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Não
se deixe vencer pelo cansaço Provavelmente
você já tenha ouvido falar sobre a fábula atribuída a Esopo, lendário
autor grego: “A Raposa e as Uvas”. Com pequenas variações, diz a
narração que uma raposa vinha faminta pela estrada até que
encontrou uma parreira com uvas maduras e apetitosas. Passou horas
pulando tentando pegá-las, mas sem sucesso algum... Depois da luta e
já cansada pelo esforço frustrado, saiu murmurando, dizendo que não
queria mesmo aquelas uvas, porque afinal elas estavam verdes e não
deviam ser boas. Quando já estava indo embora, um pouco mais à
frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão...
Não pensou duas vezes e voltou correndo por pensar que eram as uvas
que estivessem caído, pois bem sabia que estavam maduras... Mas ao
chegar lá, para sua grande decepção, era apenas uma folha que havia
caído da parreira. A raposa virou as costas e foi-se embora
resmungando, amargurada, pelo resto da vida. Isso
aconteceu com a raposa da fábula, mas não só com ela. Quantas vezes
temos atitudes como esta diante dos nossos fracassos? Aliás, chega a
ser uma tendência natural de quem não consegue atingir uma meta:
denegri-la para diminuir o peso do insucesso. No entanto, esta postura
não resolve o problema, pelo menos para quem deseja viver em paz
consigo e com seus semelhantes. Ninguém é feliz, verdadeiramente, se
não vive na verdade. “Conhecereis a verdade e a verdade vos
libertará” (João 8, 32). É
verdade que precisamos aprender cada vez mais a difícil arte de saber
perder para mantermos a paz interior, já que constantemente,
conscientes ou não, vivemos a dinâmica da conquista e da perda. Se não
lidarmos pacificamente com esse processo, correremos o risco de
fugirmos da realidade e mentirmos para nós mesmos, quando a saída
seria admitirmos nossos limites e buscarmos a superação com
humildade e reconciliados com a dinâmica da vida. A
raposa sabia que as uvas estavam maduras e apetitosas e foi injusta
consigo ao afirmar que estavam verdes e que não tinha interesse
nelas. E nós? Nunca agimos assim? Ao mentirmos para nós mesmos
optamos por viver na ilusão, travamos um duelo entre a verdade que
está diante dos nossos olhos e a mentira que escolhemos ostentar. Não
podemos seguir o exemplo do animal narrado na fábula. É tempo de
reconciliação com a verdade que se esconde entre as máscaras, as
quais, mesmo sem perceber, muitas vezes, vamos usando para disfarçar
a dor das perdas. A
vida nos ensina que nem sempre ganhamos e nem sempre perdemos, mas uma
coisa sempre acontece: acrescentamos experiência à nossa existência.
Os erros trazem grandes lições e os acertos também, é preciso
estar atentos aos detalhes. Quando
tudo parece perdido, calma! Sempre existe uma maneira de “virar o
jogo”; por meio da fé, sabemos que Deus é o principal interessado
em nos ajudar. Seu maior desejo é nos ver felizes. Recorramos a Ele! Por
mais que as “uvas”, que você deseja hoje, estejam distantes do
seu alcance, não se desespere nem se engane dizendo que elas estão
“verdes”. Admita a perda e lute pela vitória. O tempo é nosso
aliado também nessa matéria. Quem
sabe se a raposa tivesse esperado um pouco não tivesse visto as uvas
caírem aos seus pés? Talvez a vida hoje esteja lhe pedindo calma... O
imediatismo próprio da nossa época, muitas vezes, nos rouba a
sublime arte do saber esperar o tempo certo para cada coisa.
Grandes sábios da história ensinam de diversas maneiras essa mesma
lição. Esperar
o tempo de Deus, reconciliado com sua verdade, pode ser o caminho
seguro para a felicidade que você procura. A cada amanhecer temos uma
nova chance de acertar. Recomeçar, entre perdas e ganhos, faz parte
da bonita dinâmica da vida. Coragem!
Temos um novo dia, uma nova chance. Estamos
juntos! Dijanira
Silva
Fonte:cancaonova.com
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