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19/12/2007 22:53:10
Notícias Urgentes - Anúncio do Evangelho

ANÚNCIO DO EVANGELHO
(tradução por gentileza de Carlos, nosso amigo de Portugal) FONTE: http://radiocristiandad.wordpress.com/
Por Sandro Magister
ROMA, 17 de Dezembro de 2007 – “É uma ordem clara do Senhor e não admite excepção alguma. Ele não nos disse: Pregai o Evangelho a toda a Criatura, excepto aos muçulmanos, aos judeus e ao Dalai Lama”.
O Cardeal Giacomo Bifi, arcebispo de Bolonha, fez esta exortação em um célebre discurso que teve lugar 9 dias depois do 11 de Setembro de 2001. E afirmou o seguinte – com palavras menos exuberantes mas de igual substância – A “Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização” difundida pela congregação para a doutrina da fé na passada sexta-feira, 14 de Dezembro.
A nota estava em agenda desde há vários anos, desde que Joseph Ratzinger que era presidente da congregação. O que a fez voltar a ser “necessária” – pode ler-se na introdução – foi a “crescente confusão” sobre o dever da Igreja de anunciar Jesus ao Mundo.
“Uma confusão que também se fez sentir nos institutos missionários”, lamentou o secretário da congregação o arcebispo Angelo Amato em uma entrevista para a Rádio Vaticana. “Não há mais anúncio de Cristo, nenhum convite à conversão, nenhum batismo, nenhuma Igreja. Só há compromissos sociais”.
Na origem deste arrefecimento do espírito missionário da Igreja, até a sua extinção, a nota indica várias causas. Antes de tudo a falsa ideia que cada religião é a via de salvação para as restantes. Depois a convicção de que propor a verdade cristã aos outros, é um atentado à sua liberdade.
Depois a concepção do Reino de Deus não atribuído à pessoa de Jesus, mas sim a “uma realidade universal que supera todas as experiências ou tradições religiosas, que elas deveriam tender como à universal e indistinta comunhão de todos aqueles que buscam a Deus”.
Depois também a ideia que “a pretensão de haver recebido em dom a plenitude da Relevação de Deus esconde uma atitude de intolerância e um perigo para a paz”.
Sobre alguns destes “relativismos e irenismos” a congregação para a doutrina da fé já respondeu com a declaração “Dominus Iesus” de Agosto de 2000.
A outros se opôs com as notificações a cargo de 3 famosos teólogos processados em estes últimos anos: Jacques Dupuis, Roger Haight y Jon Sobrino.
Contra as “significativas ambiguidades” de um quarto teólogo, Peter C. Pahn, pronunciou-se precisamente nestes dias, a conferência episcopal dos Estados Unidos, com uma declaração de 7 de Dezembro.
De afirmar, que a nota da congregação vaticana solicita obedecer sem qualquer reserva ao mandato de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. (Mc 16,15).
Se bem que também aos não cristãos poderão ser salvos por Deus através “de caminhos por Ele conhecidos”. Nos toca a nós cristãos a obrigação de dar a conhecer a todos “o verdadeiro rosto de Deus e a amizade com Jesus Cristo” sem os quais há “escuridão” e “deserto”.
Não basta só testemunhar com a vida, adverte a nota. Que continua citando a exortação apostólica “Evangelium nuntiandi” de Paulo VI.
“Também o mais belo testemunho se revelará bastante impotente, se não for iluminado, justificado – o que Pedro chamava “dar razões da própria esperança” (1Pe 3,15) – e esclarecido por um anúncio claro e inequívoco do Senhor Jesus”.
No final, a nota enfrenta a questão da evangelização “num país onde vivem cristãos não católicos, sobretudo em países de antiga tradição e cultura cristã”.
O pensamento vai de encontro à Rússia Ortodoxa. Também em situações como esta – pode ler-se na nota – o diálogo com cristãos não católicos deve ser “não somente um intercâmbio de idéias, mas sim de dons, a fim de se poder oferecer a eles a plenitude dos meios de salvação”.
E em caso de conversões a nota escreve:
“Se um cristão não católico, por razões de consciência e convencido da verdade católica, pede para entrar na plena comunhão da Igreja Católica, deve-se respeitar como obra do Espírito Santo  e como expressão de liberdade de consciência e de religião. Neste caso não se trata de proselitismo, no sentido negativo atribuído por este termo.
Mas na generalidade, a nota afirma que a evangelização não é para a Igreja apenas um dever mas “é também um direito imprescindível, expressão própria da liberdade religiosa, que tem as suas correspondentes dimensões ético-sociais e ético-politicas. Um direito que lamentavelmente, em algumas partes do mundo, não é todavia reconhecido legalmente e noutras não são respeitadas as práticas.
Aqui o pensamento vai de encontro aos países muçulmanos. Onde tanto a pregação como as conversões, têm sido sempre perigosas e continuam sendo hoje em dia, até ao preço da vida.
Mas a nota cita:
“Precisamente o martírio da credibilidade aos testemunhos, que não buscam ou ganham nada mas sim dão a própria vida por Cristo. Eles manifestam ao mundo a força enorme e plena do amor pelos homens que é dada a quem segue a Cristo até ao total dom de sua própria existência. Deste modo os cristãos desde os primórdios do cristianismo até aos nossos dias, sofreram perseguição pela causa do Evangelho, como Jesus havia predito: “Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (Jo 15,20).
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OBS: Este espírito relativista, de achar que todas as religiões têm parte de verdade é realmente diabólico, e parece tomar corpo em todos os países, de uma forma assustadora. Também o fato de achar que evangelizar sinifica um atentado contra a liberdade de conciência, é prática intolerante que põe em risco a paz. Tais conceitos são satânicos, entretanto caminham céleres em todo mundo para sufocar a verdade e a Igreja.
Esta é uma prova clara da imensa divisão dentro da Igreja, pois de uma lado temos o Papa pedindo e incentivando a evangelizão e a busca das ovelhas desgarradas, de outro lado temos a besta dentro da Igreja, que atua de forma aguerrida, no sentido contrário.
Dias atrás diversos bispos representandes da Cominhão Anglicana Tradicional, que diz reprezentar em torno de 400 mil fiéis, enviaram carta ao Vaticano, pedindo União plena, corportativa e também sacramental com a Igreja católica, um cardeal modernista falando pela lingua da serpente disse que “não é nossa política trazer tantos anglicanos à Roma”. Qual é a política dele então? Dividir a Igreja? Destruí-la?
Ai do reino dividido sobre si mesmo. Como subsistirá?

Fonte: Recados do Aarão

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