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Jesus
dispensou um tratamento especial às mulheres A
última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e
com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (Gen
2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi
feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na
voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade. A
mulher foi moldada por Deus para ser sobretudo mãe e esposa:
delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente. Um perigoso
feminismo, “avançado”, tende a igualar entre si homem e mulher,
esquecendo as diferenças específicas que são exatamente o que fazem
a maior riqueza da humanidade. Isso não deixa de ser uma violência
à mulher, desfigurando a sua beleza. A mulher humaniza o mundo com
sua feminilidade. Ao
longo da História da humanidade a mulher foi explorada, especialmente
por ser mais fraca fisicamente que o homem. E ainda hoje essa exploração
continua; no entanto, muitas vezes ela acontece com a conivência da
própria mulher que aceita se vender de muitas formas: na prostituição,
nas revistas pornográficas, nos filmes e novelas, etc. Infelizmente
muitas se deixam explorar pelo dinheiro e pela fama. É preciso
urgente, uma catequese que lhes mostre o seu valor, o brilho da
castidade e a beleza de se manter virgem até o casamento. Outras
mulheres são exploradas em casa, no trabalho e em outras atividades.
Há maridos estúpidos que as tratam com grosseria, e muitas vezes a
agridem até fisicamente. Felizmente hoje a mulher pode recorrer `a
Justiça, de maneira mais fácil e rápida, para se defender; mas
muitas têm receio de procurar a lei com medo de represálias. Em
algumas empresas, sobretudo onde os responsáveis não tem fé em
Deus, a mulher é perseguida quando engravida; às vezes sendo até
aliciadas para fazer o aborto. Muitas empresas nem contratam mulheres
que possam desejar a gravidez. É uma terrível e grave injustiça à
sua dignidade. Até
o advento do cristianismo a mulher foi humilhada e escravizada, como
se fosse inferior ao homem. O paganismo a desprezava e só com a Idade
Média, quando o Evangelho governou os povos, as garantias jurídicas
passaram a existir para a mulher. Jesus dispensou um tratamento
especial às mulheres; perdoou a mulher adúltera prestes a ser
apedrejada, livrou Madalena de sete demônios, tinha amizade profunda
por Maria e Marta de Betânia. Umas
das piores explorações da mulher hoje é o tráfico delas. De acordo
com o relatório da “Organização Internacional de Migrações” (OIM),
o tráfico de mulheres gera receitas anuais de US$ 32 bilhões no
mundo todo, e 85% desse dinheiro vem da exploração sexual, que só
na América Latina e no Caribe fez 100 mil vítimas em 2006. Segundo
os dados dos organismos internacionais, pelo menos 12,5 milhões de
pessoas são vítimas do tráfico no mundo, das quais ao menos meio
milhão está na Europa, com um lucro para o crime organizado estimado
em cerca de 10 bilhões de euros por ano. O estudo da OIM, revela que
as vítimas costumam ser mulheres de classe social baixa, que vivem em
um ambiente de marginalidade, em uma família instável, além do precário
nível educacional. Infelizmente
ás vezes são pessoas da própria família ou uma vizinha, ou uma
amiga, que apresentam uma “oferta de emprego” bem remunerada no
exterior, ou em seu país, mas longe da família. É a prática
nefasta da prostituição, que lança a mulher na sua pior decadência.
O
tráfico sexual de pessoas na Argentina, segundo a OIM, registrou 47
casos penais durante 2006, das quais 30% corresponderam a menores de
idade e, entre 50% e 60%, a mulheres de Também
os meios de comunicação exploram a mulher, especialmente em relação
ao sexo. A Universidade Européia de Roma, realizou um Congresso com o
título “Mulher e meios de comunicação”, em 2006, que foi concluído
com um “Manifesto pelo respeito à mulher nos meios de comunicação”.
Este Congresso do Ateneu Pontifício “Regina Apostolorum”,
congregou comunicadores e especialistas de vários continentes, que
sintetizaram neste manifesto suas conclusões. (zenit. org –
31/03/2006 - P06033103) 1.
Defendemos e promovemos uma imagem respeitosa da liberdade da mulher e
da dignidade da condição feminina nos meios de comunicação. 2.
Combatemos o abuso da imagem feminina como instrumento publicitário
ou consumista. 3.
Promovemos uma informação correta e verdadeira sobre os problemas
que afetam o mundo feminino. 4.
Comprometemo-nos a evitar tons sensacionalistas e rejeitamos fazer um
espetáculo da informação. 5.
Defendemos o papel da mulher como responsável junto ao homem na
edificação e no desenvolvimento da sociedade. 6.
Promovemos uma cultura da liberdade e da paz que respeite a contribuição
do gênio feminino na humanização da sociedade. 7.
Defendemos e promovemos o papel insubstituível da mulher como
educadora da sociedade na defesa dos valores mais autenticamente
humanos, como o amor, o respeito, a dignidade no sofrimento e na
fraqueza, a tolerância. 8.
Defendemos e promovemos a presença ativa da mulher na vida pública e
no mundo do trabalho. 9.
Promovemos a dignidade da mulher e sua igualdade de direitos com
respeito ao homem. 10.
Comprometemo-nos a desempenhar responsavelmente uma função de
informação e sensibilização detectando, documentando e denunciando
as situações e as práticas que limitam a liberdade e violam os
direitos das mulheres e das meninas. A
mulher revela a beleza de Deus, e não pode ser tratada como um objeto
de consumo, prazer, ou como uma escrava. Quanto mais ela for amada e
respeitada, tanto mais o mundo será feliz. Felipe
Aquino
Fonte:cancaonova.com
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