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06/07/2008 Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos".
Constatação lamentável
Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos pais. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca. Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito. Na medida em que o permissivo substituiu o autoritarismo,os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram
formais e veneravam seus pais. Mas, na medida em que as
fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se
desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus
filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem.
E são os filhos quem, agora, esperam
respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as
suas idéias,seus gostos, suas preferências e sua forma de
agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para
tal fim.
Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais quem têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, a permissividade sufoca. Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito. "Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos". Mônica Monasterio ***Quem caminha descalço não deve semear espinhos.
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OBS: Para comentar este texto, e todas
as boas idéias que levanta, seria preciso escrever um livro, senão
uma enciclopédia. E não vou fazer nem um nem outro.
O grande problema educacional do nosso
tempo, foi ter a sociedade aceitado o convite do diabo, para estudar
nos currículos propostos por ele. Ardilosamente, enquanto os pais
dormiam, ele conseguiu montar nas escolas de nossos filhos um
sistema de ensino voltado a gerar tiranos e rebeldes, maus cidadãos
e principlamente revoltados contra Deus e a Igreja Católica.
Como sempre tenho dito: uma
escola que não leva para Deus, não é uma escola de Deus.
E se não é de Deus é do nosso inimigo. Milhões de maus psicólogos,
e de maus formadores, ensinados exatamente nestas escolas anti-Deus,
passaram a pregar que qualquer tipo de castigo imposto por um pai a
um filho rebelde, por mínimo que fosse, era um ato execrável, e
gerador de filhos com problemas psicológicos. O que é uma grande
mentira!
Então os pais foram coibidos de usar
qualquer tipo de ação punitiva, destinada apenas a impor limites
nos pequeninos, e isso desde bem pequeninos. Um filho a quem não
foram ensinados e impostos limites, se torna uma besta insana,
rebelde e desafiadora, cujo único objetivo na vida parece ser
desafiar aos pais. Fazer os pais sofrer!
As exigências sem limites dos filhos,
impostas a alguns pais, os tornam de fato escravos deles,
especialmente quando estes tolos pais, acharam que poderiam comprar
suas crianças, com dinheiro, presentes, estudos caros e outros
mimos. Isso quando TUDO o que eles pediam era serem ensinados a ser
gente feito gente, e não feito bestinhas insanas.
Meus filhos, todos eles apanharam uns
tapas, e todos eles até os 12 anos. E jamais me arrependi disso,
como JAMAIS em toda minha vida sensurei os meus pais dos castigos
que levei, embora sim, tenha havido excessos, porque meu pai não
sabia a força que tinha. Ele fora ensinado também assim! Mas veja
se meu pai se tornou rebelede! Veja se eu sou rebelede! Veja se meus
filhos o são, e DEUS seja louvado eternamente, por todos nós.
Vou lhes contar uma boa: Contam meus
pais que, depois que nasci, desde bem pequeno comecei a testá-los.
E como era primogênito, tive direito a certos mimos. Aprendi então
que gostoso era dormir no colo de meu pai - tinha de ser ele - e
tantas vezes a noite, cansado da lavoura, ela tinha que ficar horas
inteiras nanando comigo, até eu dormir. Isso foi algumas semanas, e
cada vez pior...
Resultado: Tinha dois meses apenas
quando levei os primeiros tapas dele. Chorei por alguns minutos, e
dormi depois... E nunca mais pedi colinho a noite! E então eu
pergunto: quanto tempo ainda eu teria feito meu pai de burrinho,
caso ele não se tivesse irritado e me dado um corretivo? Mas veja
se depois, em toda minha vida não aprendi dos tapas que levei dele.
Que teria sido de mim se desde os dois meses eles não me tivessem
corrigido?
Mas vejam o que aconteceu com meus irmãos.
Nós somos 12 ao todo, e teve os primeiros oito e os últimos
quatro. Até minha irmã oitava, o sistema de educação de meus
pais foi duro, com corretivos duros e muito trabalho. Mas nenhum de
nós deu problemas depois aos nossos país, como brigas, farras,
bebedeiras.
A partir dali, entrou no mundo a
psicologia maldita, e meus pais se fizerem burrinhos dos quatro últimos:
e todos eles aprontaram, torrando em festas e desatinos, parcelas
do que nós outros ajudáramos a construir. De fato, se os outros não
tivessem intervindo, poderia ter sido o caos. E ficou muito clara
para nós a lição de que, fazer todas as vontades dos filhos e
PAGAR para que façam isso ou aquilo, é o primeiro passo da ruína
familiar. Veja...
Existem muitas regras para fazer de seu
filho um bandido, mas uma delas resume todas as outras: Dá tudo
que ele pede, apóia tudo o que ele faz, acha graça de tudo o que
ele diz, deixa ele escolher a religião que quiser! Com isso,
sem uma só excessão a regra, você terá adiante um filho exigente
e preguiçoso, rebelde e mandão, verdadeiro tirano respondão, que
só lhe trará tristezas e desgostos. Ele escolherá facilmente não
ter Deus nenhum! E estará muito mais para a porta da
delegacia, que de uma igreja. Bela cruz os psícólogos da besta lhe
arrumaram!
Meu maior horror, neste sentido, é ver
pais imbecís tentando dar aos filhos aquilo que eles não tiveram.
Eu também pensava assim no começo! Isso em primeiro
lugar assume uma crítica mordaz aos próprios pais, e em segundo da
atestade de infelicidade de si mesmo. Mas de fato, penso que não
existe pai ou mãe mais idiota, do que aquele que exige ou luta para que
seu filho seja uma super cria, quando tudo o que
eles deveriam lutar para que seus filhos fossem felizes, em Deus! Com
Deus e para Deus! Não com o mundo e para o mundo!
Assim, no mínimo duas gerações de
maus pais já formaram duas gerações de maus filhos. E se para
estes o único recurso agora é os joelhos no chão, nunca é tarde
para os novos casais que começam a educar suas crianças. Pai
que ama seu filho, castiga-o.. e castiga-o com varas! Está
na Bíblia!
Marquem este ditado: criança
que não recebe nenhum corretivo, nenhum tapínha, NUNCA aprende a
ter limites nem disciplina. Mente quem diz o contrário! Ela
precisa disso, senão sempre tenderá a avançar mais e mais no domínio
tirânico sobre os pais. Óbvio que não se deve bater demais
como milhares fazem, exercitando raiva. Se você disciplinar seu
filho com verdadeiro amor, e disciplinar com a vara, saberá aplicar
nele o corretivo dentro do limite obrigatório.
Em verdade, todo pai que corrige com
amor, mas com vara, dentro do limite exato, que permita a
quebra defintiva da empáfia de seu pupilo, não precisa se
preocupar de que mais tarde ele venha a se tornar revoltado. Ele
pode até lembrar - e lembrará - mil vezes aquele
dia - e é bom que lembre para seu bem - entretanto pai,
prefira isso a ter que, no dia do Juizo, ver seu filho acusando-o de
ter-se perdido, por falta de correção em tempo oportuno.
Mais uma coisa: caso você tenha de dar
uns tapas em sua criança, JAMAIS dê a ela o gostinho de sentir
pena do seu ato, ou arrependimento de ter batido nela. Ela percebe
isso imediatamente e na próxima vez tirará vantagem sobre você.
É inimaginável o prejuízo que isso causa.
Deve-se corrigir, fechar a cara de
bravo, não dando nenhuma chance de ela tomar as rédeas. Mesmo que
seu coração doa! E JAMAIS, se o pai corrigir, que a mãe
acoite a criança. Nem vice e versa. Isso é um horror, e nunca
amor! NUNCA corrija com uma das mãos, e alise depois com a outra,
porque sua criança se fará fatalmente de vítima, e te mortificará
e culpará pelo resto da vida.
Sim, o AMOR, acima de tudo, a ORAÇÃO,
como fortaleza de Deus. Porque, sem DEUS, não existe verdadeira edução. Mas
é necessária a firmeza na edução, a imposição de limites,
nos gastos, nos horários, nos atos e também nas palavras! Sem isso
pai, sem isso mãe, não demora e o fel da amargura fará
parte cotidiana de vosso alimento. E haja fel neste
mundo, basta ver o estado das famílias! E da juventude!
E corrigindo a última frase da autora
digo: semeie o amor em seu caminho, e nunca mais haverá
espinhos! De fato, se você está calçado, e devido a isso
vive a semear espinhos, fará com que outros se firam neles. Mais
que isso, passará a ser um espinho na carne dos outros.
Aliás, a criança, desde cedo, deve
aprender que na vida existem espinhos e tantas vezes espinhos e abrolhos, mais
que flores e perfumes. É exatamente porque milhões de pais querem
dar uma vida de flores aos seus filhos, que eles lhes dão em troca
tantos espinhos.
Enfim: qualquer psicólogo que trabalhe
contra a disciplina da criança, e com varinha, chinelo ou palmada, trabalha
contra Deus. O diabo, tantas vezes não surra aqui nesta vida, mas
certamente o fará mil vezes mais na eternidade.
Segredinho: eu ensinei todos os meus
filhos a mostrar a lingua para os adultos, e nunca me arrependi...
Mas jamais deixei de corrigi-los - e ainda o faço - mesmo que
tenham 30 anos. Mostrar a língua jamais torna uma criança rebelde,
o que a torna rebelde é não ser contida por limites.
Fonte: Recados do Aarão |
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