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23/08/2007
Alienação
religiosa
ALIENAÇÃO
DO FERVOR RELIGIOSO
Padre Inácio José do Valle
“A era moderna é tão religiosa como qualquer período histórico
anterior e, em alguns lugares, é ainda mais”.
Peter Berger, Sociólogo e Teólogo
Professor na Universidade de Boston, EUA.
Depois do 11 de setembro de 2001, do funeral impactante do Papa João
Paulo II, da sinistra doença da depressão e da guerra contra o
terrorismo mundial atraíram uma atenção especial para o papel da
religião no nosso mundo pós-moderno.
Tenhamos muito cuidado com o fervor religioso na era da internet.
Vivemos a era da “rede internacional da alienação religiosa”. O
senso crítico não existe na multidão. A manipulação em nome de
Deus é um escândalo, é um atentado a verdade. Escreveu a romancista
e poetisa inglesa Edith Sitwell: “O público acreditará em qualquer
coisa, desde que não esteja fundamentada na verdade”.
O
pensamento cristão foi e sempre será da qualidade transubstancial da
vida humana. Afirma o cardeal Dom Geraldo Magella: “Nós não
queremos quantidade, queremos cristãos autênticos”.
A
visão profética dos cristãos autênticos é a glória do martírio
pela pregação da verdade que liberta o ser humano de toda e qualquer
alienação: política, social, econômica, cultural e principalmente
religiosa. É mais fácil enganar as pessoas em nome de Deus e da fé,
do que em outro contexto.
“O mundo deseja ser enganado”, dizia o poeta e humanista alemão
Sebastian Brant. Os cristãos autênticos decretam: “O mundo precisa
encontrar a verdade”. Somente o conhecimento da verdade cristã,
liberta o alienado, o manipulado e o engano dos falsos líderes
religiosos, que pregam um fervor religioso capitalista.
O
papa Bento XVI afirma: “As religiões são consideradas todas
equivalentes. Mas isso é falso. Existem, de fato, formas religiosas
degeneradas e corruptas, que não edificam o homem, mas o alienam”.
Diz sobre as seitas: “A cada dia nascem novas seitas e se realiza
aquilo que diz São Paulo Apóstolo sobre o engano dos homens, sobre a
astúcia que tende a induzir ao erro”.
“A igreja está definitivamente na moda”, diz Adriano Schwartz,
doutor em teoria literária pela USP. Qual é a igreja que está na
passarela da moda? Não é a Igreja de Cristo, da Virgem Maria e dos
santos apóstolos, dos Padres do Deserto, dos mártires, dos
apologistas, dos monges, da tradição patrística, dos santos
doutores, da Sagrada Escritura, como Palavra de Deus, da Teologia da
Cruz, do Papa e da Santíssima Eucaristia .
Não
é a Igreja definida pelo Doutor da Graça, Santo Agostinho como: Una,
Santa, Católica e Apostólica. Não é a Igreja que luta pela justiça
social.
A
igreja que está na moda é a que prega a teologia da prosperidade, o
fervor religioso do carismatismo emocional e da catarse, é a igreja
do discurso pétreo dos três ‘pês’: “placebo, paliativo e
panacéia”, é a igreja da corrupção política e econômica, é a
igreja dos profissionais oportunistas.
Afirma o Dr. Haroldo Malheiro D. Verçosa, professor de direito
comercial na USP: “Verdadeiramente existe no fundo de tudo uma luta
pelo poder político e econômico, na qual a religião participa como
um pretexto, freqüentemente cooptada por oportunistas, tal como fez o
imperador Constantino no passado”.
A
matriz do pandemônio da alienação do fervor religioso é o Estados
Unidos. O pesquisador George Barna calcula que, só nos Estados
Unidos, mais de 10 milhões de pessoas que se definem como nascidos de
novo encontram-se atualmente sem igreja. As pessoas ficaram
desiludidas e cansadas e muitas não querem voltar para a igreja local
na sua condição atual.
O
teólogo Philip Yancey declara que há muita gente desapontada com a
Igreja nos Estados Unidos. O teólogo protestante diz mais:
“Parece-me que a Igreja está mais propensa a afastar as pessoas de
Deus do que a aproxima-las Dele”.
O
presidente da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos Jack
Graham disse: “A Aliança Batista Mundial (ABM) está se tornando
uma organização marginalizada e vem tendo uma influência cada vez
menor para o Evangelho de Cristo no mundo”. A crítica desse porte a
ABM, demonstra a decadência protestante nos Estados Unidos.
A
decadência dogmática protestante nos Estados Unidos é definida a
partir do avivalista de Nova Iorque, advogado e pregador presbiteriano
Charles Finney (1792-1875). O pastor Michael S. Horton afirma que
Finney “não apenas abandonou o princípio fundamental da Reforma (a
justificação pela fé), tornando-se um rebelde contra o cristianismo
evangélico, como também rejeitou as doutrinas que tem sido
acreditadas por católicos e protestantes (tais como o pecado original
e a expiação vicária). Por isso, Finney não é simplesmente um
arminiano, mas um pelagiano. Ele não é apenas um inimigo do
protestantismo evangélico, mas também do cristianismo histórico, no
mais abrangente sentido da palavra”.
O
avivalista novaiorquino transformou a doutrina ortodoxa reformada de
avivamento, para o avivalismo herético arminiano e pelagiano. O
resultado dessa mudança hoje nos Estados Unidos e em outras partes do
mundo, é a alienação do fervor religioso. Daí o fundamentalismo,
fanatismo e o “evangelho sem cruz”. “Qualquer evangelho que
proclama o amor de Deus sem ressaltar que seu amor O levou a pagar, na
pessoa de seu Filho, na cruz, o preço final pelos nossos pecados, é
um falso evangelho”, diz o pastor James Montgomery Boyce.
A
miseriabilidade da “graça barata” dos crentes americanos,
envergonha o mundo. Leiamos a reportagem dos três jornalistas de
Atlanta e Nova Iorque: William C. Symonds, Brian Grow, John Cady, de
cujo título: Igreja Evangélica é grande negócio nos Estados
Unidos. (Jornal Valor, 07 de Julho de 2005, p. A12)
Igreja é o que não falta em Houston, uma cidade mergulhada no coração
do chamado Cinturão Bíblico americano. Portanto, é surpresa que a
maior da cidade – e dos EUA – esteja localizada em uma esquina
deteriorada que a maioria da população jamais sonharia em visitar.
Ainda assim, 30 mil pessoas enfrentam nos fins de semana o trânsito
ruim das vias estreitas que levam à Igreja Lakewood, para ouvir o
pastor Joel Osteen com suas mensagens de otimismo.
Um
homem de 42 anos e aparência jovem, com um sorriso constante no
rosto, ele garante aos milhares que aparecem a cada um dos cinco
cultos do fim de semana que “Deus tem um grande futuro para você”.
Seus cultos são tocantes e sempre incluem sua esposa, Victoria, que
lidera os fiéis e sua mãe Dodie, que discute passagens da Bíblia.
Osteen é tão popular que quase quadruplicou a freqüência desde que
assumiu o púlpito de seu falecido pai em 1999, conseguindo fiéis de
outras igrejas, além de multidões de não convertidos.
Osteen diz: “Outras igrejas não evoluem e perdem fiéis por não
mudarem com os tempos”.
O
pastor Joel é um dos empreendedores evangélicos da nova geração
que estão transformando sua ramificação do protestantismo em um dos
grupos religiosos mais influentes e de mais rápido crescimento nos
EUA. O sucesso fulminante desses empreendedores é moldado no setor
empresarial. Eles tomam emprestadas ferramentas que vão do marketing
de nicho à contratação de profissionais com MBA para conseguirem números
maiores de fiéis.
Para atingir essas massas, os lideres mais espertos estão criando
Escolas Dominicais que se parecem com a Disney World e cafés nas
igrejas com o mesmo tipo de apelo da rede Starbucks. Embora a maioria
mantenha uma visão religiosa rígida, eles descartam os hinos
antiquados em favor da adoração multimídia e criam serviços para
atender todos os tipos de necessidades do consumidor, de
aconselhamento em divórcios e ajuda a pais com filhos autistas.
Como Osteen, muitos oferecem uma mensagem de otimismo entrelaçada com
uma religiosa. Para fazer os novatos se sentirem em casa, alguns
deixam de lado o simbolismo religioso padrão – até os quesitos básicos
como a cruz e os bancos – e projetam igrejas que se parecem mais com
casas de espetáculos modernas do que com locais tradicionais de adoração.
(Ler: Rm 12:1,2; Tg 4:1-6; I Pd 1:14-19; I Jo 2:15-17).
Os
novos líderes dessas igrejas estão disseminando suas idéias de
todas as maneiras possíveis. O Novo Testamento, por exemplo, está
sendo encartado em revistas de moda voltadas para diferentes segmentos
de mercado – existe até uma versão hip-hop e uma voltada para
garotas adolescentes.
A música
cristã atrai milhões de jovens – que de outro modo jamais pisariam
em uma igreja – proporcionando de tudo, de rock alternativo ao punk
e o “screamo” (músicas com letras religiosas que não são
cantadas e sim gritadas). (Ler: Hab 2:9,10; Amós 5:23, Ef 4:31).
No
entanto, na medida em que eles prosperam, tensões crescentes estão
havendo com os protestantes da corrente principal, que se sentem
ofendidos por suas políticas conservadoras e marketing descarado.
“Jesus não era capitalista; é só ver o que ele diz sobre o quanto
é difícil entrar no céu se você é um homem rico”, afirma o
reverendo Robert W. Edgar, secretário geral do Conselho Nacional de
Igrejas de tendências liberais.
Especialmente controvertidos são lideres como Osteen, que defendem a
riqueza material e dizem aos seus seguidores que Deus quer que eles
sejam prósperos. Em seu livro, Osteen fala do desejo de sua esposa,
Victoria – uma loira exuberante que se veste com roupas da moda - de
querer comprar uma bela casa alguns anos atrás, antes que o dinheiro
entrasse no orçamento da família. Ele achou que seria impossível.
“Mas Victoria teve mais fé”, escreveu ele. “Ela me convenceu de
que poderíamos viver em uma casa elegante... e vários anos depois
isso aconteceu”. (Ler: Mt 6:19-21; 19:21,22; Lc 14:33; I Tm 6:7-11).
“Daquele que acredita que o dinheiro pode fazer tudo, pode-se
suspeitar com fundamento que será capaz de fazer tudo por
dinheiro”,disse Benjamim Franklin ex-presidente dos Estados Unidos.
Igrejas sem Cruz
Alguns líderes evangélicos reconhecem que o materialismo flagrante
pode aumentar o espectro da comercialização. Kurt Frederickson, um
diretor do Seminário Teológico Fuller, de Pasadena, na Califórnia,
alerta: “Precisamos ser cuidadosos quando um pastor vira um
executivo-chefe e passa a se orientar pelo mercado, caso contrário
poderá haver uma reação contra as mega-igrejas, assim como há
contra a Wal Mart”.
Muitos evangélicos afirmam estar só tentando atender as demandas não
cumpridas pelas igrejas tradicionais. Craig Groeschel fez uma pesquisa
de mercado com pessoas da área que não freqüentam igrejas – e
ouviu muita coisa.
“Eles diziam que as igrejas estão cheias de hipócritas e que são
chatas”, lembra-se. Então, criou a igreja da Vida para acabar com
esses preconceitos, com animados serviços multimídias em um ambiente
que se parece com algo entre um concerto de rock e uma cafeteria.
Uma
vez estabelecidas, algumas igrejas ambiciosas transformam a disseminação
de seu conhecimento em um grande negócio. A Igreja Comunitária de
Wilow Creek, em IIlinois, criou um braço de consultoria chamado Wilow
Creek Assn. Ele ganhou US$ 17 milhões no ano passado, em parte com a
venda de consultoria de marketing e administração para 10.500
igrejas –membros de 90 denominações.
Jim
Mellado, o MBA por Harvard que o administra, comprou em 2004 um número
surpreendente de 110 igrejas e prepara líderes para fazerem seminários
sobre tópicos como liderança eficiente. “O impulso empresarial vem
do mandamento bíblico de transmitir a mensagem”, diz o fundador da
Wilow Creek, Bill Hybels, que contratou Greg Hawkins, MBA por Stanford
e ex-consultor da Mckinsey, para conduzir a administração diária da
igreja. Os métodos da Wilow Creek viraram caso de estudo na Harvard
Business School.
A
abordagem voltada para o consumidor adotada por Hybels é evidente na
Wilow Creek, onde ele aboliu vitrais, bíblias e até a cruz no recém-construído
santuário para 7.200 pessoas, de US$ 72 milhões. O motivo? Uma
pesquisa de mercado sugeriu que esses símbolos tradicionais podem
afastar pessoas que não vão à igreja.
Todo esse crescimento, mais o dízimo que muitos evangélicos
encorajam, está gerando rios de dinheiro. Uma igreja americana
tradicional possui menos de 200 membros e um orçamento anual de US$
100 mil. Uma mega-igreja atrai em média US$ 4,8 milhões, segundo
estudo feito em 1999 pelo Hartford Seminary, um dos poucos que existem
sobre o assunto. O dinheiro está alimentando o boom de construção
dessas igrejas.
Apesar de seu sucesso, cuja continuidade aparentemente não tem como
ser impedida, os evangélicos precisam lutar com forças poderosas da
sociedade americana. As fileiras de americanos que não demonstram ter
nenhuma preferência religiosa quadruplicaram desde 1991, para 14%
segundo pesquisa recente.
As
grandes denominações – incluindo a Igreja Metodistas Unidos e a
Igreja Presbiteriana – vêm encolhendo há décadas e já perderam
mais de 1 milhão de membros somente nos últimos dez anos.
Hoje, os protestantes da corrente principal respondem por apenas 16%
da população dos EUA, segundo o cientista político John C. Green,
da universidade de Akron.
Rica, bela e bem sucedida, a cantora pop star Madonna disse: “Nós,
americanos, somos obcecados por valores totalmente errados, como ser
bonito, ter dinheiro no banco, ser bem sucedido”.
Muitas igrejas estão vivendo na porta larga e no caminho espaçoso,
Mt 7:13,14.
Na Reforma protestante foi dito:
Cristo sim, Igreja não.
Na Revolução Francesa:
Deus sim, religião não.
Na Revolução Científica:
Evolucionismo sim, criacionismo não.
Na Revolução Comunista:
O homem sim, Deus não.
No Pluralismo Religioso da pós-modernidade os axiomas são:
Relativismo sim, dogmatismo não.
Não
a ortodoxia da fé cristã bíblica e patrística, para uma parte dos
protestantes que estão negando a sã doutrina apostólica, (II Timóteo
4:1-5)
Peter Berger diz: “O que a modernidade traz consigo, mais ou menos
inevitavelmente, não é secularização, mas pluralismo – a coexistência
pacífica de distintos grupos raciais, étnicos ou religiosos na mesma
sociedade”.
Fervor religioso no divino Espírito Santo sim, alienação,
fundamentalismo, fanatismo e relativismo jamais.
“Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade
proporcionada por Deus, a fim de que em todas as coisas, Deus seja
glorificado, por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder,
pelos séculos dos séculos. Amém.
(II Pedro 4:11)
Padre Inácio Jose do Valle
Professor de Teologia e História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
Cx. Postal, 84112,Cep.27255-970 V.Redonda-RJ
e-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Mas veja a VERDADEIRA IGREJA
Padre Inácio José do Valle..
A SANTA MISSA
São
João Maria Vianney (o Santo Cura D’Ars), exclamava: “Se soubéssemos
o que é a Santa Missa, morreríamos de amor”.
A
Santa Missa é o ato supremo do amor infinito da Santíssima Trindade
ao pobre pecador.
“Só por amor se deve receber Nosso Senhor Jesus Cristo na
Eucaristia, já que só por amor Ele se dá a nós”, afirmava São
Francisco de Sales.
A
Santíssima Eucaristia não é somente um sacramento, mas também um
sacrifício, em cujo cerimonial Jesus Cristo é oferecido como vítima
propiciatória. (Romanos 3,25).
É
o mesmo sacrifício da própria Cruz, pelo qual Jesus Cristo
correspondeu ao desejo de Deus, redimindo a humanidade de seus
pecados, porém realizado nos altares pelos sacerdotes de maneira
incruenta porém real.
A
Sagrada Eucaristia é o fundamento de toda a vida cristã e litúrgica
e dos ofícios religiosos celebrados em magno louvor e adoração à
Trindade Santíssima.
A
Eucaristia é o grande mistério da santíssima fé cristã. É a
representação e a atualização do Sacrifício Único da dolorosa
Cruz do calvário. Dizia santo Agostinho: “O Sacrifício visível é
o sacramento do sacrifício invisível”.
A
Santa Missa é o canal de graça do Pai Eterno, pela qual recebemos:
curas, milagres, libertação e a salvação eterna. É inútil buscar
bênçãos fora da Missa. O cristão bem catequizado sabe que sem a
Santa Missa, só pode encontrar o engano, mentira, superstição,
simpatia e a falsa auto-ajuda.
O
grande Doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino afirma e nos garante
que na Santa Missa estão encerrados todos os frutos, todas as grandes
bênçãos, todas as graças e todos os imensos tesouros tão
abundantemente espalhados pelo Santo Filho de Deus sobre a Igreja, sua
Esposa, no Sacrifício cruento da Cruz.
São
João Crisóstomo exorta categoricamente: “Abster-se da Missa é
separar-se do Senhor Jesus Cristo”.
A
Santa Missa tem uma profunda ligação e continuidade com a última
ceia, porque foi nesta comemoração, que aconteceu a primeira Missa
celebrada pelo Senhor Jesus Cristo. Em cada Missa celebrada pelo
sacerdote, são pronunciadas as mesmas sacrossantas palavras, que
Cristo pronunciou ao instituir o Sacramento da Eucaristia: “Tomai e
comei: Isto é meu corpo, que será entregue por vós. Tomai e bebei:
Isto é meu Sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será
derramado por vós, para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória
de mim”.
“Na Eucaristia Cristo está realmente presente entre nós. A sua
presença não é estática. É uma presença dinâmica, que nos
prende para nos fazer seus, para nos assimilar a Si. Cristo atraí-nos
a Si, faze-nos sair de nós mesmos para fazer de todos nós uma só
coisa com Ele. Desta forma, Ele insere-nos também na comunidade dos
irmãos, e a comunhão com o Senhor sempre é também comunhão com as
irmãs e irmãos. E vemos a beleza desta comunhão que a Sagrada
Eucaristia nos proporciona”. (Papa Bento XVI. Homilia no
encerramento do Congresso Eucarístico Italiano, 29/05/2005).
Os
Doutores da Santa Igreja, Santo Tomás de Aquino e São Boaventura
ensinam que o Santo Sacrifício da Missa é de valor infinito, tanto
pela Vítima que é aí oferecida, que é o Corpo e Sangue, a Alma e
Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo que principalmente o oferece.
Vivemos a era da internet. Velocidade da comunicação, mudanças rápidas,
quebra de paradigmas, paradoxos morais e diversas manifestações
espirituais, cujos valores não correspondem a ortodoxia bíblica e
tradicional da Madre Igreja. Precisamos urgentemente fundamentar todo
o nosso pensar e agir na doutrina do Divino Salvador, Jesus Cristo.
Ele e o seu ensino não mudam nunca. (Hebreus 13,8).
Somos renovados em cada Missa celebrada: sua Paixão, Morte e gloriosa
Ressurreição.
Somente o poder do amor de Deus, a maravilhosa graça de Jesus e a
santíssima fé cristã, recebida e iluminada pelo divino Espírito
Santo, nos garante verdadeiramente vida de felicidade no Santíssimo
Sacrifício da Missa.
Para uma profunda reflexão, cito o pensamento extraordinário do diácono
São Lourenço, que sofreu o martírio a 10 de agosto do ano 258, em
Roma: “Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças,
que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”.
Fonte:
Recados do Aarão
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