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Muitos
estão tentando não desistir dos seus sonhos
Existem pessoas que decidiram não envelhecer apesar do tempo, das
rugas, dos cabelos brancos e da visão turva. Existem jovens que
mantiveram seus ideais intactos e levaram para a vida adulta todos os
seus sonhos e inspirações da adolescência – uma época em que
"dói" crescer. Estes, hoje, são presidentes, médicos,
esportistas, professores, comunicadores... Pessoas que nos causam
admiração e que se tornaram referenciais nacionais e internacionais.
Olhando
para os "cronologicamente" jovens, também percebemos que
uma nova safra surgiu (aliás, estas safras nunca deixaram de surgir).
Porém, hoje, as drogas, a violência e, especialmente, a afetividade
deturpada têm sufocado esta geração, colocando verdadeiramente em
risco a juventude que sempre trouxe uma esperança aos problemas
contemporâneos da humanidade. Se
dermos uma passada em cadeias públicas ou de segurança máxima,
unidades terapêuticas no combate e prevenção às drogas, casas de
apoio ao soropositivo em fase terminal e em outros ambientes
similares, veremos um quadro assustador. Muitos jovens inteligentes e
cheios de dons estão ali, tentando não desistir dos sonhos e inspirações.
Mas esses sonhos, muitas vezes, se transformam É
preciso um “levante”! É preciso que esses adultos que hoje
decidem, formam opinião, ditam ritmos e velocidade da moda, do câmbio,
das notícias e que não perderam seus ideais de juventude unam-se aos
jovens que, por milagre, por boa educação familiar e religiosa, não
se corromperam. É preciso que esses adultos façam algo realmente
significativo, pois existem, ouso dizer, milhares e milhares de jovens
que não desistiram desse desafio de mudar as faces distorcidas da
sociedade. Por
onde passo, vejo o brilho nos olhos dos jovens. De um lado, vejo
jovens de 18 anos servindo no Exército israelense, com suas
metralhadoras penduradas no pescoço, enquanto degustam seus sanduíches,
sorrindo e se abraçando. Do outro lado de um muro que traz divisão,
jovens palestinos. No fundo, todos querem paz. No Paraguai, vi jovens
que, apesar de toda humilhação das gerações anteriores, por causa
de uma guerra violenta, não desistem e querem ver o país com alta
“autoestima”. Em tantos países, vejo jovens brasileiros morrendo
de saudades de seu país, enquanto batalham por uma vida melhor. Os
jovens que rezam, estudam, lutam para se manter castos; que sonham e
honram os pais, erram e caem, mas se levantam; que saem das drogas,
cantam, dançam, votam... São esses os jovens que têm o direito de
errar tentando acertar, que precisam ser corrigidos e orientados por
uma sociedade que precisa aprender a amar a juventude. A
Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou 2010 como o Ano
Internacional da Juventude. Essa juventude pode mudar o rumo do mundo,
da consciência ecológica, ética, política, sociológica e antropológica.
É o jovem que pode, agora, tocar nisto e mudar o destino do planeta.
As visões escatológicas, de fim de mundo, são baseadas no que
muitos anciãos fazem por interesses pessoais e econômicos. Mas ao
jovem o que interessa é viver, ter tempo para crescer. O jovem é o
maior interessado É
muito difícil e triste imaginar jovens que não queiram viver. Se
eles estão nas drogas, no crime, ou até mesmo na depressão, é
porque os adultos não os valorizaram, não acreditaram que aquela
criança ou adolescente teria a chance real de ser alguém que, nos
planos de Deus, pudesse mudar o mundo. É assim que devemos pensar.
Basta um jovem, apenas um, e o mundo pode ser melhor. Por
causa de alguns homens, pessoas que não tiveram a chance de ser um
bom jovem, o rumo da história e da humanidade eclipsou-se por um
tempo. O que fará um adulto que na sua juventude não foi
incentivado, educado com o bem, com religião, família, cultura, ciência,
ética etc? Está em nós pais, professores, educadores, padres,
pastores e políticos a responsabilidade de formar e esperar
“novos” Ayton Senna, Pitanguy, Ziraldo, Chico Mendes... Se
esses jovens estão hoje com 16, 17, 18 anos, nem sabem o que espera
por eles. É nossa a missão de plantar, regar e colher. Que o Criador
nos ilumine para não desistirmos de nós mesmos ao esquecer que um
dia fomos jovens e que hoje, como adultos, podemos acreditar que a
vida continua nos filhos que geramos e que são, sem dúvida, uma versão
melhorada de nós mesmos. Eu
acredito no jovem. *
Dunga é missionário da Comunidade Canção Nova, apresentador do
programa PHN transmitido pela TV Canção Nova e locutor da Rádio Canção
Nova AM e FM. É autor de quatro livros e já gravou oito CDs. Seus
recentes trabalhos são o livro "Abra-se a Restauração”
e o CD "Transfiguração”. Dunga
Fonte:cancaonova.com
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