|
05/05/2009
15:56:08
Diversos - Papa aos padres
PAPA FALA AOS PADRES
03.05.2009 - Cidade do Vaticano - Bento XVI presidiu a santa
missa esta manhã, na Basílica de São Pedro, durante a qual conferiu
a ordenação sacerdotal a 19 diáconos da Diocese de Roma, seis dos
quais de origem não italiana.
Os sacerdotes sejam imagem de Cristo no mundo e não se deixem levar
por uma certa mentalidade do mundo, que consegue influenciar
negativamente a Igreja atingindo até seus ministros.
Mais uma vez, o Santo Padre voltou a refletir sobre um dos temas
candentes de seu Magistério concernentes à vocação e à missão
sacerdotal.
Depois, no Regina Caeli, o papa recordou o Dia Mundial de Oração
pelas Vocações, hoje celebrado, e pediu orações pela sua próxima
viagem à Terra Santa onde irá – assegurou – para testemunhar o
compromisso da Igreja por "uma paz duradoura".
Pedras angulares da Igreja, testemunhas críveis do seguimento do Bom
Pastor, e não homens contaminados por um tipo de sociedade que
"não conhece Deus" e muitas vezes não tem nenhuma intenção
de conhecê-lo.
Bento XVI – desenvolvendo idealmente a homilia da missa do Crisma da
Quinta-feira Santa passada – voltou a traçar o divisor de água de
um ministro do Evangelho: "no" mundo, mas não
"do" mundo.
De fato, durante a liturgia, o Santo Padre fez a ordenação
sacerdotal de 19 diáconos da Diocese de Roma, alguns dos quais homens
já maduros, que escolheram seguir as pegadas dos Apóstolos.
Metade deles romanos ou da província do Lácio, mais um da Sicília,
um da Puglia e um da região da Lombardia. Seis não italianos: um
nigeriano, um haitiano, um croata, um tcheco, um chileno e um
sul-coreano.
Bento XVI apresentou-lhes o trecho do Evangelho de João que afirma
que o mundo não reconhece os sacerdotes porque não reconhece Deus:
"É verdade, e nós sacerdotes fazemos experiência disso: o
'mundo' (...) não entende o cristão, não entende os ministros do
Evangelho. Um pouco porque, de fato, não conhece Deus, e um pouco
porque não quer conhecê-lo. O mundo não quer conhecer Deus para não
ser incomodado pela sua vontade, e por isso não quer escutar os seus
ministros, isso poderia colocá-lo em crise (...) Este 'mundo' (...)
no sentido evangélico, insidia também a Igreja, contagiando os seus
membros e os próprios ministros ordenados (...) é uma mentalidade,
uma maneira de pensar e de viver que pode influenciar negativamente
também a Igreja, e de fato a influencia, e, portanto, é preciso
constante vigilância e purificação."
Para não cair nesse risco, o sacerdote deve entrar em plena comunhão
com Cristo, de modo "sacramental", mas também
"existencial", para ser "consagrado na verdade". O
meio para realizar essa comunhão – indicou o pontífice – é
colocar-se com a oração na oração que Cristo elevou a Deus a fim
de que custodiasse os "seus":
"Daí deriva para nós presbíteros uma particular vocação à
oração, em sentido fortemente cristocêntrico: somos chamados a
'permanecer' em Cristo (...) e esse permanecer em Cristo se realiza
particularmente na oração. O nosso ministério está totalmente
ligado a esse 'permanecer' que equivale a rezar, e disso deriva a sua
eficácia."
O papa indicou a missa diária, mas também a Liturgia das horas, a
adoração eucarística, a Lectio divina, o Terço, a meditação: daí
o sacerdote adquire a sua "linfa" – afirmou. O sacerdote
que reza, e que reza bem – acrescentou – é progressivamente
expropriado de si e sempre mais unido a Jesus Bom Pastor, cujo nome é
o único "que salva":
"O apóstolo e, portanto, o sacerdote, recebe de Cristo o seu
'nome', a sua identidade. Tudo aquilo que faz, o faz em Seu nome. O
seu 'eu' se torna totalmente relativo ao 'eu' de Jesus. No nome de
Cristo, e não certamente em seu nome, o apóstolo pode realizar
gestos de cura dos irmãos, pode ajudar os 'enfermos' a se levantarem
e a retomar o caminho." (RL)
Fonte: Rádio Vaticano
|