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15/03/2008 08:57:52
Notícias Urgentes - Discriminação

Discriminação contra os brancos
Ives Gandra da Silva Martins
Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação
 
infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
 
Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, "o branco será excluído, de imediato", a favor de um deles. Em igualdade de condições, "o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado", apesar da Lei Maior.
 
Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei

"infraconstitucional" passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não

contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.
Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.
 
Aos "quilombolas", que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
 
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.
 
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, "vão passar a ter aposentadoria", num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este "privilégio", porque cumpre a lei.
 
Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para "ressarcir" àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
 
E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
 

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

 

* Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
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OBS: Realmente, existe hoje esta síndrome do absurdo, que inverte todos os paradigmas. Ninguém é contra ninguém, entretanto a lei a é bem clara: TODOS são iguais perante a lei.

Ora, partindo disso, o primeiro fato a considerar é que, seja branco, índio, negro, mulato, mestiço, cafuso, cacoclo, caboré, não importa a cor da pele, todos os que vivem neste Brasil são BRASILEIROS.
 
Isso quer dizer que, quando eu evoco uma raça como fator de separação eu realmente a estou discriminando. Quando eu crio cotas especiais para negros nas universidades eu os estou discriminando - por chamá-los de negros - e estou discriminando todas as outras raças, a branca que é maioria e os índios e mestiços.
 
Ocorre, ao que parece, um absurdo sentimento de compaixão tardia, onde as injustiças do passado, feitas pelos brancos contra os negros e os índios, acabam por exigir que as gerações atuais compensem os desmandos das anteriores. Quem não lamenta a escravidão e o quase extermínio dos índios? Mas é loucura agora querer sanar tudo isso, dando pose de rei a quem também é parte da história, e que de forma alguma está acima da lei.

 

Nos parece, que o mesmo espírito de loucura, se aplica aos animais, onde as tartarugas, as pacas, os tatus, as formigas e até cobras e animais peçonhentos tenham maior valor que a vida humana. Do mesmo modo como estes insanos premiam os animais acima dos seres humanos, também querem criar castas superiores de quem é igual, e nem um centímetro acima da lei.
 
Noutro dia vi que em certas regiões de Mata Atlântica onde existiam antigas comunidades de quilombos, foi permitido derrubar a mata e vender as madeiras e lenha, sem nenhum problema, somente porque eram negros os que lá residiam.

Por qual motivo eles podem derrubar a floresta impunemente e os brancos não? Ademais, depois se pode verificar, que todo este processo é uma farsa: eles nunca  pertenceram a nenhum quilombo. E assim vai!

E se vai assim, como é que ficará? Tudo isso é loucura!
Fonte: Recados do Aarão

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