|
7/8/2009
Diversos - Anciões da
besta
ANCIÕES DA BESTA
Por Julio Severo
“Anciões” da globalização
querem ordenação de mulheres como pastoras, padres e rabinas
Campanha dos 12 “apóstolos” da Nova Ordem Mundial critica igrejas
por exclusão de mulheres da liderança masculina
Julio Severo
O bilionário Richard Branson e Nelson Mandela, um conhecido marxista
pró-aborto e pró-homossexualismo, lançaram uma campanha
internacional contra as igrejas que se recusam a ordenar mulheres.
Para sua campanha, eles convocaram os “Anciões”, um grupo formado
por doze ex-líderes mundiais que trabalham juntos para promover a paz
e os “interesses comuns da humanidade”, e para lutar contra o
sofrimento humano.
Os “Anciões” incluem o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique
Cardoso; o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan; a ex-primeira
ministra irlandesa, alta comissária de direitos humanos da ONU e
feminista pró-aborto, Mary Robinson; a ex-primeira ministra da
Noruega, Gro Brundtland; Nelson Mandela; o ex-presidente americano
Jimmy Carter; e outros. O presidente dos “Anciões” é o arcebispo
anglicano Desmond Tutu.
Na campanha, os “Anciões” atacam a Igreja Católica, a Convenção
Batista do Sul dos EUA e todas as outras igrejas que se recusam a
permitir que mulheres se tornem pastoras, padres ou bispas. Na sua
participação, o “Ancião” Jimmy Carter comenta que abandonou a
Convenção Batista do Sul porque as mulheres são “proibidas de
trabalhar como diaconisas, pastoras ou capelãs no serviço
militar”.
“Cremos que a justificação de discriminação contra as mulheres e
meninas na base da religião ou tradição, como se tivessem sido
prescritas por uma Autoridade Mais Elevada, é inaceitável”, diz
uma declaração escrita pelos Anciões.
“De forma especial, exortamos os líderes religiosos e tradicionais
a darem exemplo e mudarem todas as práticas discriminatórias dentro
de suas próprias religiões e tradições”, diz a nota divulgada,
referindo-se à proibição de mulheres ocuparem posições de chefia
nessas religiões e tradições.
Carter: “não” para as igrejas cristãs que não ordenam mulheres,
mas “sim” para os grupos muçulmanos que maltratam mulheres
Carter é o “Ancião” que mais tem escrito sobre esse assunto.
Escrevendo numa coluna no jornal inglês Observer, a qual já foi
reproduzida em outras publicações, Carter afirma: “Durante os anos
da igreja primitiva as mulheres atuavam como diaconisas, pastoras,
bispas, apóstolas, mestras e profetisas. Só foi a partir do quarto século
que líderes cristãos dominadores, todos homens, torceram e
distorceram as Sagradas Escrituras para perpetuarem suas posições de
autoridade dentro da hierarquia religiosa”.
Carter liga a recusa de ordenar mulheres como pastoras, padres e
rabinas ao abuso contra as mulheres, dizendo que a decisão de limitar
o ministério aos homens “fornece a base ou justificação para boa
parte da geral perseguição e abuso contra as mulheres no mundo
inteiro”.
Embora Carter seja muito duro com os evangélicos, católicos e
judeus, ele porém não demonstra semelhante dureza com os muçulmanos.
Recentemente, ele agiu amigavelmente com grupos terroristas islâmicos
como o Hamas, que querem a destruição de Israel e têm políticas
horríveis de tratamento das mulheres.
Ele abandonou a Convenção Batista do Sul por causa da questão da
ordenação feminina, mas ele tem dificuldade de evitar os grupos muçulmanos
terroristas por causa dos maus-tratos e até mesmo “assassinatos de
honra” contra mulheres. Acerca do aborto, ele disse:
“Pessoalmente, sou contra o aborto, mas as mulheres têm o
direito”. Embora sua ex-Convenção Batista do Sul não tenha
simpatia alguma pelo aborto legal e pelos maus-tratos e
“assassinatos de honra” contra mulheres, esta é basicamente a
opinião dele:
* A liberdade feminina tem de envolver acesso ao aborto e a todos os
cargos de liderança masculina.
* O Hamas, que comete atos terroristas contra Israel e crimes contra
as próprias mulheres muçulmanas, deve ser respeitado e não deve ser
tratado como um grupo terrorista.
* As igrejas evangélicas e católicas e as sinagogas que não ordenam
mulheres devem ser boicotadas…
“Ancião” ateu marxista repreende igrejas
Os 12 “Anciões” atacam o que eles consideram discriminação
religiosa às mulheres em vídeos produzidos para a campanha
condenando a exclusão das mulheres dos espaços masculinos de liderança
nas igrejas. O “Ancião” Fernando Henrique Cardoso diz em seu vídeo:
“A idéia de que Deus está por trás da discriminação é inaceitável”.
Embora seu perfil como ateu marxista e defensor da maconha o
distanciem do Cristianismo, o “Ancião” FHC está empenhado na
eliminação dos obstáculos para a inclusão total das mulheres na
liderança das igrejas cristãs.
O envolvimento de um ateu marxista na repreensão às igrejas é uma
mudança drástica nas políticas globais voltadas para as mulheres.
Essas políticas, que há décadas exigem a abertura de todos os espaços
do mercado de trabalho para as mulheres, sempre se limitaram à esfera
secular.
Conferência Mundial da ONU sobre as Mulheres
Um dos principais objetivos da ONU, por exemplo, é empurrar todas as
mulheres ao mercado de trabalho, principalmente os cargos de liderança.
A 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada pela ONU em
Beijing, China, de 4 a 15 de setembro de 1995, deu grande destaque à
formulação de políticas e leis nacionais e internacionais para
empurrar as mulheres casadas ao mercado de trabalho. Muitas outras
conferências e documentos da ONU colocam a mulher como prioridade de
suas políticas.
O relatório final dessa conferência da ONU recomenda de modo enfático:
“Os governos têm de adotar medidas especiais para garantir que as
moças tenham as qualificações necessárias para participar de forma
ativa e eficaz de todos os níveis de liderança social, cultural, política
e econômica”. (Relatório oficial da 4ª Conferência Mundial da
ONU sobre as Mulheres, Beijing, China, 4 a 15 de setembro de 1995, Capítulo
II:40)
“Os governos têm de desenvolver treinamento e oportunidades de
liderança para todas as mulheres, incentivando-as a assumir papéis
de liderança…” (Relatório oficial da 4ª Conferência Mundial da
ONU sobre as Mulheres, Beijing, China, 4 a 15 de setembro de 1995, Capítulo
IV:83.[h])
Aparentemente, a intenção da ONU é apenas promover o bem-estar das
mulheres. Contudo, todas as políticas da ONU na área de educação,
saúde e trabalho para as mulheres estão ligadas a medidas
contraceptivas, isto é, medidas que afastam as mulheres do lar e de
uma fertilidade normal, livre e saudável.
NSSM 200: O que está por trás das “boas” intenções…
Para entender o que está por trás dessas políticas, é indispensável
conhecer o documento “National Security Study Memorandum 200:
Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and
Overseas Interests” (Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200:
Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança
e os Interesses Externos dos Estados Unidos), classificado sob o código
“NSSM 200”, documento confidencial elaborado pela Casa Branca em
1974. O NSSM 200 diz:
“Finalmente, prestar serviços de planejamento familiar integrado
aos serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria os EUA a
combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais
interessados em limitar o número de pessoas dos países menos
desenvolvidos do que em seu futuro e bem-estar”. (NSSM 200, pág.
177)
O NSSM 200 deixa claro que as constantes recomendações no sentido de
incutir nas mulheres a igualdade com os homens no mercado de trabalho
e na liderança política e social têm como objetivo não a libertação
da mulher no sentido cristão da palavra, mas o uso da mulher para o
controle de nascimentos:
“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países
subdesenvolvidos são particularmente importantes para a redução do
tamanho da família. Para as mulheres, trabalhar fora de casa oferece
um incentivo para se casarem e engravidarem mais tarde, e para terem
menos filhos após o casamento. As pesquisas mostram que a redução
da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do
lar”. (NSSM 200, pág. 151)
O NSSM 200 revela que, além do aborto, a estratégia mais eficaz para
reduzir a população mundial é integrando o controle da natalidade
aos serviços de saúde dirigidos às mulheres e investindo em leis
internacionais para promover a entrada em massa das esposas no mercado
de trabalho.
A Nova Ordem Mundial imposta pela ONU sob inspiração americana
Com investimentos colossais do governo americano durante décadas, as
recomendações secretas do NSSM 200 acabaram sendo aplicadas. A ONU
tem sido o principal veículo para a implementação dessas políticas
que, com a desculpa de avançarem os direitos das mulheres, promovem
os interesses da elite globalista, que vê as mulheres como prioridade
absoluta em sua missão ambiciosa de diminuir o número de bebês que
nascem no mundo.
Embora a extinta União Soviética tenha sido o maior investidor na
promoção mundial do socialismo (cuja ideologia pregou e praticou na
sociedade soviética o controle de nascimentos, a inclusão forçada
das mulheres casadas no mercado de trabalho, o esvaziamento do lar de
toda presença feminina, etc.), de longe o maior investidor e promotor
nos bastidores internacionais, inclusive na ONU, de políticas e leis
promovendo o aborto, a contracepção e a entrada em massa das
mulheres casadas no mercado de trabalho são os EUA.
O controle da ONU e dos EUA sobre as mulheres através dos serviços
de saúde e de políticas que incentivam as mulheres a ocupar posições
de liderança masculina no mercado de trabalho tem o objetivo
exclusivo de reduzir o número de bebês no mundo e diminuir o tamanho
da família humana.
É exatamente nesse contexto que se deve entender a campanha dos
“Anciões”, cuja iniciativa para a inclusão das mulheres na
liderança das igrejas nada mais é do que uma extensão religiosa das
medidas seculares dos EUA e da ONU para a redução da população
mundial.
“Ancião” Tutu: ordenação de mulheres e homossexuais
Hoje, os “Anciões” exigem das igrejas ordenação das mulheres,
sob a alegação de que não ordená-las como pastoras, padres ou
rabinas equivale à perseguição e abuso contra elas. No que depender
de Desmond Tutu, o cabeça dos “Anciões”, as exigências da Nova
Ordem Mundial sobre as igrejas não ficarão limitadas ao feminismo,
pois recentemente Tutu comparou a ordenação de homossexuais à
ordenação de mulheres, dizendo: “Eu acharia impossível ficar
parado quando pessoas estão sendo perseguidas por algo sobre o qual
elas nada podem fazer — sua orientação sexual”.
O trabalho das mulheres casadas, seja como pastoras ou qualquer outra
profissão, reduz a fertilidade delas e o tamanho de suas famílias.
De forma igual, o envolvimento dos homens no homossexualismo resulta
em menos fertilidade masculina na sociedade: menos homens se casando
com mulheres e gerando filhos no casamento. Ambos os exemplos atendem
aos interesses da elite que almeja a redução da população mundial.
O discurso de Tutu é: não abrir o púlpito para mulheres e
homossexuais é abuso contra mulheres e homossexuais e é, segundo
ele, a causa da perseguição e violência contra as mulheres e os
homossexuais.
As igrejas estão assim recebendo repreensões e ordens de religiosos
ultra-liberais como Tutu e até de ateus como Fernando Henrique
Cardoso, para que se adaptem à Nova Ordem Mundial. Depois de muitas décadas
de ações dos planificadores sociais da ONU e dos EUA, agora nem as
igrejas estão conseguindo ficar isentas das transformações globais
exigidas pelos 12 “apóstolos” da Nova Ordem Mundial.
Se as mulheres podem agora trabalhar como soldadas, generais militares
e ocupar muitos outros cargos de liderança masculina, por que elas
deveriam ser proibidas de ser pastoras, padres e rabinas? Se as religiões
ficarem isentas da inclusão das mulheres em sua liderança, o NSSM
200 e os planos da ONU não poderão ser totalmente e eficazmente
implementados nas sociedades. Para que a agenda deles de nascimentos
reduzidos avance, todas as mulheres têm de ter acesso a todas as posições
de liderança, inclusive religiosas.
Controle populacional: seus efeitos
Quando o assunto é controle populacional, os EUA, a ONU e os “Anciões”
estão dispostos a fazer a família humana pagar qualquer preço. E o
preço deles é mais mulheres na contracepção e em posições de
liderança masculina e mais homens no homossexualismo.
O mesmo sistema mundial que impôs a inclusão das mulheres em todas
as esferas de liderança masculina secular agora impõe sobre as
igrejas a inclusão das mulheres na liderança eclesiástica, tornando
todos os púlpitos parte da ambiciosa agenda de redução populacional
para todas as famílias da terra. O mesmo sistema mundial que hoje impõe
a valorização do homossexualismo na sociedade e a inclusão de
homossexuais em papéis de liderança secular cedo ou tarde não
isentará as igrejas e seus espaços de liderança dos mesmos ataques.
Entretanto, todas essas medidas são insuficientes para realizar uma
completa redução da população mundial, pois como diz o NSSM 200:
“Nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem
recorrer ao aborto” (NSSM 200, pág. 182). É por isso que as conferências
da ONU, que já conseguiram implementar e solidificar as recomendações
do NSSM 200 sobre inclusão de mulheres na liderança social mundial,
agora empenham-se em transformar, junto com o homossexualismo, o
aborto em direito humano inalienável.
Os promotores do controle populacional têm várias estratégias, mas
seu alvo é um só: os bebês. Suas estratégias incluem:
* Contracepção generalizada nos casamentos: menos bebês. Um produto
internacionalmente imposto pela ONU e pelos EUA.
* Generalizado sexo divorciado do compromisso conjugal: menos bebês.
Um produto internacionalmente imposto pela ONU e pelos EUA.
* Inclusão generalizada de mulheres em todas as ocupações
masculinas de liderança no mundo secular: menos bebês. Um produto
internacionalmente imposto pela ONU e pelos EUA. O que os “Anciões”
querem é apenas uma extensão dessa estratégia ao mundo religioso.
* Homossexualidade generalizada entre os homens: menos fertilidade
masculina na sociedade e menos bebês. Um produto internacionalmente
imposto pelos EUA e pela ONU.
* Generalizado aborto legal como mero “direito” das mulheres:
menos bebês vivos. Um produto internacionalmente imposto pelos EUA e
pela ONU.Essa é a guerra contra os bebês. Esse é o preço da agenda
do controle populacional.
Controle populacional: suas raízes
Entretanto, a campanha dos “Anciões” não é a primeira
iniciativa de controle populacional a atingir os cristãos. O
movimento de controle da natalidade, que deu à luz o movimento de
controle populacional, era um movimento espiritual, não secular. A
primeira pessoa a pregar a redução do número de bebês nascidos
para famílias cristãs foi a lésbica Annie Besant (1847-1933), que
era uma líder teosófica, espiritualista, feminista e socialista
radical na Inglaterra. O público da pregação dela era uma
Inglaterra predominantemente protestante.
Mais tarde, a promíscua Margaret Sanger (1883-1966), que inventou o
termo “controle da natalidade” e era igualmente uma socialista, teósofa
e feminista revolucionária nos EUA, lançou o desafio da liberação
da mulher por meio da contracepção. Ela fundou o movimento de
controle da natalidade na nação americana predominantemente
protestante e organizou a pioneira Conferência de População Mundial
em Genebra, na Suíça, em 1927. Essa primeira conferência de
controle populacional foi a precursora das grandes conferências
modernas de população da ONU.
Hoje, a Federação Internacional de Planejamento Familiar (cuja sigla
em inglês é IPPF), fundada por Sanger em 1952, é a mais importante
aliada e inspiradora da ONU e é há várias décadas a maior
promotora de aborto, planejamento familiar e educação sexual do
mundo.
Em seu primeiro jornal The Woman Rebel (A Mulher Rebelde), Sanger
confessou: “O controle da natalidade atrai os radicais mais avançados
do socialismo porque sua prática mina a autoridade das igrejas cristãs.
Algum dia espero ver a humanidade livre da tirania do
Cristianismo…”
Ela estava certa. As nações hoje mais pró-aborto, pró-homossexualismo,
pró-contracepção e pró-feminismo tinham outrora culturas
predominantemente protestantes. Elas agora são nações pós-cristãs,
onde sob a dominante cultura contraceptiva — com suas mulheres em
liderança masculina, homens no homossexualismo e poucas e pequenas
famílias — a população européia está diminuindo drasticamente e
os muçulmanos na Europa estão — com suas esposas em casa gerando
filhos — experimentando um crescimento populacional explosivo por
meio de suas muitas famílias grandes. O controle da natalidade
garantiu para futuro bem próximo a extinção da civilização européia
e a dominação muçulmana sem precedente na Europa. (Sobre esse
assunto, veja este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=e8mFeWLwJx8)
Quem resistirá aos “Anciões”?
Quer conscientemente ou não, o estilo de vida e a mentalidade de
muitas igrejas e cristãos já sucumbiram sob os imensos feitiços e
ilusões da Nova Ordem Mundial inspirada e criada por Annie Besant,
Margaret Sanger, NSSM 200, a Federação Internacional de Planejamento
Familiar e a ONU. Como conseguirão eles agora resistir aos “Anciões”
da globalização?
Com informações do artigo “Jimmy Carter, Kofi Annan e outros
ex-presidentes criticam pesadamente as igrejas cristãs por não
ordenarem mulheres”, de John-Henry Westen & Patrick B. Craine.
See this article in Portuguese: Globalization “Elders” want female
ordination as ministers, priests and rabbis
Fonte:
Recados do Aarão
|