|
9/11/2009
22:57:12
Diversos - Sobre
anglicanos
SOBRE ANGLICANOS
FONTE ZENIT
Constituição sobre anglicanos não altera celibato na Igreja latina
Santa Sé não só ratifica a disciplina, mas também seu amor
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira 9 de novembro de 2009 (ZENIT.org).-
A constituição apostólica de Bento XVI “Anglicanorum coetibus”,
para acolher grupos anglicanos no seio da Igreja Católica, que
permite a ordenação de sacerdotes casados, não altera nem a
disciplina nem o amor da Igreja Católica latina pelo celibato,
esclareceu a Santa Sé.
Uma nota de imprensa, que acompanhou nesta segunda-feira a publicação
do documento, precisa que “a possibilidade prevista na constituição
apostólica da presença de alguns clérigos casados nos ordinariados
pessoais não significa de nenhuma maneira uma mudança na disciplina
da Igreja acerca do celibato sacerdotal”.
“Este, como afirma o Concílio Vaticano II, é sinal e ao mesmo
tempo estímulo da caridade pastoral e anuncia de forma resplandecente
o Reino de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, número
1579)", conclui.
Segundo a constituição, “aqueles que exerceram o ministério de diáconos,
presbíteros ou bispos anglicanos, que respondem aos requisitos
estabelecidos pelo direito canônico e não estão impedidos por
irregularidades ou outros impedimentos, podem ser aceitos pelo ordinário
como candidatos para as sagradas ordens na Igreja Católica”.
Na realidade, a admissão às funções sacerdotais de homens casados
que exerceram ministérios em Igrejas ou comunidades cristãs ainda
separadas da comunhão católica e que buscam a comunhão plena com a
Igreja católica não é uma novidade.
Esta prática já tinha sido exposta pela encíclica de Paulo VI
"Sacerdotalis coelibatus" (n. 42) e pela declaração da
Congregação para a Doutrina da Fé de 1 de abril de 1981 sobre a
admissão à plena comunhão com a Igreja Católica de alguns membros
do clero e do laicato pertencentes à Igreja Episcopalina. (Anglicana)
A constituição apostólica esclarece também um debate que tinha
surgido em dias passados sobre a possibilidade de que nos ordinariados
pessoais de tradição anglicana possam se ordenar seminaristas
casados.
O documento estabelece que “o ordinário, em plena observância da
disciplina do celibato clerical na Igreja latina, pro regula admitirá
somente homens celibatários à ordem do presbiterado. Poderá pedir
ao Pontífice Romano, como uma derrogação do cânon 277, § 1,
admitir, caso por caso, à Ordem Sagrada do presbiterado também
homens casados, segundo os critérios objetivos aprovados pela Santa Sé”.
(Jesús Colina)
Com os anglicanos, abre-se “um novo caminho” para a unidade dos
cristãos
O sentido da constituição apostólica para fiéis que regressam à
comunhão plena
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 9 de novembro de 2009 (ZENIT.org).-
A constituição apostólica “Anglicanorum coetibus”, sobre a
instituição de ordinariados pessoais para os anglicanos que
ingressem na plena comunhão com a Igreja Católica, constitui “um
novo caminho para a promoção da unidade dos cristãos”.
Foi o que assegurou Bento XVI hoje, em um comunicado emitido pela
Santa Sé, na publicação do documento, que aparece acompanhado pelas
“Normas complementares” emitidas pela Congregação para a
Doutrina da Fé, que servirão a sua reta aplicação.
A novidade da constituição, segundo esclarece a nota vaticana,
consiste na introdução de “uma estrutura canônica que facilita
essa reunião corporativa mediante a instituição de ordinariados
pessoais”, que permitirão a grupos anglicanos entrar em comunhão
plena com a Igreja Católica, “conservando ao mesmo tempo elementos
específicos do patrimônio espiritual e litúrgico anglicano”.
“Esta constituição apostólica abre um novo caminho para a promoção
da unidade dos cristãos, reconhecendo ao mesmo tempo a legítima
diversidade na expressão de nossa fé comum”, afirma a Santa Sé.
“Não se trata de uma iniciativa que tenha tido origem na Santa Sé
–esclarece–, mas de uma resposta generosa do Santo Padre à legítima
aspiração destes grupos anglicanos”.
“A instituição desta nova estrutura marca-se na plena harmonia com
o compromisso a favor do diálogo ecumênico, que continua sendo
prioritário para a Igreja Católica”, sublinha a nota vaticana.
A Santa Sé indica que “a possibilidade prevista na constituição
apostólica da presença de alguns clérigos casados nos ordinariados
pessoais não significa de nenhuma maneira uma mudança na disciplina
da Igreja acerca do celibato sacerdotal”.
“Este, como afirma o Concílio Vaticano II, é sinal e ao mesmo
tempo estímulo da caridade pastoral e anuncia de forma resplandecente
o Reino de Deus”, acrescenta, citando o número 1579 do Catecismo da
Igreja Católica.
A Santa Sé acompanhou a publicação da “Anglicanorum coetibus” e
das “Normas complementares” com um comentário do sacerdote
Gianfranco Ghirlanda S.J., reitor da Universidade Pontifícia
Gregoriana de Roma, em que afirma que esta promulgação assim como o
processo que dará origem “marcam um tempo de ação do Espírito”.
Como explica o prestigioso canonista italiano, a constituição apostólica
é essencial, pois institui "uma estrutura canônica flexível,
dado que se pode prever que os decretos de criação dos diferentes
ordinariados terão em conta a situação particular dos diversos
lugares".
E conclui: "como o Espírito Santo guiou o trabalho preparatório
desta constituição apostólica, assim dará sua assistência na
aplicação da mesma".
(Jesús Colina)
Fonte:
Recados do Aarão
|