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20/02/2009
Milagre da fé
SEITA:
UMA GRANDE MENTIRA
Padre Inácio Vale
“Os homens são tão simplórios, e tão dominados
por suas necessidades imediatas, que um mentiroso sempre encontrará
muitos prontos para serem enganados”.
Nicolau Maquiavel (1469-1527)
Político e Historiador Italiano
Não
bastassem o colapso do sistema imobiliário, o naufrágio da indústria
automobilística e o mergulho na recessão, os americanos estão agora
às voltas com uma vigarice monumental. Bernard Madoff, um figurão de
Wall Strett, sumiu com 50 bilhões de dólares de seus clientes. Na
delegacia para onde foi levado na semana passada e da qual saiu sob
fiança, ele admitiu ter montado um gigantesco esquema tipo pirâmide
– o mais manjado dos golpes financeiros. Consiste em remunerar os
clientes mais antigos com o dinheiro dos novos investidores, sem
produzir rendimentos reais. Madoff, que foi presidente da Nasdaq, a
bolsa das empresas de tecnologia, oferecia retornos estáveis de 10% e
12% ao ano para o capital investido, independentemente dos altos e
baixos do mercado. Nem mesmo a crise econômica havia batido às suas
portas: seus investimentos cresceram 5,6% até novembro, enquanto o
valor de mercado das empresas nas quais ele supostamente investia
tinha encolhido 37,7%.
O
esquema veio abaixo, como um castelo de cartas, quando clientes, de
caixa baixa devido à crise, quiseram retirar 7 bilhões de dólares
no começo deste mês. O próprio Madoff avisou os filhos de que tudo
não passava de “uma grande mentira”. (1).
O
grande intelectual inglês, autor da obra clássica Ortodoxia G. K.
Chesterton (1874-1936), escreveu: “Acreditar absolutamente em si
mesmo é uma crença tão histérica e supersticiosa como acreditar
em Joanna Southcote
(1750-1814). Ela se dizia virgem e grávida do novo Messias, e chegou
a ter muitos seguidores”.
O
fundador da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust),
Inri Cristo que garante ser nada menos que a reencarnação de Jesus e
prega sua mensagem conforme o figurino bíblico: túnica branca, manto
vermelho, sandálias de couro e coroa de espinhos.
A
quem pensa que tudo não passa de um grande teatro escreve o
jornalista Bernardo Mello Franco, mas segundo o teólogo Edson
Martins, que defendeu tese de doutorado sobre os seguidores de Inri na
Universidade Metodista de São Paulo, garante que a devoção é real
e afirma: “O movimento dele pode parecer bizarro, mas a fé dos
seguidores não difere muito das outras religiões. Eles acreditam
mesmo”. (2)
A
grande mentira pregada por muitas seitas é a salvação das pessoas
no profetismo do líder e de seus ensinos. Fora da sua seita não há
salvação e nem felicidade.
Autoritarismo, exclusivismo e detentor de ‘toda verdade’ são
características fundamentais das seitas.
NINGUÉM VOS ENGANE
No
discurso escatológico de nosso Senhor Jesus Cristo, os discípulos
perguntam: “Qual o sinal da tua vinda e da consumação dos tempos?
Jesus respondeu: “Atenção para que ninguém vos engane”. “Pois
muitos virão em meu nome, dizendo: o Cristo sou eu, e ENGANARÃO A
MUITOS”. “Pois hão de surgir falsos Cristos e falsos profetas,
que apresentarão grandes sinais e prodígios de modo a enganar, se
possíveis, até mesmo os eleitos”. Eis que eu vo-lo predisse” (Mt
24,1-24).
A arte de enganar vem desde o princípio da humanidade, tendo como
autor o diabo, o pai da mentira (Gn 3,13; Jo 8,44).
A
mentira como fundamento para toda arte do inimigo, só encontra valia
na conexão com a ganância, ambição, idolatria e todo tipo de poder
pecaminoso.
Três
terríveis pecados pretendem dominar completamente o ser humano: a ganância
de possuir muito dinheiro, o prazer desenfreado da luxúria e o desejo
ardente de ser adorado como um deus.
Tudo isso pode conseguir criando uma seita. É muito fácil enganar o
povo em nome de Deus. Uma seita ‘pode’ esconder todo tipo de
crimes. Os líderes sectários sabem que não existe da parte do
governo: municipal, estadual e federal uma fiscalização a rigor e
permanente de suas atividades.
São
sabedores dos fins obscuros das seitas poucos intelectuais, estudiosos
da matéria e algumas autoridades competentes.
A
nossa missão é esclarecer o povo sobre o perigo de certas seitas e
conclamar as autoridades para uma maior atenção e averiguação
dessas facções religiosas.
Diante de tantas seitas, não podemos ser ingênuos! Muita gente é
usada e abusada de sua fé por seitas que vêem as pessoas como
mercadorias.
São
Paulo Apóstolo sabia e nos alerta sobre esses movimentos religiosos e
suas táticas proselitistas: “Sabe, porém, o seguinte: nos últimos
dias sobrevirão momentos difíceis. Os homens serão egoístas,
gananciosos, jactanciosos, soberbos, blasfemos, rebeldes com os pais,
sem afeto, mentirosos, incontinentes, cruéis, traidores, mais amigos
dos prazeres do que de Deus; guardarão as aparências de
piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Afasta-te também
destes”.
“Entre estes se encontram os que se introduzem nas casas e conseguem
cativar mulherzinhas carregadas de pecados, possuídas de toda sorte
de desejos, sempre aprendendo, mas sem jamais poder atingir o
conhecimento da verdade. Do mesmo modo como Janes e Jambres se
opuseram á Moises, assim também estas se opõem à verdade; são
homens de espírito corrupto, de fé inconsistente. Mas eles não irão
muito adiante, pois a sua loucura será manifesta á todos, como o foi
daqueles” (2 Tm 3,1-9).
CONCLUSÃO
Há
um grande favorecimento para o crescimento da mentira sectária. A
propaganda é violenta pela televisão, rádio, cinema, internet,
revistas, livros, jornais, lojas, templos suntuosos e partido político.
Tudo isso facilita chegar ao povo o engano da falsa doutrina cristã,
a falsa prosperidade, promessas de curas, milagres, exorcismos, solução
para todos os problemas e o céu mediante os dízimos e ofertas.
Cresce junto com o avanço da ciência e da tecnologia todo tipo de
crises e a tamanha ignorância das pessoas.
Vivemos
o mundo dos paradoxos e da estupidez.
As
seitas não só trabalham pela via da lavagem cerebral como também
pela mente esturricada.
Cabe aos profissionais sérios e de boa vontade ajudar as pessoas em
seu momento de crises – principalmente afetiva – encontrarem
caminhos, ferramentas, alívio, consolo, equilíbrio e segurança na
sua potencialidade
em Jesus Cristo
e na medicina.
É
nosso dever mostrar o Cristo verdadeiro, o Cristo Filho de Deus, de
Maria, o crucificado e ressuscitado, amigo dos apóstolos, amigo de
Maria Madalena, da família de Lázaro, companheiros das nossas dores
e curas, das nossas tristezas e alegrias, daqueles que ganham e dos
que perdem, dos que vão e dos que ficam.
Infelizmente, o povo conhece o Cristo da propaganda, sectário e da
auto-ajuda.
Por
incrível que pareça ainda hoje muita gente precisa conhecer e ter um
encontro definitivo com o Cristo dos Santos Evangelhos.
Pe. Inácio José do vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de teologia de Volta Redonda
E-mail.: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
NOTAS E BIBLIOGRAFIA
(1) Veja, 24/12/2008, p.74.
(2) Revista O Globo, 30/11/2008, p.32.
VARELA, Cláudio. O Livro de Ouro da Sabedoria, São Paulo: Sapienza
Editora, 2005.
CHESTERTON, G. K. Ortodoxia, São Paulo: Mundo Cristão, 2008.
O MILAGRE DA FÉ
“Fé é crer no que não vemos. O prêmio da fé é
ver o que cremos”.
Santo Agostinho de Hipona
Bispo e Doutor da Igreja
A fé
é um fundamento. É uma posse antecipada daquilo que esperamos, mas,
que não podemos ver (Hb 11,1). Nós fomos, gratuitamente, salvos
mediante a fé em Jesus (Ef 2,8), e, “é pela fé que alguém se
torna herdeiro” (Rm 4,16). “Sem fé é impossível agradar a
Deus” (Hb 11,6), e, os vencedores do mundo serão aqueles que crêem
que Jesus é o Filho de Deus (1 Jo 5,5). Portanto, definitivamente, nós
precisamos de fé. É por meio da santíssima fé que damos testemunho
da nossa vida cristã e compreendemos a criação do nosso bom e
poderoso Criador Senhor Deus (Hb 11,2.3).
A fé
é um dom de Deus e Ele no-la dá dando-se a Si mesmo a nós. E nós
demonstramos nossa aceitação desse Dom de Deus, dando vidas para
Jesus. Assim, participando desse relacionamento pessoal com o Pai, com
o Filho e com o Espírito Santo, é que realmente nos aprofundamos na
fé.
Se
nós resistimos á tentação de termos o total controle das nossas
vidas e não tentamos conseguir tudo por nós mesmos, nos
aprofundaremos na fé em Deus, através de Sua própria orientação.
Se assumirmos, efetivamente, nossa cruz diária nos aprofundaremos na
fé em Jesus crucificado e caminharemos com menos temor. Se deixarmos
nos conduzir pela Palavra de Deus (Lc 1,38), nos aprofundaremos na fé
no Espírito Santo, que nos ensina (Jo 14,26) a ouvi-Lo através da
palavra (Rm 10,17).
O
propósito da vida é ter fé, crescer na fé e caminhar pela fé em
Deus (2 Cor 5,7). Nada mais. Será que quando voltar pela segunda e última
vez, Ele “acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8).
“A fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da
palavra de Cristo” (Rm 10,17). É pela fé que realizamos sacrifícios
e serviços em prol do Reino de Deus (Fl 2,17). Tudo fazemos apoiados
na fé, todavia, arraigados e edificados na Pessoa de Nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo (Cl 2, 6.7). Tudo que fazemos tem Cristo como
centro. Para ele é toda glória, honra, louvor e adoração para
sempre. “Porque tudo é dele, por
ele e para ele” (Rm 11,36).
Como São Jerônimo dizia: “Ignorar as Escrituras é ignorar
Cristo”, assim, se não conhecemos a Bíblia ou não buscamos
conhece-la, torna-se incorreto dizermos que mantemos um relacionamento
pessoal profundo com Jesus. Além do mais, esta falta de
aprofundamento, também demonstra que ainda não temos a devida fé e
que ainda não anunciamos a palavra Dele como deveríamos.
Ter
fé, portanto, é ter um relacionamento pessoal tão estreito com
Jesus, que a Sua palavra é a única palavra que nos interessa ouvir a
seguir. A leitura constante da Bíblia nos direciona para isto e é o
nosso primeiro passo no estreitamento definitivo, é anunciar a Sua
palavra, para que outros venham a conhecê-Lo e possam segui-Lo.
Disse Jesus: “Vem e segue-me” (Mt 19,21). Seguir Jesus Cristo é
ter fé
em Sua Pessoa
: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5), é acreditar nos seus
ensinos: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem
discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo e ensinando-as a observar tudo, quando vos ordenei” (Mt
28,18-20).
Quem segue Jesus Cristo, segue por amor e tem Ele como Mestre, Senhor
e Salvador. Os discípulos do Divino Mestre têm a salutar doutrinação
de repudiar qualquer outro mestre e outros ensinos de líderes sectários
e suas crendices. Fora de Cristo a fé é morta e a crendice é
‘esperta’ para enganar terrivelmente.
“Todavia é necessário distinguir entre fé e crendice. Esta é um
sentimento irracional, que deteriora o conceito de fé, seja citada a
superstição do número
13. A
fé, ao contrário, é um ato da inteligência humana que se aplica ao
Ser mais nobre ou Supremo: Deus. A crendice engana e frustra, ao passo
que a fé nobilita e tende a levar o homem à perfeição que lhe é
possível ou á santidade”, afirma o renomado teólogo beneditino
Dom Estêvão Bettencourt (PR, Nº 542, p. 366).
FÉ E TRADIÇÃO
“A fé equivale a um patrimônio eterno”.
Santo Ambrósio de Milão
Bispo e Doutor da Igreja
A
essência do ato de fé é a adesão da inteligência ás verdades
reveladas por Deus, em virtude da autoridade dAquele que as revela. Não
se crê porque o conteúdo da fé seja evidente, nem porque ele esteja
de acordo com as aspirações e as exigências pessoais ou atuais. A
razão formal da fé é o fato de ser ela revelada por Deus, e o
respeito de nossa inteligência lhe é devido, porque Ele não pode
nem Se enganar nem nos enganar.
A
Revelação divina nos é transmitida e claramente interpretada pelo
Magistério infalível da Igreja, ao qual devemos um assentimento
humilde e filial, seja quando se exprime em sua forma extraordinária,
seja em sua forma ordinária. Não é possível que a igreja se tenha
enganado, ensinado durante séculos uma verdade ou condenado durante séculos
um erro. Devido a sua origem divina, a fé alcança uma certeza que o
conhecimento humano mais evidente não pode atingir (uma certeza, nós
repetimos, devida Aquele que revela, e não à evidência intrínseca
daquilo que é revelado). Sempre por causa dessa origem divina, quem
quer que negue um só artigo da fé corta a fé pela base, como
explica Santo Tomás com clareza: “aquele que não adere, como a uma
regra infalível e divina, ao ensinamento da Igreja, [...] não tem o
habitus da fé. Se ele admite verdades de fé, é por outra razão
diferente da verdadeira fé. [...] Fica claro também que quem adere
ao ensinamento da igreja como a uma regra infalível, dá seu
assentimento a tudo que a Igreja ensina. Caso contrário, se ele
admite somente o que quer, e não admite o que não quer, a partir
desse momento ele não adere mais ao ensinamento da Igreja como a uma
regra infalível, mas adere à sua vontade própria” (Summa Th., II-II,
q. V. a.3).
Ora, é claro que, por causa da natureza estável da verdade e dAquele
que revela, ninguém, nem no seio da igreja nem fora dela, jamais
poderá se outorgar o poder de ensinar alguma coisa diferente ou
aposta ao que a igreja recebeu de Nosso Senhor e transmitiu ao longo
dos séculos.
São
Vicente de Lérins respondia assim aos que temiam que isso impedisse o
progresso na Igreja: “Não haverá jamais nenhum progresso na religião
e, portanto na igreja do Cristo? Certamente, haverá um progresso, e
até um progresso considerável! [...] Mas com a condição de que se
trate de um verdadeiro progresso para a fé, e não de uma mudança: há
progresso quando uma realidade cresce permanecendo idêntica a si
mesma. Há mudança quando uma coisa se transforma em outra.” (Commonitorium,
XXXIII, 1-2).
[...] A Igreja do Cristo, guardiã vigilante e prudente dos dogmas que
lhe foram confiados, nunca modifica nada neles, não lhes acrescenta
nada, nada lhes retira: ela não rejeita o que é necessário, nem
acrescenta o que é supérfluo: ela não deixa que lhe roubem o que só
a ela pertence, ela não se apropria do que pertence aos outros [...]
Eis o que a igreja sempre fez por meio dos decretos conciliares, sendo
movida (a redigi-los) pelas inovações dos heréticos. Ela sempre
transmitiu à posteridade em documentos escritos o que ela tinha
recebido dos padres pela tradição, resumindo em fórmulas breves uma
grande quantidade de noções e, mais frequentemente, especificando
com termos novos e apropriados uma doutrina antiga, para que ela fosse
compreendida”. (Ibidem, XXXIII, 15-16,19).
A
nossa santíssima fé está conectada na Sagrada Escritura, Sagrada
Tradição e no Sagrado Magistério.
Escreve São Paulo Apóstolo: “Portanto, irmãos, ficai firmes;
guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito”
(2 Ts 2,15).
CONCLUSÃO
A fé
é um grande milagre do bom Deus. Por ela somos justificados e temos
paz e felicidade com a Santíssima Trindade, conosco e com o próximo.
A fé
é a base e a posse de todo o bem supremo.
Pela fé compreendemos o escopo do mundo imanente e transcendente.
O
ser humano só pode ser realizado na espiritualidade da fé cristã.
È
a santíssima fé o fundamento abissal e hipotalássico de toda
espiritualidade.
Entender tudo isso, significa se aprofundar demasiadamente na dimensão
espiritual da fé. Aqui se encontra tudo que uma alma precisa para ser
salva.
A fé
é a opulência da alma e a maior engenharia da construção da
inteligência humana.
Tudo em nós é iluminado pela fé, cuja fonte é a luz de Cristo.
Vivemos pelo milagre da fé na Santíssima Trindade.
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
GLORIOSO SÃO JOSÉ
“Eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: José,
filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela
foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o
chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus
pecados” (Mt 1, 20.21).
No decorrer da História Eclesiástica, a Igreja foi reconhecendo a
santidade e a fidelidade de São José, até que o Santo Padre Pio IX
em 1870, no Concílio Ecumênico Vaticano I, o proclamou Patrono da
Igreja Universal. O Papa Pio II proclamou São José “Patrono dos
operários e do mundo do trabalho”.
São José, esposo castíssimo de Nossa Senhora. Modelo de esposo e de
pai.
São José, advogados dos lares cristãos, declarado pelo Papa Leão
XIII.
O dia 19 de março, a Santa Madre Igreja celebra solenemente a
santidade do seu Patrono. São muitos os testemunhos sobre esse santo
homem justo e piedoso, pai nutrício de Jesus. Com experiência Santa
Teresa d´Ávila, através dos seus escritos, demonstra uma forte devoção
particular a ele, ao registrar que, todas as vezes em que recorreu á
sua intercessão, ela nunca ficou sem resposta.
A grande mística e doutora da Igreja Santa Teresa dizia: “Quem
não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e
não errará o caminho”.
José é o pai de Jesus (Mt 1,24), agiu como o guardião de Jesus, e
providenciou sustento para Jesus e para Maria, sua esposa. É por
causa dessa paternidade legal de José, filho de Davi, que a profecia
do Antigo Testamento, que dizia que o Messias viria da linhagem de
Davi (2 Sm 7,9-16), foi cumprida.
E a fé de José, também, é outro aspecto digno de nota, pois
ela estava além de uma habilidade natural sua. Torna-se pai adotivo
de um filho concebido no ventre de uma Virgem, não era para qualquer
homem. Teria que ser um homem muito especial. José foi este
homem; com humildade, sobmeteu, totalmente, sua razão e sua vontade
á Deus. Ele aceitou as orientações do anjo enviado pelo Senhor e
tomou Maria como sua esposa ( Mt 1,20-24), e, por isso, seu
exemplo “é para todos nós um forte convite a desempenhar com
fidelidade, simplicidade e humildade, atarefa que a Providência nos
destinou” ( Ângelus, 19/03/06, Papa Bento XVI).
Na Sagrada Escritura estão as principais referências a São José, e
outras mais foram sendo acrescentadas ao longo dos anos. A Tradição
nos conta que José morreu nos braços de Nosso Senhor e de Nossa
Senhora, e, por isso, se tornou o patrono da boa morte. Como São José
é fidelíssimo e como na sua ladainha ele é chamada de “Alívio
dos miseráveis”, na hora da nossa morte podemos confiar na graça
de Cristo e nele, pois ele não deixará as nossas almas sejam tomadas
pelo medo e aflição.
A sua figura é a sua missão o Papa João Paulo II dedicou à exortação
apostólica Redemptoris custos (O protetor do
Redentor), publicado a 15 de agosto de 1989. Relembra o documento como
os cristãos, desde os primeiros séculos, dedicaram a este santo uma
particular devoção, pois “assim como cuidou com amor de Maria
e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo assim também
guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja” (nº1).
Toda a vida do glorioso São José passou-se no silêncio, na
humildade, no trabalho e na proteção da Sagrada Família.
O Glorioso São José é o santo da profunda
espiritualidade do silêncio.
Não consta na Bíblia o registro de suas palavras.
São José é o agente secreto do bom Deus. Tudo foi realizado
corretamente na graça e na sabedoria do silêncio.
Não resta dúvida, São José é um grande mestre da excelência da
vida. Ensina-nos retidão e a perfeição do bom viver.
“Se amais São José, imitai-lhe as virtudes”,
diz Santo Ambrósio de Milão.
O grande homem de Deus, fundador da Congregação dos Redentoristas,
bispo e doutor da Igreja, Santo Afonso de Ligório disse de forma
magistral: “A verdadeira sabedoria é a sabedoria dos
Santos: Saber amar a Jesus Cristo”.
ORAÇÃO
Ò Deus que nos destes São José, como exemplo de fé
viva, concedei-nos imitar seus exemplos nesta vida, para vos
contemplarmos na eternidade. Por Cristo Nosso Senhor, Amém!
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de Historia da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
Email: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Você conhece a Pia União do Trânsito de São José
PIA UNIÃO DO TRANSITO DE SÃO JOSÉ
(pelos agonizantes de cada dia)
Com o fim de levar os cristãos ao piedoso costume de auxiliar com orações
e boas obras os moribundos de cada dia, fundou-se na Igreja do Trânsito
de São José, em Roma, a 17de fevereiro de
1913, a
Pia União do Trânsito de São José. Sabemos pelas estatísticas que
são milhares e milhares de pessoas que morrem diariamente, mesmo em
cada minuto que passa. Vale a pena lembrar-nos muitas vezes dos
agonizantes de cada dia e rezar por eles para que tenham uma boa
morte.
São Pio X recomendou expressamente esta Pia União no Breye de 12
fevereiro de 1914, enriquecido-a com muitas indulgências, Também o
Papa Bento XV e Pio XI, além de a recomendarem calorosamente aos fiéis,
mostraram o quanto a estimaram,
inscrevendo-se na mesma.
Para você pertencer a Pia União do Transito de São
José e gozar de seus favores,é suficiente rezar diariamente
pelos moribundos. Pode se fazê-lo, mais vezes, com a seguinte
jaculatória:
São José, Pai adotivo de Jesus Cristo e verdadeiro
esposo da Maria Virgem, rogai por nós e pelos agonizantes deste dia
(ou desta noite).
OBS: quem quiser inscrever-se, gratuitamente,
na “Pia União do Transito de São José”, poderá fazê-lo,
diretamente com o Padre Pedro Antônio
Bach, NDS, enviando sua correspondência para um dos seguintes
endereços:
Escritório Central São José de São Paulo:
Rua Agostinho Gomes, 1968-Ipiranga – São Paulo – SP – CEP
04206-001.
Telefone: 11 6867-1903 e e-mail: pedrobach@uol.com.br
Site de São José: www.gloriososaojose.org.br
Fonte: Recados do
Aarão
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