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Diversos - Moeda
única
MOEDA ÚNICA
(Mais um sinal do Apocalipse)
08/09/2009
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08h26
ONU defende criação de moeda global no lugar do dólar
da Folha de S.Paulo
A ONU defendeu a criação de uma nova moeda global para proteger os
mercados emergentes do "jogo de confiança" da especulação
financeira, em mais um dos golpes recentes contra o papel do dólar
como divisa de reserva internacional.
Para a Unctad (o braço das Nações Unidas para o comércio e o
desenvolvimento), uma das hipóteses é a criação de uma espécie de
banco central global (que também poderia ser o FMI, reformado), que
emitiria uma moeda de reserva "artificial" --como o bancor,
proposto por John Keynes, em Bretton Woods, em 1944.
O bancor seria uma moeda internacional
destinada a ajustar os desequilíbrios nos balanços de pagamento dos
países (que, no entanto, continuariam com suas próprias divisas).
"Uma possibilidade é que os países concordem em trocar suas próprias
moedas por uma nova, de modo que a moeda global seria lastreada por
uma cesta de divisas de todos os membros", diz relatório da
entidade, que considera o atual sistema de moeda de reserva (em que
predomina o dólar) como um dos culpados da atual crise.
Pela proposta, serão necessárias
regras que determinem que os BCs mundiais intervenham no mercado de câmbio
(para que suas moedas se valorizem ou fiquem mais baratas), dependendo
do comportamento da economia global.
A Unctad afirma ainda que, ao contrário de hoje, tanto países que têm
grande deficit (como os Estados Unidos) como os que possuem enormes
superavit (caso da China) terão que ajustar as suas contas, não
ficando mais a responsabilidade apenas com os primeiros.
Segundo a entidade, o modelo atual tem
um viés deflacionário, já que os países deficitários são
obrigados a reduzir as suas compras no exterior quando não conseguem
mais financiamento, enquanto os superavitários não têm o dever de
aumentar as suas importações. A demanda menor, portanto, reduz o preço
dos produtos.
Críticas ao dólar
As críticas ao dólar como divisa de reserva e a necessidade da criação
de uma moeda global para substituí-lo não são novidades, com países
como China e Rússia aparecendo na linha de frente dos ataques, mas a
posição do organismo das Nações Unidas é a mais forte de uma
instituição multilateral.
Ao contrário, porém, da maioria dos críticos, o relatório da
Unctad não defende a substituição do dólar pelo SDR (Direito
Especial de Saque, na sigla em inglês, a moeda do FMI que é composta
por quatro divisas: dólar, iene, libra e franco suíço). Para a
Unctad, a valorização do SDR não é suficiente para ajudar os países
emergentes em busca de liquidez.
Isso porque os países em desenvolvimento, diz, estão
sub-representados no Fundo, o que reduz os efeitos de uma maior emissão
de SDRs --cada país recebe um montante proporcional à sua cota no
FMI.
Na semana passada, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn,
defendeu o papel do dólar como a moeda de reserva internacional, mas
disse que a sua importância deve ser reduzida. Para ele, porém, essa
mudança deve ocorrer na próxima década, e não nos próximos meses.
Estímulo fiscal
O estudo da Unctad mostrou ainda que, em porcentagem do PIB, o Brasil
gastou mais em estímulo fiscal do que os EUA e os demais países
desenvolvidos.
Segundo o organismo, o governo usou 5,6% do PIB brasileiro (de cerca
de US$ 1,6 trilhão) em programas como o corte do IPI sobre carros,
eletrodomésticos e material de construção, enquanto o dos EUA
gastou 5,5% do maior PIB mundial (de mais de US$ 14 trilhões) em
planos para estimular a sua economia --porém, os americanos gastaram
81,1% do seu PIB com ajuda a bancos, ante 1,5% do Brasil.
Na média, os países ricos gastaram 3,7% do PIB com planos de estímulo
à economia. Nos emergentes, esses gastos representaram 4,7% do PIB.
Com agências internacionais
Fonte:
Recados do Aarão
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