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10/7/2009 13:21:32
Diversos - Sobre
a Encíclica
SOBRE A ENCÍCLICA
Começam a surgir comentários
inapropriados sobre o conteúdo da nova Encíclica de Sua Santidade o
Papa Bento XVI. Segue abaixo um pequeno comentário que esclarece
isso, extraído do site da Cléofas. O Santo Padre é efetivamente
contra qualquer tipo de governo mundial, e devemos ter cuidado com
esta mídia repulsiva que trata de sempre subverter o sentido das
palavras dele. Querem que o Papa caia em contradição. Rezemos pelo
Papa!
a nova encíclica do Papa
fala contra, e não a favor de, um Governo Mundial e uma Nova Ordem
Mundial
Editorial - John-Henry Westen
8 de julho de 2009 (LifeSiteNews.com) - Jornais, blogs, programas de rádio
e de televisão estão repletos de discussões sobre o suposto convite
do Papa Bento XVI para uma "Nova Ordem Mundial" ou um
"Governo Mundial" [one-world government]. Estas idéias, no
entanto, não estão baseadas nem na realidade nem numa leitura clara
da última encíclica do Papa, Caritas in Veritate, cuja publicação
ontem [07 de julho] acendeu a discussão inflamada.
O Papa, na verdade, fala diretamente contra um Governo Mundial e, como
deveria ser esperado por aqueles que leram os seus escritos
anteriores, convida a uma massiva reforma das Nações Unidas. A
confusão parece ter surgido do parágrafo 67 da encíclica, que teve
algumas citações [pull-quotes] escolhidas para apimentar [have
spiced] as páginas dos jornais mundo afora, do New York Times àqueles
bloggers de teorias da conspiração que vêem o Papa como o
Anticristo.
A citação chave que leva a esta acusação diz: "Para gerenciar
a economia global; para reviver as economias atingidas pela crise;
para evitar qualquer deterioração na presente crise e maiores
desigualdades que dela podem resultar; para proporcionar um integral e
conveniente [timely] desarmamento, segurança alimentar e paz; para
garantir a proteção do meio-ambiente e regular a migração; para
tudo isso, há uma urgente necessidade de uma verdadeira autoridade
política mundial, como o meu predecessor, o Bem-Aventurado João
XXIII, indicou alguns anos atrás".
Entretanto, no parágrafo 41, o Santo Padre diferencia especificamente
o seu conceito de uma autoridade política mundial [a world political
authority] daquele de um Governo Mundial [a one-world government].
"Nós devemos", ele diz, "promover uma autoridade política
dispersa". Ele explica que "a economia integrada do presente
não faz com que o papel dos Estados seja redundante; mas, ao invés
disso, faz com que os governos precisem de uma maior colaboração mútua.
Ambas, sabedoria e prudência, sugerem que não sejamos tão
precipitados em declarar o fim do Estado. Em termos de solução da
presente crise, o papel do Estado parece destinado a crescer, conforme
ele recupere muitas de suas competências. Em algumas nações, no
entanto, a construção ou reconstrução do Estado permanece um fator
chave de seu desenvolvimento".
Mais adiante na encíclica (57), ele fala no conceito oposto de um
Governo Mundial - subsidiariedade (o princípio da Doutrina Social da
Igreja que estabelece que as questões devem ser resolvidas pela
menor, mas baixa e menos centralizada autoridade competente) - como
sendo essencial. "A fim de não produzir um perigoso poder
universal de natureza tirânica, o governo da globalização deve ser
marcado pela subsidiariedade", diz o Papa.
Outra das citações chaves que foram extraídas da encíclica por
causa do seu potencial chocante é esta: "em face ao inesgotável
crescimento da interdependência global, há um forte sentimento da
necessidade, mesmo no meio de uma recessão global, de uma reforma da
Organização das Nações Unidas, e igualmente das instituições
econômicas e financeiras internacionais, de modo que o o conceito de
Família das Nações possa se tornar realidade [can acquire real
teeth]".
Desde muito antes do seu papado, Joseph Ratzinger lutou vigorosamente
contra a visão das Nações Unidas de uma "Nova Ordem
Mundial". Já em 1997, e repetidas vezes depois disso, Ratzinger
fez de tal visão seu objetivo público [took public aim at such a
vision], notando que a filosofia vinda das conferências da ONU e o
Millenium Summit "propunha estratégias para reduzir o número de
convidados à mesa da humanidade, a fim de que a presumida felicidade
que [nós] atingimos não seja afetada".
"Na base desta Nova Ordem Mundial", ele falou que está a
ideologia do "fortalecimento das mulheres", que
equivocadamente vê "os principais obstáculos para a plenitude
[das mulheres] [como sendo] a família e a maternidade". O então
cardeal avisou que "neste estado do desenvolvimento da nova
imagem do novo mundo, os cristãos - não somente eles; mas, em
qualquer caso, eles mais do que os outros - têm o dever de
protestar".
Bento XVI de fato repetiu estas críticas em sua nova encíclica. Na
Caritas in Veritate, o Papa condena as "práticas de controle
demográfico, da parte de governos que freqüentemente promovem a
contracepção e chegam até mesmo a ponto de impôr o aborto".
Ele também denuncia os corpos econômicos mundias como o FMI e o
Banco Mundial (sem os nomear especificamente) por suas práticas de
empréstimo que visam ao assim chamado "planejamento
familiar". "Há razões para suspeitar que a ajuda ao
desenvolvimento está às vezes ligada a específicas políticas de saúde
pública que de fato envolvem a imposição de fortes medidas de
controle de natalidade", diz a encíclica.
Qualquer visão de uma adequada ordenação do mundo, de economia ou
cooperação política internacional, sugere o Papa, deve estar
baseada em uma "ordem moral". Isto inclui primeiro e
principalmente "o direito fundamental à vida" da concepção
à sua morte natural, o reconhecimento da família baseada no
casamento entre um homem e uma mulher como base da sociedade e
liberdade religiosa e a cooperação entre todas as pessoas com base
nos princípios da Lei Natural.
Data da publicação: 08/07/2009
Fonte:
Recados do Aarão
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