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26/04/2009 16:14:12
Diversos - A besta se devora
A BESTA SE DEVORA
A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá
arrastar consigo, um país inteiro !!!
União de Bancos Suiços, a coisa está muito feia! Está pegando
fogo!
Agoniza o segredo bancário suíço. Artigo de Gilles Lapouge - Paris.
A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes,
silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que
eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um
moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o
segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O
primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária
suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes
americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou,
mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados
Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi
retomada, tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos
golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000
clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de
extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um
terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário
seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA,
pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço
não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse
desde 1714. No início do século 19, o escritor francês
Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos
Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça
alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética,
uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de
francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona
da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de
30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do
país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões
de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos
estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são
nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no
conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem
à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil
pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter
sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o
dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica,
que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e
recolhimento...
Onde páram as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as
fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos
Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti,
de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e
outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como
Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suiça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando
os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas
tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou
pelos países que indevidamente espoliaram?
Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram
entrar na Suíca?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao
encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi
inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos
fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação
internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico,
Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis
fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça
não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão
debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora,
em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram
abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a
imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje
ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm
muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos
crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone. Sob que
pretexto? Fraude fiscal. Para muito breve, a queda do império
financeiro suiço!
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obs> É parte do plano da grande
besta, devorar os pequenos. Porque é ainda pequeno quem tem na Suiça
1 bilhão de dolares ali depositados, fruto de fraude, de roubo no
comando das nações e do caixa dos países. Não se iludam, porém,
na se trata de medida moralizadora, mas imposição dos demonios do
grande dinheiro internacional. Que não tem dinheiro na Suiça. Obama
apenas obedece!
Mas como eu gostaria que esta medida
alcançasse também os depositantes do Brasil. Seria motivo de muitas
piadas... Mas vejam, se tais bancos falirem muitas raposas daqui irão
enforcar-se. Então saberemos o motivo... Há trilhões de dólares
fruto de roubo, sonegação, drogas e fraudes ali depositados. Tudo
dinheiro podre, imundo, causador do sangue e do suor de bilhões de
pequenos.
Inclusive do Brasil...
Fonte:
Recados do Aarão
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