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26/08/2007
A Bíblia
A
COMPROVAÇÃO DA BÍBLIA
(Por Padre Inácio)
“A BÍBLIA é a consolidação da civilização e das experiências
da humanidade, e é incomparável”, disse um periódico publicado
pela Universidade Chung Shang, de Guangzhou, China.
Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão fez a seguinte declaração:
“A existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior benefício
que a humanidade já recebeu. Qualquer tentativa para depreciá-la...
é um crime contra a humanidade.” The Encyclopedia Americana diz:
“A influência da Bíblia de maneira alguma se restringe a judeus e
cristãos... Ela é agora encarada como um tesouro ético e religioso
cujo inexaurível ensino promete ser ainda mais valioso à medida que
cresce a esperança de uma civilização mundial.”
Analisemos outra questão com respeito à Bíblia. Será que ela é
historicamente exata? Alguns acham que a Bíblia não passa de uma
compilação de lendas sem base histórica. Veja, por exemplo, o caso
do famoso Rei Davi, de Israel. Até recentemente, a única base para
atestar sua existência era a Bíblia. Embora historiadores
conceituados o aceitem como personagem real, alguns cépticos tentam
descartá-lo alegando que se trata de uma lenda, fruto da propaganda
judaica. O que mostram os fatos?
Em 1993, encontrou-se nas ruínas da antiga cidade israelita de Dã
uma inscrição que menciona a “Casa de Davi”. A inscrição era
parte de um destroçado monumento do nono século a.C., erigido em
comemoração a uma vitória dos inimigos dos israelitas. De repente,
ali estava, fora das páginas da Bíblia, uma antiga referência a
Davi. Era significativa?
Comentando a descoberta, Israel Finkelstein, da Universidade de Tel
Aviv, disse: “O niilismo bíblico caiu da noite para o dia com a
descoberta da inscrição sobre Davi.” Digna de nota foi uma declaração
do Professor William F. Albright, arqueólogo que passou décadas
trabalhando em escavações na Palestina: “Inúmeras descobertas
comprovaram a exatidão de incontáveis detalhes e fizeram com que se
reconhecesse cada vez mais o valor da Bíblia como fonte histórica.”
Perguntamos novamente: 'Diferentemente do que acontece com os épicos
e as lendas, como poderia esse livro antigo ser historicamente tão
exato?' Mas isso não é tudo.
A Bíblia também é um livro de profecias. (2 Pedro 1,20. 21) A
palavra “profecia” talvez lhe faça logo lembrar das predições não-cumpridas
daqueles que se dizem profetas. Mas deixe o preconceito de lado e abra
sua Bíblia em Daniel capítulo 8. Daniel descreve a visão de uma
luta entre um carneiro de dois chifres e um bode peludo que tinha
“um chifre proeminente”. O bode venceu, mas seu grande chifre foi
quebrado.
Em seu lugar, surgiram quatro chifres. O que significa essa visão? O
relato de Daniel continua: “O carneiro que visto, tendo dois
chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo
representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre
os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi
quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá
quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu
poder.” - Daniel 8,3-22
Essa profecia se cumpriu? A escrita do livro de Daniel foi concluída
por volta de 536 a.C. , o rei macedônio, Alexandre, o Grande, que
nasceu 180 anos mais tarde, em 356 a.C., conquistou o Império Persa.
Ele era o “chifre grande” que havia entre os olhos do “bode
peludo”. De acordo com o historiador judeu, Flávio Josefo, quando
Alexandre Magno entrou em Jerusalém, antes de derrotar a Pérsia, o
livro de Daniel lhe foi mostrado. Ele concluiu que as palavras que lhe
foram mostradas na profecia de Daniel se referiam à sua própria
campanha militar envolvendo a Pérsia.
Poderá ler, nos livros de história geral, sobre o que aconteceu ao
império de Alexandre após sua morte, em 323 a.C. Com o tempo, quatro
generais assumiram o controle do império e, antes de 301 a.C., os
'quatros chifres' que surgiram no lugar do “chifre grande”
dividiram o império em quatro partes. Seleuco obteve a Mesopotâmia e
a Síria. Ptolomeu controlou o Egito e a Palestina. Lisímaco governou
a Ásia Menor e a Trácia, e Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia.
Novamente, temos todos os motivos para perguntar: 'Como poderia um
livro predizer de maneira tão vívida e exata o que iria acontecer
200 anos mais tarde?'
A própria Bíblia responde a essa pergunta: “Toda a Escritura é
inspirada por Deus e proveitosa.” (2 Timóteo 3,16) A palavra grega
traduzida “inspirada por Deus” significa literalmente “soprada
por Deus”. Deus “soprou” na mente de uns 40 escritores as
informações que encontramos atualmente nos livros da Bíblia. Os
poucos exemplos – científicos, históricos e proféticos – que
analisamos nos levam a uma única conclusão. A Bíblia, esse livro
incomparável, não é produto da sabedoria humana, mas é de origem
divina. Deus o Todo-Poderoso é seu autor.
Escreveu o apóstolo São Pedro: “Porque a profecia nunca foi
produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus
falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1,21).
APENAS UM DETALHE
A palavra “pim” ocorre apenas uma vez na Bíblia. Nos dias do Rei
Saul, as ferramentas de metal dos israelitas eram afiadas por
ferreiros filisteus. A Bíblia declara que o preço de tal serviço
era “um pim para as relhas de arado e para os enxadões, e para os
instrumentos de três pontas, e para os machados, e para prender a
aguilhada.” - 1 Samuel 13,21.
O que era um pim? A resposta a essa pergunta permaneceu um mistério
até 1907 d.C., quando o primeiro pim foi encontrado numa escavação,
na antiga cidade de Gezer. Tradutores bíblicos do passado tinham
dificuldade para traduzir a palavra “pim”. Por exemplo, a Versão
Brasileira, de 1947, verte 1 Samuel 13,21: “Tinham, porém, limas
para as picaretas, para as enxadas, para os forcados e para os
machados, e para concertar as aguilhadas.”
Hoje em dia, os eruditos sabem que o pim era uma medida de peso com
7,82 gramas em média, ou aproximadamente dois terços de um siclo,
uma unidade básica de peso, hebraica. Um pim de fragmentos de prata
era o preço que os filisteus cobravam dos israelitas para afiarem as
suas ferramentas. O sistema de pesos por siclos deixou de ser usado após
a queda do reino de Judá e da sua capital, Jerusalém, em 607 a.C.
Então, como é que a medida do pim confirma a veracidade histórica
do texto hebraico?
Alguns eruditos argumentam que os textos das Escrituras Hebraicas,
inclusive do livro de Primeiro de Samuel, datam da era helenística-romana,
chegando até o segundo e o primeiro século a.C. Por isso se afirma
que “[tais textos] 'não são... históricos', de pouco ou de nenhum
valor para a reconstrução de um 'Israel bíblico' ou 'antigo
Israel', sendo ambos simplesmente invenções modernas da literatura
judaica ou cristã.”
No entanto, referindo-se à medida de pim mencionada em 1 Samuel
13,21, o insígne William G. Dever, professor de arqueologia e
antropologia do Oriente Próximo, disse: “Não é possível que
tenha sido 'inventado' por escritores que viviam no período helenístico-romano
alguns séculos depois de esses pesos já terem desaparecido e terem
sido esquecidos.
De fato, este pequeno trecho de texto bíblico... não poderia ser
entendido até o começo do século 20 a.C., quando os primeiros
exemplos arqueológicos reais surgiram, com a palavra pîm escrita em
hebraico.” O professor prosseguiu: “Se as histórias bíblicas
fossem todas 'invenções literárias' da era helenística-romana,
como apareceu esta história específica na Bíblia Hebraica?
Naturalmente, poderia se objetar dizendo que o incidente do pim é
'apenas um detalhe'. Isso é verdade; mas conforme é bem conhecido,
'a história é composta por detalhes'.”
São João Crisóstomo (347-407), Bispo de Constantinopla e Doutor da
Igreja afirmava: “Eis a causa de todos os males – o nosso
desconhecimento da Bíblia Sagrada.” Disse Jesus Cristo: “Errais não
conhecendo as Escrituras Sagradas, nem o poder de Deus.” (Mateus
22,29).
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja e da Teologia
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Tel.(24) 3337-6385
PS: Infelizmente, em Hong Kong a Biblia está para ser proibida de
circular porque segundo o governo "contém muitas passagens
pornográficas"... Imaginem como o demônio age nestes corações
mortos...
Fonte:
Recados do Aarão
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