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28/03/2007 23:14:10
Outros Autores - Fala o herege

Ou mudamos ou morremos!

Por Leonardo Boff

(Texto enviado por um amigo, sendo divulgado numa diocese de São Paulo)

Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos também Terras (homem vem de húmus=terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construímos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana.

Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais. O destino da Terra e da humanidade coincidem: ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos.

Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso? Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração posso dar como pessoa individual?

Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso. `E o tipo de economia que inventamos. A economia é fundamental, pois, ela é responsável pela produção e reprodução de nossa vida. O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva. Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca. A troca aqui é qualificada, é competitiva.

Só o mais forte triunfa. Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou desaparecem. O resultado desta lógica da competição de todos com todos é duplo: de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica da maioria das pessoas, dos grupos e das nações.
Atualmente, o grande crime da humanidade é o0 da exclusão social. Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.

Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto. Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje, as virtualidades deste tipo de economia estão se esgotando. A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto. São excluídos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil. Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha. Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros.

Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa. Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente? Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza. Que ela nos ensina? Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou, que a lei básica do universo, não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que3 soma e inclui.

Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e vírus até os seres mais complexos, somos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo. Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro.

Aqui se encontra a saída para um novo sonho civilizatório e para um futuro para nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos. Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham. Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nesh, mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha onde todos saem beneficiados sem haver perdedores.

Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição que gera o individualismo. Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.

Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade.

Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior. Urge começar com as revoluções moleculares. Comecemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, compassivos, simplesmente humanos. Com isso definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.

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OBS: Este texto do herege está sendo distribuído numa diocese do interior de São Paulo, embora seja este autor condenado pela Igreja, e proibido de falar ou escrever em nome dela. O simples fato de ele haver recebido esta condenação, e isso ser do conhecimento da quase todos os brasileiros, já seria motivo para que nada que viesse dele fosse divulgado, sequer lido.

De fato, se ninguém mais ler seus livros heréticos, fecha-se sua editora por falência, e ele tem que pegar no cabo da enxada, de onde nunca deveria ter saído. Os senhores bispos, todos eles, deveriam proibir tais escritos, por questão de obediência, jamais permitir que sejam divulgados. Também aos padres, deveria ser proibido citar seu nome como um exemplo de teólogo, somente sim, por exemplo negativo, que não deve ser imitado.

A tese que ele aqui defende, além de uma tese absurda – onde todos ganham ninguém perde – é realmente utópica, porque se não houver a mais valia nas trocas, estagna-se a produção, trava-se o processo produtivo, e cai-se num escambo miserável. O mundo de Boff, neste processo, caminharia de volta do automóvel para o burro da charrete em poucos anos. E ai sim ele verá o que á a verdadeira pobreza, a miséria degradante!

Digo herege, porque em todo seu texto, tentando dar solução para um problema global, ele não citou uma vez sequer o nome de Deus, o ÚNICO, que pode resolver estas coisas, desde que se O mantenha na frente de tudo. Sem Deus, a civilização volta do trem expresso para a cangalha do asno, num átimo de tempo. E logo não haverá mais pessoas com dinheiro para comprar livros heréticos e condenados pela Igreja.

e agora olhando bem dentro dos olhos...

Todo este fru fru seu, este palavreado cheio de “inter-retro-relacionados” e “civilizatórios”, nada mais é que a mostra do rabinho vermelho, da serpente maldita, que se chama comunismo ateu, porque sua pose é de ateu.

O senhor quer uma divisão de todos os ganhos, em igualdade de condições, num mundo de desiguais. Deus não nos fez para a igualdade, mas para a diversidade. De qualquer forma, trata-se de um cinismo fantástico o de gente como o senhor, porque quer sim, e prega a divisão e a partilha dos bens, desde que não se trate dos próprios bens. Que sejam repartidos os bens dos outros.

Tudo isso tenta subverter a Palavra de Jesus que disse a Judas: “pobres, sempre os tereis em vosso meio!” Mas hoje estes novos Judas, tentam se fazerem grandes e benemerentes diante do mundo, para assim poderem cuspir no Evangelho, e desdizer as palavras de Cristo.

Há pobres por opção, há pobres de ocasião e há pobres por convicção. Mas há também pobres por safadeza, preguiça, inveja, e TODOS estes três últimos, por absoluta falta de Deus em suas vidas. São os que esperam um coxo cheio e de graça, sem esforço e sem trabalho. E destes, nos diz São Paulo, se não trabalham não têm direito de comer.

A única revolução molecular que pode mudar o mundo é a das famílias reunidas em oração, pelo Rosário de MARIA, famílias que vivem os Sacramentos da Igreja Católica. Fora disso, não existe solução, porque será solução meramente humana.

A solução para o impasse atual da nossa civilização, não está mais nas mãos do homem, porque gente como o senhor já fez avançar demais o processo destruidor, além do que está dito: “maldito o homem que confia em outro homem, e que da carne faz seu apoio!”

Senhor Boff, quem nos meteu no abismo foi sua falsa teologia, seu falso deus de muitas faces, seu falso ecumenismo, sua falsa caridade, sua falsa igreja vermelha e barbuda, e tanto é falsa que recebeu a condenação da Verdadeira Igreja de Jesus, pelo Santo Padre.

São ex-padres como o senhor e suas falsas teologias que estão levando o mundo a auto-destruição.... Seu câncer está espalhado por toda a América Latina, e até hoje somente tem produzido frutos malditos, de invasões, mortes no campo, além de ser um fermento de ódio, potente e continuado contra os ricos, sendo o senhor mesmo um deles. A arma contra os ricos é uma catequese santa, é o Rosário e a Eucaristia.

Sim, o senhor, que como ex-frei, ex-padre, em primeiro lugar cuspiu na Igreja que investiu pesado em sua preparação intelectual, e recebeu em troca a traição, a rebeldia, e o erro doutrinário mais pernicioso das últimas décadas, que se chama teologia da libertação, um erro capaz de divinizar Che Guevara, a quem o báratro nefando consome.

Depois, cuspiu nos seus sagrados votos de Ordem, proferidos solenemente diante do Deus Altíssimo. No voto de desobediência porque o senhor continua usando seu nome de frade para emitir documentos errados, embora tenha sido calado pela Igreja.

No voto de pobreza, ao dominar uma editora e fazer dela o trampolim do sucesso literário, que tem sido conseguido a custa de escritos contra a Igreja e contra a verdade, e não se falaria errado dizendo, contra a humanidade e contra o próprio Deus a quem o senhor desafia constantemente.

No voto de castidade, não somente ao trair seu sacerdócio casando-se com uma mulher que se diz "teóloga", mas por declaradamente aprovar os preservativos nas relações sexuais, fato que a Igreja condena, também por declarar simpatias pelo pecado gay. E isso é se fazer inimigo declarado da Igreja e de Deus.

Tudo isso pesa sobre sua cabeça cheia de orgulho. Ontem mesmo, me disse uma pessoa que conhece bem sua família, que o senhor pediu a uma irmã sua que guardasse a sua batina de frei para ser com ela enterrado. Não faça isso, será sua última de desafiadora cusparada na Igreja e em Cristo. Não acumule mais brasas sobre sua infeliz cabeça.

Que Deus tenha piedade de sua pobre alma desafiadora e inconseqüente! Quem toma como o senhor, o caminho aquariano da nova era, da criação da religião universal "unindo numa só todas as faces do mesmo Deus", que se rendeu ao ecologismo xiita caminho de dominação da besta, realmente corre riscos sérios de perda eterna, até porque seus artigos constam da página internacional da fera. Ai, ai, ai!

Fonte: Recados do Aarão

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