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08/09/2007 14:53:20
Notícias Urgentes - Papa bate contra o aborto

O Papa não está poupando os abortistas.

noticias do Terra:

Sábado, 8 de setembro de 2007, 06h21 Atualizada às 07h34
Áustria: imprensa destaca ataque do Papa ao aborto

A imprensa austríaca dedica hoje as suas manchetes aos ataques do Papa Bento
XVI ao aborto e à eutanásia, no primeiro dia de sua visita à Áustria.
O jornal Der Standard publica na primeira página a manchete "O Papa contra o
aborto e a eutanásia". O jornal cita o discurso de caráter eminentemente
político do Pontífice diante das autoridades austríacas e do corpo
diplomático em Viena.
"O direito à vida é o direito humano fundamental e tem validade desde a
concepção até o seu fim natural", cita o jornal.
O Kurier usa na primeira página as palavras do Papa: "Crianças não são uma
doença".
O jornal conservador Die Presse prefere destacar o apelo papal para que a
Europa "tome a liderança" na luta contra a pobreza no mundo e em seus
esforços pela paz. Mas também reflete suas críticas ao aborto e à eutanásia.
O sensacionalista "Österreich" ressalta o mau tempo que o Papa enfrentou ao
chegar à Áustria, que "escureceram" a sua visita.
Segundo o jornal, só 7 mil fiéis foram ver Bento XVI numa praça no centro da
capital, onde eram esperados 25 mil.
O Pontífice iniciou hoje o segundo de seus três dias de visita apostólica à
Áustria, com uma peregrinação ao santuário de Mariazell, cerca de 150
quilômetros a sudoeste de Viena.
EFE

Sábado, 8 de setembro de 2007, 07h06 Atualizada às 11h01
Papa Bento XVI lamenta uma Europa sem crianças

O papa Bento XVI lamentou a falta de crianças na Europa e culpou o egoísmo e
a falta de confiança no futuro de seus habitantes, no segundo dia de sua
visita à Áustria que o levou a Mariazell, um lugar de devoção para os
católicos de toda a Europa Central.
"A Europa se tornou pobre em crianças. Queremos tudo para nós mesmos, e
talvez não confiemos o suficiente no futuro", declarou o líder da Igreja
católica durante uma missa ao ar livre celebrada diante de mais de 30 mil
fiéis por ocasião do 850º aniversário do santuário dedicado à Virgem.
Na véspera, diante dos dirigentes políticos e diplomatas em Viena, o Papa
havia qualificado o aborto de "ato contrário aos direitos humanos". Neste
sábado, ele também considerou que um mundo sem Deus que "não sabe mais fazer
a diferença entre o bem e o mal" enfrenta a "terrível ameaça da destruição".
Chuva, vento e frio se uniram para transformar esta etapa em Mariazell,
perto dos Alpes, num calvário para os peregrinos que vieram assistir à missa
do Papa de 80 anos. O Papa estava protegido da chuva por uma tenda instalada
em cima do altar.
As condições climáticas adversas são provavelmente as responsáveis pela
morte, anunciada pela polícia, de dois idosos de cerca de 80 anos. Um teve
parada cardíaca e o outro problemas de circulação. O Papa rezou por eles ao
término da missa. "Estou seguro de que a mãe de Deus os levou diretamente
para o Senhor", disse ele.
Bento XVI, cujo primeiro dia de sua visita à Áustria também havia sido
perturbado pela chuva, teve que ir de carro a Mariazell, a 110 km de Viena,
abrindo mão do helicóptero que havia sido previsto.
Esta visita do santuário mariano, que devia ser encerrada cerca das 17h GMT
(12h de Brasília), constituía a etapa principal da viagem do Papa alemão a
este país do coração da Europa que ele apresentou como "uma peregrinação" no
caminho de Maria, a mãe de Jesus.
Em sua homilia, ele convidou os cristãos a expressarem a verdade de sua fé,
tendo em mente a fraqueza de "Jesus nos braços de sua mãe" representada na
estátua da virgem de Mariazell, e a do Cristo crucificado. Ele também
afirmou que os cristãos rejeitam qualquer atitude "arrogante" com as outras
religiões, mas disse que eles não devem duvidar em ostentar sua fé
publicamente.
Ao término da missa, o Papa cumprimentou, em seus idiomas respectivos, os
peregrinos húngaros, eslovenos, croatas, tchecos, eslovacos e poloneses.
Mais de um milhão de peregrinos da Europa Central vêm rezar todos os anos no
santuário de Mariazell.
No fim da tarde, Bento XVI devia se dirigir aos padres, religiosas e
religiosos austríacos para confortá-los em sua fé num momento em que sua
Igreja, outrora toda-poderosa, passa por uma crise.
Neste sábado, o ministro austríaco da Defesa, Norbert Darabos, reagiu às
declarações do Papa sobre o aborto. "Há desacordos" entre a Igreja e o
governo, afirmou, destacando que a Áustria não pretende modificar a lei que
permite o aborto sob condições.
AFP

Sábado, 8 de setembro de 2007, 11h21 Atualizada às 11h41
Papa: Ocidente é incapaz de distinguir a verdade

O papa Bento XVI cumpriu hoje seu objetivo de peregrinar ao santuário
mariano austríaco de Mariazell, onde disse que o Ocidente e a Europa estão
em crise porque são "incapazes" de distinguir a verdade "e se resignaram".
O Pontífice acrescentou que, sem a verdade, a ciência pode destruir o homem
e o mundo.
Diante de cerca de 30 mil pessoas - muitas delas vindas de países vizinhos,
como Hungria, República Tcheca, Polônia e Eslovênia - que desafiaram a chuva
e o frio, Bento XVI também disse que faltam crianças na Europa e que os
europeus são egoístas.
Na homilia, o Papa ressaltou que Mariazell, centro do Catolicismo
centro-europeu, é um lugar de paz e reconciliação. Afirmou que o homem tem
necessidade de Deus, de Cristo, e que isso não significa "desprezo pelas
outras religiões", nem "soberba" por parte dos cristãos.
Após ressaltar a entrega dos cristãos ao próximo, o Papa afirmou que a fé
cristã se opõe "com firmeza à resignação que considera o homem incapaz da
verdade, como se esta fosse grande demais para o homem".
"Esta resignação frente à verdade é o ponto crucial da crise do Ocidente, da
Europa", afirmou.
O Papa acrescentou que, se para o homem não existe uma verdade, "no fundo
(ele) não pode distinguir entre o bem e o mal, e então os grandes e
maravilhosos progressos da ciência são ambíguos, já que podem representar
grandes avanços para o bem e a salvação do homem, mas também uma terrível
ameaça".
"Temos necessidade da verdade", reiterou o Papa, que, no entanto, reconheceu
que há um "medo de que a fé na verdade leve à intolerância". Bento XVI disse
que a verdade "não pode ser afirmada mediante um poder externo".
Observadores viram nas palavras do Pontífice uma crítica aos vários casos de
intransigência religiosa registrados na Igreja ao longo dos séculos.
O Pontífice afirmou que a Terra não terá futuro quando as pessoas realmente
deixarem de amar e quando o rosto de Deus deixar de iluminá-la. "Mas onde há
Deus, há futuro", ressaltou.
Na sexta-feira, o primeiro dia de sua estadia em Viena, o Papa fez um apelo
aos políticos para que aprovem medidas de ajuda, com o objetivo de que os
filhos não sejam considerados "quase uma doença, ou uma carga", e incentivou
os jovens a se casar e ter filhos.
Bento XVI também denunciou os casos de crianças que vivem na pobreza e os
que são explorados como soldados. Além disso, dirigiu-se diretamente às
crianças que não tiveram o amor dos pais, às que estão doentes e às
saudáveis e felizes.
Em sua homilia, o Papa afirmou que o Cristianismo é muito diferente de um
sistema moral, de exigências ou leis, e que os mandamentos são um "''sim'' a
Deus, que nos ama, nos guia e nos deixa nossa liberdade".
Os mandamentos, acrescentou, são um "sim à família, à vida, ao amor
responsável, à solidariedade, à responsabilidade social, à justiça, à
verdade e ao respeito ao próximo".
Bento XVI chegou a Mariazell, 150 quilômetros a sudeste de Viena, no estado
de Estíria, no começo da manhã, sob forte chuva, que há dias cai em parte da
Áustria e já causou inundações.
Devido à pouca visibilidade, em vez de utilizar o helicóptero - como estava
previsto -, o Papa chegou de carro, por isso a missa começou com cerca de
meia hora de atraso.
A multidão que aguardava assistiu à cerimônia com capas e guarda-chuvas. A
missa é considerada o momento mais importante da viagem de Bento XVI.
Segundo ele, a visita é uma "peregrinação" ao santuário, que o Pontífice já
visitou em 2004, quando era "o cardeal Joseph Ratzinger".
Após a cerimônia, Bento XVI pronunciou palavras de encorajamento aos
conselhos paroquiais e cumprimentou os peregrinos em vários idiomas
centro-europeus.
O Papa também orou por dois fiéis idosos que morreram de infarto quando se
dirigiam a Mariazell.
Antes de retornar a Viena, no final da tarde, o Papa se reunirá no santuário
com sacerdotes, religiosos, seminaristas e pessoas de vida consagrada.
EFE

Fonte: Recados do Aarão

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