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21/05/2009
07:54:45
Diversos -
Pedofilia
Irlanda: pedofilia assombra Igreja Católica
Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - Milhares de crianças sofreram abusos sexuais sistemáticos
em orfanatos, escolas e reformatórios dirigidos pela Igreja Católica
na Irlanda, revela uma investigação de quase 10 anos divulgada
quarta-feira em Dublin. De acordo com a minuciosa pesquisa, os abusos
em instituições católicas para crianças irlandesas foram “endêmicos”
entre 1930 e 1990.
“As autoridades religiosas sabiam que os abusos sexuais eram um
problema persistente nas organizações religiosas masculinas”,
acusa o documento.
O relatório final de 2.600 páginas, elaborado pela Comissão de
Investigação Sobre Abusos às Crianças, foi divulgado pelo juiz
Sean Ryan da Alta Corte. Segundo o texto, mais de 30 mil crianças
consideradas criminosas ou vindas de famílias “não funcionais”
– o que inclui mães solteiras – foram enviadas para a rede de
escolas, reformatórios, orfanatos e abrigos no início da década de
1930 até os anos 1990, quando a última destas instituições foi
fechada.
A comissão ouviu os depoimentos de milhares de pessoas, atualmente
com idades entre 50 e 70 anos, que estudaram em mais de 250 instituições
dirigidas pela Igreja. O relatório afirma que as crianças eram
molestadas e abusadas nas escolas para garotos, dirigidas pela ordem
dos Irmãos Cristãos, e que os supervisores aplicavam regras que
aumentavam o risco deste tipo de crime.
As instituições para garotas, chefiadas pelas Irmãs da Misericórdia,
registraram menos casos de abusos sexuais, mas foram frequentes as denúncias
de humilhação para que se sentissem desvalorizadas.
“Em algumas escolas, um ritual de espancamento das garotas era
rotineiro. As garotas apanhavam com equipamentos desenhados para
maximizar a dor e eram atingidas em todas as partes do corpo. Denegrir
a pessoa e a família era um hábito amplamente difundido”, relata o
documento.
Enquanto as vítimas pediram durante anos que suas experiências
fossem reveladas para que outras crianças irlandesas não sofressem
mais com tal tratamento, a Igreja Católica tentou repetidamente
impedir a publicação do relatório. Autoridades religiosas do país
rejeitaram as alegações como exageros e mentiras e testemunharam à
comissão dizendo que a responsabilidade pelos abusos é de pessoas
falecidas há anos.
O documento divulgado afirma ainda que as crianças que sofriam os
abusos não tinham como denunciar o fato de maneira segura às
autoridades, principalmente os abusos sexuais de funcionários da
Igreja e outros colegas de instituições para garotos.
Vergonha
O mais alto dirigente da Igreja Católica da Irlanda, o cardeal Sean
Brady, disse estar “profundamente envergonhado” com a publicação
do informe. Brady classificou o texto como “um catálogo vergonhoso
de crueldade, abandono, abusos físicos, sexuais e emocionais” que
revela “grandes danos causados aos mais vulneráveis de nossa
sociedade”.
– O relatório ilumina um período obscuro do passado. A publicação
deste extenso documento e análise é um passo bem-vindo e importante
para estabelecer a verdade; dar justiça às vítimas e assegurar que
um abuso como esse não volte a acontecer – declarou Brady.
O relatório propõe 21 maneiras de as instituições católicas
reconhecerem seus erros, incluindo a construção de um memorial
permanente, fornecimento de acompanhamento social e médico, e educação
às vítimas, além de maior proteção às crianças irlandesas.
O governo irlandês já criou um sistema de compensação no qual
pagou a 12 mil vítimas de abuso uma média de US$ 90 mil, na condição
de os indivíduos abrirem mão do direito de processar a Igreja e o
Estado. No entanto, cerca de 2 mil reclamações continuam em aberto.
Outras centenas de vítimas rejeitaram a condição imposta e levaram
seus agressores, e os funcionários da Igreja à Corte.
No entanto, as descobertas do relatório não serão usadas para
processos criminais porque os Irmãos Cristãos conseguiram processar
a comissão em 2004 para que mantivesse a identidade de seus membros
em sigilo. Deste modo, nenhum nome real – seja de vítimas ou de
perpetradores dos abusos – aparece no documento.
– Estou indignado, amargurado e decepcionado – afirmou uma das vítimas,
John Walsh. – Estes não eram orfanatos, eram gulags (campo de
trabalhos forçados da antiga União Soviética). Eu não me chamava
John. Era apenas o número 253.
21:51 - 20/05/2009
OBS> Brada aos céus este crime menstruoso. Grita ao infinito o
brado das vítimas. De que adianta, agora, o cardeal lamentar, se ele
não foi capaz de antes detectar isso tudo e gritar contra os responsáveis?
Quando dizem que o inferno está cheio de sacerdotes - deste tipo dos
pedófilos - muitos duvidam, mas aqui está uma denuncia que não
deixa dúvidas.
Quando foi dado a uma santa, ver a porta do inferno, e na entrada
um anjo com uma espada, que decepava as mãos dos padres condenados
antes de ali entrarem, porque suas mãos consagradas não mereciam o
castigo que lhes seria imposto eternamente, podia parecer exagero.
Entretanto, as mãos que tocam e acariciam uma criança inocente como
desejos de luxuria, merecem o castigo mil vezes redobrado, porque
profanaram o Santíssimo vezes sem conta.
Assim, quando sabemos que Deus em breve irá fulminar este mundo,
e que muitas nações desaparecerão, poderia parecer castigo que a
Irlanda afunde no mar, mas assim se torna perfeito o ato de justiça.
Porque milhares de pais sabiam disso. Padres e bispos sabiam disso! Mães
sabiam disso e ninguém agiu em tempo, deixando que este crime se
perpetuasse por quase um século. Não é então castigo que afundem
junto com sua ilha de pecados.
E assim será, em todos os lugares onde isso aconteceu.
Fonte:
Recados do Aarão
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