11/08/2008 22:19:37
Notícias - Cientista de Deus

O cientista de Deus
Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios

Por TATIANA DE MELLO – Revista Isto É
 
Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.
 
Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.
 
A CAMINHO DO CÉU
 
Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller. (Fim)
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OBS: Coloco este artigo por alguns motivos óbvios. Primeiro para mostrar que existem sim os cientistas grandes, porque ligados em Deus. Só se é grande Nele e por Ele. Segundo para mostrar que ainda existem entidades que premiam os que acreditam em Deus, não só para premiar hereges, ateus e outros atoas. Por último para dizer que por linhas bem mais simples, mais diretas e objetivas, sem firulas nem ciências, já mostramos isso que ele disse.
 
Já mostramos aqui dezenas de nós górdios da criação, impossíveis de serem explicados pela simples inteligência humana, menos ainda pela inteligência racionalista que permeia os campos da ciência. Entre eles o da causa primeira, sem o que não se pode ir as segundas. Se não sei nem provo de onde veio a matéria, sequer o primeiro grão de pó, não posso ir adiante nos conceitos porque já não se trata de teorias, mas de alucinações.
 
O segundo nó que já apresentamos diz respeito a vida: nenhuma teoria até hoje mostrada nos prova o surgimento da vida. Entre a matéria inanimada que compõe um ser que se move, e este mesmo ser, vai um abismo de impossibilidades para o homem racional. Então, tudo o que ele afirma a partir dali, negando a Deus é início de loucura.
 
Terceiro nó, absolutamente intransponível, diz respeito à totalidade intrínseca de um ser. Este conceito derruba qualquer hipótese de evolução. Nenhum animal pode ser montado como uma máquina, um automóvel, um avião. Ele precisa surgir inteiro, completo, com todos os órgãos vitais ao mesmo tempo. Isso derruba definitivamente todo tipo de mutação, que nada mais é que um novo ato das perfeições invisíveis do Criador.
 
O quarto nó diz respeito à dualidade, macho e fêmea. Se o acaso viesse a criar porventura um animal qualquer, já completo, já perfeito, teria de criar um segundo parceiro do sexo oposto, para que houvesse a continuidade da espécie. Isso derruba qualquer tentativa de impor a evolução e as mutações, porque o Mesmo Deus que criou um, fez o outro, sempre em quantidades e já prontos e acabados, em bandos, cáfilas, récuas, cardumes...
 
Nem precisa ir mais adiante. Afinal, Deus criou tudo e nada mais importa. Para que dar ouvidos aos hereges? Não vale a pena gastar velas com defunto ruim... Parabéns ao Keller, que gaste rápido seu dinheiro, antes que a besta o devore. 

Fonte: Recados do Aarão

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