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Evangelizando
com a alegria da Páscoa e a coragem de Pentecostes Antes
de tudo, caro (a) leitor (a), quero dizer-lhe que o sacerdote existe
porque Deus ama você. O padre é ponte entre Deus e o povo. A palavra
"padre" quer dizer "pai". Sim, pai da comunidade,
amigo de Jesus, irmão dos seus colegas padres, diácono do povo. A
todos os padres nossos cumprimentos, parabéns e agradecimentos. Se o
Papa João Paulo já pediu 94 perdões em seu pontificado, não tenho
nenhuma dificuldade em pedir perdão e perdoar nossos padres. Eles não
precisam tanto dos nossos elogios, mas da nossa compreensão e
colaboração. Sem eles, os bispos nada são, dizia um bispo francês
no Concílio Vaticano II. Que
você padre seja o melhor audiovisual do amor do Pai, especialmente
para os mais pequeninos. No dia de sua ordenação o bispo rezou para
você “carregar o fardo do povo”. É a vocação do “padre-Cirineu”,
um padre carregador de fardos, um “padre povoado”. Todos sabemos
que a ordenação não suprime as fragilidades e limitações do
ordenado. O sacerdote continua após a ordenação sob o peso da
fragilidade humana, mas a graça sacramental o sustenta e o torna
imagem do Bom Pastor, que dá a vida pelo rebanho. O padre não
deve esquecer que ele é um “médico ferido” diz B. Haring. Mas,
pela oração, a fraqueza humana se transforma Deus
deposita em seus padres um voto de confiança. Por isso os presbíteros
serão os primeiros a carregar a tocha da luz, da vida e do calor que
emanam do coração de Deus, rumo ao novo milênio. Sejamos homens de
esperança e de alegria, sabendo que a inautenticidade prejudica a fé
do rebanho. O padre não pode viver uma heresia vital, dizer uma coisa
e fazer outra. O mundo hoje, não acredita nos mestres mas nas
testemunhas. O
padre é um “homem matinal”, profeta da vida, peregrino em busca
da verdade, pois dos lábios do sacerdote esperamos a ciência. Homem
caminhante, homem sempre em partida, “homem exodal” que vai ao
encontro dos fiéis, evangelizando com a “alegria da Páscoa e a
coragem de Pentecostes”, construindo a sociedade nova. O padre
constrói mais pelo que ele é, do que pelo que faz. Em
nossos dias a pessoa do padre é muito controvertida. Para uns, o
sacerdote é um anjo, para outros um demônio. Nem anjos nem demônios,
nossos padres são pessoas humanas nas quais Deus apostou e mesmo
quando estes erram Deus não os desautoriza, mas, em Seu amor sempre
fiel, continua apostando na conversão de seus escolhidos. Bem
escreveu São Francisco de Assis: “Quero temer, honrar e amar os
sacerdotes como meus senhores, pois neles está o Filho de Deus. Não
levo em consideração os seus pecados porque reconheço neles o Filho
de Deus e eles são os meus senhores.” O
padre é uma delicadeza do Coração de Jesus. “Dar-vos-ei pastores
segundo o meu coração” (Jo 3, 15). Nossos sacerdotes não
precisam tanto de nossos elogios, mas do nosso perdão, da nossa
compreensão e colaboração. O padre é uma invenção do amor
trinitário em favor do povo. Você criança, você jovem, você
adulto ouça a voz de Deus que o chama para a vocação. Ser padre não
é uma dignidade só para os santos e justos, nem é uma degradação
para quem não alcançou outros ideais na vida. O padre é um pai, um
pastor, um profeta, um homem de Deus e se você conhece padres que não
são assim, ajude-os a serem fiéis, porque o padre não existe para
si, mas para o povo. O
apóstolo Paulo define o sacerdote como “administrador dos mistérios
de Deus” (I Cor. 4, 1), mas é em “vaso de argila” que ele
carrega esta dignidade e responsabilidade. Não é pois a pessoa
humana do padre que nos encanta e inquieta, mas a missão que lhe foi
confiada. Ser padre não é uma honra, mas uma responsabilidade. O
padre é uma chave que abre o acesso a Deus, é uma escada que conduz
ao céu, é um sinalizador do amor de Deus, é uma ponte que liga o céu
e a terra. Em nossos dias a Igreja deseja padres animadores de
comunidades, comprometidos com a causa dos excluídos, construtores de
uma sociedade nova, justa e fraterna, lugar do reino de Deus. fonte:
CNBB Dom
Orlando Brandes
Fonte:cancaonova.com
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