicos a quem devo toda
minha atenção maternal, todo meu afeto. Esses são filhos teus; são
os filhos do vizinho. Não tenho nada a ver com eles."
Desde agora, a mãe operária que tenha plena consciência de sua função
social, se elevará ao extremo que chegará a não estabelecer diferenças
"os teus e os meus"; terá que recordar sempre que de agora
em diante não haverá mais "nossos" filhos, mas sim os do
Estado Comunista, um bem comum a todos os trabalhadores.
A igualdade social do homem e da mulher
O Estado dos Trabalhadores tem necessidade de uma nova forma de relação
entre os sexos. O carinho estreito e exclusivista da mãe por seus
filhos tem que ampliar-se até dar conta de todos os filhos da grande
família proletária. Ao invés do matrimônio indissolúvel, baseado
na servidão da mulher, veremos nascer a união livre fortalecida pelo
amor e o respeito mútuo de dos membros do Estado Operário, iguais em
seus direitos e em suas obrigações.
Ao invés da família de tipo individual e egoísta, se levantará uma
grande família universal de trabalhadores, na qual todos eles, homens
e mulheres, serão antes de tudo trabalhadores e camaradas. Estas serão
as relações entre homens e mulheres na Sociedade Comunista de amanhã.
Estas novas relações assegurarão à humanidade todos os gozos do
chamado amor livre, enobrecido por uma verdadeira igualdade social
entre companheiros, gozos que são desconhecidos na sociedade
comercial capitalista.
Abram caminhos à existência de uma infância robusta e sadia; abram
caminhos a uma juventude vigorosa que ame a vida com todas suas
alegrias, uma juventude livre em seus sentimentos e em seus afetos!
Esta é a divisa da Sociedade Comunista. Em nome da igualdade, da
liberdade e do amor, fazemos um chamado a todas as mulheres
trabalhadoras, a todos os homens trabalhadores, mulheres camponesas e
camponeses, para que resolutamente e cheios de fé, se entreguem ao
trabalho da reconstrução da sociedade humana para fazê-la mais
perfeita, mais justa e mais capaz de assegurar ao indivíduo a
felicidade a que tem direito.
A bandeira vermelha da revolução social que tremulará, depois da Rússia,
em outros países do mundo, proclama que não está longe o momento em
que poderemos gozar do céu na terra, ao que a humanidade aspira desde
há séculos.
Fonte:
Recados do Aarão
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