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05
Setembro 2006
Sob
este título, vou trazer aos leitores um relato impressionante. Ele é
ao mesmo tempo um ato assombroso da misericórdia de Deus, e também
um apelo urgente para a conversão. Agora é, como nunca antes, tempo
urgente de conversão.
E é devido a esta premência, que começo este trabalho.
Ontem, assim que abri a internet, dei com um indicativo de site vindo
da Reina del Cielo, dando um endereço da internet: http://www.gloriapolo.com/testimonio.html
Havia no e-mail um pequeno resumo da história, e mal li a
primeira frase, como que uma voz interior imperiosa me pediu: Traduzir!
E não tive dúvidas! Cliquei no endereço, baixei o arquivo para o
word, e imediatamente passei a traduzir, não me importando e nem
querendo saber se era bom ou não, nem no que ia dar. Apenas obedecei!
Nem sequer respondi aos e-mail, o leitor que me desculpe, mas isso é
super importante.
Para o leitor que já leu o nosso texto e mensagem “Julgamento
de uma alma”, este texto que vem, em três capítulos, é
apenas um complemento. Para quem não leu ainda aquele, este
certamente será seu primeiro grande susto.
Eu diria que tais coisas servem para todos nós, até mesmo
para os santos. Elas têm o imenso pendor de nos abrir os olhos,
primeiro para a eternidade, do qual abre alguns dos véus. Depois para
a Justiça Divina, milimetricamente executada, desvendando para nós
alguns segredos ciosamente guardados por Deus, e que constam no nosso
Livro da Vida – todos nós temos um diante de Deus – e que marca
fielmente todos os nossos atos, desde a nossa concepção, até o
instante da morte.
Mas, para mim, o grande pendor deste depoimento que segue, é
tirar a nossa máscara. É deixar cair por terra nossos fingimentos,
nossa postura de grande, nosso orgulho, nossas faltas escondidas, em
especial nosso orgulho pavoroso de achar que assim estamos bem, que não
temos pecados, que já fazemos o suficiente pela nossa salvação.
Ó que engano! E à medida que o texto foi progredindo, também
eu passei a fazer um exame de consciência e percebi dezenas de
passagens da minha vida, onde cometi as mesmas faltas – para mim não
eram para Deus sim, agora descobri – e, portanto tudo isso serviu
para mim, e servirá para cada um dos que acompanhar tudo até no fim.
Devo pedir desculpas ao leitor pelo seguinte: Na realidade eu não
conheço a língua espanhola, e se faço estas traduções é de
metido. Mas como este caso se passa não na Espanha e sim em Bogotá
na Colômbia, o idioma de lá já é corrompido, e contém uma série
de regionalismos os quais não consegui tradução perfeita.
Uma coisa é certa, porém: dá para entender perfeitamente, e
seguramente não haverá uma sensível distorção, capaz de subverter
o sentido das frases. Não vou dar nenhuma pista do texto, entretanto
é fantástico. E porque o texto consta de mais de 12 páginas de
Word, me obrigo a fazer os comentários que julgar pertinentes, dentro
de cada texto, onde irei numerando e respondendo a cada um. O comentário
irá em letra itálica.
O texto é um extrato de entrevista dada verbalmente pela
protagonista a uma Rádio e, portanto não é a mesma coisa que se
fosse escrito e pensado na resposta. É, pois, algo mais espontâneo,
mas tocará profundamente a cada coração, pois vem do Espírito
Santo.
No site citado se poderá ver os documentos médicos, os
atestados dos sacerdotes que a acompanham e conhecem, e nós cremos em
tudo, porque a experiência adquirida neste campo de salvação, das
almas, da eternidade, nos fez amadurecer bem.
Tudo isso prova sempre a mesma coisa: O imenso amor de Deus por
nós! Prova a Sua Infinita Misericórdia. Prova o seu imenso poder! O
sentido é trazer de volta, é resgatar os seus filhos, mesmo que seja
fazendo arrancar cadáveres dos túmulos. Ele já fez isso com Lázaro!
Com Talita! E fará, se preciso for, com cada um de nós! Só por
amor!
Mas pergunto: haverá cadáver mais putrefato que o de um morto
espiritualmente? Haverá túmulo mais negro, mais horripilante, que o
daqueles que se aninham nos braços de satanás? Haverá desgraça
maior que escolher o demônio por pai?
Aqui está um prova de que todo o orgulho será rebaixado.
Especialmente o orgulho daqueles que se pensam, que se dizem católicos,
mas são um mísero espantalho!
Segue o assunto: TESTEMUNHO
DE GLÓRIA CONSTANZA POLO ORTÍZ (Colombia) Tomado
de uma das entrevistas efetuadas pela doutora Glória Polo na Radio
Maria Irmãos!
Na verdade é muito fantástico para mim, o estar aqui com vocês,
compartilhando esta maravilhosa graça que me deu meu Senhor, faz mais
de 10 anos. Isto se deu na Universidade Nacional de Bogotá. Nos
estávamos nos especializando em odontologia, com um sobrinho, que
também era odontólogo e o meu esposo nos acompanhava. Tínhamos que
pegar alguns livros na Faculdade de Odontologia e era um dia à tarde.
Estava chovendo muito e meu sobrinho e eu nos abrigamos debaixo de um
guarda-chuva bem pequeno, e meu esposo, que tinha uma jaqueta impermeável,
encostou-se à parede da Biblioteca Geral (1). 1
– Chamo a atenção para o ambiente acadêmico e Universitário de
hoje. Nunca, em todos os tempos, houve uma fábrica tão prodigiosa de
apóstatas como as Universidades de hoje. Não há, praticamente, mais
nem uma só onde os comandos delas não estejam nas mãos de satã!
Que levam a negação de Deus, a pregação de teorias heréticas como
a evolução e a reencarnação, além da difusão de mentiras e
calunias contra a Igreja Católica. É neste espírito que se dará a
história! Entretanto,
sem nos darmos conta do perigo e para evitar poças de água, passamos
por debaixo de umas árvores. Quando fomos saltar por cima de uma
grande poça, caiu sobre nós um raio. E nos deixou carbonizados. Meu
sobrinho faleceu na hora. Ele
era muito jovem e apesar de sua curta idade, era muito ligado a Deus,
sendo devoto do Menino Jesus que trazia sempre consigo no bolso da
camisa em seu peito, numa pequena imagem de quartzo. Segundo
os peritos, o raio entrou nele através da imagem, e bateu direto no
coração, queimando-o todo por dentro e saindo pelo pé. Mas por
fora, seu corpo não carbonizou, nem sequer queimou. De
minha parte, o raio entrou em meu peito e me queimou de forma
espantosa, por dentro e por fora. De uma forma tal que este corpo que
vocês vêem aqui reconstituído, é por misericórdia de Nosso
Senhor. O raio me carbonizou os dois seios, e praticamente fez me
desaparecer toda a carne ali, também minhas costelas, o ventre e as
pernas... E antes de sair pelo pé direito me carbonizou também o fígado,
os rins e os pulmões. Mais... Como
se eu usava um dispositivo de contracepção DIU (2) em forma de T,
feito de cobre, e como o cobre é um bom condutor de eletricidade, o
raio me carbonizou, na realidade me pulverizou também os ovários, e
tive uma parada cardíaca. E ali, sem vida, meu corpo, tomado pela
eletricidade ficou imóvel. Mas observem: esta foi apenas a parte física.
2
– Que o leitor preste bem atenção em cada detalhe da vida desta
pessoa. Adiante ela dirá que é mentira que o vento leva as palavras,
porque as palavras que diz, ficam todas gravadas no Céu, e um dia
dela prestaremos conta. Também dos atos que cometemos, e aqui, nesta
história, a protagonista verá acontecer uma espécie de castigo
purificador, para cada ato anterior de sua vida. Prestem bem atenção!
Sim, também quanto ao uso assassino de dispositivos intra-uterinos de
contracepção, virá a lição. Aqui ela já teve a resposta: O DIU
que ela usava, fez pulverizar seus ovários. Mais
o mais belo, o mais maravilhoso é que embora as minhas carnes
estivessem ali carbonizadas, eu me vi imediatamente dentro de um túnel
branco, em gozo, em paz, em felicidade tal que não há palavras
humanas para descrever a grandeza deste momento: era um êxtase imenso
(3). E eu ia feliz, volátil, nada me pesava dentro deste túnel, e
olhando bem no fundo dele, havia como que um sol, uma luz formosíssima.
Eu digo que é branco isso para dar-lhe uma cor, porque nenhuma das
cores terrenas é comparável com esta luz formosíssima. Eu sentia a
fonte de todo este amor, desta paz. 3
– Milhares de experiências iguais já aconteceram em todo mundo,
pelos tempos. E sempre que existe este fato de morte, o desprendimento
da alma do corpo nos é dito que leva a esta sensação inicial de
liberdade, paz, conforto, alegria. Quando
eu ia subindo eu disse: é quarta-feira! Eu morri! E neste instante
pensei em meus filhos e disse: Ó Deus, meus filhinhos!? (4) Que vão
dizer aos meus filhos!? Esta mãe tão ocupada, que nunca teve tempo
para eles. Aí me encontrei com a verdade da minha vida e fiquei
triste. Eu saíra de casa para transformar o mundo deixando minhas
crianças ao desamparo. 4
– Também quanto a isso ela receberá uma terrível lição. Mas o
simples fato de ela se preocupar com o que deixou de fazer, já
sinalizava para algo inusitado. Porque quando a pessoa se despede da
vida, vai logo a julgamento, antes ainda de ter contato com os seus
entes queridos, até porque, antes de abraçá-los tem o Purgatório...
Ou o inferno! E lá não tem abraços! Nem tem retorno! E
neste instante de vazio por meus filhos, eu dou uma olhada e vi algo
belo; já minhas carnes não estavam nem nas medidas do tempo de cá.
Sem ocupar espaço, vi a todas as pessoas num mesmo instante, em um
mesmo momento a todas as pessoas. Os
vivos e os mortos! Abracei
aos meus bisavós. Os meus pais que haviam falecido, a todos, e foi um
momento pleno, extraordinário. Aí
me dei conta de que me haviam enganado quanto a reencarnação, porque
eu defendia a reencarnação. Eu ia vendo meu avo, meu bisavô, e os
via por toda parte. Me abraçaram e assim me encontrei com eles por um
instante. Nos abraçamos e também a todas as pessoas com as quais
convivi, em muitos lugares e no mesmo instante.
Somente minha filha, quando a abracei, ela se assustou, porque
tinha nove anos e ela sentiu meu abraço. Passou-se
pouco tempo neste momento tão maravilhoso e lindo. Eu estava sem
carnes! Já não via como via antes, quando meu corpo estava gordo,
fraco, negro, e feio. Eu via agora o interior das pessoas, que lindo
ver o interior das pessoas!.. Ver o interior delas, e seus
pensamentos, seus sentimentos! E as abracei por um instante sem
problemas, quanto seguia subindo e subindo, cheia de gozo. E foi
quando senti que ia desfrutar de uma vida maravilhosa. Ao
fundo eu via um lago belíssimo! (5) 5
– Sim, ela teve uma pequena visão do Céu! Nada como ver antes o céu,
para se adquirir pavor depois do inferno, ainda mais quando se o
mereceu. Mas se verá que ela ainda tinha vínculos com a terra,
embora a visão da própria morte seja atestada por muitos que já
passaram por esta experiência mística. Mesmo os que se perdem! Neste
instante ouvi a voz de meu esposo, que chorava em altos brados, com
profundo sentimento e gritando me disse: Que houve, Glória!? Por
favor, não se vá! Volte, Glória, volte! Os
meninos, Glória! Não se acovarde! E neste instante vejo-o só,
chorando cheio de dor, e foi quando meu Senhor me concedeu regressar,
embora eu não quisesse vir, devido a aquele gozo, aquela paz, aquela
alegria que eu sentia. Então,
lentamente passei a descer, buscando meu corpo, mas me encontrei sem
vida. Estava meu corpo deitado em uma cama da Universidade Nacional de
Enfermagem. Via como os médicos me davam choques elétricos em meu
coração, para fazer sustar a parada cardíaca. (6) 6
– Ela própria atesta que realmente morreu e também os documentos médicos,
entretanto Deus tinha uma lição a nos dar e a usaria para isso. Uma
pessoa não fica por duas horas e meia com o coração parado, tendo o
organismo todo queimado internamente e com falência múltipla dos órgãos,
sem que seu cérebro seja danificado. Somente por milagre de Deus.. Fiquei
duas horas e meia, ali estirada, visto que não me poderiam recolher
devido a corrente elétrica, só então me poderiam atender. Então
passaram a tentar me reanimar. Veja:
Eu cheguei e pus os pés aqui, nesta parte de minha cabeça. E uma faísca,
com toda violência por ali me entrou. Eu entrei em meu corpo e me
doeu muito entrar de novo, porque saiam faíscas por toda parte. Eu o
via encapsular, e sentia dor em minhas carnes. Como tudo me doía! Da
carne queimada saia fumaça e vapor! (7). 7
– Impressionante esta descrição do retorno da alma ao corpo. De
como ela volta a ocupar o lugar antigo, este corpo cheio de dores e
sofrimentos, nosso invólucro externo. Isso nos mostra também o
quanto a alma é livre, leve, e como a eternidade é fantástica para
aqueles que amam a Deus. Mas
a dor mais terrível era em minha vaidade! Eu era uma mulher com visão
de mundo, uma mulher executiva! A intelectual, a estudante, que
escravizava seu corpo, com a beleza e a moda. Fazia quatro horas diárias
de malhação! Escravizava-me para ter um corpo formoso! Massagens,
dietas... (8) Bem! De tudo que se pode imaginar, esta era minha vida!
Uma rotina escravizante por um corpo belo. E eu dizia: Bem, se tenho
seios bonitos é para mostrá-los! Igual as minhas pernas, porque
sentia que tinha pernas espetaculares e seios lindos; e neste instante
via aquele horror! Toda
minha vida cuidando de um corpo! Este era o centro de minha vida: o
amor ao meu corpo! E agora não havia corpo, nem seios, apenas uns
ocos impressionantes! Sobretudo o seio esquerdo: tinha praticamente
desaparecido, e minhas pernas, eram mais terríveis ainda: pedaços
vazios e sem carne, como fossem carvões negríssimos! 8
– Aqui começa o verdadeiro julgamento, e serve de lição para
todas as mulheres como esta se descreve. Saem a conquistar o mundo, se
esquecem de seus filhos, e em especial serve para aquelas que fazem do
seu corpo uma arma de sedução. Cada pedacinho de seio a mostra, cada
perna insinuante, cada corte devasso e atrator dos vestidos e calças,
tudo está anotado no Céu. As roupas de Maria testemunharão contra
tais mulheres!
Aqui, a protagonista teve os seios que ela adorava expor, como
fulminados pelo raio e secaram. Na realidade, se Deus fosse punir
imediatamente as mulheres que só têm na cabeça a idéia fixa de
seduzir, que perderam o pudor de nem mais ruborizarem quando são
medidas gulosamente por olhares de homens adúlteros, bem, se fosse
assim, que me façam uma estatística de quantas sobrariam, as que
nunca seduziram. E não adianta dizer que é machismo levantar isso,
porque esta resposta vem de satanás. É com ele, que tais mulheres irão
acertar suas contas, caso elas não se arrependam antes, e em tempo!
Como disse, para as mulheres Deus deixou Maria como exemplo! Levaram-me
ao Seguro Social, rapidamente me operaram, e passaram a raspar todos
os tecidos queimados. Como
eu estava? Anestesiada! Mas
desejava sair de meu corpo! Ficava olhando o que estavam fazendo os médicos
com meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas, e quando estava
pronto, passei por um momento terrivelmente horroroso. Porque
lhes conto isso, meus irmãos? Eu fora uma “católica dietética”
em toda minha vida. Pois minha relação com o Senhor era de uma Missa
aos Domingos, por 25 minutos, onde torcia para que o padre falasse
menos, senão ficava tomada de desespero e angustia. Esta
era minha relação com Deus! E como esta era minha relação! Só
isso, pois todas as correntes do mundo me arrastavam para uma sarjeta,
ao ponto de que, quando em estava me especializando, e quando estava
nos estudos, eu ouvi de um sacerdote que o inferno não existia e que
os diabos tampouco (9). Quem mais falou em medo? Para minha tristeza
agora, olhei para o padre e vergonhosamente lhes confesso que a única
coisa que me mentinha na Igreja era o medo do diabo. 9
– Aqui um horror a mais! Um sacerdote do Altíssimo, pervertendo uma
alma. Mesmo que ela estivesse ali apenas por medo do diabo, o que não
é bom e correto, mas esta seria a forma de ela acabar se salvando.
Mas quando o padre lhe disse que o diabo não existe, naquele momento
o demônio passou a tomar posse mais profunda dela. Porque isso a fez
justificar todos os pecados, mesmo os mais abomináveis. Ai do padre
que fizer isso! Ai de quem fazer perder uma alma! E esta quase se foi. Mas
quando me disseram que ele não existe, foi uma luta. E disse para mim
mesma: bom, se é assim então para o Céu vamos de qualquer jeito, não
importa como somos! (10) E isso acabou por alijar-me completamente do
Senhor! Com isso, comecei a falar mal sobre o pecado, e isso piorou
sempre mais a minha relação com o Senhor. Comecei a dizer a todo
mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres,
que são manipulações da Igreja... Bem! 10
– Mais um erro diabólico que põe a perder imensidões de almas.
Claro que elas não terão justificativas, mas o erro de uns abre as
portas para o de outros. A aceitação da heresia por muitos, leva a
impressão de que passou a ser regra geral, e, portanto Deus tem que
se sujeitar a ela. Milhões de intelectuais passaram a pensar assim,
dizendo que Deus é Bom – e é – e não condenaria a ninguém –
e não condena! Quem se condena são as pessoas que pensam e pregam o
erro doutrinário. E este é um terrível! Deus não seria Bom, se
fosse injusto! E injustiça seria premiar quem vive na terra a
devassidão! Para que então a pureza, a humildade, a oração e a
obediência? Para o sarcasmo dos intelectualóides? Comecei
assim! E estudando com muitos companheiros da Universidade Nacional,
comecei a me dar conta de que Deus não existia e que éramos produto
de uma evolução. E, vejam, quando me aconteceu este acidente, que
susto terrível eu tive quando vi os demônios, que vieram me
recolher, já que o pagamento era eu! (11) Neste
instante, vejo como das paredes da sala de operações, começaram a
brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, porém
todas tinham olhos de um ódio tão imenso, um olhar tão espantoso,
que me dei conta naquele instante, de que minhas carnes saía uma
sabedoria especial, e me dei conta de que a todos eles eu devia algo.
Que meu pecado não fora gratuito, e que a principal infâmia e
mentira do diabo foi dizer que ele não existia, mas vi como vinham me
rodear para me recolher. 11
– Deus lhe proporcionava estas visões dos demônios – não eram
uma realidade viva – porque senão já teria havido condenação
eterna e o processo era irreversível. Nem Deus consegue salvar os que
se querem condenar! Mas a visão mostrava o que aconteceria com esta
mulher, caso ela tivesse sido já julgada e condenada. Ela iria para o
inferno, e adiante o leitor entenderá os mil motivos. Vocês
não fazem idéia do susto, do terror, ao saber que esta minha
sabedoria científica não servia para nada (12). Eu me revolvia
contra o piso, me revolvia em minhas carnes para que elas me
recebessem, mas elas não me recebiam. Neste susto terrível, eu saí
correndo e não sei em que momento, atravessei a parede da sala de
cirurgia. Eu desejava me esconder entre os pacientes do hospital,
entretanto saí através das paredes, zaz, e dei um saldo no vazio! 12
– Eis aqui um truque magistral do demônio para ganhar almas: saber
científico! Os tais títulos de doutor! Já disse muitas vezes, sem
medo de errar: no céu não existe um só doutor! Nenhum doutor!
Nenhum teólogo! Nenhum grande deste mundo! Sim, o inferno está cheio
deles! Assusta? Pensam que é loucura minha? Nada disso: quem não se
despe de seu título e volta a ser criança antes de entrar no Céu
– nem que seja na hora do seu julgamento particular, jamais entrará
ali. Os títulos deste mundo, por mais pomposos e valiosos que sejam,
não servem de nada na eternidade. Mas são uma pavorosa arma de perdição
eterna. Cuidado, doutores deste mundo! Vejam o que lhes acontecerá: E
entrei por uma quantidade de túneis que desciam abaixo. No princípio
tinham luz e eram luzes como enxame de abelhas, donde saía muitíssima
gente. Mas à medida que eu ia descendo as luzes se iam apagando, e
comecei a andar por uns túneis envoltos em trevas espantosas, destas
que não existe comparação na terra. Na verdade, mesmo o mais escuro
na terra, jamais chega perto do que é lá. Nada se lhe pode comparar.
As próprias trevas em si, já causam dor! E causam horror! Vergonha,
e causam mal estar! E
quando terminei a descida, por todos aqueles túneis, desesperada
cheguei a uma parte mais plana. E havia esta força terrível, que me
obrigava a sempre descer, mesmo contra toda minha vontade, pois eu não
conseguia parar. Minha vontade de nada servia! Eu queria subir, e sair
logo, mas permanecia ali. E
então vi como o chão se abriu como uma bocarra enorme e neste
instante senti um imenso vazio em meu corpo, e caí num abismo inenarrável.
Porque o mais espantoso deste oco, deste vazio, é que eu não sentia
nem um pouco do amor de Deus, nem uma gota de esperança, e por isso
eu gritava aterrorizada enquanto aquele vazio imenso me sugava, e
sugava. Eu
tinha perfeita noção de que se havia entrado ali: é porque minha
alma estava morta. E neste horror tão imenso, quanto estou entrando,
me agarraram pelos dois pés. Meu corpo mergulhou naquele vazio, porém
meus pés estavam seguros por alguma força acima. Foi um momento
muito doloroso e terrificante. E veja: com a ausência de Deus em meu
caminho, comecei a gritar: Almas do Purgatório, por favor, me tirem
daqui! Quando
eu estava gritando, passei por um instante de dor intensa, porque me
dei conta de que hoje milhares e milhares de pessoas se encontram
neste mesmo oco, sobretudo os jovens, e com dor me dei conta de que
começara a ouvir o ranger de dentes, com alaridos e lamentações que
me estremeciam inteira. Muitos
anos me haviam custado para entender isso, porque eu me punha a chorar
cada vez que me dava conta do sofrimento destas pessoas, que em um
momento de desespero se haviam suicidado, e estavam nestes tormentos,
e tantos ali se encontravam. Mas o mais terrível de todos os
tormentos deles era a ausência de Deus (13). Não se sentia o Senhor! 13
– A ausência de Deus! A sensação de perda, e perda eterna! Muitos
são os casos de santos e de pessoas que passaram por esta experiência
misteriosa. Por força do amor do nosso Deus. Sentir que se perdeu
Deus para sempre, é certamente o sentimento mais pavoroso, mais
terrificante, mais esmagador que uma alma pode sentir. Saber que se O
desprezou vezes sem conta, que se cuspiu na salvação até o último
e renegado instante, tudo isso só pode consumir-se num remorso
assustador, mais doloroso que o fogo, mais terrível que as trevas,
mil vezes uma criatura assim não ter nascido. E
no meio desta dor, comecei a gritar: Quem errou? Olhem como sou santa!
(14) Jamais roubei, nunca matei, eu dava alimentos aos pobres, eu
extraia dentes de graça aos que necessitavam... Que faço aqui? Eu ia
a Missa aos Domingos e apesar de me considerar atéia nuca faltei e se
em minha vida inteira faltei cinco vezes a Missa foi muito. Eu era uma
alma que sempre ia a Missa! Que falo então aqui? Eu sou católica,
por favor: eu sou católica, tirem-me daqui! 14
– Olhem aqui – também na Colômbia – e no mundo inteiro, o
velho ditado que satanás ensinou a dizer entre risos de escárnio: não
matei, não roubei, portanto sou um cidadão sem pecados! Viu
presidente? Ou não viu nada? Esperto o demônio! Se somente matar e
roubar fossem pecados, quem sabe gente como nosso presidente estaria
entre os santos. Mas mentir também é pecado gravíssimo! Enganar
toda uma nação é crime! E também ser um católico de fachada, de
mentira, uma podridão ambulante, também isso pesa na balança. E a
nossa protagonista logo verá que pesa, e como pesa! Não adianta
brandir diante do demônio o título de católico: somente os que vivem
a fé católica o espantam! Não os que a dizem viver! Quando
eu estava gritando que era católica, vi uma luzinha, uma luz em meio
a aquelas trevas é o máximo que uma pessoa poderia receber naquele
momento. Vejo agora uma escada por cima deste oco, e vejo ali meu pai,
que havia falecido cinco anos atrás, quase no fundo do vazio, e tinha
um pouco de luz. Quatro lances mais acima, eu vejo minha mãe, com
muito mais luz, porque ela está em posição como de oração (15). Quando
eu os vi, me deu uma alegria tão grande, que comecei a gritar: Papai,
mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu lhes suplico, tirem-me daqui!
Quando eles me olharam e meu pai me viu assim, não imaginam a visão
de dor tão grande que havia em seus olhos. Porque ali, um sente o
sentimento do outro, e cada pessoa vê isso, esta dor tão grande,
tanto que meu pai começou a chorar, e punha suas mão na cabeça e
balbuciava: minha filha! Minha
filha! E minha mãe rezava, porém me dei conta de que ela não me
podia tirar dali, e a minha dor era maior ao saber que eles
compartilhavam esta dor comigo. 15
– Pela descrição dela, da posição e do estado de seu pai e sua mãe,
e também pelo que se verá a seguir, é possível saber que o pai
dela estava ainda no purgatório e sua mãe já no céu. O que está
muito claro aqui, é o sentimento das almas, e a comunhão dos santos.
Na verdade, as almas como que interagem, elas se vêem umas as ouras,
também aos seus pensamentos, tudo é um livro aberto. Fantástico!
Assombroso! Isso nós veremos! Então
comecei a gritar novamente: por favor, olhem, me tirem daqui, eu sou
católica! Alguém se enganou! Por
favor, saquem-me daqui! E
quando estava gritando pela segunda vez escutei uma voz, uma doce voz,
uma voz que a cada vez que escuto estremece minha alma e me inunda de
intenso amor e de paz. E todas as criaturas fugiram espavoridas (os
demônios que ali se achavam) porque elas não resistem ao Amor! Sem
Ele não há paz, e havia paz para mim! Então
me perguntou aquela doce voz: Muito
bem, se tu és católica, diga-me quais são os dez mandamentos da Lei
de Deus! (16) 16-
Começa aqui o verdadeiro sentido de toda esta história. A abertura
do Livro da Vida dela, diante de Deus e das testemunhas, para sua
vergonha, para a demolição interior de cada um dos artifícios
mentirosos sobre os quais ela constituíra sua vida. Milhões de
pessoas moldam suas vidas sobre estes dísticos
satânicos – Deus não existe! Tudo é evolução! Pecado não
existe! Todos se salvam independentemente de serem bons! O demônio não
existe, é invenção dos padres, a Igreja católica é assassina, os
padres estão ricos, e por aí vai – agora, todos estes argumentos
mentirosos que o diabo lhe ensinou, começam a cair por terra, um por
um diante do Juiz! E ela só pode chorar e se envergonhar. Que
rajada tão terrível se ouviu! Eu nem sabia que eram dez, e mais que
isso nada. E agora, que vou fazer? Não sei o que fazer! Minha mãe
sempre me falava do primeiro mandamento do amor! Enfim me serviu!
Enfim me serviu de algo aquela ladainha de minha mãe. E aqui me
obrigo a fazer uso daquela ladainha de minha mãe! Para
me sair desta, como sempre me saí das demais, eu pensava manejar as
coisas, como quando estava em terra e me defendia de tal maneira que
nada me embaraçava quando não sabia alguma coisa. Então
me empertiguei toda, e comecei a dizer:
O primeiro é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a
si mesmo. Muito
bem, me disse a voz: E acaso tu
O tens amado? Ao
que respondi: eu sim, eu sim,
eu sim! Foi
quando ouvi forte: Não!
E quando Ele me disse não,
eu senti como se fosse passada por um raio, porque me dei conta de que
na parte em que me pegou o raio – nos seios – eu não sentia nada,
pois não tinha mais nada ali, nem carnes. E
a voz me disse: Não! Tu não
tens amado ao teu Senhor sobre todas as coisas, e muito menos ao teu
próximo como a ti mesma. Tu criaste um deus para ti, para que te
amparasse nos momentos de necessidade. Tu te prostravas diante dele.
Quando eras pobre! Quanto tua família era humilde, quando tu querias
te tornar uma profissional. Aí,
sim, todos os dias tu rezavas, te prostravas horas inteiras suplicando
ao teu Senhor. Pedindo a Ele que te tirasse daquela miséria, te desse
uma profissão e te fizesse alguém na vida. Quando
tinhas necessidade e interesse, quando querias dinheiro, aí tu
rezavas até o Rosário ao Senhor, porém, onde
está a prática? Esta era a relação que tinhas com teu Senhor!
E eu ouvia esta verdade com imensa tristeza! Eu
lhes comento isso, para dizer-lhes que a minha relação com Deus era
como um caminho automático. Era como se eu rezasse um Rosário, e Ele
tivesse que logo despejar a prata, esta era minha relação com Ele! E
vejam, mesmo assim o Senhor permitiu que logo eu estivesse formada. E
logo tinha um nome! E começava a ter dinheiro, e logo me esqueci do
Senhor, pois me achava o máximo. E passei a não ligar mais a mínima
para o meu Senhor! Ser-Lhe
agradecida! Jamais! Nem
sequer abria os lábios para dizer: Senhor, te agradeço por tudo o
que me tens dado, te agradeço por minha saúde, pela vida dos meus
filhos, porque tenho um teto quando tantos pobres não têm um teto,
nem comida, Senhor! Nada! Ele
continuou: Ingratíssima! E, além
disso, tu puseste tão abaixo o teu Senhor, que acreditavas em Vênus
e Mercúrio (17) para
dar sorte, andavas cega pela astrologia dizendo que os astros
manejavam tua vida. Começaste a andar atrás de outras doutrinas que
o mundo te oferecia. Começaste a crer que simplesmente morrerias e
irias voltar a terra reencarnada.
E te esqueceste da graça! Que tu sabias bem ter custado o
Sangue de teu Senhor. Faz um exame dos dez mandamentos. Verás que
apenas dizias que amavas e adoravas a Deus. E
com toda a dureza das minhas palavras lhes digo: eu adorava a satanás!
Porque se em meu consultório vinha uma senhora que me trazia um
objeto bento, um sacramental, eu dizia:
não creio nisso, porque servem para encher-se de moscas! E em seu
lugar enchia o meu consultório de objetos
para dar sorte! Eu os havia posto em algum canto escondido onde não
conheciam meus pacientes: era uma penca de arruda com uma ferradura,
que dizia: é
para afastar as energias negativas! 17
– Está aí outra mistificação do diabo: acreditar em astrologia!
Crer que os astros podem reger a vida das pessoas! Isso é uma blasfêmia
imperdoável contra Deus e Senhor de todo o Universo. Agora, por
exemplo, os astrônomos rebaixaram Plutão da ordem de planeta,
entretanto os “mapas astrológicos” estão todos montados sobre
ele. Como é que fica agora, “astrólogos” de araque? Que desculpa
dar aos iludidos? Acaso deixarão de ser regidos e terão eclipse
total? Que lorota astronômica! Também este negócio de “energia
negativa” que nada mais é que influxo satânico. Coisa da Nova Era!
Demônios não se afastam com arruda e ferraduras, somente com oração,
fé, crucifixo, estado de graça e água benta.
Assim como a lorota da reencarnação. Lorota espírita de quem
se deixa guiar por satanás. Vejam: conforme o depoimento acima, esta
foi a primeira constatação de Glória: que a reencarnação é um
blefe diabólico! É na realidade a negação da Cruz de Cristo,
porque se uma alma precisasse voltar indefinidas vezes para se aperfeiçoar,
então o mistério da Cruz seria em vão? Deus seria maluco, pedindo o
Sangue Precioso de Seu Filho, em troca da redenção do homem, caso os
homens tivessem que voltar à terra e se danarem. Sem sequer saber o
que, quais faltas, deveriam expiar! Aqui ela via de cara, que a morte
acontece um só vez e para sempre, assim como a vida aqui é uma só! Continua:
Olhem o quanto tudo isso é vergonhoso! Façam uma análise de toda a
minha vida baseada nos dez mandamentos, e verão que o meu próximo
fui eu mesma! Eu dizia a Deus que O amava, quando, todavia já o tinha
abandonado, não Ele a mim! Quando
comecei a andar pelo ateísmo eu dizia: Deus meu, te amo! Da boca para
fora. Porque com esta mesma língua eu maldizia ao meu Senhor! Com
esta mesma língua dava garrotes em toda a humanidade! Criticava a
todo mundo, para todos apontava meu dedo, sempre me achando uma santa
Glória. E como Ele me mostrava, eu apenas dizia que amava a Deus,
quando na realidade era invejosa e mal agradecida. O
Senhor continuou: Jamais
reconheceste todo o esforço e o amor e a entrega de teus pais, para
te dar uma profissão, para te fazer crescer, e por tudo isso é que
tu logo te formaste. Mas eles continuaram pequenos! A tal ponto que
chegaste a te envergonhar de tua mãe, por causa de sua humildade e
pobreza! (18) 18
– Atenção aos jovens! Atenção queridos universitários! Eu lição
esplendorosa! Quantos de vós jamais fizestes um gesto de
agradecimento aos vossos pais pelo esforço tremendo que muitos
fizeram com vistas ao vosso estudo. E quantos jovens têm vergonha de
seus pais humildes – um horror isto – coisa que pagarão duramente
quando virem aberto o seu Livro diante do Juiz. Nenhum gesto escapa,
nenhum pensamento, nem um só gesto de rebeldia contra eles ficará
impune. Deus é quem se envergonhará de vocês! E
Ele falou:
Olha-te agora como esposa: quem és? Como
eu era? Todo dia renegada, desde que me levantava! Quanto meu esposo
me dizia pela manhã: Bom
Dia! Que bom dia que nada, veja que está chovendo! E ficava o
tempo inteiro arrenegada com meus filhos! (19) 19
– Atenção mães executivas! Atenção mães profissionais! Atenção
mães políticas! Atenção mães economistas! Atenção outras tantas
mães, que não são mães conforme o sublime plano de Deus. Gritos e
lamentos saem aos mil, do Tribunal do Altíssimo, choro e lágrimas de
arrependimento, por haverem sido mães
ausentes. E todas estas são! Deus não criou mães juízas para o
Tribunal dos homens, e sim para que os filhos evitassem o Tribunal de
Deus. Deus não criou mães para a política e os cargos de chefia, e
sim para serem as regentes do
mundo, pela via dos lares felizes. Este é o caminho de Deus!
Vossos filhos vos julgarão! Mesmo estando vivos, a presença
deles é certa, diante do Tribunal Maior, como testemunhas de acusação!
Mãe, eu chorei muito quando não vinhas! Mãe eu me perdi por causa
da TV e da pornografia da internet, enquanto tu estavas fora! Mãe eu
me tornei prostituta, porque tu não me ensinaste a ser como Maria! Mãe
eu me tornei adúltera porque tu me ensinaste a vestir o indecente, o
imoral, o indecoroso! Eu fui causa de condenação de outros, porque
tu não tiveste tempo de me ensinar a Doutrina de Jesus. Porque não
me ensinaste a rezar, só a seduzir! Ai da mãe ausente, que chegar
diante do Juiz sem seus filhos! Tendo um só já perdido, ou que irá
se perder por culpa de sua ausência do lar. Ela dificilmente se irá
salvar. Vejam
que também eu jamais tive amor e compaixão pelo meu próximo, por
meus irmãos. E me dizia o Senhor: Nunca
pensaste: Pobrezinhos, Senhor, os doentes! Dá-me a graça de acompanhá-los
na dor e na solidão! Aos pequeninos que não têm mãe, aos órfãozinhos,
quantos pequenos sofrendo, Senhor! Meu
coração era de pedra! Totalmente de pedra! Num exame dos 10
mandamentos eu não passava nem da média. Terrível
e espantoso! Vivia um verdadeiro caos! Como
não havia eu assassinado e havia matado a tanta gente? Por
exemplo: eu dei muitos alimentos a pessoas necessitadas, porém não
dava por amor e sim por minha imagem, porque era muito bom que todos
me vissem sendo pródiga, mas para mim o bom era manipular com as
necessidades das pessoas! (19) E
então eu dizia: toma, lhe dou este alimento, mas faz o favor e me
represente nas reuniões do colégio de meus filhos, porque eu não
tenho tempo de ir a reuniões pessoais, e de colégios. E assim a
todos eles eu dava coisas, mas as manipulava! Ademais, me encantava
ver a muitos ao meu redor me dizendo o quão era santa e boa eu era.
Criei uma imagem falsa ao redor de mim. 20
– Falsa caridade! Manipulação das pessoas! Faz dar aparência de
santo a quem nada tem dele. Faz a pessoa se autojustificar! Pensa que
por dar umas migalhas depois, isso justifica seu roubo, sua exploração,
suas maracutáias até coletivas para enganar. Primeiro assaltam os e
exploram os outros, e depois lhe atiram algumas migalhas! Que esperem! E
a voz me dizia: És tu que
tinhas um deus e este deus era o dinheiro! E por causa dele te
condenaste! Por causa dele te atiraste no abismo, e desprezaste o teu
Senhor. (21) Sim,
nós havíamos tido muito dinheiro, mas agora estávamos quebrados,
cheios de dívidas. E se nos havia acabado o dinheiro. Então, quando
me dizem que deus é o dinheiro eu grito: qual dinheiro se lá na
terra eu deixei muitas serpentes, foi isso que eu falei! 21
– Maldito dinheiro, este o deus de milhões de pessoas que correm em
sua busca e não se importam de perder as almas por causa dele. Aqui
também, depois de uma infância pobre que ela odiava e amaldiçoava,
a busca do enriquecer se tornou sua mola mestra. E depois que
conseguiu o dinheiro, então ela deu um chute no traseiro de Deus.
Cuspiu-O e sua boca e somente O invocava de forma cínica ou blasfema!
Ninguém vai ao céu com um só centavo no bolso. Assim como esta não
chegou lá com seu DIU. Ambos serão antes fulminados como lixo
imundo. Antes de chegar lá! E
quando me dizem, por exemplo, no segundo mandamento que tristemente eu
aprendi apenas para evitar os castigos de minha mãe, que eram
bastante severos, mas eu mentia de modo excelente e assim comecei a
caminhar com o pai da mentira, satanás. E comecei a me tornar
mentirosa, e na medida em que meus pecados iam crescendo as mentiras
se iam tornando sempre maiores. Eu
me dava conta de que minha mãe respeitava muito ao Senhor e para ela
o nome do Senhor era Santíssimo, e então pensei e disse: aqui tenho
uma arma perfeita e comecei a jurar falso, e me dizia: mama,
por Cristo lindo te juro! E assim evitava castigos! Imaginem em
minha mentira eu colocava o nome Santíssimo do Senhor, em porcarias,
na minha imundícia, porque estava cheia de tanta sujeira e de tanto
pecado (22). 22
– Aqui a mentira, começa com as pequenas, delas se vai as grandes,
até que a gente mesmo é uma mentira ambulante. Porque a mentira
envolve a pessoas como uma casca. Ela se livra de milhares de situações
embaraçosas em vida, sempre dando desculpas furadas, que na verdade são
mentiras. Mente que vai a um lugar, quando vai a outro. A criança faz
isso quase que instintivamente. Se os pais não coibirem isso desde
cedo, a pessoa se torna um mentiroso contumaz e cínico. Que pode
chegar a ser presidente! E
então, meus irmãos, eu aprendi que as palavras o vento
não as leva. E quando minha mãe me deixava nervosa que lhe
dizia: Mãe! saiba que mesmo que me parta
um raio, te estarei dizendo mentiras. E a palavra se foi com o
tempo, porém vejam que só por misericórdia de Deus estou aqui,
porque na realidade o raio entrou e me atravessou no corpo inteiro, e
praticamente em 2/3 me queimou (23). Mostrava-me
que, eu, que me dizia católica, nunca tive uma palavra em que não
antepunha o nome Santo do Senhor. Impressionou-me agora ao ver que o
Senhor passava, e todas as criaturas, com todas estas coisas
espantosas, se voltavam ao chão em adoração impressionante. Vi a
Santíssima Virgem, prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, em
uma extrema adoração, e eu pecadora, embora minha extrema imundícia,
estava ali frente a frente com o Senhor. Eu, tão boa que me achava,
estava de fato renegando e maldizendo ao meu Deus. 23
– Como lembrei acima, é mentira que o vento leva as palavras e elas
morrem. Pode até ser aqui na terra, mas não na eternidade. Somos
seguidos como por uma filmadora e um gravador – toda pessoa o é –
e isso mais dia, menos dia, virá a tona. Nada escapa ao olho perfeito
e justo do Juiz Eterno. E servirá como contra prova ao nosso
testemunho. Aqui, porém um caso extremo: ela desde criança brincava
com o raio, até que ele a pegou! Todo cuidado com o que se diz, seja
para quem for, seja dizendo alto, seja nem mesmo falando uma só
palavra. A máquina de Deus, grava também os pensamentos. Ele revela
com toda clareza, todos nossos cinismos, nossos muxoxos, nossos
desprezos, nossos ódios! No
mandamento: santificar os dias
de festas foi espantoso, e senti uma imensa dor! A voz me dizia
que eu dedicava quatro a cinco horas para meu corpo, e nem sequer dez
minutos diários a um profundo amor com meu Senhor, em agradecimento
na oração. E se pegava o rosário, rezava a uma velocidade tal que
dizia: nos comerciais da novela
alcanço rezar o rosário! Mostrava
como nunca fui agradecida com o Senhor, e também me mostrava o que eu
dizia quando me dava preguiça de ir a Missa: veja,
mamãe, se Deus está em todos os lugares, que necessidade tenho de ir
na igreja? Claro, me era muito cômodo dizer isto! E
a voz me repetia que o Senhor me havia dado vinte e quatro horas a
cada dia e que eu não rezava nem um pouquinho, nem aos Domingos para
lhe das graças! Fazia-me ver que eu achava que era muito agradecida
em meu amor por Ele, e me achava grande. Porém o pior deste caso é
que a entrada da Igreja era o restaurante de minha alma: me dediquei a
cuidar de meu corpo (24), me tornei dele escrava! Só me esqueci de um
pequeno detalhe: tinha uma alma, porém jamais cuidei dela, nunca a
alimentei com a Palavra de Deus, porque mui comodamente dizia que quem
lê a Bíblia fica louco! 24
– Eis aqui o espírito mau de Narciso, a auto-adoração a que se
submetem milhões de pobres criaturas. Agora mesmo acabei de anotar o
nome de uma moça que me mandaram. Ela cometeu suicídio porque se
achava feia. Há dois meses fez uma cirurgia plástica, mas não
gostou do resultado, e agora cometeu este ato tresloucado. Vale isso
para os escravos da moda, para TODOS os que fazem cirurgias plásticas,
para todos os que malham em academias compulsivamente, para os que
vivem de dietas para emagrecer – antes fizessem como jejum –
enfim, para todos os que divinizam seus corpos. Todos os descontentes
com seus corpos, são descontentes com Deus que os criou. Isso é
blasfêmia! E
dos Sacramentos nada! Eu nem queria saber de me confessar, como estas
velhas que eram mais más do que eu! Porque para mim, na minha
porcaria, era melhor não me ir confessar, pois o maligno sacou a
confissão de mim, e com isso me tirou a possibilidade de sanar e
limpar minha alma. Porém,
cada vez que eu cometia um pecado, não ficava de graça: satanás
punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de
trevas! Jamais, e somente na minha primeira comunhão fiz uma boa
confissão, e daí em diante nunca mais recebi ao meu Senhor senão
sempre indignamente. Chegou
a tal ponto minha blasfêmia, a incoerência de minha vida que eu
cheguei a dizer: Que Santíssimo?
Que tal um Deus vivo em um pão? Estes sacerdotes deveriam ter outro
argumento se querem ficar ricos! Até este ponto chegou a degradação
de minha relação com Deus! Jamais
alimentei minha alma, e para rematar nada mais fazia que criticar aos
padres (25), mas sabendo o quanto me dei mal com isto. E minha família,
desde bem pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo Papa,
dizendo que eles eram mulherengos, que tinham mais dinheiro que nós,
e repetíamos isso sempre. 25
– Um apelo a todos, vale para mim, vale para você leitor: tomemos
por capricho, de nunca mais
criticar a algum sacerdote! Eles são escolhidos por Deus, e
claramente todo sacerdote é o espelho do povo, da comunidade. Se
todos os católicos efetivamente rezassem pelos seminários, se
cobrassem dali santas vocações, jamais o demônio iria neles
adentrar com maus formadores, com teólogos hereges e apostatas. Dos
pecados nossos, o padre cuida!! Dos defeitos e dos pecados dos padres
cuida Deus! Quantos deles são acusados injustamente, e sofrem
horrores nas mãos de mentirosos. E
Nosso Senhor me dizia: Quem tu
pensas que és, para fazer-te Deus, e julgar os meus ungidos? Dizia-me
mais: São de carne, e pela
santidade de um sacerdote é que existe a comunidade, que por ele deve
rezar, e o amar e o apoiar! Então, quando um sacerdote cai em pecado,
não perguntem isso ao sacerdote e sim a comunidade. E
o Senhor me mostrava que a cada vez que eu criticava aos sacerdotes,
se grudavam em mim alguns demônios. Fora disso, quanto mal ainda fiz
quando eu chamei a um sacerdote de homossexual, e toda a comunidade
ficou sabendo disso, mal imaginando quanto dano lhe causei. Do
quatro mandamento: honrar pai e mãe, o Senhor me mostrava o quanto eu
lhes fui mal agradecida, como os maldizia e renegava, porque eles não
me podiam dar tudo o que tinham minhas amigas. E como fui uma filha
que não valorizava o que tinha, chegando ao ponto de dizer que esta não
era a minha mãe, porque ela se parecia muito pouco comigo. Foi
espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus, e como uma mulher sem
Deus destrói tudo que se lhe acerca (26). E, além disso, o pior
mesmo, é que ainda assim eu me sentia uma santa! 26
– Esta é uma verdadeira palavra de sabedoria. A mulher foi criada
para o maior papel que existe na terra: ser mãe! Gerar dentro de si!
E este ato tão sublime, transfere para ela uma das mais assombrosas
responsabilidades diante do Criador. O grande erro delas foi sair de
casa, tentando gerir o mundo. Ali, algumas crescem entre tapas, e
chegam ao Céu de mãos vazias. É dali que elas destroem o mundo,
subvertendo o plano do Eterno. À elas foi destinado sim, gerir o
mundo, mas não tendo as rédeas deles nas mãos, e sim gerando
filhos, e moldando maridos, capazes de dirigir o mundo para Deus. Tudo
está nas mãos delas! Quando deixam seus lares, começam a perder o
domínio. Maridos fracos, filhos mal preparados! Sim, a mulher tira
tudo isso de sua fraqueza! Maria é vosso exemplo! Também
me mostrou o Senhor como eu pensava
ter cumprido este mandamento, pelo simples fato de ter pagado os médicos
e os remédios de meus pais, quando eles ficaram doentes, e também
como eu analisava tudo pela ótica do dinheiro. E como os manipulava,
quando passei a ter dinheiro, basta dizer que assim eu endeusei o
dinheiro e pisoteei meus pais. Sabem
o que mais me doeu? Ver o meu pai chorando de tristeza, apesar de tudo
o quanto ele tinha sido um bom pai, que me havia ensinado a ser uma
batalhadora, uma mulher empreendedora, pelo que eu deveria honrá-lo,
porque somente quem trabalha pode crescer na vida. Mas
eu esquecera um pequeno detalhe: que eu tinha uma alma e que meu pai
era um evangelizador pelo seu testemunho,
e de como em toda a sua vida ele se empenhara em colocar em mim tudo
isto. Vi
meu pai, com muita dor, quando antes ele era mulherengo. Ele era feliz
em dizer para minha mãe, que era muito macho, porque tinha muitas
mulheres e que podia com todas. E ademais, ele tomava e fumava! Com
estes vícios, que o faziam sentir-se orgulhoso – pois ele pensava
que não eram vícios e sim virtudes – fiquei chocada quando minha mãe
se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar de outras
mulheres. E comecei a me encher de ódio, de ressentimento, e comecei
a ver como este ódio e este ressentimento me levavam a morte
espiritual. Eu sentia uma raiva espantosa de ver como ele humilhava a
minha mãe diante de todos. E
isso iniciou minha rebeldia, tanto que disse para minha mãe: eu nunca
vou fazer como você! Por isso é que como mulheres nós não valemos
nada, por causa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho,
que se deixam pisotear pelos homens. E
eu dizia ao meu pai: quando eu for grande, jamais – pode crer nisso
papai – jamais vou permitir que um homem me humilhe assim como você
o faz com minha mãe. Se um homem me for infiel, eu me divorcio dele,
papai! Meu
pai me pegou e disse: como te atreves? Ele era muito machista e eu lhe
respondi: Sim papai, me mate, mas se eu chego a me casar e meu marido
me for infiel, eu me divorcio dele para que os homens entendam o
quanto sofre uma mulher quando um homem a pisoteia. E
permaneci cheia deste ressentimento, desta raiva, e quando comecei a
ter dinheiro disse para minha mãe: Sabe de uma coisa mãe? Separe-te
de meu pai! Justo ela que adorava meu pai! É imposible que você
aguente um tipo assim! Seja digna! Faça-se
valer, mamãe! 27
– Aqui ela se valia do comportamento em parte negativo do pai, para
justificar sua rebeldia e suas mentiras. E mentira, diante de Deus, não
funciona como argumento válido de defesa! Porque ali, cada um paga
por seus atos, não pelos dos outros! Paga pelo seu testemunho de
vida, não pelo dos outros. Mais que isso, incitava a mãe à
rebeldia, ao divorcio, quando a nossa missão é acertar os casamentos
e não destruí-los! Imaginem,
que eu queria divorciar meus pais! E minha mãe dizia: minha
filha, não é que não me dói, a mim sim, me dói, porém me
sacrifico porque vocês são sete filhos e não sou mais que uma.
Sacrifico-me porque finalmente seu pai é um bom pai e eu seria
incapaz de ir-me e deixá-los sem pai. Ademais,
se eu me separo dele, quem vai rezar para que seu pai se salve? Sou a
que posso rezar para que seu pai encontre a salvação, porque as
dores que ele me causa, eu as uno a cruz de cada dia e digo ao Senhor:
esta dor não é nada, mas unindo-a a Tua Cruz, me permita que sejam
salvos meus filhos, e meu esposo! Eu
não entendia isso! E sabem que isso me deu tanta raiva, que este rumo
que a minha vida tomara me fez tornar uma rebelde, e me enchia do
desejo de defender a mulher. Como seqüência, passei a defender o
aborto, o ficar junto sem casar, o transar, o divórcio e a defender a
Lei do Talião: quem me fazia mal com mal eu pagava. Nunca fui infiel
fisicamente, porém prejudiquei muita gente com meus maus conselhos!
Quando
chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrou que eu era uma
assassina espantosa, e que cometera o mais abominável de todos os
crimes diante do Senhor: o
aborto! (28) Vejam o poder que me deu o dinheiro! Ele me permitiu
financiar vários abortos, porque eu dizia: a mulher tem o direito de
escolher quando quer estar grávida ou não. Olhei o Livro da Vida e
me doeu quando o vi: Uma menina de 14 anos abortando, porque eu lhe
havia ensinado! Porque, sabem, quando um tem veneno, todos os que se
acercam dele saem prejudicados. 28
– E Deus mostrou a ela! Está gravado no Livro da Vida! Quem fez o
aborto é criminoso, quem o praticou é assassino, quem o incentivou
é bandido. E diante de Deus não tem outro nome. O dono da clínica
é também assassino, a parteira que o fez é criminosa, e todos os
que criam leis para instituí-lo “legalmente”, diante de Deus é
igual a um que mata sem dó nem piedade. O aborto é um hino em louvor
a Lúcifer! Ele é regido a gritos de inocentes que são extraídos
criminosamente dos ventres maternos: os homens não os ouvem, ao Céu
diante deste som treme de espanto, mas para o inferno o aborto é uma
sinfonia! Todos os que não se arrependerem, passarão pela eternidade
ouvindo estes gritos. Umas
meninas, três sobrinhas minhas, e a noiva de um sobrino abortaram.
Eles as mandavam para minha casa, porque eu era a que tinha o
dinheiro, e as convidava, enquanto falava de moda, de glamour, e de
como exibir seu corpo. E minha irmã as mandava para lá - vejam como
as prostituí – e as prostituí ainda menores, que foi outro pecado
espantoso depois do aborto. Porque eu lhes dizia: não sejam bobinhas,
porque se suas mães lhes falam de virgindade e de castidade é que
elas estão fora da moda. Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil
anos e os padres não a tem querido modernizar, porque falam pelo
Papa, mas este Papa é também fora da moda. Imaginem
o meu veneno, e eu ensinava a estas meninas que elas tinham que
desfrutar de seus corpos sem culpa, porém nada de planejamento! Eu
lhes ensinava os métodos de “planejamento de uma mulher
perfeita”, e esta menina de quatorze anos, a noiva de meu sobrinho,
chegou um dia ao meu consultório – eu vi isso no meu Livro da Vida
– chorando e me disse: Glória
sou uma criança e estou grávida! E
eu lhe disse: burra! Eu não te
ensinei a planejar? Então
ela falou: sim, mas não
funcionou! (29) 29
– O DIU não funcionou! Quer dizer que funcionar significa quando
mata, assassina? Estes dispositivos intra-uterinos são todos
abortivos, e criminosos, porque eles apenas impedem que o óvulo, já
fecundado nas trompas, se fixe às paredes do útero. Mas quando chega
ali já é uma vida humana! E esta mulher verá a morte, o assassinato
de cara criança dela que já estava fecundada e com um grito morre
envenenada pelo cobre. Então
olhei para o Senhor, que me mostrava ali esta menina, que na verdade
pedia apoio, para que não se atirasse no abismo, para que não
abortasse! Porque o aborto é como uma cadeia, que pesa tanto, que
arrasta e que pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de
se saber assassino! E
o pior: a um filho da gente! E
sabem o que foi o pior com esta menina? É que no lugar de falar-lhe
de Deus, eu lhe dei dinheiro para que fosse abortar, em um lugar bem
novo, para que depois não viesse a se prejudicar. Assim,
com este patrocínio, fiz vários abortos! Cada vez mais sangue de um
bebê sendo derramado em holocausto a satanás, um holocausto que o
Senhor lhe concedeu. E ele acontece, a cada vez que se mata uma criança,
porque no Livro da Vida, vi como a nossa alma se funde com uma chama
formosa, tão logo se tocam o óvulo e o espermatozóide, numa luz
como que colhida de Deus. O ventre de uma mãe tão logo fecundado se
ilumina com o brilho vindo desta alma. E quando se aborta, esta alma
grita e geme de dor, assim como se vê aos olhos da carne, e se escuta
seu grito quando a estão assassinando. E o Céu estremece e no
inferno se escuta um grito de júbilo. E de imediato do inferno se
abrem umas brechas, por onde saem como larvas para seguir assediando a
humanidade, para que siga se fazendo escrava da carne e de todas as
coisas que acontecem, e ficam a cada dia pior. E
pergunto: quantos bebês se matam diariamente? E esse é um triunfo
real! Como será que este preço de sangue inocente atrai um demônio?
Lavada neste sangue inocente, vi que minha alma branca começou a
ficar completamente escura. Depois dos abortos, já não tive mais noção
de pecado, para mim tudo isso estava bem. E
o triste era ver como estes pagamentos me uniam ao demônio, e ele me
mostrava todos estes bebês que eu ajudara a matar, e sabem por quê?
Porque eu própria os evitava, usando no útero um dispositivo
“diu” em forma de “T” feito de cobre! E me foi doloroso ver
quantos benditos haviam sido fecundados, já se haviam instalado no útero
e agora eram desprendidos dali. E com um grito desgarravam-se das mãos
de Deus Pai. Com
razão eu vivia amargurada, de gênio sempre mau, fazendo cara feia,
frustrada devido a muita depressão e dizia para mim: Por que isso?
Claro, eu me havia tornado em uma máquina de matar bebês! E
isso me afundou mais ainda no abismo. Como que eu não as havia
matado? E
o que dizer de cada pessoa gorda que me aparecia, e que eu as odiava,
as detestava? Também nisso eu era assassina. Porque não somente com
um disparo se mata uma pessoa, basta odiá-la, basta lhe fazer mal, ou
ter-lhe inveja que já com isso se mata, ou ter-lhe inveja! Com isso
também se mata! E
quanto ao sexo mandamento que diz: não fornicar? Aqui
eu disse: não, aqui não me vão levantar suspeitas, nenhum amante,
porque em toda a minha vida fui mulher de um homem só, que é meu
esposo. Foi
quando me mostraram que cada vez que eu estava com meus seios
descobertos, e meu corpo com seus detalhes à mostra estava incitando
outros homens a me olharem, e eles tiveram maus pensamentos comigo, eu
os fazia pecar, então percebi que desta forma que eu também cometia
o pecado do adultério! Eu
também aconselhava mal as mulheres, a que fossem infiéis com seus
esposos e lhes dizia: não
sejam bobas! Desquitem-se!
Não os perdoem e se divorciem!
E
com isso eu estava cometendo um outra abominável forma de adultério! E
me dei conta de que os pecados da carne são espantosos e condenatórios,
embora o mundo lhes diga que somos livres e que podemos seguir agindo
como os animais. Tristemente me soltei das mãos do meu Senhor, porque
os pecados estavam em meus pensamentos, na minha alma e na minha ação. Foi
muito doloroso ver como todos estes pecados, por exemplo: o pecado do
adultério de meu pai, prejudicou e desgarrou a seus filhos e a mim me
tornou uma ressentida com os homens. E fez dos meus irmãos três
fotocópias fiéis de meu pai, felizes por serem muito machos,
mulherengos e beberrões! Não se davam conta de como prejudicavam aos
seus filhos! (30) Por isso é que vi meu pai chorando, com tão
violenta dor, por causa de seu pecado, que havia transferido por herança
a eles, e que com este ato danificava toda a obra de Deus. 30
– Importante saber que o adultério do pai ou da mãe, também a
bebida e o cigarro, são causa de degeneração e prejuízo das gerações
de filhos. Até isso se paga! Um pai que gera seu filho estando em
estado de porre, nunca terá um filho perfeito. Porque sempre será um
espermatozóide degenerado que alcançará o óvulo. E o pai pagará
por isso, e verá em seu livro tudo registrado. Para sua vergonha e
pranto! No
sétimo mandamento, não roubar, eu me considerava honesta. Então o
Senhor me mostrava que eu desperdiçava comida em minha casa, enquanto
tanta gente padecia de fome no mundo. E Ele me dizia: Eu
tinha fome e olha o que fazias com tudo o que Eu te dava, tu desperdiçavas.
Eu tinha frio e olha o que fazias como escrava da moda, e das aparências,
gastando muito dinheiro em tudo o que te fazia aparecer magra.
Escravizada pelo corpo, em poucas palavras fizeste um deus de teu
corpo e me mostrava que eu era culpada da miséria de meu país,
quando eu achava que nada tinha a ver com isto (31). 31
– Tudo o que as pessoas gastam em bijuterias, em futilidades, em
excessos de pintura e perfumaria, em produtos caros de embelezamento
– dinheiro que poderia ser bem aproveitado para a prática da
caridade – será causa de condenação. E pagaremos sim, como nação,
por não termos olhado para aqueles que passam fome, o
órfão e a viúva – como diz a Palavra de Deus – claro, não
se trata aqui de dar comida de graça para quem não luta nem se esforça.
Quem não trabalha, não tem
direito de comer, diz a Palavra! Também
me mostrava que, cada vez que falava mal de alguém, eu lhe roubava a
honra e quão difícil é devolvê-la. Que teria sido mais fácil
reparar que roubar-lhe um bilhete, porque isso se poderia devolver com
dinheiro, o que não pode ser feito roubando a honra de uma pessoa. Ele
me apontava meus filhos, que pediam a graça de uma mãe presente,
terna, uma mamãe que os amasse de fato, e não uma mãe ausente, que
sai de casa deixando seus filhos sozinhos com o papai televisor. Uma
mamãe computador com jogos de vídeo, que para acalmar sua consciência
lhes comprava roupas de marca. O
que mais me horrorizou foi quando vi minha mãe, que se questionava
disso tudo e isto que ela foi uma mulher santa, que nos corrigia e nos
amava, igualmente meu papai, tal que e eu disse: que será de mim, que
nada disso dei a meus filhos? Que espanto! Que dor tão grande! Deu-me
uma enorme vergonha, porque o “Livro da Vida” me mostrava tudo
como um filme, e meu filho dizia: ai
como a mãe se demora! E falavam com raiva: porque minha
mãe é uma cansona, que nada faz senão xingar? Que tristeza
ouvir um filho de três anos, e uma menina um pouco maior dizendo
isso. E eu lhes roubei a sua mamãe, lhes roubei a sua paz, lhes
roubei a vida que lhes deveria dar como mãe de verdade, em minha
casa! E não fiz que eles conhecessem a Deus. Também não lhes
ensinei a amar ao próximo, e é tal que se não amo ao meu próximo,
nada tenho a ver com meu Senhor. Se eu não tenho misericórdia, nada
tenho a ver com Deus. Deu-me
uma vergonha imensa, porque no “Livro da Vida”, cada um vê como o
outro é. Porque Deus é amor! É Bom! E eu lhes vou falar um pouco
sobre não levantar falso testemunho. Nem mentir, e nisso sim eu uma
fui especialista! Viram?
Porque
Satanás se tornou meu pai, e eu troquei a Deus por satanás! Se
Deus é o Amor, eu sou ódio! Quem é meu pai então? Não era tão
difícil entender isso. E se Deus me fala de perdão, de amar
aos que me causam dano, eu Lhe dizia que quem me faz aqui, me paga
aqui. Quem era então meu pai? E Se Deus é a verdade e Satanás é a
mentira, que era meu pai? E não existe mentira pequena, nem verde nem
amarela: todas são mentiras! Então satanás é teu pai! Tão
terríveis foram os pecados de minha língua!... Eu vi quanto mal eu
causava com ela! Quando eu depreciava, quando eu enganava, quando
chamava alguém pelo apelido, como não se sentia esta pessoa? Como
lhe doía o apelido? Que lhe podia trazer complexo de inferioridade,
como caso de uma pessoa gordinha, ou quando estava engordando, quanto
mal eu lhes causava, sempre com uma palavra ferina que terminava
aquela ação (32). 32
– Coisas tão corriqueiras, tão comuns em nosso meio: os apelidos,
as gozações! São coisas que depreciam o irmão! Que enquanto o
fazem menor, nos fazem engrandecer! E este ato é abominável!
Criticar a beleza, a gordura, a magreza, o modo de falar, de se
vestir, de andar, como agente faz isso! O apelido, sempre é mau!
Sempre! Enquanto
eu fazia o exame dos 10 mandamentos, vi a cobiça com que executei
todos os meus desejos loucos. Eu pensava que ia ser feliz tendo muito
dinheiro, e para mim virou uma obsessão ter muito dinheiro! Uma lástima!
Porque quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha
alma, até o ponto de me querer suicidar. Com
tanto dinheiro, e só, e vazia! Amarga!
Frustrada!
Esta cobiça de desejar ter dinheiro, foi o caminho que me levou a
extraviar-me e a me soltar das mãos do meu Senhor. Depois
deste exame dos 10 mandamentos, me mostraram por fora o meu Livro da
Vida: Formoso! Eu quisera ter palavras para descrevê-lo! O meu Livro
da Vida começou desde a minha concepção, desde quando se uniram o
par de células de meu pai e minha mãe. Assim,
num zás! Uma centelha! Uma
linda explosão (33) e se me formou a alma! Minha alma, colhida das mãos
de Deus Pai, este Deus tão maravilhoso! Por 24 horas do dia me
cuidando, buscando-me, tudo isso eu via. Nada mais que o Seu amor,
porque Ele não me olhava na carne e sim em minha alma. 33
– Para mais pessoas o Bom Deus tem mostrado o momento mágico da
concepção, o momento mágico e único da vida das pessoas, onde a
alma entra no corpo da criança. É ali que começa a vida. Dizem que
um clarão extraordinário ilumina todo interior da mãe, e isso se
poderia chamar a explosão do amor criador, o amor e um Deus. Frustrar
isso com um aborto, é um crime sem nome! E
agora me mostrava como fui me desviando de minha salvação! Este
Livro da Vida, para terminar, lhes vou dar um exemplo de como é
formoso este livro: Eu era muito hipócrita, e muitas vezes eu dizia
para uma pessoa: Fulana, como
estás linda com este vestido tão precioso, como te aparentas bem!
Mas
por dentro eu dizia: Ui! Que
pinta tão asquerosa! E
ainda pensa que é rainha! Isso
em meus pensamentos! Pois
neste livro se vê exatamente o que eu dizia interiormente! Como seu
eu estivesse falando com minha boca, embora viesse do meu pensamento!
Eu via como do interior de minha alma! Todas as minhas mentiras
tornaram-se um raio vivo! Ficaram vivas, e todos os presentes se deram
conta disso! Que vergonha! Para
minha mãe, quantas vezes eu a enganava, porque ela não me deixava ir
a algum lugar! Mãe! Tenho um
trabalho em grupo a fazer na Biblioteca, e ela acreditava no que
eu dizia. E me arrancava a assistir algum filme pornográfico, ou ia a
um bar tomar cerveja com minhas amigas, e minha mãe estava ali, vendo
minha vida! Nada lhe foi escondido! Ela via isso agora! É
tão lindo este Livro da Vida! Vi ali quando era criança e meus pais
me davam bananas, numa época em que eles eram muito pobres, de modo
que em minha lancheira eu levava bananas, doces e leite. E eu comia a
banana e jogava as cascas por todos os lados! Nunca tive a consciência
de que largando uma casca de banana no chão, poderia causar mal a
alguém. Que poderia cair pisando nela! Mas
sabem o que foi mais lindo? Foi quando o Senhor me mostrou algumas
vezes que alguns caíram por causa destas cascas, e eu as podia ter
assassinado, por minha falta de misericórdia. E me mostrou que
somente uma vez, quando fiz uma boa confissão com dor e vergonha,
porque uma senhora me devolveu 4.500 pesos a mais, em um supermercado
de Bogotá. E
papai nos havia falado para sermos honrados, e não tocar em um só
centavo de ninguém, e me dei conta disso no carro. Quando ia para meu
consultório eu disse: esta velha bruta! Me deu 4.500 pesos a mais de
troco, e agora me toca ir devolver. Mas depois pensei: Eu
que não vou devolver, quem mandou ela ser burra! Mas como isso
agora me doeu! Por causa deste dinheiro! Mas
meu pai nos havia instruído muito bem sobre a honorabilidade, e no
Domingo eu me confessei e disse ao padre: Padre: perdoa-me, porque eu
roubei 4.500 pesos e não os devolvi a uma senhora. Mas nem dei atenção
ao que me disse o padre! Achei que assim o maligno não podia me
acusar de ser ladra! Mas
sabem o que me disse o Senhor? Esta
foi uma falta de caridade tua, quando não reparaste devolvendo os
4.500 pesos, que para ti eram nada, mas para aquela mulher era como um
soldo e significava para ela o alimento de três dias. E
sabem o que mais Ele me mostrou? O quanto ela sofreu de fome por um
par de dias! Por minha culpa, sofreram ela e os seus filhos!
Porque o Senhor nos mostra que quando cometo algo, alguém sofreu,
quem atuou e como atuou: Então
me perguntou o Senhor! Que
tesouros espirituais tens para me mostrar? Tesouros
espirituais!? Vi as minhas mãos vazias, não levava nada, minhas mãos
estavam com absolutamente nada! Então
Ele me disse: de que te adianta
dizer então que tens dois apartamentos desocupados, que tens casas,
que tens o consultório? Que te consideravas uma profissional de muitíssimo
êxito! Tu podias me trazer pelo menos a poeira de um ladrilho! E
acrescentou: Que fizeste com os
talentos que te dei? Talentos?
Tu
tinhas uma missão: Defender o Meu Reino de Amor. O Reino de teu Deus!
Eu
havia esquecido até que tinha uma alma, e muito mais que tinha
talentos, o que era as mãos misericordiosas de Deus! Todo o bem que
deixei de fazer, doeu muito ao Senhor! Porque sabem o que Ele sempre
me perguntava? Sobre a falta de amor e de caridade para com o próximo,
e sempre me perguntava sobre o amor! Então
Ele falou:
Tu estás morta espiritualmente! Eu
estava viva, porém morta! Se vocês vissem o que significa uma morte
espiritual! Como é realmente uma alma que odeia! Como é
espantosamente terrível uma alma fastidiosa e amarga. Que faz mal a
todo mundo! Quando alguém está cheia de pecados, embora por fora
esteja ricamente vestida, bem perfumada, por dentro, porém sua alma
esta fedendo horrivelmente, e vivendo no abismo. Com o coração cheio
de depressão e de amargura! E
Ele me disse: Acontece que a
tua morte começou quando a ti deixaram de doer as dores dos teus irmãos.
Era um alerta quando tu vias os sofrimentos de teus irmãos. E isso em
todos os lugares. E quando vias nos meios de comunicação, que
mataram, seqüestraram, desprezaram o que tua língua dizia? Ó
pobrezinhos! Que pecado! Porém
não te doíam os teus irmãos! No coração não sentias nada, eras
toda de pedra! O pecado te petrificou! Quando
meu livro foi fechado, vocês não imaginam a tristeza imensa que me
deu. Que grande dor senti por ter me portado assim tão mal como meu
Papai do Céu! Porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda
a minha imundícia, e de toda a minha indiferença, de todos os meus
sentimentos horríveis, o Senhor sempre, até o último instante me
buscou! Sempre me enviava instrumentos, pessoas, e me falava, me
gritava, inventava coisas para buscar-me! Ele me buscou sempre, até o
último instante. Sabem
quem é Deus Pai? É Aquele que nos pede, a cada um de nós, pela
conversão! E para mim me perguntava: Ouça-me,
Senhor, você me condenou? Claro que não, em meu livre arbítrio,
eu escolhi meu pai, e este nunca foi Deus! Escolhi satanás, este foi
meu pai. Enfim,
quando se fechou este livro, eu vi em minha mente que estava para
partir, que havia um oco, e que depois deste oco, iria se abrir uma
porta. E lá me fui! Então
comecei a gritar por todos os santos, que me salvassem! Vocês não
fazem idéia da quantidade de santos que cheguei a invocar, tanto que
nem tinha idéia de que sabia tantos nomes deles, já que era tão má
católica! Pedi
que me salvasse Santo Isidoro, o trabalhador! E São Francisco de
Assis! E quando me acabaram os nomes de santos, havia somente o silêncio! Então
senti uma dor muito forte! E disse: lá
na terra tanta gente pensando que eu era tão santa, e quem sabe até
estava esperando que eu morresse para me pedir um milagrinho! Mas veja
para onde estou indo! Então,
levantando os olhos, eu vejo diante de mim os olhos de minha mãe! E
sentindo uma forte dor lhe gritei: Maaami!
Que vergonha! Condenei-me mãe, é para onde vou! Não voltarei a te
ver jamais! Entretanto,
neste momento, lhe concederam a ela uma grande graça: Ela estava imóvel,
mas lhe permitiram mover seus dois dedos um pouco acima. Ela sinalizou
e me saltaram dos olhos duas crostas espantosamente dolorosas: esta
era minha cegueira espiritual. E
quando elas saltaram, revi um momento maravilhoso, quando uma paciente
me havia dito: Olhe Doutora!
Você é muito materialista, mas vou dizer algo de que irá precisar:
Quando você estiver em eminente perigo, qualquer que seja, peça a
Jesus Cristo que a cubra com Seu Sangue, que Ele nunca, nunca a irá
abandonar. Porque Ele pagou um alto preço de Sangue por você! E
com vergonha, e com enorme dor, comecei a gritar: Jesus
Cristo! Senhor Jesus tem compaixão de mim e me perdoa! Senhor: Dá-me
uma segunda chance! E
este foi o momento mais lindo, tal que não tenho palavras para
descrever: Ele abaixou-Se e me retirou daquele oco! E quando me
recolheu, vi que novamente tinha firmeza no chão, me colocou em uma
parte plana e me disse com todo amor: Vais
voltar! Vais ter uma segunda oportunidade! Porém
falou: não pela oração de
tua família! Porque é normal que eles orem e clamem por ti, e sim
pela intercessão de todas as pessoas alheias a tua carne, ao teu
sangue, que têm chorado, que têm rezado, que têm enlevado seu coração
com muitíssimo amor por ti. E
comecei a ver que se desprendia um montão de luzinhas, que são como
pequenas almas, brancas e cheias de amor. E via as pessoas que estavam
rezando por mim! Porém havia uma alma grande, enorme, que era a que
dava mais luz! A que mais amor me dava, e eu não conseguia ver quem
era esta pessoa que me amava tanto. Então
me disse o Senhor: Esta pessoa
que tu vês ali, é alguém que te ama muito. Porém sequer te
conhece. E me mostrou o recorte do jornal que saiu na imprensa do
dia anterior, sobre o povo simples! Bem pobre, este era um camponês
que vivia no sopé da Serra Nevada de Santa Marta! E Ele mostrou-me um
homem pobrezinho! Ele havia comprado uma panela, e a envolveram com
uma folha do Jornal “Ele Espectador”, do dia anterior: Estava ali
a minha fotografia, e eu toda queimada! Quando este homem viu esta notícia,
que nem lhe dizia respeito, ele correu e jogou-se no piso, e começou
a chorar com um amor muito grande! E falou assim: Pai!
Senhor,
tem compaixão de minha irmãzinha! Senhor, salva-a! Senhor,
olha por ela! Se tu salvas a minha irmãzinha, eu prometo que vou ao
Santuário de Buga, e te cumpro uma promessa. Porém salva-a!
Imaginem,
um pobre homenzinho, que não estava renegando, nem maldizendo porque
estava com fome, tem agora esta capacidade de amor, de oferecer-se a
atravessar todo um país, por alguém que sequer conhecia! Então
disse o Senhor: Isso é amor ao
próximo! E completou: tu
vais voltar, mas deves repetir mil vezes isto! Senão mil vezes mil! E
ai daqueles que ouvindo isso, não mudarem de vida! Porque serão
julgados com muito mais severidade!
E assim, vais ter teu
segundo regresso! Os ungidos que são os sacerdotes, e qualquer deles
e todos eles! Porque não há maior surdo que aquele que não quer
ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver! E
isso, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, porque o Senhor não
costuma nos ameaçar! Esta é também, para cada
um de vocês, uma segunda
oportunidade, que vocês recebem pela graça de Deus. O
que eu vivi, vivi! Porque quando se abre o Livro da Vida, para cada
um, quando cada um de vocês morrer, irá passar como eu por igual
momento. E vamos nos ver tal qual nós somos, com a diferença que
vamos ver até os nossos pensamentos, tudo na presença de Deus. E o
mais maravilhoso, é saber que de cada um de nós o Senhor já foi à
frente. Outra
vez Ele nos pede oração, para que nos convertamos, para que de
verdade nós comecemos a ser novas criaturas com Ele, pois sem Ele
nada podemos. Que o Senhor abençoe a todos grandemente. Para a Glória
de Deus! Para a glória de Nosso Senhor, Jesus Cristo. Concluindo:
Temos aí um relato impressionante, com uma prova extraordinária do
Amor e da Misericórdia Eterna de nosso Deus. É Ele Quem Se curva
diante de nós, quando deveria ser o contrário. Quase de joelhos está
Ele: implorando-nos a conversão! Mas aqui, com obstinação sempre
renovada, cada vez mais nos afastamos Dele. Está
chegando o dia do Grande Acerto de contas. Hoje quem fala é o
Misericordioso! Amanhã irá falar o Juiz! E você bem viu que nada
lhe escapa. Fez as contas de quantos pecados iguais a Glória você
cometeu? Eu fiquei com vergonha de alguns que lembrei, e nem me dava
conta! Bom confessar isso, para que Deus apague do nosso Livro da
Vida, pois se Deus perdoou, se reparamos plenamente nossa falta, Deus
esquece, e quando Ele esquece, imediatamente a falta desaparece do
livro. E ninguém a vê mais! Sim,
que tenhamos o Livro cheio apenas de boas ações! Elas nos acompanharão,
aliás, já irão à nossa frente. Então, por toda a eternidade este
nosso Livro atará ali a disposição de qualquer um, que poderá
lembrar seus atos, e todos poderão ver o que de bom fizemos para os
nossos irmãos. Um dos bons atos que fazemos é levar estas coisas aos
que vivem os mesmos erros, quem sabe a graça da conversão aconteça.
Sim, muitos retornarão! No
site indicado constam os documentos médicos, os exames e os atestados
dos padres que acompanham Glória. Eu acredito firmemente que tudo foi
verdade. Uma mulher que recebe um raio como esta, que lhe fulmina os
dois seios deixando dois buracos sem carne, que perde os rins, o fígado,
o pulmão e os ovários, que tem o ventre queimado e as pernas cheias
de carne em carvão, e ainda assim volta a vida, certamente tem uma
grande missão a cumprir nesta terra. E muitos se converterão pelo
seu testemunho! Como
será que está, no Céu, o seu, o meu Livro da Vida? Cheio de boas
obras? Cheios de frutos de conversão? Cheio de lutas pelo Reino de
Jesus? Mas não esqueçamos jamais do confessionário: ele é a única
forma de apagar as páginas negras do nosso Livro. Com
todo carinho: Arnaldo
Fonte: Recados do Aarão |
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