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27/11/2007 15:01:46
Notícias Urgentes - Voz da mentira

VOZ DA MENTIRA

Abaixo anexo um texto datilografado por Maria, de matéria saída no Jornal Folha da Tarde, com mentiras sobre João Paulo II. O texto começa dizendo que ele escreveu contra o papa, baseado em coinversas que ouviu no Vaticano sobre o Papa...

Ora se eu for escutar o diabo, irei sempre escrever mentiras sobre as pessoas. Os inimigos de Deus e dos santos saõ capazes de horrores. Os adversários de Frei Pio, por quase 50 anos conseguiram fazer crer que este santo tinha amantes. Os inimigos de Ana Catarina Emmerich metiram dizendo que ela mamava em outra mulher. E assim, ouvindo mentiras dos inimigos do Papa João Paulo II, que era o Maior Santo da terra em seu tempo, posso produzir fábulas como estas a seguir..

Embora eu acredite que realmente João Paulo I foi assassinado, também João Paulo II, e quanto a primeiro este mesmo jornalista escreveu um livro, a respeito desta reportagem abaixo só tenho a lamentar. Certamente está faltando dinheiro a ele, e desta forma se torna mais um Judas, com suas trinta moedas. De fato, uma coisa é o lado negro do Vaticano, onde a besta se locomove como serpente, outra muito diferente é o Papa. Desde Paulo VI eles não conseguiuem mais governar a Igreja como gostariam, tolhidos por forças satânicas. E isso o jornalista não entende: o papa não é a besta, mas ela existe!

Portanto, não acreditem no que ele diz contra a pessoa de João Paulo II! Quanto ao escândalo do Banco Ambrosiano, tem lá Marcinkus na torre pagando suas faltas. E pagarão todos os que escandalizaram a Igreja, mas João Paulo II foi diretinho ao Céu, onde já se encontra em Corpo Glorioso.... Muitos o verão ainda, na reta final da história deste mundo atual...

Autor: David Yallop
O jornalista inglês lança o livro “O Poder e a Glória – O Lado Negro do Vaticano de João Paulo II”. A obra questiona a personalidade e o caráter de um dos maiores mitos da recente história da Igreja Católica.

“Cristo será barrado se tentar entrar no Vaticano hoje”

O mesmo homem que escreveu sobre o assassinato do papa João Paulo I na década de 1980 diz que decidiu mostrar um lado nada edificante na trajetória de João Paulo II. Baseado em pesquisas e relatos colhidos no Vaticano, o jornalista inglês David Yallop, 70 anos, lança dúvidas sobre o caráter de um dos lideres mais queridos da Igreja Católica em O Poder e a Gloria – O Lado Negro do Vaticano de João Paulo II. Em visita ao Brasil, o escritor concedeu entrevista exclusiva ao JT e usou palavras duras para classificar Karol Wojtyla, morto em 2005. E afirmou que Bento XVI refaz o percurso do antecessor.

P. Como teve acesso a informações secretas sobre João Paulo II?
R. Geralmente, isso vem por investigações, pessoas que trazem informações novas. Mas, nesse caso, foi mais fácil do que eu esperava porque fiz livros ligados a essa historia. Alem disso, já tinha sido critico com João Paulo II. Quando ele se tornou papa, em 1978, a primeira coisa que disse foi que seguiria a linha de João Paulo I, mas desfez o programa do antecessor. Eu sabia disso, conhecia o programa. Quando o livro Em Nome de Deus foi publicado, em 1984, ficou claro que o Vaticano estava agindo de maneira criminosa com relação ao Banco do Vaticano. Uma enorme quantia em dinheiro sumiu, e o Vaticano acabou repondo uma parcela. Disseram: “Não somos culpados pelo que aconteceu, mas aqui esta o dinheiro (risos)”. Ficou claro que João Paulo II estava protegendo certo tipo de pessoas, continuamente.

P. Protegendo como?
R. Muitas vezes chegavam ao papa e diziam que outras pessoas da Igreja eram corruptas e ele ignorava. Qual e a maior corrupção de João Paulo II? Não agir. O Banco do Vaticano, em tese, deveria ajudar fundações ligadas a Igreja, mas também é usado para empresários italianos, máfia. Os lucros da máfia vão para drogas, prostituição e outros crimes no mundo todo. O banco é controlado pelo papa. Ele sabe tudo o que está acontecendo ali. Esse papa permitiu que essas coisas acontecessem. Corrupção por não fazer nada, não por estar envolvido.

P. Afirma que o papa foi corrupto?
R. Falou a verdade em muitos momentos, mas evitou ser confrontado mais do que qualquer homem que conheço. E suprimiu coisas. Nesse aspecto, foi corrupto.

P. O livro fala da ação da Igreja contra a pedofilia. Como foi?
R. Em todo pais que há padres católicos há pedofilia. E o papa sabia disso e desde muito antes (da ação). Em 1985, teve acesso a um documento de mais de 200 páginas feito por dois padres que falavam de leis que a Igreja deveria fazer para diminuir a pedofilia. Wojtyla arquivou.

P. Por que?
R. Porque ele não fazia nada. Desde quando era um padre novo na Polônia, tinha a mesma política de abafar escândalos. Para falar como ele “em cada casa deveria ter um quartinho onde se resolve esses probleminhas”. Um dos exemplos foi com os Legionários de Cristo, no México, fundado por Marcial Maciel Degollado, descoberto por abusar de garotos na década de 1940. Era assim: se você fosse uma garota no confessionário, o padre colocava as mãos nos seus seios e dizia: “Deus pediu para você fazer um bebê comigo”. E uma garota em particular fez um bebê com o religioso. a outros padres também era permitido acariciá-la. Seis ou sete padres se juntaram e a violentaram. Nem recomendaram a ela tomar pílula. Ficou grávida. A Igreja ajudou levando-a para fazer um curso nas Filipinas. Isso é um padrão, acontece sempre. Esse é o tipo de homem de João Paulo II. Entrevistei uma das vitimas abusadas sexualmente por Maciel e tudo o que queria era um pedido de desculpas. Ele disse ao menino que se o acariciasse, sua dor de estômago melhoraria. Maciel ainda é vivo, e a organização está florescendo. O papa João Paulo II chegou a elogiá-lo pelo “trabalho edificante para a juventude”. Não apenas o protegeu, como o apoiou. é terrível. Se você vai à igreja, a pessoa mais perigosa lá é o padre. Como deixar uma criança sozinha com um deles?

P. Outros papas teriam se omitido?
R. Alguns acobertaram, mas me concentrei em João Paulo I antes de Wojtyla. E ele foi assassinado porque queria fazer o certo, queria implantar o controle da natalidade, reformular o Banco do Vaticano e sabia da corrupção. Antes dele não havia evidencias de que os demais (papas) sabiam.

P. E Bento XVI segue a mesma linha?
R. (Joseph) Ratzinger vem do movimento dos Legionários de Cristo, sobre o qual falei. O dossiê do garoto que entrevistei (abusado sexualmente) foi entregue para Ratzinger (antes de assumir o cargo) e ele não fez nada. Pessoas próximas disseram que a razão (da possível omissão) foi para não desagradar ao papa. Ele sabia que Maciel era amigo de João Paulo II. Então permitiu que o abuso continuasse. Fez nada por anos. (Em 2006, Ratzinger afastou Maciel de cargos públicos e recomendou que passasse a ter uma vida de “oração e penitência”. Em troca, o religioso não foi processado).

P. O papa ainda tem essa postura?
R. Claro. Continua acontecendo e mais casos virão, sem dúvida. E não acontece só com padres, mas com bispos, cardeais.. elas não param de ser pedófilos (porque cresceram na instituição). E não são barrados, cria-se uma rede de pedófilos. Então, o papa acaba tendo de proteger toda uma rede que vinha antes.

P. Mas como barrar essa “rede”?
R. Sim. Um grupo de bispos americanos e de outros países pediram a política de “tolerância zero”. E o homem que pediu para parar com a tolerância zero, adivinhe quem foi? João Paulo II.

P. O que aconteceu?
R. Não há mais essa política. O que acontece com a Igreja Católica é que se sou padre e violento uma garotinha, não há implicações com as autoridades civis. Você não liga para a polícia, mas para alguém da Igreja. É mantido em uma redoma.

P. Mas corrupção e pedofilia não ocorrem em outras igrejas também?
R. Sim, claro. Protestante, metodista, todas as igrejas... Concentrei-me na Católica por causa do histórico e por estar ainda acontecendo. Tem em todas, mas no catolicismo é mais amplamente espalhado.
P. Qual o maior mito sobre Wojtyla?
R. Por exemplo, que foi bravo na Segunda Guerra Mundial, que ajudou os judeus na Polônia. Maravilhoso, mas nenhuma palavra verdadeira. O Vaticano não diz se isso é verdade ou não. Falam que ele viveu em condições de escravo, nos campos de concentração, mas ele tinha salário pago pela companhia para a qual trabalhava. Também era machista. Quando soube que na Bósnia mulheres estavam sendo estupradas repetidamente, proibiu que as agências distribuíssem pílulas abortivas. Falou que as mulheres que estavam sendo estupradas deveriam aceitar o inimigo que estava dentro delas. Se eu fosse o pai de uma dessas garotas, acho que teria aplaudido o homem que atirou no papa. Ele fez coisas monstruosas, disse que os espanhóis deram grande contribuição ao catequizar a América Latina, mas não sabia nada sobre a historia dos paises. Não sabia que depois dos espanhóis, 90% dos nativos morreram. Não sabia porque era um homem estúpido e ignorante. E era tratado como gênio. Se ele era um gênio, eu sou uma banana.

P. O Sr. é tão crítico quanto ao papa. O que o Sr. pensa da beatificação?
R. É um negócio se tornar santo. Quão fácil é? Se calcular o tempo que João Paulo II passou pelo primeiro estágio da beatificação, se tornar santo é mais fácil do que se imagina. Mas as pessoas se sentem confortáveis em ter santos.

P. Por que criticar tanto o Vaticano?
R. Eu gostaria de vê-lo limpo, de vê-lo voltar as raízes do Cristianismo. Hoje acredito que Jesus Cristo seria barrado pela segurança se tentasse entrar no Vaticano. Ia ter de fazer um milagre para entrar, mas o prenderiam de novo. (risos)

P. Não tem medo por dizer o que diz?
R. Claro que sim. Quando vou a um restaurante, nunca me sento de costas para a porta, por precaução.

Livro > “O Poder e a Glória” faz critica acida ao reinado do polonês Karol Wojtyla, e não é a primeira obra controversa do autor.

Uma estante cheia de polêmicas

David Yallop chega ao nono livro da carreira com declarações polêmicas. Em sua obra, traz elementos que questionam a imagem de um João Paulo II benevolente e atento, entre outros predicados atribuídos ao papa. Das investigações do jornalista inglês saiu um papado de Karol Wojtyla menos glorioso, repleto de casos de corrupção e traços autoritários, entrelinhas de um comportamento que, pouco a pouco, o autor delineia para o papa, que hoje caminha para a beatificação. As conclusões estão em O Poder e a Gloria – O Lado Negro do Vaticano de João Paulo II, recém-lançado no Pais pela Editora Planeta (R$ 54,90).
A obra fala sobre como agia nos corredores da Santa Sé o polonês e questiona sua integridade, a começar por sua possível ligação com o grupo que derrubou o papa anterior a ele. Temas controversos como o crescimento da Opus Dei no interior da Igreja também são tratados. Yallop comenta que acredita que Wojtyla fizesse parte da congregação. “Só não afirmo porque não vi, mas há fortes indícios”, diz. “Hoje o pensamento do Vaticano é dominado pelo Opus Dei, eles são poderosos”.
Católico por formação, o autor declara ter sido impelido a escrever sobre o assunto justamente por ter fé no Cristianismo. Mesmo fiel, é considerado persona non grata no Vaticano.
Colheu para o livro comentários de bastidores de personagens que preferiu não identificar para “preservar as fontes”. Para completar, usou a análise de documentos e a experiência do livro que publicou sobre a morte do Papa João Paulo I, Em Nome de Deus, publicado em 1984 no Brasil.
A fama de Yallop veio pelo título, com o qual entrou para a História ao afirmar que Albino Luciani teria sido assassinado e não morto por causas naturais. Antes, o jornalista escreveu sobre assassinatos, a trajetória de Chacal, que foi o homem mais procurado do mundo, e falcatruas na Federação Internacional de Futebol (Fifa). Polêmica é com ele mesmo.

Fonte: Recados do Aarão

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