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Notícias - Vem guerra aí
VEM GUERRA AÍ
Naturalmente que isso não é para agora, de imediato, mas com
certeza um dia esta guerra virá. E como a fonte de informação é
Russa, tenham certeza de que ela estará ao lado do Irã. Mas penso
que, no dia em que os povos vizinhos vierem atacar Israel, o farão em
massa, pois este perderá o apoio americano.
Virá então o dia da vingança de Deus, para que se cumpram as
palavras do profeta Zacarias e de outros profetas: Israel vencerá,
pela força de Deus, e os seus inimigos levarão ali uma tremenda
surra, perdendo milhões de soldados. Sim, milhões! Mas somente
depois de achado o Cálice em Jerusalém!
Israel pronto para atacar o Irã sem permissão dos
EUA 04.08.2008
Fonte: Pravda.ru
Israel entrou na última fase de seu preparo de guerra contra o Irã.
A recente renúncia do Primeiro-Ministro israelense Ehud Olmert,
propositor de negociações e concessões, e diversos outros fatores,
dizem tudo a respeito de guerra iminente. A recente criação, por
Israel, do escudo estadunidense de defesa contra mísseis pode ser
outro acréscimo à lista.
A administração dos Estados Unidos tenta também usar as forças
israelenses para fazer jogo sujo contra a Rússia. A renúncia do
primeiro-ministro israelense tornou-se outro motivo para suscitar-se o
tema da guerra iminente entre Israel e Irã. Muitos políticos
israelenses desgostam do ponto de vista de Ehud Olmert a respeito da
necessidade de se conduzirem negociações com estados vizinhos, bem
como da intenção dele de discutir uma oportunidade para a devolução
das Colinas de Golã à Síria.
Há outros aspectos que testificam de uma possível guerra em futuro
muito próximo. Os Estados Unidos estão embarcando para Israel uma
estação de radar para rastreamento de lançamentos de mísseis. Além
disso, os Estados Unidos pretendem usar o radar juntamente com Israel.
Os Estados Unidos fornecerão a Israel informações precoces para
impedimento de lançamento de mísseis, bem como ajuda técnica e
financeira para a criação do sistema de defesa contra mísseis.
De acordo com o Ministro da Defesa israelense Ehud Barak, a estação
de radar será assestada em Israel antes de a nova administração dos
Estados Unidos assumir oficialmente a Casa Branca em janeiro de 2009.
A administração dos Estados Unidos acredita que a estação de radar
é necessária para defender Israel de mísseis iranianos. Ela não
empreendeu ainda o assestamento de mísseis intercipientes. Sem
embargo, é óbvio que a distância até o Irã é quase a mesma que a
distância até a Rússia, que se opõe veementemente ao assestamento
do sistema de defesa contra mísseis dos Estados Unidos na Europa.
A estação dará aos Estados Unidos oportunidade de usar livremente
seu radar voltado para a Rússia, sem quaisquer explicações ou
controle. Além disso, a estação dará a Israel mais confiança em
seu preparo para a guerra.
Israel atua de acordo com a lei da guerra e prepara-se seriamente para
atacar os alvos nucleares iranianos. Transpirou que a alta administração
israelense teve uma reunião secreta com o arquiteto da Operação Ópera,
General reformado Aviam Sela. Foi Sela quem planejou o ataque aéreo
de surpresa contra o reator nuclear iraquiano há 27 anos. Além da Ópera,
o general também elaborou e conduziu diversas operações para
destruir baterias sírias de defesa aérea no Líbano durante a
Primeira Guerra Libanesa em 1982.
Autoridades israelenses vêm falando, há cerca de uma década, da
ameaça nuclear do Irã. Entretanto, agora Tel Aviv considera
seriamente a hipótese de usar força militar contra o Irã. A questão
nuclear é obviamente a questão central na oposição entre Irã e
Israel, mais há uma questão mais global, que explica por que Israel
teme o Irã.
contexto de sua hostilidade aberta a Israel. Os pontos de vista e
intenções do Irã representam uma ameaça para o papel e o lugar de
Israel no Oriente Médio. Os armamentos nucleares do Irã colocam em
perigo a existência do Estado de Israel, mesmo que tais armamentos
sejam usados para efeito exclusivamente de dissuasão.
Há bons motivos para crer-se que Israel possa chamar para si a
inteira responsabilidade pelo início de uma ação militar contra o
Irã, se essa ação acontecer, naturalmente. O ex-chefe da Mossad,
Shabtai Shavit, disse que Israel não ficará esperando permissão dos
Estados Unidos para atacar as instalações nucleares do Irã.
A administração dos Estados Unidos não tem pressa de usar sua força
militar contra o programa nuclear do Irã. As autoridades dos Estados
Unidos preferem conduzir guerra psicológica contra o Irã, a qual bem
poderá também ser o começo de uma guerra real.
Todavia, há diversas circunstâncias que estorvam uma ação militar
de larga escala dos Estados Unidos contra o Irã. A atual estabilidade
política no Iraque e no Afeganistão deixa muito a desejar. Um
contingente limitado de tropas da coalizão no Afeganistão obviamente
não é suficiente para conduzir operações militares de larga escala
no sul da nação assolada pela guerra. As tropas dos Estados Unidos e
da coalizão somam cerca de 200.000 homens na região. O Pentágono não
pode fornecer mais.
O Irã não perderá oportunidade de revidar atingindo tubulações de
petróleo e estruturas petrolíferas de estados árabes vizinhos.
Mesmo uma ação militar leve na região poderá causar sérios danos
à economia mundial. União Européia, China e Índia são as que mais
sofreriam com a possível crise de combustível .
Os Estados Unidos não estão preocupados com competidores mais
fracos, naturalmente. Não é segredo que as economias daquelas
gigantes industriais dependem em grande parte de embarques de petróleo
bruto do Golfo Pérsico. A guerra poderia ser uma boa razão.
Vladimir Anokhin
Tradução da verção inglesa da Pravda
Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
Fonte: Recados do Aarão
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