31/03/2009 08:45:07
Diversos - Perseguem o Papa
PERSEGUEM O PAPA
Abaixo uma reportagem que aponta
alguns icebergas da imensa conspiração que se arma contra Sua
Santidade o Papa Bento XVI. A guerra contra ele está se tornando
insuportável, como temos previsto, fruto de um bando sádico e cruel
que o rodeia, que foi se infiltrando aos poucos no Vaticano com vista
única e exclusivamente de morder o papa.
Parece que todos os bandos de maus católicos têm hoje um chefe ao
redor do Papa, e já nenhum deles lhe obedece. Isso levará fatalmente
a um confronto final, onde Sua Santidade se verá obrigado a fugir, e
isso se dará quando os cães comunistas estiverem prestes a adentrar
o Vaticano. Naquele dia, muitas vestes vermelhas que hoje tramam a ruína
de Bento XVI, ficarão ainda mais vermelhas. Eles pedem o sangue do
papa, darão o seu no lugar. Deus guardará o Pastor, que será ferido
em seu mandato, para que as ovelhas se dispersem. E sofrerão até
mesmo os pequeninos por causa deles. Assim falou Zacarias.
Entretanto está certo o Papa, e errados, todos os que o combatem.
Estes homens que o perseguem, que não lhe obedecem, que o criticam e
tentam de todas as forma desestabilizá-lo, que aguardem o braço da
Justa e Santa Ira de Deus. Se existe no mundo um grupo de pessoas,
hoje, a quem Jesus grita de novo do alto da Cruz "Pai,
perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem" - pois eles o
crucificam novamente - estes são os cardeais que combatem o papa, que
tramam sua derrubada. A Espada da vingança os caçará em breve! Isso
não sou eu quem fala, são as profecias, e as Escrituras. Porque está
dito: é pela minha casa que começo a destruição!
Assim falou Jeremias!
31/03/2009 - 00h01 http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/03/31/ult581u3137.jhtm
Já começou a perseguição...
Decisões anacrônicas mostram incapacidade de Ratzinger em guiar o
Vaticano
Miguel Mora
Em Roma (Itália)
O tantã dos tambores não para. Depois de seu périplo africano e da
polêmica sobre a Aids e os preservativos, afirmar que Joseph
Ratzinger é um papa cada vez mais questionado é uma obviedade. Fora
da Igreja não param as críticas e os ataques. Na França e na
Alemanha as pesquisas entre católicos já registram a palavra
"demissão" e governos, cidadãos e ONGs demonstram
claramente seu descontentamento. Dentro do Vaticano as coisas estão
iguais ou piores. O papa alemão foi eleito pelos cardeais por sua
alta inteligência. Mas, como diz o veterano vaticanista e escritor
Giancarlo Zizola, "estes primeiros quatro anos de papado sugerem
que, por mais que sua inteligência seja finíssima, ela não basta
para governar a Igreja".
"Ratzinger é um prisioneiro da cúria, vive em uma espécie de
Avignon, distante dos episcopados nacionais, sem apoio além do de sua
pequena camarilha", explica Zizola, autor do livro "Santità
e potere. Dal Concilio a Benedetto XVI. El Vaticano visto dal
interno" [Santidade e poder. Do concílio a Bento 16. O Vaticano
visto por dentro]. O sacerdote e jornalista Filippo di Giacomo,
durante 11 anos missionário no Congo, hoje juiz vicário em Roma,
acredita que a crise que vive o Vaticano "reflete uma doença crônica
de sete séculos: seu sistema de governo não funciona nem é
colegiado". "A cúria moderna é uma máquina gigantesca,
inoperante e inútil. Há 35 cardeais em Roma. Estão divididos em
grupos, confrontados, e se dedicam a conspirar e cooptar afins pelos
corredores", indica Di Giacomo.
Trata-se de uma batalha a toda regra, na qual os lados se misturam e
se confundem. A revolta explodiu com o perdão aos bispos lefebvrianos.
Um amplo grupo de bispos e teólogos moderados e conciliares (alemães,
franceses e sobretudo latino-americanos), cansados de não serem
levados em conta, fez ver seu descontentamento ao papa. Em resposta,
este repreendeu a cúria por não atuar de forma "colegiada e
exemplar".
Zizola lembra que Wojtyla [João Paulo 2º] tentou revelar uma fratura
que já existia, à base de carisma e de comunicação. Seu papado
cresceu com a televisão e se transformou em uma espécie de Show de
Truman, a primeira encíclica católica: o vimos envelhecer, derrubar
o Muro de Berlim, sofrer atentados, viajar, beijar o chão do planeta
várias vezes, agonizar ao vivo. Mas nem ele foi capaz de reformar o
sistema de governo. "Preferiu escapar de Roma e esconder a crise
da Igreja e o vazio de governo", diz Zizola.
Enquanto Wojtyla viajava, Ratzinger estuda e escreve. Muito mais
isolado e na defensiva, o papa suporta mal que o contrariem. Sua carta
aos bispos revelou que lhe desagradam sobretudo o desamor, a intriga,
"o ódio e a hostilidade". Seu texto desenha uma cúria
conspiradora, que aspira a mandar tanto ou mais que ele, que move os
cordões na sombra, que filtra notícias, escondendo a mão, para se
fazer valer. A sensibilidade peculiar de Ratzinger é uma parte do
problema. Trata-se de um "pastor alemão" como intitulou
"Il Manifesto" quando foi nomeado, ou é "um cordeiro
no meio de lobos", segundo a expressão do Evangelho de Mateus?
Di Giacomo despachou com ele muitas vezes quando dirigia a Congregação
para a Doutrina da Fé: "Você pode lhe dizer qualquer coisa,
desde que não eleve a voz. Se a aumentar meio tom, ele fazia seu
sorriso estranho, fechava o caderno e ia embora. Diante dele não se
pode ofender ninguém. É um democrata-cristão bávaro, e estes são
raros. Podem ter ideias avançadas, mas se os outros não as seguem se
assustam e freiam. Ratzinger é qualquer coisa menos um aventureiro.
Por isso saiu da Universidade de Tübingen no dia em que encontrou os
estudantes protestando atirados no chão. É um monge, e ninguém lhe
disse há tempo que o mundo midiático não é uma classe universitária".
Em um texto publicado pela revista religiosa "Il Regno",
Zizola lembrou que em 1965 o bispo brasileiro Hélder Câmara anunciou
ao mundo durante o concílio a reforma da monarquia pontifícia,
criando um senado composto por cardeais, patriarcas e bispos eleitos
pelas conferências episcopais, para ajudar o papa no governo e
convocar a cada dez anos um concílio ecumênico.
A reforma nunca foi feita. A cúria, a corte púrpura, essa entidade
invisível e luxuosamente vestida, cujo poder sobrevive aos papas,
jamais aceitou a democratização. Hoje dentro da cúria ninguém
confia em ninguém. De um lado estão os influentes homens "do
serviço", como se autodenominam os diplomatas da secretaria de
estado dirigida por Tarcisio Bertone, o único que despacha
diariamente com Ratzinger; de outro, os intelectuais orgânicos
(jornalistas, professores, juristas, reitores...), alguns papistas e não
muitos; e depois há a variada salada cardinalícia e episcopal
dirigida pelos "dicastérios" [grandes organizações]: nove
congregações, 11 conselhos pontifícios, três tribunais e três
oficinas. "Nos dicastérios estão os casos piedosos", diz
Filippo Di Giacomo. "Desde Paulo 6º, o papa que
internacionalizou a cúria e a recheou de excelência com os melhores
cérebros dessa época, a decadência da equipe de governo foi
constante. Wojtyla chegou a Roma em 1978 cheio de ódio contra a cúria,
porque ninguém escutava os bispos do Leste Europeu, e trouxe todos os
fracassados, os que não serviam para as dioceses", conta Di
Giacomo. "López Trujillo, Castrillón Hoyos, Martínez Somalo,
Martino, Barragán, Milingo... gente insignificante. Depois tornou
bispo seu secretário e lhe disse: 'Dessas bestas você cuida'."
Poderá este papa, mais tímido ainda, apaziguar esse rebanho de
"gálatas que mordem e devoram"? Segundo Zizola, "o
papa trabalhou durante o concílio na fronteira da renovação e sabe
que o grande problema é a participação nula dos bispos no governo
da Igreja. Alguns cardeais lembram que os bispos eram consultados mais
frequentemente na época de Pio 12, antes do concílio, do que
atualmente".
Perto do papa, concordam Zizola e Di Giacomo, está o deserto. Quatro
freiras americanas que dirigem o departamento de informática e evitam
que os hackers entrem no site. Seu secretário, o belo, alto e bávaro
Georg Genswein, é considerado um zero à esquerda. "É um
cretino", afirma sem rodeios um membro da cúria. O porta-voz, o
amável jesuíta Federico Lombardi, e seus dois ajudantes não dão
conta de apagar incêndios e que segundo se diz serão substituídos
em junho.
Os homens de confiança são ainda menos. O cardeal alemão Lehman,
que culpou os mensageiros pelo desastre Williamson; Bertone, o secretário
de Estado que também deixará seu lugar em breve devido à idade.
Antonio Cañizares, prefeito da estratégica, segundo a visão de
Ratzinger, Congregação para o Culto Divino. E o lituano Audrys
Juozas Backis, que poderá substituir Bertone. Muito poucos para um
homem de 81 anos com uma enorme carga de trabalho. "O grau de
complexidade do cargo, com 1,1 bilhão de católicos, 6 mil bispos na
ativa, relações ecumênicas e interreligiosas, viagens, encíclicas
e relações de Estado, é insustentável para um homem só,
inteligente como Ratzinger ou carismático como Wojtyla", diz
Zizola.
Por isso há muitos bispos em guerra. Enquanto Ratzinger salta de um pântano
para outro, a Igreja moderada, progressista e conciliar não aguenta
mais. Segundo Zizola, o poder da Opus Dei, como nos tempos de Wojtyla
e Navarro Valls, continua enorme. Di Giacomo não acredita que seja
tanto. Mas a máquina de enredar está funcionando. Com o perdão dos
lefebvrianos, o papa desprezou as correntes de sinal oposto,
especialmente a Teologia da Libertação, que o mesmo freou há 25
anos. Ao fundo, já se fala em um possível substituto, o cardeal de
Honduras Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga. Mas isso a cúria
decidirá.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Fonte:
Recados do Aarão
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