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11/04/2007
11:11:53 Outros Autores - No Amor do Pai (Textos extraídos do livro: Eu sou a triunfante Mãe da Eucaristia. Fora de edição) NO AMOR DO PAI – 31/08/2002. Permite que Eu te fale do Meu Amor. Vai e busca teu caderno! Senti o meu coração pulsar na vontade do Pai. E comecei a escrever o que o meu coração ditava. Foi assim... Primeiro Deus chamou-me à vida. Como uma lagarta eu vou me arrastando sobre esta terra, procurando saciar-me de cada folha verde, mal indo adiante, sem me dar conta da verdadeira Comida Eterna. Cada apetite – mais voraz que as minhas próprias paixões e sentimentos – me leva a arrastar-me em concupiscências – as minhas vontades e egoísmos – e iludo-me com os frutos da carne e seus apetites, sem notar o quanto me arrasto. Neste mundo tenebroso e frio, vou a procura de uma folha aqui e acolá, para saciar meus apetites variados, sem nunca estar satisfeita. Devastando grandes plantações, sem perguntar e nem ofuscar a minha consciência, vou dizendo que é assim... Que nada há de errado!... Mas eis que por um breve momento a Mão do meu Senhor toca-me. E quando não há mais o que de impuro provar, vem a pureza Suprema da Misericórdia em meu socorro, e vislumbro a Sua graça sobre mim, e ela me mostra a Sua Vontade. Fecham-se as portas. Entro no casulo, e vou construindo em minha volta o grande refúgio – que vislumbro pela Luz do Senhor – e começo a viver em completa dependência de meus pecados... e na Onipresença de Deus que tudo move. E assim me encontro aprisionada! Aspirando o conhecer as virtudes, vou lutando contra as vicerais atitudes que moram em mim. Mas há algo latente na alma. Por segundos vislumbro o céu. Sou um casulo, e neste casulo Deus está, com sua graça. Há tão pouco tempo e tanto a rever... E tanto a modificar!.. Maria disse-me certa vez: Um dia de cada vez e assim sucessivamente. Não escrevo para vangloriar-me, mas para relatar a Misericórdia e o Amor de Deus, e o quanto o Senhor é Supremo. Porém, quando morrer, talvez isso servirá para alguém como eu, verme e miserável, mas sedenta da Graça e do perdão do Pai. Neste mundo podre, onde a internet espalha seus males por toda a parte, onde a televisão e todos os meios de comunicação gritam que Deus não existe, e onde as falsas doutrinas mascaram a verdadeira Verdade, abrigo-me em minhas convicções e luto. Porém, por vezes caio, porque ainda, como já disse, sou larva e verme, e não deixei de rastejar sobre as minhas próprias paixões. Mas estou na crisálida do Amor, e esta crisálida me ilumina. Não importa o quanto eu caia, sempre haverá uma luz para aqueles que se abrem à Graça. E então, mesmo que com fino fio e transparente, vou tecendo meu casulo para a Graça. E assim trabalho, apesar das minhas impurezas, meu gênio estúpido, minha falta de polidez, minha intemperança e minha falta de prudência. Apesar da minha falta de modéstia, humildade e obediência, enfim, tudo o que se pode imaginar, teço de um material infalível: O olhar de Jesus que está sempre a me olhar, e a me chamar para Ele. Oh! Infalível Chama, quantas vezes caí, quantas vezes eu fiz vosso coração sofrer... Fazei que isso se transforme na chama de amor ardente: Em Ti buscar a Graça, que esta é perene. E quando, Senhor, dareis cabo à obra de Vossas Mãos? Tomo, pois, como última esperança este tempo de reclusão. Onde a luz do conhecimento divino revela ao meu pequenino ser que ressurge, a grandeza de um Deus que é Supremo, pois firme esperança, neste momento de grande provação e medo angustiante, e ansiedade por parte da minha natureza humana. Então, na minha alma, neste corpo carnal – mas minha esperança é celeste – eis que se rompe o casulo, a crisálida dos viventes. E na emoção eu grito: Abre as asas ó minha alma, lança vôos ao infinito de teu Deus. Busca o desabrochar em Deus, para as fulgurantes cores, inimagináveis do Espírito: O escarlate do Amor Misericordioso, a leveza dos Santos, a liberdade dos Justos... E tudo por certo renascerá. E se empreenderá a grande batalha. Sonho, porém, com grandes asas de luz, cintilantes como orvalho da manhã, e resplandecentes como a ternura do olhar da Mãe Maria. Porque, então, estarei ligada ao eterno e ao grandioso. Eis que eu escuto a Tua voz, pela graça da Tua bondade para comigo. Tece-me, então, a cada dia, para que eu Te adore, e sempre, e mais e mais. Faz resplandecer sobre mim a Tua graça e enaltece o Teu poder sobre as minhas vontades. Corrige-me, ó meu grande amigo. Pulsa em meu coração incessantemente. Aprisiona-me em teu poder. Eu assim quero, para que, quando partir deste mundo, no qual a Tua graça já se perdeu para tantos, eu leve somente o Teu Amor. Nada me dá mais prazer que a Tua presença. Nada me consola mais que as Tuas doces palavras. Só escrevo porque anseio buscar-Te! Quero moldar-me, para assim poder Te contemplar face a face! Para buscar o Teu querer, para buscar Tua divina Luz, para desvanecer esta triste imagem mundana que há em mim, e renascer para a imagem de filha Tua e mergulhar nos Teus Mistérios sem medos. Sim, e sentir a Tua Misericórdia. Porque quando Tu me revelas, assombroso é o Teu poder, acima da minha compreensão. Minha vida está nas grandiosas mãos do Meu Senhor e Rei. Na imensidão, o Seu olhar poda-me as arestas, para que, quando asas ganhar, possa voar ao teu encontro feliz, e com a certeza do dever cumprido. A SANTIDADE – JUNHO/2002 A santidade consiste antes de tudo em abrasar-se por um amor único e supremo, no qual se inspira o dom maior. A santidade não é conseguida pela força do querer e sim pela sua sublime ação de entrega total. Quanto mais me entrego a Deus, tanto mais Ele trabalha em meu espírito. A cada dia a santidade deve ser buscada, não só em atos, mas em sussurros e suspiros, pela busca do Altíssimo. A santidade consiste, enfim, numa grande jornada celestial a qual nos convida ao aniquilamento da vontade humana, sem se impor, mas suave e perenemente. A santidade é intransferível e a missão também, como os dons, que quando dados perdurarão na semente, buscando florescer. A santidade é algo sublime e magnífica, pois o homem na sua natureza humana se abre para a realização do celeste, e nisso santifica a vida ao seu redor. A santidade é o caminho do crisol, é a alavanca do justo, é a coroa da ressurreição. É acima de tudo o bem mais supremo, para contemplar Jesus misericordioso, face a face. Eis o mistério da Santidade: É no abandono da humanidade, que Deus revela o Divino. A CASTIDADE – JUNHO/2002 A castidade consiste em fazer a vontade do Pai, à qual todos são chamados. Ela não provém da força humana, mas do amor divino. A castidade não é sinal de tristeza, mas sim de alegria na imolação do corpo. Ser casto é partilhar do dom maior, que é a alegria dos santos. A castidade é algo que não diminui e sim enaltece, por um bem maior! É pregar nossas paixões na cruz de Cristo e com ele acender ao céu. É o abandono de ser amado, para amar o eterno. É a alegria da pureza, é a fonte de jubilosas graças, é dom supremo. A castidade não será por si só um dos dons mais valiosos? É o esvaziar-se de si para gerar Deus, é o negar-se a si mesmo, e tomar sua cruz, para se entregar nos braços do Pai. Por fim, é renunciar a própria carne, para fazer parte do Corpo Místico de Deus. É alegrar-se com os santos, é aconchegar-se ao Coração de Jesus. É ter Ele por único bem e amá-lo como esposo. É tentar ser fiel até o fim, é abrasar-se pelo amor celestial, sem sucumbir jamais ao terreno. É morrer a cada dia na carne, e nascer a cada dia para a glória. Amém. Fonte: Recados do Aarão |
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