|
Notícias
Diversos
- Reforma litúrgica
'Reforma' da reforma litúrgica, pede mestre de cerimônias do Papa
Sábado, 09 de janeiro de 2010, 09h36 | Atualizada, 11h16
Leonardo Meira
Da Redação, com Catholic News Service e InfoCatólica (tradução de
CN Notícias)
Monsenhor Marini auxilia o Papa Bento XVI durante a bênção 'Urbi et
Orbi', no último dia 25 de dezembro
O mestre de cerimônias do Papa, monsenhor Guido Marini, indica que é
preciso uma nova reforma litúrgica, que se alinhe com a tradição da
Igreja e respeite as sugestões do Concílio Vaticano II.
O pedido da "reforma da reforma litúrgica" foi expresso em
uma palestra que Marini proferiu no último dia 6, organizada pela
Confraria do Clero Católico da Austrália e dos Estados Unidos.
O sacerdote explicou que esta reforma deveria representar um passo a
frente na compreensão do verdadeiro espírito da liturgia.
O responsável pela liturgia no Vaticano assegurou que a renovação
da liturgia deveria refletir "a ininterrupta tradição da
Igreja", incorporando as sugestões do Concílio Vaticano II no
seio dessa tradição. As reformas conciliares, insistiu, devem ser
entendidas no contexto de continuidade com as tradições de séculos
anteriores.
"A única disposição que nos permite manter o verdadeiro espírito
da liturgia é considerar tanto a liturgia atual quanto a passada como
um único patrimônio em constante desenvolvimento", assegurou.
Marini lamentou que a necessidade de renovação seja evidente,
especialmente devido à extensão mundial dos abusos litúrgicos.
"Não é difícil perceber o quanto alguns comportamentos estão
distantes do verdadeiro espírito litúrgico", disse o sacerdote,
acrescentando que "nós, os sacerdotes, somos os principais
responsáveis por isso."
Citando as obras do então cardeal Ratzinger, antes de sua eleição
como Bento XVI, o liturgista italiano enfatizou que a forma da
liturgia é estabelecida pela Igreja e não pode ser alterada
arbitrariamente por qualquer padre.
Nesse sentido, Marini condenou o "comportamento desp ótico"
dos sacerdotes que fogem às regras litúrgicas e enfatizou que a
liturgia "não está disponível para que façamos uma interpretação
pessoal dela".
"Que loucura é, efetivamente, que reclamemos para nós o direito
de mudar, subjetivamente, os sinais sagrados que o tempo foi moldando,
através dos quais a Igreja fala de si mesma, de sua identidade e de
sua fé!", exclamou.
Voltados para Deus
O liturgista vaticano também defendeu a celebração tradicional
"ad orientem" (ou versus populum, de frente para o povo),
que tem suas raízes nas origens do cristianismo.
"Em nosso tempo, o conceito de 'celebrar de frente para o povo'
entrou no nosso vocabulário comum. Se a intenção de usar essa frase
é para descrever a localização do padre, que hoje se encontra de
frente para a comunidade devido à posição do altar, isso é aceitável.
Mas seria absolutamente inaceitável no momento em que fosse utilizada
como uma proposição teológica. Teologicamente falando, a Santa
Missa, de fato, é sempre dirigida a Deus através de Cristo, nosso
Senhor, e seria um grave erro imaginar que a orientação principal do
ato de sacrifício é a comunidade".
Monsenhor Marini explicou que cada um dos aspectos da liturgia deve
estar destinado a promover a adoração. O clérigo assinalou que o
Papa Bento XVI iniciou a prática de dar a comunhão aos fiéis na língua
enquanto estão ajoelhados, que é um "sinal visível de uma
atitude apropriada de adoração diante da grandeza do mistério da
presença eucarística do nosso Senhor.
Ao mesmo tempo em que animou de coração a uma participação de
todos na liturgia, Marini também disse que ela "não seria
realmente uma participação ativa se não conduzisse à adoração do
mistério da salvação em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por
nós"==========
obs> O Papa está corretíssimo, lutemos ao lado dele. Mas como
já falei em outros artigos e cometários, ele pode esperar a guerra
se tentar implementar estas mudanças na liturgia da Missa. Será uma
revolução. Mas que seja, afinal, o que é podre e desobediente cairá,
e restará apenas a Igreja fiel a Pedro.
Fonte:
Recados do Aarão
|