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22/08/2007
IGREJA INABALÁVEL

 

 

(Abaixo um texto filosófico, verdadeiro voto de confiança na Igreja Católica, escrito pela então futura Santa Teresa de Los Andes. Escrito quando ela tinha apenas 18 anos, isso mostra uma luz do Espírito Santo sem precedentes, sinal de que Deus age entre os que lhe são submissos, desde a mais tenra idade. O texto naturalmente que traz apenas as batalha da Igreja até o início do século passado, imagine o que ela teria para apresentar hoje, por tudo o que já vivemos desde então. Quão vibrantes e confiantes não seriam as suas palavras, neste tempo negro onde a fé parece morrer e a Igreja se eclipsar?)
Fonte> http://www.revolucao-contrarevolucao.com/verartigo.asp?id=46
Corria o ano de 1918. A jovem Joana Fernández Solar, dedicada estudante de História, apresenta três composições literárias ao Concurso Geral da Vicária, que a levaram-na a obter o primeiro prêmio, outorgado pela Academia. É esta mesma jovem, que poucos meses depois ingressará nas Carmelitas de Los Andes chamando-se a partir daí Teresa de Jesus, e que veneramos com o nome de Santa Teresa de Los Andes.
Transcrevemos trechos da primeira das composições mencionadas, titulada expressivamente “Demolidores e Criadores”. O conteúdo desta composição revela traços admiráveis e pouco conhecidos de seu pensamento e sua personalidade. Sua visão de conjunto sobre decisivos acontecimentos históricos dos últimos séculos; a convicção com que esta jovem, que com seus 18 anos, passeia pelos campos da teologia e da filosofia da História; e, sobretudo, sua fé na Igreja militante, constituem um reconfortante exemplo, uma admirável lição, para todos aqueles que lutam em defesa dos valores da civilização cristã. 
 “Sombra e Luz na Idade Moderna“, por Joana Fernández Solar (1900-1920)
DEMOLIDORES E CRIADORES
“Há um poder sempre reinante, uma dinastia que não conhece ocaso, uma luz que jamais se extingue, e este poder tem sido sempre combatido, esta dinastia sem cessar perseguida, esta luz está continuamente circundada de trevas. Eis aqui a eterna história do poder da Igreja; da dinastia do Papado; da luz, da verdade. Enquanto tudo passa e perece a seus pés, a Igreja mantém-se erguida, porque está sustentada pelo poder do alto. Abramos a cortina do cenário dos povos modernos, e veremos que, em cada século, os filhos da Igreja têm que levar a seus lábios a trombeta guerreira. Esta luta não terminará porque eterno é o antagonismo entre a sombra e a luz. Enquanto os filhos da sombra demolem, os filhos da luz regeneram. Daí o título que adotamos: ‘Demolidores e Criadores’.
O que se passou no século XVI? Os países da Europa se incendiaram no fogo de guerra fratricida. Na Alemanha um astro sinistro se interpõe entre as almas e o sol da verdade: Lutero e seus sequazes dão o grito de guerra, o alvo de seus ataques é a autoridade da Igreja. Creres no que queirais!… Qual é o fruto desta rebelião? A destruição da comunhão de idéias. As nações se vêem inundadas em sangue, as almas envoltas nas trevas do erro, e a heresia, como rio desbordado, arrasta às massas populares, à nobreza, os tronos até os ministros do altar. Os canais por onde Deus derrama as graças sobre as almas estão, pois, envenenados.
“Mas, será possível que o mundo pereça? Não, eis que um novo astro surge no horizonte; é o ferido de Pamplona, Inácio de Loyola, que cai como soldado de um rei terreno e se levanta como guerreiro do Rei do céu. Veio alistar una companhia que não manejará a arma nem empunhará a espada. Quereis conhecer suas armas? O Crucifixo! Seu lema? Tudo para a maior glória de Deus! Seus soldados se derramaram por toda parte, e, portadores da luz da verdade, vão deixando atrás de si um sinal luminoso; luz derramam na Europa, na controvérsia, na pregação, no ensinamento; luz derramam nas Índias com Francisco Xavier que regenera nas águas do batismo milhões de almas; luz derramam os soldados da nova milícia por onde quer que dirigem seus passos”.
“Demos volta à página do século XVI e veremos no século seguinte o mesmo espetáculo de sombra e luz, de demolidores e criadores. No século XVII vemos destacar-se entre as sombras uma figura de aspecto rígido e severo: Jansênio que lança a frieza e a sombra por onde passa. A chama de amor vacila e acaba por extinguir-se com seu grito ímpio: Cristo não morreu por todos! Fugi do Deus do Sacramento, posto que podeis perder sua boa vontade pela vossa indignidade. Fugi, Fugi!’.., clamam os demolidores do século XVII, e as almas aterradas fogem... se enregelam e se perdem!…”
“Deus estava ferido no mais delicado de seu amor.., o Verbo pronuncia uma vez mais a palavra criadora que vai a fazer brilhar a luz no meio das trevas: em Paray-Le-Monial se levanta um sol esplendoroso e vivificante. Jesus Cristo mostra a uma humilde visitandina seu Coração aberto, abrasado em chamas de amor, se queixa do esquecimento dos homens e os chama a todos com insistência. A legião jansenista grita: Fugi, fugi!,,, A voz de Paray-Le-Monial chama em contrário: Venham, venham! A negra bandeira do terror cederá ante o formoso estandarte do amor, és isto tudo? Não, ali está o grande apóstolo da caridade, São Vicente de Paula, que à imitação do Divino Mestre, chama ao pobre, ao enfermo, ao menino; para todos há lugar em seu coração”.
“A luta não terminou; o inimigo espreita sempre à Igreja. A tempestade é mais terrível do que nunca no século XVIII, Os corifeus da maldade, Voltaire e Rousseau aparecem, o primeiro com o sorriso jocoso nos lábios e a blasfêmia na pluma, o segundo com o sofisma e a confusão nas idéias, e ambos com a corrupção no coração. Os pretendidos filósofos querem explicar tudo racionalmente, e proclamam à face do mundo que não há Deus, e arrancam a Cristo do coração de nobres e plebeus, e ainda se atrevem a arrancar-lo do coração da criança.
Parem infames! Está ultrapassada vossa medida, esse santuário de inocência não pode ser traspassado, essas crianças pertencem a Jesus Cristo! Um apostolo se levanta em nome do Deus da infância. João Batista La Salle , funda as escolas cristãs, encerrando no coração dos pequeninos desvalidos a faísca da fé que se extingue por todas as partes (,.,).
“Oh Igreja, teu poder jamais será destruído! As trevas cobriram a face do universo na aurora do Tempo e ao ‘Fiat lux’ fugiram vencidas. Más tarde as sombras da idolatria cobriram ao mundo antigo, veio o Verbo e dissipou as trevas, porque o Verbo era a Luz. Hoje as sombras cobrem de novo ao orbe cristão; mas ali está a palavra de Cristo, Verdade eterna: ‘Aquele que me segue e cumpre minha palavra não anda nas trevas”.
“Oh palavra de vida! A Ti amor eterno, a Ti eterna felicidade!”.
(cfr. “Un lirio del Carmelo: Sor Teresa de Jesús- Juanita Fernández S., 1900 - 1920″, pp. 555 a 559; Imprenta de San José, Santiago, 1929).
Obs. Não tenhamos medo, portanto: a Igreja vencerá ao final! Quando Jesus tiver submetido todos os seus inimigos – e inimigos da sua Igreja – haverá, uma só instituição de pé: a Igreja Católica! E haverá um só rebanho e um só pastor!
Na realidade, o mal é fadado a ruína, porque voltado para a demolição, a destruição. Apenas o BEM constrói para a perpetuação. Resultado óbvio: um dia o mal acabará!

Fonte: Recados do Aarão

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