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29/09/2007 11:07:27
Notícias Urgentes - O inimigo ronda

O INIMIGO RONDA.

Segue abaixo uma carta publicada hoje no Jornal Folha de São paulo, que dá uma indicação bem clara do fermento do embusteiro. É devido a iniciativas como estas que nossa Igreja está chegando ao abismo. Pressão de ex-padres arrependidos para voltar, casamento de padres, ordenação de mulheres, comunhão a divorciados, eis as "propostas" - satânicas propostas - que enviam ao Santo Padre.
O simples fato de estar fazendo cursos teológicos com Frei Masters, outro herege, dá indicação de onde partem estas loucuras. Infelizmente temos leigos bons metidos ali no meio das serpentes. Acham que fazem o bem, e estão rachando a Igreja. Isso jamas colocará a Igreja no Século 21, antes arrancará para sempre as raizes dela plantandas por Jesus no Século 1.

Supliquemos ao santo padre exatamente o contrário: não abra este debate! Estas questões já estão fechadas, decididas, e para sempre. NÃO A TUDO O QUE ELES AQUI PROPÕEM. Este assunto, senhor Carlos, não é delicado, é DIABÓLICO... eis a carta...

Carta ao papa Bento 16

CARLOS ALBERTO ROMA

O assunto é muito delicado e as instâncias locais não estão autorizadas a debatê-lo. Nós, leigos, solicitamos que abra esse debate

CRESCE A nossa insatisfação, enquanto leigos católicos, com a insensibilidade da hierarquia da nossa igreja que está no Vaticano.
A questão de fundo é a explícita falta de coragem para dar os passos necessários para colocar a igreja no século 21, especialmente se abrindo para os leigos.
Fazemos um curso de atualização teológica. Somos 110 leigos. Após refletirmos sobre a prática e a coragem de Jesus diante da religião de seu tempo, tendo como texto de aprofundamento o livro "Com Jesus na Contramão", de frei Carlos Mesters, decidimos redigir uma carta ao papa Bento 16 e toda a Cúria romana:
"Estamos cada vez mais motivados em servir a Deus por meio da nossa igreja. No entanto, estamos sofrendo muito, pois os sucessivos padres que atuam em nossa paróquia têm enfrentado um problema grave: por mais que motivem, a juventude atual não se sente entusiasmada a entrar no seminário para servir como sacerdote. Estamos acompanhando também o desenrolar desse problema no velho continente e verificamos que a situação é ainda mais grave.
Nós, leigos, pedimos desculpas pelo atrevimento de enviar esta correspondência diretamente para Sua Santidade, sem passar pelas instâncias competentes. Esse assunto é muito delicado e as instâncias locais não estão autorizadas a debatê-lo. Solicitamos que abra esse debate. Em nossas celebrações dominicais, temos consultado irmãs e irmãos paroquianos e constatamos que mais de 95% entendem que a nossa igreja precisa dar passos novos.
O Brasil tem a menor proporção de padres católicos do mundo, de acordo com o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais. Enquanto há no Brasil 18.685 padres (1 para cada 10.000 habitantes), na Itália há 1 para cada 1.000 habitantes. Na América Latina, o problema enfrentado pelo Brasil fica evidente. A Argentina tem 1 sacerdote para cada 6.800 habitantes, e a Colômbia, 1 para cada 5.600 habitantes. A média do México, o segundo maior país católico do mundo, é a que mais se aproxima do Brasil: 1 sacerdote para cada 9.700 habitantes.
Com a grande falta de padres, confirmada em pesquisas realizadas em todos os países do mundo, nos perguntamos: por que não reconhecer o sacerdócio casado, o sacerdócio feminino e reconduzir os padres casados ao serviço da igreja?
Sabemos que, ao longo da história, 39 papas foram casados. O primeiro foi o apóstolo Pedro (Lucas 4, 38-39).
Segundo pesquisa do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais publicada em 31/1/06, existem no Brasil cerca de 5.000 padres casados e sem o direito de exercer seu sacerdócio. A maioria sente pulsar fortemente no seu coração a vocação para o sacerdócio. Isso não é um ato violento com o Senhor da Vida, que enviou missionários para a messe?
Os padres católicos tinham permissão para se casarem no primeiro milênio da era cristã. Foram os dois primeiros Concílios de Latrão, em 1.123 e 1.139, que instituíram o celibato sacerdotal e aboliram o casamento de sacerdotes. Os tempos atuais conclamam a que façamos corajosa revisão e mudemos nossos paradigmas. Solicitamos que Sua Santidade crie uma comissão, também composta por leigas e leigos, para aprofundar e solucionar urgentemente quatro questões:
1) Implantação de dois modelos de sacerdócio: a) celibatário e b) casado, com normas canônicas específicas para cada estado.
2) Implantação do sacerdócio feminino, com duas modalidades: a) celibatária e b) casada, com normas canônicas específicas para cada estado.
3) Reintegração, no serviço da igreja, dos sacerdotes já casados, ainda vocacionados.
4) Rever a situação dos cristãos casados em segunda união e sua participação na eucaristia. Diante das reflexões acima, nos sentimos interpeladas e interpelados à participação igualitária na caminhada e na vida eclesial, especialmente com seu futuro. Desejamos expressar nossos pensamentos e expectativas, afirmando ser fundamental que a hierarquia da igreja ouça nosso clamor.
A hierarquia de nossa Igreja Católica vai continuar indiferente? Ou vai abrir-se ao Espírito Santo e dar um passo à frente? Não podemos adiar ainda mais esse debate. Falta-nos, quem sabe, "vontade eclesial" ou "decisão política"?
Propomos a todos os cardeais, bispos, sacerdotes, leigas e leigos que trabalham nos movimentos e pastorais para que abram o debate em seus espaços e façam uma discussão, bem aprofundada, sobre os temas acima". Nosso grupo de leigos e leigas lança amanhã o site www.softline.com.br/leigoscatolicosnacontramao.
Convidamos todos os leigos e leigas que sentem o vigor profético a entrar nesse debate.


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CARLOS ALBERTO ROMA, 41, graduado em gestão pública e pós-graduando em controladoria pública, é ex-postulante franciscano.

Fonte: Recados do Aarão

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