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A
pessoa do servo o
que vale na vida da Igreja é fazer-se pequeno “Na
cultura grega, o servo, o escravo, é chamado de “aprosopos” que
significa “sem face, sem rosto”. O escravo é um homem que não
tem identidade, que não tem rosto. Esta é a cultura do passado.
Jesus se abaixa, se faz servo. Observem que esse é um fato que chocou
a vida dos discípulos. Deus serve ao homem, mas serve também aquele
que se opõe, porque Jesus lava também os pés de Judas. E Jesus
sabia que Judas o trairia. Pensem nesse amor de Jesus até mesmo em
relação ao inimigo. Se isso é verdade, devemos tirar essa conclusão:
servir é uma ação divina. Não é mandar, não é o impor-se, não
é querer ser o primeiro. Mas o que vale na vida da Igreja é fazer-se
pequeno, simples, humilde, pobre. Essa é a chave da vida da Igreja, a
chave do mistério de Cristo, a chave do nosso mistério. Benditos
aqueles que compreenderem isso. Se
quisermos hoje operar no mundo, nós precisamos nos fazer servos do
homem. Mesmo se nós utilizamos meios poderosos, nós somos servos da
Igreja, servos do homem. Então, vejam aqui um Jesus que se faz próximo
na realidade mais humilde, mais simples. Ele
é próximo como o Bom Samaritano que ajuda aquele pobrezinho. Repito,
ver esse Deus de joelhos aos pés do homem, diante de cada um de nós,
esse é o Ágape, esse é o Amor, esse é Cristo. Se
nós somos cristãos, devemos chegar a isso. Do contrário não
podemos ser fermento no meio dos nossos irmãos. Se quisermos
verdadeiramente dar a vida a Jesus Cristo para servir nossos irmãos,
nós temos que ter essa realidade profunda. Servir, servir por Amor,
servir amando. É no Amor que nós evangelizamos. Nós
podemos ter todos os instrumentos, os meios, para levar o evangelho,
mas se nós não temos o coração no evangelho, com a vida
transmitirmos o evangelho, nós faliremos. Essa
é a chave da vida da Igreja, da vida de cada um de nós”. (Dos
escritos de Dom Zevine) Fonte:cancaonova.com |
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