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Você
tem medo de quê? De
crianças para adultos o medo está sempre a nos perseguir Todos
nós sentimos algum tipo de medo; sentimento, o qual, muitas vezes
parece ser maior do que aquilo que poderíamos suportar. Temos medo do
desconhecido, da ameaça de dor e de outras coisas que as pessoas
possam nos induzir a sentir a fim de obter o controle sobre nossas emoções.
No estresse provocado pelo medo o coração acelera, as mãos suam, e
o pavor é estampado em nossa face. Embora
pareça incontrolável, precisamos aprender a vencer um fantasma que
se aproxima de nós camuflados em nossas inseguranças, más experiências
e ansiedades. Alguns
adultos, cansados da labuta do dia, intimidam suas crianças com histórias
fantasmagóricas, as quais, no imaginário infantil, ganham vida e as
aterrorizam. Assim, elas facilmente transformam as sombras da noite em
terríveis monstros; os passos de um animal no quintal em pegadas de
lobisomem; e o quarto, na privação da luz, De
crianças para adultos o medo esta sempre a nos perseguir, seja na
pessoa de um dentista, professor, médico ou até mesmo na figura do
papai Noel. Muitas
vezes, nosso medo está também associado a uma experiência contraria
daquilo que esperávamos ou que nos foi apresentada. Em postos de saúdes
ouvimos as mães dizer para seus filhos que a injeção não vai doer
nada. Automaticamente, mais tarde, quando esta criança entrar numa
farmácia ou ambulatório e sentir o cheiro peculiar do ambiente,
encontrar pessoas vestidas de branco ou ver uma agulha de seringa,
certamente vai fazer referencia a decepção vivida na dor da
agulhada. A reação não será outra a não ser de tentar fugir e
aprontar um berreiro no local. (Aliás, era essa a minha reação
quando precisei tomar 22 injeções quando criança, e isso há muito
tempo...) Antes,
melhor seria se falasse a verdade sobre a breve picada da agulha,
confortando a criança com seu amparo, fazendo-a se sentir protegida
mesmo depois da desagradável picada. Prisioneiro
de nossos próprios pensamentos, o medo nos paralisa e nos faz reféns.
Vencê-lo não é uma tarefa fácil, a não ser que mudemos a maneira
de pensar a respeito daquilo que parece ser o problema. Apesar
da importância em nossas vidas, muitos relacionamentos se tornam difíceis
especialmente se não conseguimos desassociar a imagem da pessoa com
quem nos relacionamos com aquela que nos fez sofrer. Não
é raro perceber, mulheres que vêem no marido a figura repressora
daquele homem, que por inúmeros motivos - inclusive por falta de
instrução - reprimiu a liberdade fazendo todo tipo de ameaças,
acreditando que desse modo obteria o controle. Outras pessoas, vendo
as experiências daquelas que sofreram, assumem para suas vidas tal
realidade e temendo situação semelhante, resistem a abrir-se ao novo
relacionamento. Hoje,
essas pessoas vivem às sombras de suas próprias inseguranças,
temendo ousar nos primeiros passos para a mudança. A
maneira que temos para controlar o sentimento de medo pode estar na
maneira como reagimos a ele. Conhecendo a nossa historia ou de quem
sofre, podemos melhorar a qualidade do relacionamento. Quando se
entende melhor as coisas, a sombra de um galho refletido na janela não
parecerá mais como as garras de um monstro que ronda o nosso quarto. José
Eduardo Moura Fonte:cancaonova.com |
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