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10/03/2008 12:07:49
Notícias Urgentes - Novos pecados

NOVOS (VELHOS) PECADOS

Vaticano divulga lista de novos pecados capitais 10.03.2008 - A manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental estão entre os novos pecados capitais pelos quais os cristãos devem pedir perdão, segundo a nova lista apresentada pela Santa Sé.

O Vaticano atualizou a lista de pecados capitais para adaptá-la à "realidade da globalização". Os novos pecados capitais - merecedores de condenação segundo a Igreja Católica - serão agregados aos anteriores: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça.

Publicada no domingo no jornal do Vaticano, Osservatore Romano, a lista foi divulgada depois que o papa Bento XVI denunciou a "queda do sentimento de pecado no mundo secularizado", em meio à redução no número de católicos que praticam a confissão.

Entrevista

Em entrevista ao Osservatore Romano, monsenhor Gianfranco Girotti, responsável pelo tribunal da Cúria Romana que trata das questões internas do Vaticano, afirmou que, ao contrário dos anteriores, os novos pecados vão além dos direitos individuais e têm uma dimensão social.

"Há várias áreas relacionadas aos direitos individuais e sociais dentro das quais incorrer em atitudes pecaminosas. Antes de mais nada, a área bioética, dentro da qual não podemos deixar de denunciar algumas violações de direitos fundamentais da natureza humana, através de experiências e manipulações genéticas, cujos êxitos são difíceis de prever e manter sob controle".

Na avaliação do prelado, a injustiça social e os crimes ambientais também estão na lista das novas ofensas pelas quais os fiéis devem pedir perdão e fazer penitência.

"A desigualdade social, onde os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, alimentam uma insuportável injustiça social. Depois tem a área da ecologia, que hoje desperta grande interesse", apontou o responsável pelo tribunal vaticano.

Na entrevista, Girotti citou ainda o uso de drogas como um dos novos pecados que merecem condenação.

"A droga enfraquece a psique e obscura a inteligência, deixando muitos jovens fora do circuito da Igreja", explica.

Sociedade
Na interpretação de monsenhor Girotti, o pecado deixou de ser apenas uma questão pessoal e passou a ter maior influencia na sociedade.

"Antes, o pecado tinha uma dimensão individual, hoje tem uma impacto social, principalmente por causa da globalização. A atenção ao pecado agora é mais urgente devido aos reflexos maiores e mais destruidores que pode ter", disse Girotti.

Na entrevista ao jornal do papa, o monsenhor recordou que entre os grandes pecados estão o aborto e a pedofilia e comentou o escândalo dos abusos sexuais cometidos por padres.

Ele admitiu que se trata de um problema grave, mas denunciou uma espécie de campanha contra a Igreja Católica por parte dos meios de comunicação.

"Estes fenômenos graves que foram denunciados demonstram a fragilidade humana e institucional da Igreja. Ela, porém, reagiu e continua reagindo para tutelar sua imagem e o bem do povo de Deus. Mas os meios de comunicação enfatizam o problema, prejudicando a imagem da Igreja", declarou o clérigo ao jornal.

Confissão
Monsenhor Gianfranco Girotti falou dos novos pecados aos padres reunidos no Vaticano até o final de semana passado, durante curso de atualização sobre o sacramento da confissão.

Durante o curso, o responsável pelo tribunal informou que cada vez menos católicos confessam os próprios pecados aos padres. Girotti denunciou que cerca de 60% dos fiéis na Itália não se confessam, citando estatísticas da Universidade Católica italiana.

Na entrevista ao Osservatore Romano, Girotti recordou as recomendações para se receber o perdão.

"Confissão em 15 ou máximo 20 dias antes ou depois de cometer o pecado, comunhão, oração segundo as intenções do papa, pureza e caridade", disse o clérigo.

Fonte: Terra notícias
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OBS: Naturalmente que todos estes pecados novos já estavam contidos nos pecados de sempre, todos com base nos sete vícios capitais. O que é importante nesta reportagem é certamente a batalha do Vaticano e de Bento XVI no sentido de restabelecer na cabeça dos católicos a noção de pecado. É preciso que todos estejam conscientes de suas faltas, e que saibam discernir corretamente entre o que é pecado - grave ou leve - e o que não é.

Na verdade acredito que 99% dos católicos não têm mais uma noção correta do pecado, para poderem avaliar a sua gravidade. É que nas últimas décadas, depois do malsinado Concilio Vaticano II, a secularização acabou matando nas consciências o sentido do pecado, até porque muitos maus padres passaram a pregar que o pecado não existe, que Deus é apenas misericórdia, que não castiga ninguém e assim todos se salvam, mesmo que não se confessem e peçam perdão a Deus. E está é uma mentira crassa, fonte de inumeráveis desgraças e perdas de almas.

O fato é que NINGUÉM, pode alegar desconhecimento da doutrina diante de Deus. Os cinco mandamentos da Igreja, nunca foram abolidos e contra eles se peca gravemente - sobre todos eles - quando se descumpre qualquer que seja. Dou isso como exemplo.

Ora, se a Igreja MANDA que as pessoas são obrigadas a confessar-se com um sacerdote pelo menos uma vez por ano, e a comungar pela páscoa, isso quer dizer que, quem não cumpre esta ORDEM, está em pecado grave, e portanto, cada vez que, por desleixo, preguiça ou motivo menor deixar de participar da Santa Missa ou culto dominical, NÃO PODE mais participar da Eucaristia, porque está sim em PECADO GRAVE, e comete SACRILÉGIO se continuar comungando. Isso está bem claro na Carta aos Corintios e está no Catecismo da Igreja.

Da mesma forma é falta grave NEGAR OS DÍZIMOS, não fazer o jejum nos dias de preceito, ou não abster-se de carne nos dias próprios. Afinal Deus constituiu a sua Igreja e deu a Pedro o poder de ligar. E se Pedro ligou estes mandamentos na terra, estão ligados profundamente no Céu. São para ser cumpridos na íntegra!

Nota-se uma verdadeira batalha no Vaticano, até para que se cumpra aquilo que já foi pedido em 2/05/2002 na Carta Misericórdia Dei, do saudoso papa João Paulo II, que obrigava as capelas a manter confessionário com grades, e incentivar as confissões sacramentais e individuais, diretamente a um sacerdote, proibindo as ditas confissões comunitárias, salvo as excessões raras.

De outro lado, nota-se também uma tremenda batalha do demônio, no sentido de tirar o Sacramento da confissão ou minimizar seus prodigiosos efeitos. Nas célebres "Confissões do Diabo" feitas ao São Bernardo, onde Lúcifer foi obrigado por Deus a falar a verdade, o santo lhe perguntou "qual era a coisa que mais tirava almas de suas garras"?? Ao que o maligno respondeu: a Confissão!

Ou seja, mais que a Eucaristia, a oração, ou Maria, a confissão é de fundamental importância para tirar da alma o pecado, afim de que ali penetre a graça e que assim frutifique para a vida eterna. Estando a alma limpa, o resto vem por um maravilhoso e pródigo acréscimo.

Quanto ao pecado da desigualdade social, isso não deve ser entendido da forma como a falsa igreja libertadora o define, quando busca uma libertação física, porque isso é definido claramente no Catecismo da Igreja, como um forma de "ateismo contemporâneo". A desilgualdade social deve ser combatida pelo combate ao pecado da cobiça, da avareza, da gula, que levam pessoas, usando de artifícios diabólicos e injustos, a se locupletarem de grande parte da riqueza da terra, em detrimento de bilhões.

Nestes casos, não se devem atacar os efeitos, mas as causas. Isso se faz através da boa e santa Catequese, que deve começar desde a concepção e nunca pode parar, até a morte.

Fonte: Recados do Aarão

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