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Namoro,
tempo de conhecer A
escolha do namorado não pode ser feita só por fora Quando
você vai comprar um sapato ou um vestido, não leva para casa o
primeiro que experimenta, é claro. Você escolhe, escolhe... até
gostar da cor, do modelo, do preço, e servir bem nos seus pés ou no
seu corpo. Se você escolhe com tanto cuidado um simples sapato, uma
calça, quanto mais cuidado você precisa ter ao “escolher” a
pessoa que deve viver ao seu lado para sempre, construir uma vida a
dois com você, e dando vida a novas pessoas. Talvez
você possa um dia mudar de casa, mudar de profissão, mudar de
cidade, mas não acontece o mesmo no casamento. É claro que você não
vai escolher a futura esposa, ou o futuro marido, como se escolhe um
sapato. Já dizia o poeta que “com gente é diferente”. Mas, no
fundo, será também uma criteriosa escolha. A
escolha do namorado não pode ser feita só “por fora”; mas
principalmente por dentro. O “Pequeno Príncipe” nos ensinou que “o
mais importante é invisível aos olhos”. O namoro é este belo
tempo de saudável relacionamento entre os jovens, no qual,
conhecendo-se mutuamente, vão se descobrindo e fazendo “a grande
escolha”. Namorar
para quê?
Já
ouvi alguém dizer, erroneamente, que “o casamento é um tiro no
escuro”; isto é, não se sabe onde vai acertar; não se sabe se vai
dar certo. Todo casamento começa em um namoro; por isso não se pode
levá-lo na brincadeira; é coisa séria. A preparação para o seu
casamento começa no namoro, quando você conhece o outro e verifica
se há afinidade dele com você e com os seus valores. Se o seu namoro
for sério, seu casamento não será um tiro no escuro nem uma roleta
da sorte. Só
comece a namorar quando você souber “por que” vai namorar. A
idade em que você deve começar a namorar é aquela na qual você já
pensa no casamento, com seriedade, mesmo que este ainda esteja longe
de acontecer. Não se faz nada bem feito na vida se nós não temos
uma meta a atingir. Para
que você possa fazer bem uma escolha é preciso que saiba antes o que
você quer. Sem isso a escolha fica difícil. Que tipo de rapaz você
quer? Quais qualidades a sua namorada deve ter? O que você espera
dele ou dela? Essa premissa é fundamental. Se você não sabe o que
quer, acaba levando qualquer um... A
coerência dos valores
Os
valores do seu namorado devem ser os mesmos valores seus; senão, não
haverá encontro de almas. Se você é religiosa – e quer viver
segundo a Lei de Deus – como namorar um rapaz que não quer nada
disso? É preciso ser coerente com você. O casamento é uma unidade
de almas e a religião é muito importante nessa união. Tenho
encontrado muitos casais de namorados e de casados que vivem uma
dicotomia nas suas vidas religiosas; e isso é motivo de
desentendimento entre eles. Há jovens que pensam assim: “Eu sou
religiosa e ele não; mas, com o tempo eu o levo para Deus”. Isso não
é impossível; e tenho visto acontecer; no entanto, não é fácil. E
a conversão da pessoa não basta que seja aparente e superficial; há
que ser profunda, para que possa satisfazer os seus anseios
religiosos. Não renuncie aos seus autênticos valores na escolha do
outro. Se é lícito você tentar adequar-se às exigências do outro;
por outro lado, não é lícito você matar os seus valores essenciais
para não perdê-lo. Não sacrifique o que você é para conquistar
alguém. Há coisas secundárias das quais podemos abdicar sem
comprometer a estrutura básica da vida, mas há valores essenciais
que não podem ser sacrificados. Namorar
alguém que já foi casado
Algumas
moças e rapazes católicos aceitam um namoro com alguém divorciado
por medo de ficarem sós. É verdade que o casamento de um divorciado
pode ser declarado nulo pela Igreja, mas é um processo que nem sempre
é rápido. E não se pode casar sem a declaração de nulidade dada
pelo Tribunal da Igreja. É melhor ficar só do que violar a Lei de
Deus; pois ninguém pode ser plenamente feliz se não cumpre a vontade
d’Ele. Portanto, saiba o que você quer, e saiba conquistá-lo sem
se render. Não se faça de cego nem de surdo, tampouco de
desentendido. O
conhecimento
Para
que você possa chegar um dia ao altar, você terá que escolher a
pessoa amada; e para isso é fundamental conhecê-la. O namoro é o
tempo de conhecer o outro. Mais por dentro do que por fora. E para
conhecer o outro é preciso que ele “se revele” e se mostre. Cada
um de nós é um mistério, desconhecido para o outro. E o namoro é o
tempo de revelar (= tirar o véu) esse mistério. Cada um veio de uma
família diferente, recebeu valores próprios dos pais, foi educado de
maneira diferente e viveu experiências próprias, cultivando hábitos
e valores distintos. Tudo isso vai ter que ser posto em comum,
reciprocamente, para que cada um conheça a “história” do outro.
Há que revelar o mistério! Se
você não se revelar, ele não vai conhecê-la, pois este mistério,
que é você, é como uma caixa bem fechada e que só tem chave por
dentro. É a sua intimidade que vai ser mostrada ao outro, nos limites
e na proporção em que o relacionamento for aumentando e se firmando.
É claro que você não vai mostrar ao seu namorado, no primeiro dia
de namoro, todos os seus defeitos. Isso será feito devagar, na medida
em que o amor entre ambos se fortalecer. Mas há algo muito importante
nessa revelação própria de cada um ao outro: é a verdade e a
autenticidade. Seja autêntico e não minta. Seja aquilo que você é
– sem disfarces e fingimentos – mostre ao outro, lentamente, a sua
realidade. A
mentira destrói tudo, principalmente, o relacionamento. Não tenha
vergonha da sua realidade, dos seus pais, da sua casa, dos seus irmãos,
entre outros. Se o outro não aceitar a sua realidade, e deixá-lo por
causa dela, fique tranqüilo, esta pessoa não era para você, pois não
o ama. Uma qualidade essencial do verdadeiro amor é aceitar a
realidade do outro. Amor
à primeira vista O
amor pelo outro cresce à medida que você o conhece melhor. Não
existe verdadeiro amor à primeira vista. Não se ama alguém que não
se conhece. Não fique cego diante do outro por causa do brilho da sua
beleza, da sua posição social ou do seu dinheiro. Isso o impediria
de conhecê-lo interior e verdadeiramente. Não esqueça: “O
importante é invisível aos olhos”. E “Só se vê bem com o coração”.
São Paulo nos lembra que o que é material é terreno e passageiro,
mas o que é espiritual é eterno. Tudo o que você vê e toca pode
ser destruído pelo tempo, mas o que é invisível aos olhos está
apegado ao ser da pessoa e nada pode destruir. Esse é o seu
verdadeiro valor. Sexo
O
namoro não é o tempo de viver a vida sexual; ela ainda não pertence
ao casal; vocês não colocaram ainda uma aliança na mão esquerda;
amanhã ela ou ele poderá se casar com outro... O sexo é o selo da
união matrimonial. A
beleza do corpo dela, hoje, embora seja importante, amanhã não
existirá mais quando o tempo passar e os filhos crescerem... O amor não
é um ato de um momento, mas se constrói “a cada momento”. Não
se pode conhecer uma pessoa “à primeira vista”, é preciso todo
um relacionamento. Só o tempo poderá mostrar se um namoro deve
continuar ou terminar, quando cada um poderá conhecer o interior do
outro, e então, avaliar se há nele as exigências fundamentais que
você fixou. Felipe
Aquino Fonte:cancaonova.com |
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