|
07/06/2009
Diversos - Fala
o príncipe
FALA O PRÍNCIPE
Abaixo parte das resposta do príncipe herdeiro do Brasil, sobre a
morte de seu filho na queda daquele avião. A serenidade deste católico
fervoroso chegou a me emocionar, e isso me fez chegar a uma conclusão:
quão melhor seria termos no governo de nossa nação um homem
equilibrado e católico como este! Quanto nossa nação já
perdeu nas mãos da "democracia", que sempre apelido de
"demoniocracia". Sim, esta é a forma mais segura de colocar
mentecatos nos governos das nações, que são escolhidos pela medida
de sua loucura, não pela sabedoria.
Deus e o vôo 447
04.06.2009 - “A esperança se foi”, disse dom Antônio de Orleans
e Bragança em entrevista à ÉPOCA. Dom Antônio é o pai do Príncipe
Pedro Luiz de Orleans e Bragança, que estava no fatídico vôo 447 da
Air France.
Sua Alteza deixa transparecer serenidade em meio à dor; a entrevista,
embora curta, possui muito conteúdo exatamente por causa disso.
Perguntado sobre como está a família com esta perda, Sua Alteza
responde: “Conformados. Somos católicos de muita fé e respeitamos
a vontade de Deus”.
O Mallmal perguntou no seu blog onde estavam agora os católicos, para
atribuírem à vontade de Deus o acidente aéreo da mesma forma como
atribuem à Sua mão os acidentes que são evitados. Pois bem: eis
aqui um membro da Família Imperial, católico, em meio à dor da
perda de um filho, afirmando respeitar a vontade de Deus no acidente!
E isso conforta. São ainda palavras de Sua Alteza, imediatamente após
curvar-se ante a vontade divina: “Muitas pessoas, em horas de
sofrimento como esta, questionam erradamente a bondade de Deus. Penso
que meu filho era bom demais, e talvez por isso Deus tenha o chamado
para perto mais cedo”. Tristeza, sem dúvidas; luto, inegavelmente.
Mas um luto sereno, e não desesperado. Isso faz toda a diferença.
Porque a dor é inevitável para quem vive. Nós, católicos,
sabemo-lo muito bem; dizemos à Virgem Santíssima todos os dias que a
Ela recorremos e suspiramos, “gemendo e chorando neste Vale de Lágrimas”.
A dor, repito, não deveria surpreender ninguém cuja religião brotou
de uma Cruz no alto do Gólgota. Ao contrário do que parecem
acreditar os detratores da Religião, Ela não promete (e nem nunca
prometeu) um mundo isento de dores, e sim conforto e fortaleza em meio
à dor, um sentido para a dor.
Outrossim, não somos marionetes nas mãos do Altíssimo, como também
parecem acreditar os irreligiosos. O Mallmal disse que “quando o
Airbus da US Airways caiu no Rio Hudson em Janeiro de 2009, multidões
de religiosos (…) [d]esmereceram a incrível habilidade e experiência
do piloto, que realizou um pouso dificílimo e arriscado” ao dizerem
que foi “a mão de Deus [que] guiou o piloto”. Negativo. A Providência
não “age sozinha”, e Deus de ordinário não evita acidentes por
meio de milagres no sentido estrito (de uma derrogação das leis da
natureza). À Providência de Deus, no caso do avião que pousou no
Rio Hudson, coube fazer com que, no avião acidentado, estivesse
exatamente um piloto com incrível habilidade e experiência, que
conseguisse fazer o pouso arriscado, e não outro piloto inexperiente
que não o conseguiria. Não tem ninguém “desmerecendo” a
habilidade do piloto quando agradece a Deus, muitíssimo ao contrário.
Agradecemos a Deus a habilidade do piloto e a sua presença no momento
em que ela foi necessária.
Do mesmo modo, Deus não “derrubou” o avião da Air France no
sentido de que uma Mão Gigante tivesse caído dos céus e batido no
avião como a gente bate num mosquito. Não é isso que significa a
vontade de Deus. O fato é que o avião caiu e ponto; e, se caiu, é
porque aprouve ao Onipotente que caísse, porque nem mesmo um
passarinho cai por terra sem o consentimento do Deus que está nos Céus
(cf. Mt 10, 29). Ao religioso, cumpre reconhecer esta verdade e buscar
as forças para vencer a dor em Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo
Sagrado Coração é fons totius consolationis. Repetimos: a Igreja não
prometeu jamais uma terra sem males, e ninguém pode dizer-se enganado
quanto a isso.
O que se pode esperar do Onipotente é consolo e fortaleza, e disso a
Família Imperial está dando um belíssimo testemunho. Fé, em meio
à dor. A pseudo-religiosidade atacada pelos anti-clericais, de um
deus que fosse muleta para os fracos e os fizesse acreditar que não
sofreriam, não existe na Igreja Católica, porque uma tal
religiosidade desmanchar-se-ia qual castelo de areia quando
confrontada com a dura realidade que é sempre dolorosa. Mas a Fé Católica
resplandece, mesmo durante as tragédias, e as vence e supera porque
é maior do que elas. Nossos pêsames a todos os vitimados por esta
tragédia; que a Virgem Santíssima possa conceder a Misericórdia do
Altíssimo aos que partiram e a Fortaleza do Espírito Santo aos que
ficaram.
Fonte: http://www.deuslovult.org/
|